Image
Blindados britanicos “Warrior” aguardam, no Afeganistão, momento de entrar em ação: o Reino Unido esteve firme na derrubada do regime terrorista dos talibãs (Foto: guardian.co.uk)

O Reinaldo Azevedo escreveu um interessante artigo sobre a decisão dos escoceses, por boa margem de votos no referendo da quinta-feira, de manter sua nação como integrante do Reino Unido, como vem ocorrendo há três séculos.

Lembrou que o caso escocês poderia dar um vigor adicional à febre de nacionalismos independentistas que se espalha pela Europa, ameaçando a integridade territorial, econômica e cultural de vários países — não está livre nem a riquíssima e poderosa Alemanha, cujos Estados dispõem de enorme autonomia em quase todos os campos, excetuado os óbvios, como moeda, defesa nacional e outros poucos –, sem excluir ex-domínios da extinta União Soviética na Ásia Central.

Reinaldo poderia ter incluído na lista de países aliviados com o resultado do referendo escocês a própria Rússia, um colosso de 17 milhões de quilômetros quadrados dividido em 85 Estados, distritos, territórios autônomos e outros tipos de regiões político-administrativas, que abrange duas dezenas de etnias onde se falam 27 idiomas e centenas de dialetos, e no qual só a mão de ferro da virtual ditadura do presidente Vladimir Putin vem impedindo a eclosão de conflitos como o da Chechênia, um dos enclaves muçulmanos do território russo que aspirava a independência e cujo sufocamento demandou 12 anos de guerra em diferentes fases e a perda de dezenas de milhares de vidas.

Poderia ter incluído até a ilha de Okinawa, no Japão, de população etnicamente distinta da da maioria dos japoneses, onde existe um movimento independentista. E por aí vai.

Mas o risco que uma série de países importantes corriam de ver estimulados conflitos internos não era tudo o que estava em questão com o referendo da Escócia — além, naturalmente, dos vários temas próprios das relações da Escócia com o governo central.

Uma Escócia independente significaria um baque brutal ao Reino Unido, começando pela perda de um terço de seu território, e o enfraquecimento daquele que ainda é um dos países mais ricos e importantes do mundo, mesmo com a perda do Império Britânico após a II Guerra Mundial: trata-se da sexta maior economia do planeta, com um Produto Nacional Bruto de 2,5 trilhões de dólares (confiram aqui dados do Banco Mundial), com Forças Armadas poderosas e profissionais, com um forte arsenal nuclear e assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Uma Escócia independente, nesses termos, enfraqueceria de maneira perigosa a sempre presente contribuição do Reino Unido à segurança global e aos interesses do Ocidente e dos países democráticos do mundo.

No passado, Reino Unido cometeu barbaridades em sua trajetória, como havia feito, antes, por si só, a Inglaterra?

CLARO!

O velho Império Britânico espalhou — entre coisas úteis e duradouras — também miséria, opressão e desigualdade em vastas áreas do mundo?

Sem dúvida!

Há, evidentemente, um outro lado da moeda, glorioso.

Meu querido amigo Caio Blinder, que vem postando ótimos comentários sobre o caso escocês, pescou, em um de seus textos, um trecho precioso de um secular jornal britânico de centro-esquerda sobre o que significou e significa o Reino Unido. O trecho foi publicado no The Guardian antes do referendo:

“De uma perspectiva, a Escócia abandonando o Reino Unido resultaria no rompimento de um dos mais prósperos, poderosos e harmoniosos Estados no planeta, de uma união política que já dura 307 anos e de um país (…) que aboliu o tráfico negreiro, derrotou Napoleão, lançou a revolução industrial, colonizou um quarto do globo e (por um tempo) ficou sozinho de pé contra Hitler”.

Não é pouca coisa — poucos países, nos milhares de anos da História da Humanidade, realizaram tanto.

