Nesta página dupla fotografada de um exemplar da revista aparece um dos traços do grande fotógrafo Bob Wolfenson: estabelecer um contraste entre o ato banal, rotineiro, da estrela na foto — um simples telefonema — e o inusitado fato de estar nua, e impecavelmente penteada e maquiada. Como se fosse para sair, no rumo de alguma situação elegante.

Como os demais fotógrafos que trabalhavam com nossa equipe, Bob Wolfenson também selecionava as fotos que lhe pareciam melhores e a ordem em que considerava poderiam sair na revista — ou seja, como deveria ou poderia ser o ensaio.

O diretor de Arte, Carlos Grassetti, a editora de Fotografia, Ariani Carneiro, e eu em geral concordávamos com a maior parte das propostas dos fotógrafos, com uma mudança aqui, um acréscimo ali. Raramente havia modificações drásticas entre o que o profissional propunha e o que nós, da equipe da revista, achávamos que deveria ser.

No caso da reprodução que você vê aqui, também típico de Bob, a página dupla exibia, de um lado, a nudez telefônica de Andrea Guerra e, de outro, um close de seu perfeito derrière.

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