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Usina nuclear de Fukushima antes da explosão em março

O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, voltou hoje a insistir na necessidade de o país “se livrar” das usinas atômicas como fonte de energia elétrica.

Não é por falta de providências. Tendo como pano de fundo o gravíssimo desastre nuclear provocado por um tsunami em março na central de Fukushima Daiichi, o Japão se propôs metas impressionantes para o ano 2020 – ou seja, para daqui a apenas 9 anos.

Entre outras medidas, 10 milhões de residências deverão até lá estar sendo abastecidas por energia solar e, mesmo sendo o Japão um país superindustrializado e a terceira maior economia do mundo, o país pretende economizar 15% da energia elétrica consumida hoje – sendo que na região metropolitana de Tóquio a meta é de 25%.

Será intensificado também um ambicioso programa de instalação de gigantescas torres geradoras de energia eólica no mar, com altura equivalente a edifícios de 40 a 50 andares.

O Japão importa 80% da energia que consome. Do total doméstico produzido, 80% vem de 14 centrais nucleares ativas (há cinco desativadas e duas em construção que poderão ser suspensas).

O que é que vocês acham, amigos: será que o Japão consegue se livrar da energia nuclear? De minha parte, não tenho dúvidas de que o ultraconsciente e superindustrioso povo japonês vai chegar lá.

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10 Comentários

Eduardo em 16 de julho de 2011

Não conseguirá.

Rafael Bal.Camboriu - SC em 15 de julho de 2011

Acho que foi aqui Setti, que vi um sistema que utiliza os movimentos das marés para gerar energia, penso que ajudaria bastante.

celsoJ em 14 de julho de 2011

Não sei quanto à você, mas o Japão começou a existir para mim com o 'radinho' a pilha Mitsubishi que a gente comprava do Paraguai ('do' mesmo, no tempo dos sacoleiros). Olha quanto cresceu desde então. O Japão tem os dois requisitos básicos para o progresso de qualquer civilização: trabalho e honestidade (acho que é por isso que a gente não vai prá frente, Brasil, salve a seleção). Eles sabem tirar leite de pedra...

Paulista indignado em 14 de julho de 2011

Tem muito mais a decisão política do atual partido do governo. Resta saber se a oposição, Partido Liberal (Se dissolver o parlamento e convocar a nova eleição vai ganhar, de tamanha a insatisfação do povo contra atual governo)que está dominado por mega empresas como Toyota, Mitsubishi, Sony, Panasonic, etc. vai apoiar.

Sellba em 14 de julho de 2011

Impressionante como um país que importa 80 % da energia que consome, não possui minérios, petróleo, áreas para agicultura consegue estar entre os primeiros do primeiro mundo. Fico pensando nós aqui, do outro lado do mundo se não tivéssemos tudo o que temos e que a natureza nos deu de graça. O que seria de nós?

ricardo em 14 de julho de 2011

bem,se usina nuclear a fusão não der conta do recado,só com biopetróleo...energia nuclear é igual acidente de avião.quem lembra do acidente da bp ? Já Chernobyl... Você leu este post que coloquei no blog? (link abaixo) http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/dica-de-leitura/bem-vindos-a-chernobyl-um-impressionante-passeio-turistico-pelo-maior-acidente-nuclear-da-historia/

wilson em 13 de julho de 2011

Aenergia eólica não é a pedra filosofal não muita calma.

Anonimo em 13 de julho de 2011

Ricardo Com certeza sim, consegue. como sempre vai sair na frente..

LolMongol em 13 de julho de 2011

Também acho. Depois daquele exemplo em que reformaram uma estrada em uma semana, não duvido dos japoneses. Agora, se fosse no Brasil...

Alexandre em 13 de julho de 2011

É difícil, mas não é impossível. Agora uma coisa é certa e vale para todos, sobretudo para o Brasil: A energia nuclear rende enormemente como energia, porém o prejuízo de um acidente é incalculável. A empresa responsável pelo reator de Fukushima está num estado de falência.

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