Image
A mágica com números que o governo Lula chegou a fazer era a cobra comendo o próprio rabo nas finanças públicas

Os exemplos de governos fazendo mágicas com números são muitos. As formas, várias.

Em novembro de 2010, o governo Lula usava da prestidigitação para mostrar resultados bonitos nas contas públicas.

O prodígio está nesta a análise de Ilan Goldfajn, economista-chefe do Itaú Unibanco, publicada no Estadão.

Atenção para esse trecho da análise:

“(…) manobras contábeis têm ocorrido seguidamente. O governo tem vendido créditos que tem a receber de estatais ao BNDES, que compra com recursos que vêm do próprio Tesouro Nacional.

“Foi o caso da venda de créditos da Eletrobrás e, principalmente, da recente operação de capitalização da Petrobrás.

“Neste último, o governo vendeu o direito de explorar o futuro petróleo do pré-sal à Petrobrás, que pagou esse direito parcialmente com recursos originários do próprio Tesouro, via BNDES.

“A mágica que permite criar superávit dessa transação é que os recursos da venda são contabilizados como receita para o governo, enquanto as despesas do BNDES para a compra não o são (mesmo que financiadas com recursos do próprio Tesouro)”.

Em suma, é a cobra comendo o próprio rabo nas finanças públicas.

Ilan Goldfajn sabe do que fala. Ele não é apenas economista-chefe do Itaú Unibanco. Ex-diretor do Banco Central, colaborou com o Fundo Monetário Internacional e é professor do Departamento de Economia da PUC do Rio, onde leciona e pesquisa macroeconomia e finanças internacionais. Foi sócio da consultoria financeira Gávea Investimentos e professor da Brandeis University, em Massachusetts, Estados Unidos.

ATUALIZAÇÃO

Ilan Goldfajn seria presidente do Banco Central de 2016 a 2019. Nomeado pelo presidente Michel Temer e aprovado pelo Senado, permaneceria no cargo, a pedido do presidente Jair Bolsonaro, até a posse de seu sucessor, Roberto Campos Neto, a 28 de fevereiro de 2019.

DEIXE UM COMENTÁRIO

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

5 × 5 =

Nenhum comentário

Alexandre Bastos em 08 de novembro de 2010

No fim tudo vai parar na conta do bolso do contribuinte, tira e põe, faz o zig, zig, zá! acaba na divida publica que ultrapassa 1,5 trilhão, absurdo. se o Brasil fechar p balanço vai apresentar um rombo impagável onde cada brasileiro deve mais que sua casa e sua vida.

p.araujo em 05 de novembro de 2010

Ricardo, por isso que começaram com a propaganda de volta da CPMF, com o blá,blá,blá que já sabemos, que é pra saúde e tal. Só que Lula teve 5 anos com a CPMF,e a saúde continuou ruim, e 58% da CPMF foi pra compor o superavit primário, e agora é pra isso, pq não dá pra fazer essas acrobacias contábeis todo ano..XÔ CPMF

Marie Asmar em 05 de novembro de 2010

Exatamente o que Obama faz e os eleitores disseram não... só que aqui os eleitores não querem saber... e a farra continua!

Samuel Silva em 04 de novembro de 2010

Continuem torcendo contra, pois 8 anos já passaram e a catástrofe apregoada não aconteceu. Quem sabe nos próximos 4 anos, nos próximos 8 anos, nos próximos 12 anos... Profetas da desgraça, Urubús de carniça, Golpistas de plantão etc. Continuem chorando!!!!!

Carla Pola em 04 de novembro de 2010

Ricardo, Nem se preocupe, daqui a pouco elles¹³ mudam a matemática como fizeram com o IBGE, não lembra?? Arquimedes deve estar se revirando no túmulo!!! Beijocas Carla

Rodrigo em 04 de novembro de 2010

Ricardo, Celente previu a crise de 2008. Quem viver, verá.

José Geraldo Coelho em 04 de novembro de 2010

Isso se chama "crochê" finaceiro. É um expediente muito usado no orçamento doméstico e por micro, pequenas e médias empresas. Você faz um empréstimo para tapar um buraco aqui, depois tapa outro buraco alí, até que o orçamento explode e depois vem a falência. Esse é o nosso destino?

Camada von Ozonio em 04 de novembro de 2010

CARO RICARDO, ISTO É MADOFF PURO. A EQUAÇÃO NÃO FECHA . A GRANDE PIRÂMIDE VAI RUIR , É QUESTÃO DE TEMPO. NESTA FESTA, O MELHOR É FICAR PERTO DA PORTA.

Rodrigo em 04 de novembro de 2010

Pois é, Ricardo. E para tornar piores as coisas, um economista americano, Gerald Celente, afirma que até 2012 a economia americana entrará em colapso completo, muito pior que o de 1929. Já imaginou? Previsão de economista... Hum... Será que é o caso de a gente acreditar? Quantos previram a grande crise de 2008, exceto dois ou três? Abração

Marcus(MG) em 04 de novembro de 2010

O que acontece na vida real quando os números não baterem e as contas não fecharem?O governo da Dilma vai dizer que é herança maldita de quem?Dela ou do Lula?Vão fazer a maquiagem dos números durante os próximos quatro anos?O governo viverá de propaganda?Nem sempre imagem é tudo! Pode escrever, caro Marcus: esta será uma herança maldita mesmo. Não estou torcendo para o insucesso da presidente, não. Tomara que ela faça um bom governo. É, porém, a realidade dos fatos.

Bruno em 04 de novembro de 2010

O nosso crescimento está sendo feito na base do endividadmento. Dívida Pública Interna aumentou muito e os juros que o Governo pagam no Longo Prazo irá dificultar o crescimento do País......

Marcus(MG) em 04 de novembro de 2010

Isso sem contar com as cobras "ofiófagas" do próximo governo que nem começou e já estão com fome de cobras!São as Cobras Muçuaranas enraizadas no poder,o problema é a nova espécie surgida do cruzamento das cobras do PT com as cobras do PMDB!Elas não querem ratos,querem cobras do próprio ninho,a oposição não precisa de soro contra elas, precisa é de armadilhas!

Eduardo em 04 de novembro de 2010

Sou advogado, não sou economista. Sei fazer contas e entendo do básico para se chegar onde cheguei na vida, financeira e economicamente bem. Filhos criados e educados, todos os quatro morando nos EUA, a mais nova com 23 e o mais velho com 40 e não tenho dúvidas nenhuma. Tudo que entra sai, e tudo que sai demais acaba secando a fonte. Simples demais? Pois bem, se se ganha 10 e se gasta 12 não há orçamento, pessoal ou estatal que aguente. Morei 14 anos nos EUA e até aquele país está aprendendo a dura lição de casa. Ou, num português próprio do cotidiano: tudo, tudo mesmo, tem um limite. Não creio que serão os 44% que vou sacudir esse presidente infeliz (poupo a mim dos demais palavrões), não creio que Aécio é o vilão (tem culpa, mas não é). "It is the economy, stupid!".

VER + COMENTÁRIOS
TWITTER DO SETTI