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A explosão aconteceu em um canteiro de obras, na cidade de Gottingen

A recente morte de três especialistas em desativação de explosivos em Gottingen, no estado da Baixa Saxônia, na Alemanha — praticamente ignorada pela mídia brasileira –, trouxe à tona um problema que muito pouca gente conhece fora do país: a enorme quantidade de bombas da II Guerra Mundial (1939-1945) ainda ativas enterradas em solo alemão, estimada em 100 mil.

Os três especialistas, experientes homens com mais de 20 anos de trabalho nessa atividade arriscadíssima, morreram quando explodiu uma poderosa bomba de fabricação americana de 500 quilos de peso.

500 MIL TONELADAS SOBRE BERLIM — O grosso do problema se concentra na antiga capital do III Reich e hoje novamente a capital alemã, Berlim, sobre a qual os Aliados, principalmente a Força Aérea americana e a Royal Air Force britânica, lançaram algo como 500 mil toneladas de explosivos. O governo alemão calcula que, desse total, entre 5% e 15% não explodiram, e os experts continuam desativando anualmente entre 25 e 40 toneladas de todo tipo de munição — bombas lançadas por bombardeiros, obuses ou granadas.

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Berlim em 1945: casas, edifícios públicos e monumentos ficaram em ruínas

Só de bombas gigantes, como a que matou os três homens em Gottingen, podem existir ainda cerca de 3 mil em Berlim. Normalmente “adormecidas” a uma profundidade segura, elas começaram a dar mais problemas depois da reunificação das duas Alemanhas, em 1989, que transformou a capital alemã num permanente — e por vezes perigoso — canteiro de obras, como é até hoje.

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8 Comentários

Andre em 09 de janeiro de 2014

As regras para publicação de comentários no blog, conforme alertei os amigos leitores incontáveis vezes, não aceitam textos escritos somente em maiúsculas, seguindo uma norma internacionalmente praticada na web. Confira as regras no link http://goo.gl/u3JHm Obrigado

Isabel em 13 de outubro de 2010

Ia fazer um comentário, mas Luiz já fez por mim.

Luiz em 13 de outubro de 2010

Nós temos a nossa própria bomba pra desativar. Uma bomba gorda, dentuça e esticada, remanescente da Guerra Fria. No dia 31, vamos desarmar essa bomba de vez. E que nunca mais tenhamos bombas do mesmo tipo no Brasil.

Ex-petista em 13 de outubro de 2010

Cabuuuum!!!

Marcelo Meyer em 12 de outubro de 2010

Moro na Alemanha desde 2008, e já é normal escutar no rádio notícias sobre evacuação de moradores nesta ou aquela cidade devido ao descobrimento de mais uma destas bombas ainda ativas. O transtorno é grande para os evacuados, e para os que precisam enfrentar os engarrafamentos devido ao bloqueio de ruas, mas infelizmente isso é uma situação relativamente comum, e so alemães já estão acostumados com isso.

luiz fernando em 11 de outubro de 2010

A morte de um profissional sempre e muito preocupante se perde uma vida e a experencia profissional. Que tanto faz falta ao país

Marco em 11 de outubro de 2010

Caro R. Setti: Não deixa de ser uma inquietude ! Abs.

Anouk em 11 de outubro de 2010

A morte dos especialistas na explosao foi muito triste. Freqüentemente bombas sao desativadas por aqui. Felizmente com sucesso.

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