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O fabuloso Jordan com Kobe Bryan em um jogo de all-stars: Bryan é espetacular, mas ainda falta muito para alcançar o maior da história do basquetebol — e ele provavelmente não vai conseguir a proeza (Foto: Getty Images)

Domingo, 14 de dezembro de 2014, 6 minutos e 36 segundos do segundo quarto da partida entre os times de basquete do Los Angeles Lakers e o Minnesota Timberwolves, no ginásio dos “wolves”, em Minneapolis. Com o público todo em pé, Kobe Bryant, 36 anos, do Lakers, vai arremessar um lance livre.

Lança a bola, que percorre um arco perfeito e… cesta. Sob uma enorme saudação do público, Bryant acabara de ultrapassar, por um ponto, a incrível marca de 32.292 recolhidos ao longo da carreira pelo fabuloso Michael Jordan, cujo auge da carreira ocorreu no Chicago Bulls e que, aos 40 anos, retirou-se das quadras, pela terceira e última vez, em 2003. O jogo terminou com a vitória do time de Bryant por 100 a 94.

Agora, na galeria dos maiores cestinhas do melhor basquete do mundo, o da NBA americana, o craque do Lakers está atrás apenas dos quase inacreditáveis (e na virtualmente inatingíveis) 38.387 pontos de Kareem Abdul-Jabbar, o gigante de 2,22 metros que encerrou a carreira em 1989, aos 42 anos de idade, pelos Lakers, e de Karl Malone, ex-integrante do primeiro e fantástico Dream Team que venceu as Olimpíadas de 1992 e 1996, que atuou durante 18 anos no Utah Jazz e igualmente encerrou a carreira no Lakers, em 2004, aos 41 anos, com a marca de 36.928 pontos.

Cavalheiro, Jordan declarou no mesmo dia: “Felicito a Kobe por alcançar esse feito. É um grande jogador, com uma enorme capacidade de trabalho e uma forte paixão pelo basquete. Tive muito prazer em ver seu jogo evoluir cada vez mais durante os anos e espero ver qual é o novo objetivo que ele vai alcançar”.

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O maior cestinha da história da NBA, Kareem Abdul-Jabbar, em ocasiões diferentes, aplicando seu mortífero e certeiro gancho: no quesito pontuação, ele dificilmente será batido um dia (Foto: ESPN Sports)

Próximo objetivo? Bem, aí estamos em terreno difícil para Bryant, 36 anos. As comparações entre os dois foram e são inevitáveis: ambos têm os mesmos 1,98 metro de altura, ambos são alas armadores, ambos são notáveis arremessadores. Mas não vai ser fácil para ele “superar Jordan como o melhor jogador da história”, que seria seu objetivo segundo contou em seu livro Onze Anéis o mítico treinador Phil Jackson.

A comparação é atrapalhada por alguns fatos, como o de que Bryant alcançou mais pontos do que Jordan pelo simples fato de que disputou perto de 200 partidas a mais. Ele começou na NBA aos 18 anos (àquela altura, o mais jovem da história da liga), e Jordan já perto dos 22.

Mas os índices falam por si. Jordan atingiu a espetacular média de 30,1 pontos por partida — a melhor da história do basquete mundial –, Bryant está nos 25,5, o décimo na tabela, tendo à frente alguns rivais fortíssimos como LeBron James (27,5) e Kevin Durant (27,3).

Em eficácia de arremesso, Air Jordan também deixa o amigo para trás: 49,2% de seus arremessos entraram, contra 45,2%, até agora, de Bryant, que perde para o gigante Jordan também nas outras principais estatísticas — rebotes, assistências, recuperações e bloqueios.

Talvez por tudo isso Bryant, ele mesmo, jamais diz que seu alvo é Jordan, para quem só tem boas palavras: “Michael sabe o quanto aprendi com ele”.