Image
Força-tarefa britânica ruma para a Líbia, contribuindo no bloqueio naval ao regime terrorista e criminoso do ditador Khadafi (Foto: Reuters)

Mas, fixando-nos no Reino Unido de hoje, o referendo impediu o enfraquecimento de um dos pilares dos valores ocidentais, de um país que não nega fogo quando precisa estar lá, que ajudou a terminar o genocídio do regime comuno-fascista da ex-Iugoslávia nos Bálcãs, que não faltou nem com o sangue de seus soldados quando se tratava de derrubar o regime de horror dos talibãs no Afeganistão, útero de terroristas como os que fizeram o 11 de Setembro (os erros estratégicos brutais do governo Bush de não mirar a reconstrução do país para ganhar corações e mentes dos afegãos não está em questão, agora), que não deu para trás na hora de esmagar o tirano Khadafi, da Líbia, cessando a matança do ditador contra seu próprio povo.

E que, agora, é fundamental nos esforços, inclusive bélicos, que o Ocidente e seus aliados — como Japão, Coreia do Sul, Austrália, Nova Zelândia e outras democracias — precisam fazer para deter a onda de horror e barbárie desencadeada pelos assassinos do tal Estado Islâmico, que já ocupam parte dos territórios da Síria e do Iraque.

Esses fanáticos assassinos querem destruir o Ocidente e seu modo de vida. Querem destruir valores “ocidentais” que, na verdade, são universais: o direito de livre escolha dos governantes por seus cidadãos, os limites legais à ação dos governos, a independência dos Poderes do Estado, à livre manifestação de pensamento, o direito de ir e vir, o direito à vida e à incolumidade física, a imprensa livre, o direito de livre associação dos trabalhadores, a liberdade religiosa, o primado da lei.

Esses loucos criminosos gostariam de banir tudo isso da face da Terra, se lhes fosse possível. Não conseguirão — e podemos estar certos de que o Reino Unido estará na linha de frente dos que vão impedi-los.

ATUALIZAÇÃO: BRITÂNICOS VÃO ATACAR TERRORISTAS DECAPITADORES

Em sessão de emergência realizada neste sábado, o Parlamento britânico votou por esmagadora maioria — 524 votos a 43 — em favor da autorização solicitada pelo primeiro-ministro conservador David Cameron para que o Reino Unido pudesse atacar via aérea o que ele chamou de “terroristas psicopatas que querem nos matar”.

Usando palavras cadentes, Cameron afirmou: “A brutalidade [dos terroristas] é espantosa: eles decapitam pessoas, crucifixam pessoas, arrancam seus olhos, usam o estupro como arma, massacram crianças”, tratando-se de uma organização de assassinos “como nada que a Grã-Bretanha tenha visto antes.

Image
Jatos de combate F-16 belgas decolam da base de Fiorennes para juntar-se às forças da coalizão que combate os terroristas do “Estado Islâmico” (Foto: AFP)

A Bélgica e a Dinamarca haviam aprovado, na véspera, sua participação nos ataques com seus aviões militares, da mesma forma como se dera, antes, com a Holanda e a Austrália. Já se juntaram as ataques da Força Aérea dos Estados Unidos há algum tempo aviões de combate da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos, entre outros.

Entre ajuda humanitária, financeira ou em armas e equipamentos, 50 países estão alinhados no combate ao chamado “Estado Islâmico”.

DEIXE UM COMENTÁRIO

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

17 − quinze =

18 Comentários

Paulo em 22 de outubro de 2014

Exato ! Vira o Reino Unido ! E quem nunca ouviu falar em "auto determinação dos povos" é o Sr. Feniano, que desrespeita a autodeterminação do povo que vive nas Falklands e NÃO quer fazer parte do hospício da dona Kirchner !

razumikhin em 21 de outubro de 2014

Ainda bem que não aconteceu o pior.

