Pequeno – não chega a 1m70 –, magrinho, franzino. Parece tranquilo e fala baixo. Sabe inglês mas, como se trata da língua do Grande Satã, finge que não fala e sempre utiliza um tradutor.

Essas são algumas das características de um dos párias internacionais mais polêmicos e conhecidos – o negador do Holocausto, o líder delirante que sonha varrer Israel e seus 8 milhões de habitantes do mapa, o ditador que não vê a hora de ter a bomba atômica: Mahmoud Ahmadinejad, reeleito presidente do Irã em 2009, em eleições notoriamente fraudadas.

Um amigo do blog, em razão de suas atividades profissionais, esteve há algum tempo num encontro com Ahmadinejad. Um detalhe chamou-lhe a atenção:

— Ele tem pés tão pequenos que parece que vai cair se ficar em pé.

Pessoalmente, o incendiário Ahmadinejad está a anos-luz da expansividade e da oratória esfuziante de um de seus amigos, Fidel Castro. Não é arrebatador. Mostra-se sempre contido, sua conversa é monocórdia. “Não tem nada que chame a atenção”, nota o amigo da coluna, exceto, talvez, o fato de que olha diretamente nos olhos do interlocutor o tempo todo. É atencioso e cordial, mas não efusivo.

Apesar da obsessão do Irã por dominar o processo de enriquecimento de urânio e, em última instância, a bomba, durante essa conversa específica o ditador manifestou grande preocupação com a segurança alimentar de seu país.

E insistiu em conversar sobre futebol. Queria saber como se “ensina” futebol às crianças no Brasil e mostrou-se surpreendido ao saber que muitos craques ainda saem das peladas de rua.

Finalmente, antes de despedir-se, palpitou para o visitante que foi bom demitir o técnico Dunga, por causa do vexame da seleção brasileira na Copa do Mundo da África do Sul.

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21 Comentários

Leandro Ribeiro em 22 de dezembro de 2010

Dizem que muito do ódio de Hitler era - bem - ensaiado e treinado. Bom, pelo menos antes do Alzheimer... Fico pensando se a imagem que temos dele também não seja "fabricada". Afinal, um doidivanas atômico sempre chama a atenção. Ele, com certeza é mais um fantoche nas mãos dos líderes religiosos iranianos. Um rosto para dar ao regime.

aze em 21 de dezembro de 2010

Caro Setti, vou me abster de comentar porque não há muito o que falar sobre esse indivíduo sem cair no lugar comum. Quero apenas lhe agradecer pela indicação do livro "Grandes Decisões Estratégicas", feita num comentário abaixo, que me interessou muito. Já entrei no site e providenciei a compra. Obrigada pela dica. Não há de que, caro Aze. É um prazer fazer tais indicações. Esse livro é uma preciosidade absoluta. Abração

Carlos Vendramini em 18 de dezembro de 2010

Acho interessante quando chamam tipos como o presidente do Irã de ditadores. É uma visão bem ocidental sobre a realidade islâmica, não? Desse mesmo Ocidente que fica de cabeça baixa diante da brutalidade do Islão. No Islão não existe separação entre estado e religião. Só existe a Sharia, e pronto. Podem ficar divagando e procurando explicações as mais variadas possíveis. O Islão, desde que surgiu, vive em guerra contra os infiéis. E assim será sempre, a menos que seja derrotado ou derrote o Ocidente. O que se aplica na prática, o que chamam de ditadura, na verdade é a concretização da Sharia. O Islão é um sistema que procura regular a vida social e as relações econômicas em todos os níveis possíveis. Focar as coisas em Ahmadinejad é simplificar demais a realidade. É só um capataz do Islão. Garanto que existem muitos outros iguais ou piores. Todos executando as determinações de Maomé. Como disse o parlamentar austríaco Ewald Stadler (acusado de fascista, pra variar) em seu célebre discurso pedindo que o embaixador turco na Áustria fosse consideerado persona non grata: a Áustria não pediu que a Turquia enviasse seus islamitas da idade da pedra vindos da Anatólia. Estes que queimam uma filha de 16 anos por supostas relações extraconjugais: http://www.youtube.com/watch?v=XRmgI_WXff0 Sei que dificilmente você publicará este post, mas fica aqui o horror da iniciação de um garoto Taleban. O orgulho em seus olhos ao decepar a cabeça de um ser humano: http://olhonajihad.blogspot.com/2010/12/primeira-decapitacao-de-um-garoto.html Aí está seu comentário, caro Carlos. Para mim, o que se chamam de "valores ocidentais" -- como os direitos humanos -- são valores universais. Se o Irã não é uma ditadura, não sei o que seria uma ditadura. Visite os sites sobre direitos humanos no Irã, o Google está cheio deles, e veja a barbárie praticada de forma sistemática e quotidiana contra os cidadãos. E há a Arábia Saudita, o Sudão, uma infinidade de regimes cruéis e totalitários supostamente baseados em uma religião. Mas nem todos os países islâmicos são assim. A Turquia, por exemplo, caminha no rumo a uma democarcia "à ocidental" moderna. Mas esta é uma longa conversa. Abraços.

