O maestro indiscutível era Marcos Sá Corrêa — inteligência fulgurante, texto fabuloso, criatividade à flor da pele e um inoxidável bom humor, que nem sequer as situações mais complicadas punham em xeque.

De 1985 a 1990 foi o editor (forma utilizada nos EUA para o que aqui chamamos diretor de Redação) do Jornal do Brasil, e sua capacidade de comandar de forma gentil, de escolher muito bem seu time e um talento extraordinário, já comprovado anteriormente na melhor fase de VEJA e no próprio JB, permitiram ao grande jornal viver um de seus períodos de maior prestígio em sua história centenária.

O timaço de comando tinha Flávio Pinheiro como o principal editor executivo e Xico Vargas como secretário de Redação, ao qual se juntaria também como editor executivo Roberto Pompeu de Toledo, que não hesitou em deixar as funções de correspondente de VEJA em Paris para atender ao convite de Marcos.

Ancelmo Gois não pertencia, formalmente, ao comando da Redação, mas sua competência e proximidade com Marcos o tornaram um permanente e valioso palpiteiro, com influência tão grande como os demais. (Na foto, os cinco exibem charges suas feitas por XXXX).

Não me pergunte, pelo amor de Deus, quem desses quatro “braços direitos” de Marcos era melhor jornalista. Se me indagarem, porém, quem era o melhor de todos nós, eu diria sem hesitar ser ele, o maestro.

Marcos honrou a Etevaldo Dias, diretor regional de Brasília, e a mim, com as mesmas funções em São Paulo, como parte do grupo que influía nos caminhos do jornal. Falávamos diariamente, várias vezes por dia, ao telefone, e tanto Etevaldo como eu íamos com frequência para reuniões na sede do jornal, no Rio.

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