Feniano. em 19 de outubro de 2014

Vejo , com certa aflição e preocupação , que os fiéis seguidores da imprensa reacionária nunca ouvíram mesmo falar no supremo Direito de Autodeterminação Dos Povos. Por favor Srs., convenhamos .. ter peninha da inglaterra ,do reino unido etc. esta velha raposa protestante exploradora dos povos ( Irlanda , Índia , China , Birmania , Ceilão/Sri Lanka , países africanos ( suas ex-colônias ) , e até mesmo Argentina Falklands/Malvinas ). E é óbvio ululante que o obscurantismo muçulmano ( excetuando a Causa da Libertação Da Palestina , que considero justa , mas isso é outra discussão. ) , que já ameaçou a Europa no passado e ameaça o Mundo no presente deve ser combatido e que o Soldado Escocês mostrou e mostra denodado valor em combate a esse estado de coisas.. mas , acima de tudo , a Escócia têm Direito de ser Independênte e Soberana.. pena que não tenham tido a capacidade e o Patriotismo de aproveitar o cheque em branco que receberam , votando pelo Sim. Lamentável.

Angelo Losguardi em 29 de setembro de 2014

O Reino Unido está enfermo. Decadência, multiculturalismos, o politicamente correto, tudo isso tirou aquela valorosa nação dos eixos. Se tivesse havido a separação, teria sido um golpe de morte. Há muito o que reconstruir por lá... mas por aqui a coisa é muitíssimo pior. Não é bem assim... Os soldados profissionais britânicos ainda são um osso duríssimo de roer, por exemplo. E está em mãos britânicas parte considerável da colossal economia americana -- só para ficar em dois temas.

Luis A. Neto em 28 de setembro de 2014

Pois é, Ricardo, e o governo PT alinhado (novamente) com a escória da humanidade e dizendo que é o Brasil! Aqui, ó, no quengo deles! Estou é vendo... quando a encrenca amenizar, o governo PT vai enviar uma força especial ao Oriente para o combate ao EI eliminado e bater no peito estufado que deu importante ajuda no combate ao terror, e os brasileiros abestados e dominados vão aplaudir o "esforço de guerra" do país. Vou tomar meu anti-emético diário, espero que só até o início do próximo ano!

Alan XY em 28 de setembro de 2014

Olhando por outro ângulo a separação forçaria uma maior aproximação da Inglaterra com o restante da Europa acabando com essa tola soberba inglesa de esnobar alemães, franceses e outros igualmente importantes para a civilização ocidental. Aliás, essa é uma questão ainda em aberto.

Zeno em 28 de setembro de 2014

Patéticos são leitores imbecilizados pela doutrinação ideológica e, sobretudo, pela brutal ignorância do que ocorre no mundo.

razumikhin em 24 de setembro de 2014

Ainda bem. E, além do mais, foi um exemplo de como uma nação ética, democrática, trata seus dissidentes. Nada a ver com a Rússia de Putin. Free Ukrain!

maroog em 23 de setembro de 2014

Pois é... E a Dilma acaba de condenar os ataques do ocidente aos pilantras... http://www.valor.com.br/politica/3707318/dilma-lamento-enormemente-ataques-dos-eua-e-aliados-na-siria Vergonhoso.

Luciano em 23 de setembro de 2014

Bajulador, a Argentina também não podia lutar contra o Reino Unido em 1.982, deu no que deu: muita gente morreu. Nunca devemos subestimar os tiranos, especialmente quando estão com dificuldades domésticas.

Zenildo Soares de Souza Júnior em 22 de setembro de 2014

Caro Ricardo; A foto com os tanques e caminhões tem um equívoco sério: NÃO são ingleses. São russos. Provavelmente se trata de carros de combate do tipo T-80 ou T-90, com blindagem ERA (Enhanced Reactive Armor), um tipo especial que é recoberto por pequenas cargas explosivas - são aquelas "caixinhas" distribuídas pela torre e áreas vulneráveis do carro. Trata-se de dispositivos programados para detonar caso o casco seja atingido por mísseis com capacidade de penetração de blindagem; se não são destruídos, esses mísseis, que usam urânio exaurido na ogiva, podem penetrar o interior do tanque e explodir de dentro para fora. Já os caminhões são, provavelmente, da marca russa Zil. O MBT (Main Battle Tank) inglês em uso atualmente é o Challenger, bem diferente desses. Obrigado pelo toque. Vou checar e, constatado o erro, corrigirei. Agradeço de novo a atenção e a gentileza. Grande abraço.