Diocleciano em 18 de dezembro de 2010

O Iran está em pauta na mídia internacional por desrespeitar os direitos humanos, e isso é bom. Não se pode admitir que isso ocorra. No entanto é estranho que outros países que cometem os mesmos crimes que o Iran não estejam na pauta da mídia internacional e nem sofram nenhuma sanção por parte da ONU. É o caso da Arábia Saudita. Que é uma ditadura tão cruéu quanto o Iran. Mas há uma diferença entre esses países: o governo saudita é aliado dos EUA. E o Iran lhe é hostil. Essa é a explicação. A ONU obedece aos EUA. Toda essa pressão sobre direitos humanos não passa, infelizmente, de pura hipocrisia.

Alexandre Gonçalves em 18 de dezembro de 2010

Pés pequenos, né? Agora entendi tudo. rssss

Jeremias-no-deserto em 17 de dezembro de 2010

Mais triste ainda é constatar que existem regimes que apoiam esses fanáticos ensandecidos;esses falsos líderes que não percebem a infâmia que é avalizar uma ditadura retrógrada governada por verme como Ahmadinejad, acabam descendo ao seu nível baixíssimo. Vivêssemos em um regime genuinamente democrático e Lula jamais se permitiria esse ato ignóbil.

Jeguinaldo da Silva em 17 de dezembro de 2010

O Mahmoud Ahmadinejad é a besta fera !!!

Wilsoleaks Alves em 17 de dezembro de 2010

Puxa vida! Impressionante! “Uma equipe de historiadores , pesquisadores e escritores trabalhou na reunião e seleção de documentos que relataram a participação do Exército dos EUA no conflito (Segunda Guerra Mundial). Foram consultados milhares de documentos [dos aliados, japoneses e alemães], complementados por entrevistas feitas com participantes do conflito. Com base neste trabalho, foi editada esta obra com vinte capítulos e cada um abordando uma decisão importante da Segunda Guerra Mundial). Inigualável em sua amplitude... uma HISTÓRIA PARA HISTORIADORES.” Fantástico! Finalmente poderei compreender que o assassínio de civis pode sim ser justificado. Desde que se vença a guerra, óbvio. OK, Wilson, continue alimentando seu ódio, vá em frente. Você parece gostar. Você preferiria que os Aliados perdessem a II Guerra?

costamcs em 17 de dezembro de 2010

Pequeno na estatura e no caráter, esse pária que prega o fim do Estado de Israel e nega o holocousto, é um escárnio aos milhões de judeus, e até de não-judeus, que padeceram do mais cruel genocídio acontecido neste mundo. Tirano, covarde e assassino, imagino que deva tratar das coisas mundanas com a mesma aura de tranqüilidade com que condenaria à morte um ser humano. Como católica e brasileira carrego agora duas vergonhas enormes, o posicionamento político (a la PSDB) da Igreja Católica diante dos absurdos cometidos contra o povo de Israel e as declarações e apoio de nossa diplomacia, capitaneada pelo Bufão, a este ser. Abraços, Marcia Costa Soares

