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Em outubro de 1958, Elvis toca seu violão em um quarto de hotel em Bad Homburg, na Alemanha © elvispresleymusic.com.au

Planetariamente famoso como o “rei do rock”, já milionário e poderoso, Elvis Presley foi docemente compelido a mostrar que era um bom cidadão e servir o Exército dos Estados Unidos. Disciplinado, lá se foi ele para dois anos de serviço efetivo no Exército, entre 1958 e 1960, e mais quatro como reservista. Na época, existia nos Estados Unidos a convocação obrigatória, abolida depois da Guerra do Vietnã.

Assim sendo, entre seus 23 e 25 anos de idade, Elvis começou sua trajetória de recruta em uma base no Texas e depois seguiu para a Alemanha, onde os EUA mantinham grande contingente ainda como consequência da II Guerra Mundial e da ocupação do país pelos Aliados.

Entre março e setembro de 1958, o “Rei” completou seu treinamento militar básico e avançado em Fort Hood, no Texas. A partir outubro do mesmo ano até março de 1960, ele fez parte de um batalhão em Friedberg, na Alemanha. Em março de 1964, deu baixa de vez do Exército. No período, seu salário era de 78 dólares mensais — equivalentes hoje a 640 dólares.

As Forças Armadas, diante da iminente entrada do cantor, ofereceram algumas condições especiais durante sua permanência. Além de seus próprios aposentos, Elvis teria sua própria turma dentro do Exército, formada por seus amigos e por soldados de sua cidade de adoção, Memphis, no Tennesse, e ainda por cima poderia fazer um show em Las Vegas. Todas as ofertas foram recusadas. Ao se alistar, Elvis Presley tornou-se, teoricamente, apenas mais um soldado americano.

Durante sua ausência, a gravadora de Elvis lançou músicas inéditas, o que manteve o Rei no topo das paradas mesmo enquanto longe delas. Depois de dar baixa, lançou um disco, Elvis is Back (“Elvis Voltou”, ou “Elvis Está de Volta”), em que aparecia na capa como soldado, que arrebentou no mundo todo.

Vejam fotos incríveis de sua chegada ao Exército, pouco divulgadas até hoje:

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O 1,84 m de altura de Elvis é medido no alistamento © Foto: Don Cravens/The Life Images Collection/Getty Images
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O barbeiro do Exército acaba com o visual clássico do cantor © Foto: Don Cravens/The Life Images Collection/Getty Images
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Elvis, de cuecas, pareceu se divertir durante seu exame físico © Foto: Don Cravens/The Life Images Collection/Getty Images
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Junto com os outros recrutas, Elvis recebe uma vacina © Foto: Don Cravens/The Life Images Collection/Getty Images
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Em combinação exótica, o Rei deixou-se fotografar de paletó xadrez ao experimentar as botas do uniforme © Foto: Don Cravens/The Life Images Collection/Getty Images
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O juramento que oficializa a entrada no Exército © Foto: Don Cravens/The Life Images Collection/Getty Images
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O uniforme do Exército substituiu os paletós desconstruídos e as calças bamboleantes do visual de Elvis nos primeiros tempos © Foto: Don Cravens/The Life Images Collection/Getty Images
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Ao dispensar o tratamento especial, Elvis se submeteu às mesmas condições de trabalho de seus colegas © Foto: Don Cravens/The Life Images Collection/Getty Images
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Elvis provando um quepe do uniforme © Foto: Don Cravens/The Life Images Collection/Getty Images
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Em março de 1959, na Alemanha, experimentando a mira de uma arma © elvispresleymusic.com.au

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10 Comentários

Julio Silva em 15 de outubro de 2014

Fidel nunca foi brasileiro e continua adorado por muitos. Jesus não brasileiro e nunca foi odiado no brasil por isso, muito menos o papa(argentino) é repelido por aqui. O problema é o complexo de cachorro perebento que continua com força nessa terrinha complexada e problemática.

MARCOS em 13 de outubro de 2014

Zeno, seu comentario foi infeliz voce nao conhece Elvis seu intelecto nao seria capaz de entender quem foi Elvis como artista e ser humano, e falzr que nao fez sucesso no brasil e ridiculo, na epoca chegou a vender mais de um milhao de lps ao contrario dos artistas da epoca que voce tanto ficou ai gabando-se artistas na sua maioria copias muito mal feitas de idolos americanos estude a historia da nossa MPB antes de falr mal do Elvis, quem nada acrescenta em alguma coisa e voce com esses comentarios vazios e hipocrita lamentavel a sua colocacao

André Costa em 12 de outubro de 2014

Elvis é o Rei. Pelé também serviu ao exército. Obrigado Setti. Coitado do Zeno...