Moacir 1 em 22 de setembro de 2014

Prezado Setti, Uma das coisas que eu realmente aprecio nos europeus é o fato de serem, quase sempre,uns entusiastas quando se fala de política.Talvez , tendo estado por lá recentemente , eu tenha prestado mais atenção do que a maioria por aqui, ao referendo escocês e me dado ao trabalho de questionar e debater e avaliar quais seriam as consequências de um resultado SIM. Neste momento conturbado,o SIM teria sido um golpe devastador para a estabilidade política e econômica da Grã- Bretanha , uma aliada crucial dos EUA. A capacidade da Grã-Bretanha de agir eficazmente seria prejudicada em cada questão: no Estado Islâmico,na Ucrânia, na recuperação econômica da União Europeia e por aí vai. Um voto SIM teria levado a um declínio, no longo prazo, da contribuição britânica para a segurança global. Os separatistas escoceses possuem, por exemplo,um velho histórico de hostilidade para com a NATO . Por certo que eles amaciaram o discurso sobre a aliança militar em 2012, para tranquilizar os eleitores mais à direita e de centro ...lá na frente.Mas tenho minhas dúvidas quanto à sinceridade daquela abrupta "conversão". Mesmo que fosse autêntica,os separatistas pregam uma política livre de armas nucleares , o que significaria privar as forças americanas e britânicas das bases navais da Escócia.É notório que os sentimentos nacionalistas escoceses são nitidamente anti-americanos e pró-seja -lá-o-que-for que estiver do outro lado de qualquer disputa com os Estados Unidos, não importa se o Vladimir Putin ou se o Hamas. Um SIM teria ainda fortalecido aqueles que desejam sair da União Europeia. Desde os anos 90 que o governo britânico vinha tentando apaziguar o separatismo escocês. Tony Blair delegou poderes.David Cameron levou o Reuno Unido a concordar com referendo.Mas na sequência de um voto SIM, acho que a opinião pública teria endurecido. A negociação sobre a dívida pública, a propriedade do petróleo do Mar do Norte, e tantas outras questões controversas seria feroz e os políticos ingleses que defendem uma linha mais dura sobre tais matérias, provavelmente dominariam o debate. Tais políticos,é claro, também tendem a ser "eurocéticos". Não se pode esquecer também o fato de que os Estados Unidos têm tradicionalmente contado com a voz do Reino Unido dentro da União Européia, pois seus líderes - tanto do Partido Conservador quanto do Trabalhista - têm empurrado a UE mais na direção do livre-mercado. Com um Reino Unido fragilizado os avanços comerciais também teriam sido atingidos. Além disso um SIM iria agravar essa espécia de lentidão, de descompasso ,de paralisia que atinge a União Europeia na hora de tomar decisões. Uma Escócia independente poderia solicitar a admissão na União Europeia como seu 29o membro. Um clube formado por tantos estados membros não pode funcionar por consenso. A UE ainda tem que desenvolver métodos de tomada de decisões mais eficazes. O resultado, a maior parte do tempo, é que nenhuma decisão é tomada pelo todo....no melhor timing.Tal fato cria um ritmo,uma dinâmica que beneficia ,por exemplo,um Putin cada vez mais nacionalista e belicoso. E a situação depois de um SIM poderia se agravar. Muita gente acredita que um SIM teria dado ainda mais gás à presença alemã na UE. A UE originou-se como um bloco de três grandes países - França, Itália e Alemanha Ocidental e três menores - Bélgica, Luxemburgo e Países Baixos. Alemanha Ocidental talvez tenha sido então,a primeira entre iguais, mas a França e a Itália tinham voz. Hoje, a União Européia tem 19 membros ,que são menos populosos que a Bélgica e outro - Malta - que é ainda menor do que Luxemburgo. Enquanto isso, a Alemanha unificada e mais rica do que nunca ,passou a representar mais de 20 por cento do PIB da Europa. A Escócia como mais uma nação membro e - quem sabe? - talvez até a Catalunha , juntamente com um enfraquecido Reino Unido, iriam empurrar a UE para uma direção ainda mais desigual.Li dia destes que , neste caso, um membro médio da UE pelo critério populacional seria a Áustria - um país de 8,5 milhões de habitantes que vende 30% das suas exportações para a Alemanha. É claro que a Alemanha é um importante aliado americano, e não há absolutamente nada de sinistro no papel que está atualmente desempenhando na Europa,mas os interesses da Alemanha não se alinham exatamente com os dos Estados Unidos ou com aqueles de outros países membros da UE. A Alemanha tem uma política mais flexível em relação à Rússia ,por exemplo, do que os governos de muitos membros da UE e os Estados Unidos gostariam. Portanto, muito estranhei que o presidente Obama não tenha desempenhado um papel mais importante no debate sobre o futuro da Grã- Bretanha. Caso o voto SIM tivesse prevalecido em 18 de setembro, a omissão de Obama seria lembrada, talvez, nas atribuições de culpa por um desastre em potencial para os povos da Grã-Bretanha, da Europa e do Ocidente. Abraço e parabéns por este post. Comentários inteligentes e pertinentes que, como sempre, enriquecem o blog, caro Moacir. Desculpe a demora na resposta, tive que ir a um compromisso. Abração

