Estão pegando no pé do ex-governador de Goiás Alcides Rodrigues (PP) por seu governo ter gasto, em 4 anos e 3 meses de mandato, mais de 1 milhão de reais em bebidas alcoólicas para o Palácio das Esmeraldas, sede do governo.

Bobagem. Palácios são locais freqüentes de jantares, banquetes e recepções, onde, naturalmente, se servem bebidas alcoólicas.

O realmente grave e espantoso nas contas de Rodrigues, agora sendo levantadas pelo tucano Marconi Perillo, que assumiu este mês pela terceira vez o governo estadual, são os 684 voos em aviões do governo estadual para as cidades de Rio Verde (GO), Santa Helena (GO), Araguacema (TO) e Palmas (TO) – por uma dessas coincidências da vida, todas cidades próximas a fazendas de propriedade do ex-governador.

Por falar nisso, o que tanto o governador de Goiás fazia em cidades de Tocantins?

Rodrigues é gente boa. Político obscuro, Perillo inventou-o como candidato a vice na eleição de 1998, e voltou com ele ao poder na reeleição, em 2002.

Em 2006, Perillo deixou o governo em março para concorrer ao Senado e Alcides Rodrigues assumiu o poder. Nas eleições daquele ano, foi o candidato de Perillo à sucessão.

Em 2010, porém, Rodrigues traiu seu patrocinador, apoiando um nome do PR contra Perillo no primeiro turno da eleição para o governo estadual e, no segundo, marchando com o arqui-rival do ex-governador, o também ex-governador Íris Rezende (PMDB). Em ambos os turnos, abandonou o candidato presidencial de Perillo, José Serra, e apoiou a agora presidente Dilma Rousseff.

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Rodrigo salles em 07 de fevereiro de 2011

o artigo teria mais credibilidade se o colunista se desse ao trabalho de escrever o nome do governador MARCONI Perillo corretamente, ainda assim e revoltante. Quer dizer que um errinho de digitação -- estou cansado de saber que o governador se chama Marconi, aliás Marconi Ferreira Perillo Júnior -- compromete a credibilidade da nota? Puxa, amigo Rodrigo, pegue mais leve... Já corrigi o nome do governador. Abração

Diocleciano em 31 de janeiro de 2011

É por isso que defendo a reforma agrária. É um absurdo que corruptos como o indivíduo aí citado seja dono de várias fazendas. Uma fazenda já lhe estava de bom tamanho. O resto deveria ser distribuído a quem não tem.

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