Zeno em 11 de outubro de 2014

Mesmo na cultura, a influência americana foi perversa. Elvis teve pouca influência no Brasil porque, na época em que ele fazia sucesso, existia a verdadeira MPB e seus maravilhosos artistas icônicos, cultuados até hoje. Havia também uma certa "blindagem" contra modismos externos. A partir dos anos 80, com a ajuda da mídia submissa, tornou-se impossível encontrar um jovem sambista no Brasil, mas é muito fácil achar "rappers" nas periferias das nossas cidades. É patético, até nossas classes mais pobres foram capturadas pela máquina americana de criar ídolos de barro. O poder e a ganância da indústria fonográfica norte-americana dizimou a personalidade musical do Brasil.

analu em 11 de outubro de 2014

Setti, Esta reportagem é maravilhosa. Mostra que um verdadeiro ídolo é não só aquele que se sobressai num determinado setor, por causa de um talento extraordinário, mas também porque é um cidadão que respeita as leis do seu país, que não se sente superior a ninguém, que rejeita favores e paparicos. É um exemplo de ser humano, que acima de tudo, sabe que tem obrigações e responsabilidade perante a sociedade, não só a do seu país, mas também a internacional, que admirava o seu talento e a sua arte. Quem dera que os nossos atuais (des) governantes tivessem uma parcela mínima da nobreza e da consciência deste homem. Elvis Presley revolucionou a música do século XX. É o precursor dos Beatles e de todos os roqueiros depois dele. Aqui no Brasil, o que se paparica são os chamados "heróis" do futebol. A juventude brasileira precisa de exemplos como este! Belíssima reportagem. Vou repassar para os amigos da nossa geração, que têm a medida exata do que representou, para nós, o grande ídolo Elvis Presley!

Mendes em 11 de outubro de 2014

Uma bela recordação de um tempo em que eu estava aí pelos 15 anos e via essas fotos em jornais como Diário de São Paulo, A Gazeta, Última Hora e revistas como O Cruzeiro, Manchete e Fatos & Fotos. Matérias como essa são como ar fresco que nos ajuda a aguentar a podridão que assola o país.

Gilx em 11 de outubro de 2014

"É nojenta essa mania de adular tudo o que vem dos EUA. Lamentável." Esse tal Zeno é mais um antiamericano bocó. Deve gostar de Cuba, talvez.

Toninho Malvadeza em 11 de outubro de 2014

Enquanto Elvis dispensa tratamento especial,o covarde Cassius Clay (também americano),se negou servir seu país e até de nome mudou.Viva Elvis,viva o Rock,e parabéns pelas ótimas fotos.

Zeno em 11 de outubro de 2014

Não fui grosseiro ou mal educado, apenas coloquei o meu ponto de vista. A caixa de comentários que o senhor deixa aberta em seu blog está aí, penso eu, exatamente para isso. O seu blog parece ter uma fixação pelos EUA, são sempre notícias exaltando esse país que legou mais desgraça ao mundo do que qualquer outra coisa. Reconhecer o óbvio -- a importância de Elvis Presley (de quem nem sou apreciador em especial) para a música popular e para a própria cultura de massas do Ocidente -- não significa qualquer "fixação" pelos Estados Unidos, embora, obviamente, como democrata, eu admire o grande país que são. Não isento de problemas e defeitos, e com governos melhores ou piores para os próprios americanos e para o mundo, mas, ainda assim, um país admirável. Mas estou falando, por ora, só do Elvis! Pelo amor de Deus...

Zeno em 11 de outubro de 2014

Um almofadinha ianque cuja influência em nossa cultura é nula. É nojenta essa mania de adular tudo o que vem dos EUA. Lamentável. A influência, diferentemente do que você supõe, foi enorme. É até ridículo precisar responder a isso, diante do que significou, para a cultura musical do planeta inteiro, o fenômeno Elvis e a disseminação do rock. A publicação de fotos não é "adulação", mas simplesmente a divulgação de flagrantes pouco conhecidos. Nojento é leitor sem a menor educação e sem o menor respeito pelo trabalho de um jornalista sério. Só respondo a seu comentário grosseiro e altamente desinformado porque, diferentemente do que você deixa entrever, recebi boa educação de pai e mãe.

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