Image
O técnico Vicente del Bosque ao anunciar a convocação: currículo espetacular, mas sem estrelismo algum (Foto: eurocopa.com)

Ele sabe o que faz porque esteve lá. O técnico da seleção de futebol da Espanha campeã do mundo, Vicente Del Bosque, tem um currículo espetacular.

Como jogador de meio-campo – fmagrinho e bigoduro, fisicamente muito diferente do senhor gorducho e calvo de hoje –, atuou por 14 anos no Real Madrid, abiscoitando 9 títulos e vestiu 18 vezes a camisa da seleção que hoje dirige.

Como técnico, foi um vencedor. Para citar apenas sua mais recente passagem pelo Real, entre 1999 e 2003, venceu dois campeonatos espanhois, uma Copa do Rei, duas supercopas da Espanha e, principalmente, duas Champions League, o melhor certame de clubes do planeta.

Não obstante, diferentemente de muitos colegas europeus, brasileiros e de outras plagas — para não falar do que hoje ocupa o lugar que foi seu no Real, José Mourinho –, Del Bosque se mostra sempre sereno, tranquilo, quase pachorrento. Não tem a mínima pose de estrela, atende a imprensa sempre de bom humor, não conta prosa nem vantagem.

Vai precisar cortar algo como 11 dos convocados

Muito se escreveu e já se falou sobre a convocação que fez, ontem, para dois amistosos da seleção que se prepara para defender seu título de campeão da Eurocopa – a Copa Europeia de Seleções, competição sensacional a ser realizada entre 8 de junho e 1º de julho na Ucrânia e na Polônia e que, nessa linha, só perde em interesse para a Copa do Mundo.

Image
O técnico com a Copa FIFA, celebrando a vitória — merecidíssima — na Copa de 2010 na África do Sul (Foto: abril.com.br)

Assisti à entrevista que Del Bosque concedeu no ato da convocação, e depois a outras mais curtas concedidas, individualmente, a emissoras de TV. O técnico não pôde convocar os supercraques do Barcelona e jogadores do Athletic Bilbao, que se enfrentarão no próximo dia 25 em Madri, além dos espanhois que atuam no britânico Chelsea, que disputará a Champions com o alemão Bayern neste sábado, na Allianz Arena de Munique. Terá, provavelmente, que cortar algo como 11 dos jogadores que convocou.

De tudo o que vi, li nos jornais e ouvi, o que mais me chamou a atenção foi uma frase sobre esse corte que, em diferentes circunstâncias, muitas outras pessoas, no futebol, na política e na economia, deveriam proferir sempre – mas não o fazem. Uma simples, mas verdadeira lição:

— Bem, vou procurar errar o menos que puder.

DEIXE UM COMENTÁRIO

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

3 × 4 =

2 Comentários

Vera Scheidemann em 16 de maio de 2012

Quando as pessoas exercem a humildade o eventual sucesso que possam vir a ter no futuro só fica mais saboroso, não é mesmo ? Vera

Marco em 16 de maio de 2012

Dom Setti: É um bom exemplo, treinador tem q fazer o obvio e o simples não precisa inventar. Espero q o Sheik, seja o centroavante, hoje. Senão tu vai ter problemas. Rsssss. Abs.

VER + COMENTÁRIOS
TWITTER DO SETTI