O pessoal do Partido Comunista do Brasil (PC do B) — peso morto que o PT carrega nas costas há 30 anos em coligação, sem a qual o partido não elegeria nenhum deputado federal — continua de biquinho com a presidente Dilma Rousseff.

Além das diversas “boquinhas” que detinham no governo anterior e que não mantiveram na nova administração (leia post anterior), os comunistas estão bravos com a escolha do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles para comandar a futura Autoridade Pública Olímpica (APO), órgão supervisor de todos os projetos relacionados com os Jogos de 2016, no Rio de Janeiro.

A implicância nada tem a ver com o “neoliberalismo” de Meirelles nem com qualquer coisa semelhante a ideologia, algo que os comunistas de carteirinha do PC do B abandonaram há muito tempo. O centro da questão é o poder que deverá deter o presidente da AOC e as imensas verbas que, de alguma forma, passarão por sua caneta.

Além do mais, os comunistas reclamam que “não foram ouvidos” pela presidente antes da escolha.

Agora me expliquem: onde está escrito que um presidente da República precisa ouvir o PC do B para escolher alguém na área de esportes? Os comunistas ficaram mal acostumados por deterem o Ministério do Esporte desde 2003 — e, num efeito dominó, passaram a abocanhar secretarias do gênero em governos estaduais e prefeituras controladas pelo PT. Falou em esporte, o PC do B acha que é do seu pedaço.

Mas onde é que está escrito isso?

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Meirelles seria indicação de Palocci

Os comunistas não gostaram de Dilma ter consultado o chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, que, aparentemente, foi quem pariu a ideia, por sinal muito interessante, de indicar Meirelles para o novo organismo.

Palocci é o ministro mais poderoso do governo e o mais próximo da presidente. Queriam que Dilma ouvisse quem?

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Esron Vieira em 07 de fevereiro de 2011

Independente de qualquer coisa, gosto da competencia notável do Meirelles.

Diocleciano em 07 de fevereiro de 2011

Desde que não seja corrupto e trabalhe com eficiência, tudo bem.

Heraldo Fontes em 07 de fevereiro de 2011

Idéia muito interessante, sem dúvida! Duas outras nomeações pela Dilma que também rompem com "tradições": Rossano Maranhão (ex-presidente do Banco do Brasil) para a Secretaria da Aviação Civil e Gustavo Matos do Vale, ex-diretor do Banco Central, para a Infraero. Espero que todas elas tenham ótimos resultados para o país. Rossano é master of Science in Economics pela University of Illinois, mestre em Economia Política pela Universidade de Brasília e pós-graduado em Administração Financeira pela Icat-AEUDF (DF), além de especializado em Commercial and Investment Banking pelo Citibank (EUA). Foi professor do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais - Ibmec (DF) e da Universidade Católica de Brasília. Matos do Vale é graduado em Ciências Contábeis, Administração de Empresas e Ciências Econômicas pela Universidade Católica de Minas Gerais, especializado em Análise de Sistemas de Informação pelo Centro de Desenvolvimento em Administração "Paulo Camillo de Oliveira Penna", da Fundação João Pinheiro.

Daniel em 07 de fevereiro de 2011

Bem feito para a pelegada.

Edmundo Salgado em 07 de fevereiro de 2011

É incrível mesmo. Aliás a imprensa deveria ser mais crítica quando entrevista esses caras. Perguntar ao Dr. Orlando Silva o que ele pensa sobre política de esportes de massa. PC do B é uma piada de mau gosto. E o latifúndio da UNE? Mais uma boquinha enorme. Qual a diferença do PC do B com o PMDB?

Marcelo Meireles em 07 de fevereiro de 2011

Concordo 100 % com a D. Dilma indicando Henrique Meirelles para a Autoridade Olimpica. É um homem de credibilidade, que tem trânsito nas rodas de negócios mundiais, e que pode usar sua influencia pra atrair investidores. Acredito ainda que ele aceitou, pra ter uma especie de "estagio" como tocador de obras; afinal, ele pretende ser governador de Goiás. Ele que é renomado craque na área financeira, deve estar encarando com empolgação o desafio de nadar noutras praias. Que bom que ele aceitou a ótima jogada da D. Dilma. Em tempo, sou Meireles tb, mas com um L só rrsr. Não sou parente dele

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