SergioD em 17 de dezembro de 2010

Ricardo, o que me assusta em todo esse processo é imaginar como essa figura chegou ao poder. A princípio, por tudo que li, sua primeira eleição não teve sinais evidentes de fraudes. O que levou a sociedade iraniana a votar num louco que já admitia não acreditar no Holocausto? Acredito que o Ocidente tem um pouco de culpa no cartório. Desde que os Aiatolas chegaram ao poder, o Irã foi mantido a margem, como país não confiável pelo discurso radical de seus religiosos. Quando assumiu um presidente (não me lembro o nome) mais "liberal", o ocidente manteve as portas fechadas em função, principalmente do apoio iraniano ao Hezbollah. Será que uma tentativa de aproximação naquele momento não poderia ter aliviado as tensões evitando a eleição do atual presidente? Sinceramente, não sei. Quanto às explosões sobre o Japão, o contexto era totalmente diferente. O Japão atacou primeiro, embora muitos achem que foi até estimulado pelas ações do Presidente Roosevelt (que queria um pretexto para entrar na guerra), e manteve uma luta encarniçada até o fim. A sociedade americana aceitaria o uso de qualquer arma que encurtasse a guerra e trouxesse de volta os seus soldados. Lembremos que os EUA são uma democracia e a opinião pública exigia o final rápido para a guerra. Uma invasão do Japão já estava planejada para 1946, mas certamente muitos soldados americanos iriam perecer nesse ataque, haja vista a feroz resistência em Iwo Jima e Okinawa. Pese também o fato de que os Soviéticos iriam atacar vindos do Oeste, como ocorreu na Manchúria. Infelizmente, ou sei lá se felizmente, a Bomba A abreviou uma luta que provavelmente causaria ainda mais mortes que as causadas pelas duas explosões. Sobre esse assunto recomendo a leitura do livro "A Última Missão: A história secreta da última batalha da segunda guerra mundial." de Jim B Smith e Malcolm Maconnel. Vale a pena ler essa história de um tripulante de B-29 que participou do último bombardeio ao Japão, e considerada a mais longa missão de bombardeio da segunda guerra, depois dos ataques atômicos. Um abraço a todos e bom fim de semana. Sempre ricos os seus comentários, caro SergioD. Certamente uma invasão russo-americana do Japão teria custado muito mais vidas. Agradeço sua dica e recomendo o livro "Grandes Decisões Estratégicas", de vários autores, uma das melhores coisas já publicadas sobre a II Guerra Mundial, editado pela Biblioteca do Exército (http://www.bibliex.com.br/job/index.php?id=1&l_id=28). Lá existe um longo capítulo sobre como foi o processo, dificílimo, de decisão sobre jogar a bomba em Hiroshima e Nagasaki. Um abração

Wilsoleaks Alves em 17 de dezembro de 2010

Vamos aos fatos: ----------------------------------------- "...o inimigo começou a empregar uma nova e aterrorizante bomba, capaz de matar muitas pessoas inocentes e cujo poder de destruição é incalculável. Se continuássemos a lutar, isto significaria não apenas o fim da nação japonesa, como também levaria ao extermínio completo da civilização humana..." (imperador Hirohito) ------------------------------------------ "Nós ganhamos o jogo" (Harry S. Truman presidente norte-americano) ------------------------------------------ "Acho que o presidente conhecia outras possibilidades de acabar com a guerra até mais rapidamente. Na verdade, é preciso dizer: quando lançou a bomba, o presidente muito provavelmente sacrificou também a vida de americanos". (Gar Alperovitz, historiador e ex-funcionário do Departamento de Estado norte-americano) ------------------------------------------ O Senhor notou, senhor Ricardo Setti, a afinidade de ideário entre os atuais militares estadunidenses e o pensamento de Truman em 1945? Ambos imaginam que os outros povos são só detalhes de um jogo. Pois é, Wilson, para você visivelmente bastou ser americano para encarnar o demônio. Para se informar adequadamente, para além do preconceito, procure o livro "Grandes Decisões Estratégicas", da Biblioteca do Exército (http://www.bibliex.com.br/job/index.php?id=1&l_id=28), um livro extrordinário, e veja o quanto custou, o quanto foi estudada e discutida, em seus mínimos detalhes, a decisão de lançar a bomba no Japão.