ademar filho em 22 de setembro de 2014

Alguns países realmente são especiais e essenciais para a humanidade. Não se trata de riqueza e sim de sociedades com conceitos firmes na liberdade e no respeito aos seus concidadãos. Vejo o Brasil engatinhando nestes quesitos, com os petistas achando que essa farra vai continuar por muito tempo. Os irmãos Castro não podem arredar pé do trono, caso contrário serão trancafiados ou fuzilados no momento seguinte, por tantos crimes cometidos. Lula e sua trupe, terão o destino de tantos outros personagens abjetos que passearam pela história do mundo. Cada vez mais os absurdos fatos de corrupção e desonestidade do partido, comissários e seus convivas surgem na superfície deste mar de lama e espero que a história faça jus e qualifique-os como merecem. O Brasil é um país de frouxos (e quem sabe de grande parte dos cidadãos desonestos), pois tenho certeza que nos EUA, Inglaterra, Austrália, Canadá e outros de primeira linha, essa corja já estaria presa e cumprindo pena.

Winston em 22 de setembro de 2014

E um Reino que nos deu Churchill! O maior estadista da história ocidental do século passado. Não existiriam mais democracias, sem o genial Primeiro Lorde do Almirantado. As Memórias de Churchill deveriam ser de leitura obrigatória para todos os chefes de Estado, primeiros ministros, como também na formação das elites dirigentes da Terra.

Bruno Sampaio em 22 de setembro de 2014

Sempre achei que os fanáticos muçulmanos que se deleitam em degolar pessoas estavam acompanhando atentamente este plebiscito e torcendo para uma estrondosa vitória do "sim" à separação. Dividir para conquistar é mais antigo que andar para a frente.

Claudia em 22 de setembro de 2014

Parabéns Ricardo, muito lúcida essa coluna. Seria muito triste ver o Reino Unidos sendo separado. É um grande país, onde democrácia e respeito a individualidade, as diferenças, é tudo. Vivi nesse país maravilhoso e se podesse, hoje figia para lá. Não dá para vivir num país como o nossos, que não respeita nada. Depois de voce ter tudo..... é difícil. Achei que voltar e lutar para igualar um pouco que fosse o Brasil. Sonhos, sonhos.....

Bajulador em 22 de setembro de 2014

Luciano, a argentina não consegue lutar com a inglaterra nem mesmo por dez minutos.

Luciano em 22 de setembro de 2014

Quem deve estar aliviado com esse resultado é a população das ilhas Falklands. A independência da Escócia possivelmente criaria um período de confusão e enfraqueceria as forças armadas britânicas. A ****** ***** de Buenos Aires poderia tentar uma nova aventura nas ilhas.

VER + COMENTÁRIOS
TWITTER DO SETTI