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7 Comentários

Neil Ferreira em 20 de janeiro de 2015

Meninos eu vi: Michael Jordan e Scott Pippen jogando juntos, pelo Chicago Bulls. E também vi Pelé. Sou velho, sim, mas aproveitei a vida.

Leonardo Saade em 17 de janeiro de 2015

Kobe Bryant é um excelente jogador, um dos melhores da história. Mas Jordan só existiu um. Mesmo que jogasse até os 50 anos e superasse outras marcas, Bryant não ameaçaria o trono de Jordan.

joel lima em 17 de janeiro de 2015

Infelizmente não pude ver Pelé. Mas tive a sorte de ver Michael Jordan no auge. E a sorte de começar a passar em tv aberta, na bandeirantes. O que ele jogou nas partidas finais dos 6 títulos que ele ajudou o Chicago a ganhar é indescritível. Para mim, ele é o Pelé do basquete.

carlos nascimento em 17 de janeiro de 2015

Ricardo, Sem qualquer dúvida a pontuação alcançada por Mister Kobe é impressionante, primeiro por ser ala, em alguns momentos atua armando as jogadas, todos nós sabemos que é impossível bater as marcas de pontuação dos pivôs, os gigantes do garrafão são moldados para girar e marcar pontos , como o lendário Abdul-Jabbar e os sensacionais ganchos, principalmente, os de esquerda, faziam toda à diferença. O duelo entre Jordan x Kobe já divide opiniões nos EUA, há um equilíbrio de méritos, mas em minha modesta opinião, Michael era completo, o poder de decisão, as infiltrações, os arremessos de longa distância, além da incrível impulsão, fazem toda e qualquer diferença comparativa. Meu voto vai para Jordan. O basquete é mágico, em nosso País perdeu a mística, não foi possível renovar a geração de Oscar, Marcel e cia., quando tínhamos a sensação de que um dia chegaríamos lá, pena, creio que jamais seremos Campões Olímpicos. Finalmente, dentre as lendas americanas, sou fã nostálgico do "mágico" dos 3 pontos, estou falando do genial Larry Bird, o ala do Boston Celtics, fico aqui imaginando um duelo entre Larry x Oscar Schmidh, qual seria a "mão santa" vencedora. abração.

Sandy em 16 de janeiro de 2015

Creio que a notícia da Medida Provisória 657/14 foi comentada pela imprensa, inclusive pela Veja, na época: 21-10-14. Sorry.

Sandy em 16 de janeiro de 2015

Peço licença para trazer este assunto em um post sobre esporte, por ser o seu último post, mas isso é terrível (um comentarista de um blog fez a denúncia) e não vi nenhum comentário na imprensa ainda: "Assunto: Dilma Decreta o AI – 6 Repassando(Ato Institucional nº 6) Depois não vai reclamar. A Polícia Federal entra em greve, a partir de hoje por 72hs; você,cidadão desinformado, sabe por que? Pois bem, a Presidente Dilma assinou o Decreto-Lei que deixa a Polícia Federal SUBMISSA ao Presidente da República, ou seja, a Polícia Federal a partir de hoje não tem mais autonomia para investigar – essa é a candidata que quer acabar com a corrupção – dessa forma, a violência no país não vai acabar nem diminuir NUNCA! As Polícias não podem mais fazer nada! Dilma edita medida provisória 657-14 na calada da noite para que o Delegado Geral da Policia Federal seja indicado sempre pelo presidente. Dilma quer o controle absoluto da Policia Federal para impedir investigações de corrupção. O Brasil precisa dar um basta nisso. ACORDA BRASIL! ainda há tempo!"

Sandy em 16 de janeiro de 2015

Setti, falando em esportes, impressionante o silêncio da imprensa sobre as obras em construção das Olimpíadas do Rio. Elas estão no mesmo regime diferenciado de licitação que o governo petista e aliados aprovaram para as obras da Copa do Mundo, que resultou em desvios e desperdícios milionários. Em quanto foi orçada as obras? Quanto já estão custando cada uma? Por que a imprensa parece estar muda sobre o assunto?

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