O sindicalista Paulinho, chamado outrora de “pelego” pelos petistas, agora é um neo-esquerdista

Paulinho da Força: a culpa é do mercado

A política é como nuvem, dizia o falecido governador mineiro Magalhães Pinto – cada vez que o sujeito olha pra cima, ela adquire um formato diferente.

Certos políticos e dirigentes sindicais também. Mudam com o vento.

Vejam o caso de Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical e, graças a isso, portador do nome parlamentar de “Paulinho da Força” (PDT-SP).

Ele participa das negociações com o governo sobre o novo salário mínimo e anda uma fera. “Estamos incomodados com o início do governo Dilma”, vociferou Paulinho depois da última reunião entre sindicalistas e ministros para discutir a questão. Neo-0esquerdista, acusou: “É uma tentativa do mercado de mandar em tudo e não vamos concordar com isso”.

Antes, o preferido de 10 entre 10 patrões de São Paulo

Para quem sempre cortejou o mercado, como Paulinho, líder sindical compreensivo e preferido por 10 entre 10 patrões de São Paulo durante muitos anos, é uma novidade essa recente hostilidade, esse pendor semi-revolucionário.

Da mesma forma, é novidade outra bravata do deputado diante da firmeza com que o governo pretende manter sua proposta de um mínimo de 545 reais, contra os atuais 510:

— Essa postura de arrocho nos incomoda. Foi essa a política que não deu certo no governo Fernando Henrique. É o contrário da política do governo Lula.

Engraçado: Paulinho esteve próximo de governos tucanos – estaduais e federal – durante a maior parte de sua carreira, apoiou o governo FHC e manteve, ao longo de quase toda a sua vida sindical, atitude de feroz oposição à CUT, ao PT e ao próprio Lula, de quem hoje é fã e próximo. Esqueceu-se de que o pessoal da CUT passou anos chamando-o de “pelego”.

Centrais não querem acordo que, com Lula, aplaudiram

As centrais sindicais, Paulinho incluído, estão remanchando em um acordo que elas próprias estabeleceram com Lula, pessoalmente, em 2007: o reajuste anual do mínimo estaria baseado na inflação do ano anterior mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.

Na época, os sindicalistas consideraram o acordo uma grande vitória. Como, porém, o PIB de 2009 – referência para o estabelecimento do mínimo de 2011 – em vez de crescer, caiu (0,6%), em conseqüência da crise internacional, o acordo já não parece tão bom.

Brasileiramente, as centrais acham que é hora de jogá-lo pela janela.

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Nenhum comentário

  • Zinha_09

    Setti, o “Paulinho” não perde por esperar…

    Será que ele acha mesmo q vai ficar”de graça” a crítica q fez à “Favorita” do Lullinácio?

    Tolinho ele! O que é dele já deve estar bem preparado!Ele não conhece a Favorita… rsrsrs

  • Mariquinha

    O problema desse senhor, é que ele pensa que é o novo Lula. Como não tem carisma nem inteligência pra ser um grande líder, ele está como um rato procurando um queijo gordo pra comer.
    Ele é deprimente, jamais será grande, pois é limitado demais. Se enxerga, rapaz…

  • Diocleciano

    O salário mínimo deveria ser de 2 mil reais.
    Se os políticos querem cortar gastos que cortem de seus próprios salários.
    Outra medida de suma importância seria acabar com esse imoral Imposto Sindical Obrigatório; que sai do bolso do trabalhador para sustentar esses vagabundos. Mas nesse assunto ninguém toca porque na verdade os beneficiados são os empresários.

  • Marco

    Caro R. Setti: Procurei por todo o Google, o orçamento dos Diocleianos sociais do MPF para 2011, não encontrei, se conseguir por favor,me faça esse serviço de Utilidade Pública, então vou te passar o Total dos Dioclecianos Sociais, q consegui só pelo site Sindical, tá sentado, respirou bem, tá com um copo de água na mão, tem certeza q está com os batimentos em dia. Bom desculpe a tua família pela minha irresponsabilidade, mas aí Vai: 300 BI, repetindo 300 Bi, repetindo 300Bi, repetindo 300 Bi, de novo 300 Bi. Como classifico isso: PORNOGRÁFICO ,repito PORNOGRÁFICO, REPITO PORNOGRÁFICO. DE QUEM É AUTORIA DESSE SEXO GROSSEIRO E CANALHA.ESSE SR. E A CUT!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Abs.

  • jeringonça

    Ricardo
    Éssa é a cara perfeita da IRMANDADE SINDICAL…
    Não há um real interesse na defesa dos trabalhadores. O que está por trás disso aí é que o imposto sindical será menor este ano daí a decepção!

  • Estêvão Zizzi

    E com a maior cara de pau!

    Consumidor – Apagão – Direito! Confira: http://www.linhadiretadoconsumidor.com

  • Picheu

    Caro R7,
    Um sujeito desses se diz legítimo represerntante dos trabalhadores.
    Eu sou trabalhador de carteira assinada e não me sinto nem um pouco representado por vigaristas como este.
    Lamento muitíssimo que sindicatos tenham direito de reter parte dos salários de trabalhadores na fonte, a título de contribuição assintencial, contribuição sindical, imposto sindical, enfim…
    Temos que derrubar essa legislação.
    Sindicalista que queira receber dinheiro dos trabalhadores que vá atrás deles, trate de organizá-los, sindicalizá-los. Hoje é o paraíso do PELEGO.

