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Collina, hoje, como chefe da arbitragem da Uefa… (Foto: colina rpt.pt)

Aquele que muitos consideram o melhor árbitro de futebol de todos os tempos, o italiano Pierluigi Collina — hoje um dos mandachuvas da Uefa, a entidade que dirige o futebol europeu –, aceitou de bom grado a decisão da Fifa de empregar tecnologia para, em lances de gol, conferir se a bola realmente entrou.

Mas Collina, ao mesmo tempo, em seu posto de Chief Refereeing Officer do Comitê de Arbitragem da Uefa (na prática, quem toma as principais decisões sobre arbitragens), apresentou uma estatística muito interessante: desde que começaram a atuar na Europa os juízes auxiliares que ficam atrás das duas metas justamente para certificar se a bola entrou, o lance do gol não validado da Ucrânia contra a Inglaterra na recente Eurocopa foi o primeiro erro em três anos e em 1.000 partidas disputadas.

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… e, com sua figura inconfundível, nos tempos de árbitro respeitadíssimo (Foto: Reuters)

Até encerrar sua carreira, em 2005, Collina foi um legendário árbitro de futebol – seis vezes consecutivas eleito pela Fifa como o “melhor árbitro do ano”. Apitou um sem-número de partidas de alta importância nas principais competições de clubes e de seleções do mundo, inclusive a final da Copa de 2002 (Japão-Coreia do Sul), em que o Brasil de Felipão e Ronaldo Fenômeno derrotou a Alemanha por 2 a 0.

Com sua inconfundível figura – calvo, olhos azuis brilhantes, pele morena –,Pierluigi Collina, italiano, 52 anos, economista de formação, além de seu cargo no Comitê de Arbitragem da Uefa, detém outros postos nessa área nas federações de futebol da Itália e da Ucrânia.

Continua duro, enérgico – foi Collina quem mandou para casa, na recente Eurocopa 2012, o árbitro mais cotado para apitar a final da disputa entre seleções europeias, o húngaro Viktor Kassai, aquele que não viu o gol da Ucrânia contra a Inglaterra, apesar do zagueirão e capitão inglês Terry ter tirado claramente de dentro da meta um chute do ucraniano Devic desviado pelo goleiro Hart.

A honra de apitar a vitória da Espanha sobre a Itália na cobrança de pênalties coube ao português Pedro Proença.

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1 comentário

Marco em 26 de julho de 2012

Dom Setti: Sem dúvida o Collina, era uma segurança para o espetáculo, esse nem precisaria se preocupar com a nova tecnologia. Ele mesmo era um método padrão de perfeição. Abs.

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