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Príncipe William e Kate Middleton: o noticiário sobre o casamento real é avassalador

Amigos, nos principais veículos de informação internacionais, aos poucos parece que o mundo está parando.

Temos a guerra na Líbia, com civis sofrendo consequências terríveis, o ditador Muamar Kadafi entrincheirado num bunker repleto de “escudos humanos”, os rebeldes perdendo terreno e as potências ocidentais sem saber bem o que fazer.

Temos o tenebroso vazamento de água contaminada por radiação da central nuclear japonesa de Fukushima Daiichi, que não se consegue conter enquanto os esforços dos técnicos para refriar os reatores danificados não alcançam resultado.

Temos os efeitos da crise financeira de 2008 se fazendo sentir, com incertezas sobre a firmeza da recuperação dos Estados Unidos, a fragilidade de vários países europeus e índices altíssimos de desemprego em vários países.

Temos mil questões importantes, mas parece — para muitos veículos da imprensa dos países mais desenvolvidos — que o mundo aos poucos vai parando… porque o príncipe William, herdeiro do herdeiro do trono de enfeite do Reino Unido, vai-se casar dia 29 com a plebeia, mas rica e chique, Kate Middleton.

O noticiário sobre o casamento, com uma delirante quantidade de informações sobre os mais irrelevantes detalhes, aumenta a cada dia, é avassalador.

Quanto a este modesto blog, pretendo que esta seja a primeira e última nota a respeito do casamento real.

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17 Comentários

Mendes em 23 de abril de 2011

Ih Setti. A Veja trouxe esse assunto como matéria de capa. Eu lamento que você tenha banido o tema de seu blog porque você sempre traz uma visão diferente e inusitada dos fatos, como no caso do jogo Madri vs. Barcelona, por exemplo, portanto, quem perde são os leitores. Obrigado por valorizar meus pontos de vista aqui no blog. O fato de VEJA trazer o tema como capa é perfeitamente compreensível e aceitável, já que há um grande interesse sobre o assunto. Como a cobertura na imprensa vem sendo esmagadora, achei por bem tratar de outros assuntos. Um abração

Leonardo Carvalho em 20 de abril de 2011

Concordo com o que disse o Licínio Miranda. Realmente o povo brasileiro possui uma certa admiração pela monarquia, provavelmente um resquicio do nosso passado e é interessante alguns historiadores afirmarem que o ultimo imperador do Brasil, Dom Pedro II era "muito amado pelo povo e que a Republica teria sido um golpe das elites".

marcia costa em 20 de abril de 2011

Concordo com você e não vamos mais falar nesse assunto, mas posso te dizer uma coisa? Estou doida para ver o casório, rs!

Almirante Kirk em 20 de abril de 2011

Enquanto outros países têm reis,rainhas,príncipes etc.s,no Reino da Banânia temos sapos e sapas! Há quem não se conforme com isso - a inveja é triste,rsrsrs! Cada um tem a realeza que merece...

Flavia em 19 de abril de 2011

Pra mim, esse princepe parece mais um sapo!

Paulo Bento Bandarra em 19 de abril de 2011

O que vai mudar no mundo ou no nosso país? Nada. Não somos súditos da corôa britânica, pelo menos de fato, pois para a mídia parece que tem dominado o coração e a mente dela. Coisa mais de jerico!

Roberto em 19 de abril de 2011

Parabéns Setti, até que enfim alguem toca na ferida. Não são só os governantes que acreditam naquela história de pão e circo

Mendes em 19 de abril de 2011

Não entendo na de jornalismo, mas falando apenas como leitor posso imaginar que se os veículos de comunicação dedicam espaço para o assunto é porque detectaram interesse do público sobre ele. Será que o fato de haver "mil questões mais importantes" justifica que esse tema seja deixado de lado numa época em que assuntos mais banais e tolos como os "reality" shows" têm cobertura? Não sei se o público leitor ou telespectador aguentaria ouvir falar apenas de crise econômica, corrupção dos políticos e tsunamis. Você mesmo torna seu blog mais interessante porque inclui uma variedade de assuntos mais mais leves para dar um alívio ao leitor. Não sou entusiasta da monarquia (pelo menos no Brasil), mas é forçoso reconhecer que em vários países com monarquia não absolutista como Inglaterra, Japão, Espanha e os países nórdicos, as instituições e a separação entre estado e governo são muito mais sérias do que no Brasil. Claro que o assunto interessa aos leitores, Mendes. Você está correto em seu comentário. E concordo inteiramente com você em que a imprensa não deve se concentrar, como em geral faz, nas más notícias, nos temas ruins ou chatos. O problema é o exagero delirante na cobertura do casório real. Há emissoras de TV que estão dedicando programas de horas ao casamento -- e isto ANTES do casamento --, edições especiais inteiras sobre as bodas e por aí vai. Um abração