  • gaúcha indignada

    Alguém mudou de “lado”, ou o Falecido ou o Paulinho, quem será…?????

  • Setti, com os aliados que tem, o governo Dilma nem precisa preocupar-se com a “oposição”.
    Notícia publicada ontem à noite no globo.com mostra o descontentamento das lideranças das centrais sindicais em relação às críticas formuladas por Lula às suas reivindicações.
    Paulinho da Força disse: “O Lula está com problema de memória. Quando Serra propôs o mínimo de R$ 600 e os 10% para os aposentados, ele e Dilma estiveram reunidos com os presidentes das centrais, na Força, antes do comício em São Miguel Paulista e afirmaram, juntos, que nos podíamos garantir para as nossas bases que teríamos aumento real neste ano.
    Fazendo menção ao comício de 15 de outubro em que Lula acusou José Serra de fazer demagogia com o salário mínimo, Paulinho acrescentou:
    – Ele (Lula) ficou o tempo todo no palanque convencendo a mim e ao Artur (Henrique, presidente da CUT) que tudo seria acertado depois, não precisávamos fixar o valor naquele momento. Estamos apenas cobrando o que ele sugeriu. Mas agora a eleição acabou”.
    Wagner Gomes, presidente da CTB (Centrais Sindicais de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), afirmou que as centrais estão dispostas ao confronto aberto com Dilma, a quem ajudaram a eleger. E sobre a crítica de Lula disse:
    – “O presidente Lula perdeu uma grande chance de ficar calado. Ele não é mais o presidente. Além disso, quando era, esteve em um comício com a Dilma em São Miguel Paulista e eles prometeram que o salário mínimo teria reajuste com aumento real ainda neste ano. Então, se tem alguém oportunista e que não cumpre acordo, é o governo.
    E acrescentou: – “Não vamos capitular na defesa do mínimo. É lamentável que a primeira atitude da presidente seja contra os trabalhadores”.
    Antonio Neto, presidente da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), deixou claro que a iminente radicalização não é contra Dilma, e sim contra os “interesses derrotados em 2010”. E evidenciou a sua frustração com a inexistência de uma negociação verdadeira ao dizer:
    – “A nossa deliberação hoje é que podemos aceitar um adiantamento de parte do reajuste previsto para 2012 (cerca de 14%). Eu topo fechar no patamar de R$ 560, mas precisamos aguardar o governo para saber se ainda vamos ter negociação – disse Neto.
    Ricardo Patah, presidente da UGT ( União Geral dos Trbalhadores) rebateu também o presidente Lula dizendo:
    -“Talvez ele esqueceu que estamos fazendo o que ele mesmo sugeriu. Estamos pleiteando, legitimamente, o que foi oferecido para banqueiros, com o compulsório, para as empresas, com os R$ 230 bilhões do BNDES, e para outros setores, como a linha branca, com a renúncia fiscal”.
    Pelo visto tais lideranças estão se sentindo traídas de alguma forma. E parecem dispostas “a peitar” o Lula. Será?
    É verdade que o valor do salário mínimo no Brasil está muito aquém do que é estabelecido, pela constituição de 1998, para atender às necessidades básicas do trabalhador. E também é verdade, infelizmente, que no sindicalismo é raro encontrar-se “alguma flor que se cheire”.
    Vale lembrar que Paulo Pereira da Silva é réu na ação penal que tramita no STF desde 2007, na qual é acusado de estelionato, crimes contra a fé pública (neste caso, falsidade ideológica) e concussão.

  • Paulo Bento Bandarra

    Mas esta múmia já foi até vice na chapa do Ciro Gomes, o Collor dois! Se Ciro, Maluff, Sarney, Temer, Calheiros, Severino Cavalcante já foram aceitos de braços abertos, porque não este “reserva moral” da Nação! “Ideais são metais que não se fundem, a não ser no cadinho dos intere$$es”!

  • marcelo cunha - rib preto/sp

    Esse pelego é um verdadeiro lixo.

  • Setti, este tema está “esquentando”: Enquanto o governo manobra para antecipar a votação do mínimo para a semana que vem (terça-feira), o senador Itamar Franco, lider do PPS no Senado, propôs a convocação de José Serra para explicar como seria possível elevar o salário mínimo para R$600,00 sem provocar rombos nos cofres públicos. Sugeriu ainda que o Congresso ouvisse também um líder das centrais sindicais, já que estas propõem um salário de R$580,00. A Dilma desde o seu primeiro discurso manifestou “abertura para dialogar com a oposição”. Está tendo, neste episódio, sua primeira grande chance!
    Embora “a base aliada” tenha se comprometido a apoiar os R$545,00, o fato é que esse apoio não é confiável.

    Oi, Rosa, está esquentando, sim. Pelo que tenho visto, há reticências dentro da própria bancada do PT em, sem trocadilho, bancar a proposta do governo. Entre os demagogos do PMDB, então…

    A proposta do Itamar é genial, daria margem a uma bela discussão — isto é, se o Serra tem mesmo estudos aprofundados sobre como conceder os 600 reais sem estourar os cofres públicos. Duvido, porém, que o Senado tope ouvir o Serra e, mesmo se topar, duvido que o Serra aceite. Posso estar enganado, mas…

    Abração

  • Rosa Maria Pacini

    Eu também duvido, Setti, que o Senado tope convocar o Serra – a não ser que seja para “sacanear” o Serra. Aí quero ver o Serra topar!!!

  • caipira mermo

    Ricardo
    O hómi é sindicalista.Acrescentar o quê?