Agricio Balbi em 19 de abril de 2011

Meu Caro Ricardo, "ao povo pão e circo".

Frederico em 19 de abril de 2011

Parabéns Ricardo....fique fora dessa mesmo. É uma falta de assunto e uma futilidade muito grandes. O que dizer também sobre a enorme publicidade que revistas do porte de Veja deem tanto destaque a bobagens como o tal de BBB.

Oliveira em 19 de abril de 2011

Ola Setti Como já te disse antes, sou naturalizado canadense e um dia talvez serei súdito do "King William, the V" e sua bela rainha. E creio que todos nos que sofremos com ele a dor pela perda de sua mãe, agora estamos alegres por ver que ele parece estar muito feliz com o casamento. Sobre a cobertura, percebo que nos paises onde os realty-shows são populares esta havendo um clima ate de histeria. Veja como exemplo a cobertura nos EUA, é 50x maior que a da mídia aqui no Canada, onde um dia ele sera o monarca. Para vc ter uma ideia nem o Primeiro Ministro daqui ira ao casamento, pois estamos em período eleitoral. Apenas enviara os presentes aos noivos. Porem mais uma coisa. A monarquia britânica, mesmo para nos canadenses, é uma excelente e barata forma de ser governado. Pois cada canadense paga apenas 1,30 dólares por ano para manter toda a realeza la em Londres e seus representantes aqui no Canada (e olha que alem do Governador Geral do Canada existe um representante em cada província e consequentemente todo um staff administrativo para cada um). O segredo dessa economia deve ser que ninguém, nem a Rainha, tem cartão corporativo. Um abraço

Licínio Miranda em 19 de abril de 2011

Ah, e antes que eu esqueça: esse casamento vai ajudar bastante a economia britância (e dos demais países da Commonwealth, como Canadá, Austrália, etc...). A venda de produtos ligados de alguma forma ao casamento não será brincadeira. Aliás, provavelmente irá ajudar até o Brasil. Quem quer apostar que veremos muitas noivas brasileiras imitando o vestido e penteado da princesa britânica? Agoa no Brasil, os filhos do Lula só dão despesa, e ainda ganham passaporte diplomático. Que legal, heim?

Licínio Miranda em 19 de abril de 2011

Os brasileiros sempre gostaram do espétaculo. Acho que ainda somos todos monarquistas... ha ha ha Por 389 anos houve um monarca reinando (ou imperando, se for pós-1822) no Brasil. Mesmo a distância, as cidades e vilas brasileiras comemoravam o nascimento, casamento e morte de príncipes e reis. É um traço cultural nosso. E vai persistir. E em 2014, quando Dom Sebastião retornar do além-mar, com apenas 9 dedos, barba, língua presa e com um português sofrível, e nenhum caráter, aí sim você irá se asssustar.

Republica em 19 de abril de 2011

Que legal! O herdeiro da família parasita vai se casar e logo vai procriar para que os britânicos paguem suas despesas também!

JT em 19 de abril de 2011

É justamente por isso que o príncipe está casando: para a imprensa mundial ter uma válvula de escape. Na falta de uma Copa do Mundo ou Olimpíadas em 2011, este será o assunto "leve" do ano, concordemos com a pauta ou não.

Ronaldo em 19 de abril de 2011

Na mosca!

Jefff em 19 de abril de 2011

A monarquia exerce fascinio nas pessoas. È uma instituição que apelo na unidade familiar, tradição e unidade nacional. Ela representa o passado, o presente e como se trata de uma familia do futuro. Se fosse a filha do presidente dos estados unidos não exerceria tanto interesse.

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