João, o Desiludido em 17 de dezembro de 2010

Prezado Setti, Infelizmente não apenas os pés deste maluco são pequenos: também o caráter e o cerébro. Como o de alguns amigos...

gaúcha indignada em 17 de dezembro de 2010

CORRETÍSSIMO ESTÊVÃO - 11.43: O Luis da Silva é um psicopata que está destruindo todas as instituições do Brasil. Mas "elles" não vão longe, acredite.

Marco em 17 de dezembro de 2010

Caro R. Setti: Pergunta para o teu colega A.Nunes, o colunista oficial é Paulo e o fictício é Pablo, a outra pista é q seria um fervoroso tricolor dos pampas.Mas é um grande escritor e pensador ! Abs. Vou perguntar pra ele, caro Marco. No momento, ele não está na redação. Abração

gaúcha indignada em 17 de dezembro de 2010

Este aí é amigão da partido da taxa de sucesso! SOCORRO! Pois é... Abraços

Marco em 17 de dezembro de 2010

Caro R. Setti: Tem um colunista tradicional, aqui d Poa, q criou dois personagens, um o colunista e outro ele, ele defende a tese q quem escreve é o outro. Quem será o melhor autor... Abs. Hahahahaha, essa é boa. Quem é o colunista? Abração, Marco.

Wilsoleaks Alves em 17 de dezembro de 2010

Se o senhor chamou o Ahmadinejad, por suspeita de confeccionar uma bomba atômica, de tirano, dissimulado, pária, líder delirante, incendiário e ditador, fico tentando imaginar como o senhor o chamaria se ele tivesse jogado uma bomba em Nagasaki e outra em Hiroshima? Ele é considerado tudo isso pelos principais países do Ocidente, e é louco e fanático o suficiente para negar o Holocausto, provavelmente um dos fatos históricos mais documentados em todos os tempos. A decisão de jogar a bomba em Hiroshima e Nagasaki se deu no contexto de uma guerra feroz, em que morreram 50 milhões de pessoas. Sempre lembrando que o Japão militarista foi quem atacou os Estados Unidos primeiro, e covardemente, sem declarar guerra, no episódio de Pearl Harbor.

Roberto em 17 de dezembro de 2010

Boa tarde. Aproveito para trazer um assunto diferente deste Blog, se bem que curioso em saber como apesar disto ninguém consegue derruba-lo. Justiça decide que exame da OAB é inconstitucional A Justiça Federal determinou que é inconstitucional a cobrança do exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para que bacharéis em direito possam exercer a profissão de advogado. A OAB diz que o exame da ordem existe para garantir que a profissão de advogado seja exercida com qualidade, Epílogo: A fim de atender a ambos argumentos, sugiro que o exame da ordem seja feito por quem quisesse receber o “selo de qualidade” da mesma, o mesmo podendo ser feito para qualquer outra profissão. Seria utilizado apenas quando, na dúvida, o cliente(paciente) pudesse obter alguma referência ,na ausência de outra, sobre o profissional. De qualquer maneira qual seria a garantia que os tomadores de seus serviços teriam, quando ocorresse deficiência dos serviços contratados com estes profissionais carimbados? A OAB, no caso, poderia ser solidária e obrigada a indenizar? Como o resultado dos exames não seria exigência para o exercício profissional e considerado apenas um fator a mais para ser reconhecido pelo mercado, creio que estes exames, como o da OAB, continuariam a ser bastante disputados, podendo ainda ser estabelecida uma graduação diferente, apenas quanto à avaliação, em razão do resultado obtido e não apenas o registro no órgão como é feito atualmente. Essa decisão só vai contribuir para piorar a qualidade e a imagem dos advogados. Fala alguém que orgulhosamente é filho de um grande advogado, infelizmente já falecido, e é ele próprio formado em Direito e filiado à OAB. Abraços

Estêvão Zizzi em 17 de dezembro de 2010

Prezado Ricardo. Não precisa estar tão perto de Ahmadinejad, basta olhar para seus olhos de psicopata. E tem gente que o admira! O Lula é um! www.linhadiretadoconsumidor.com

Mario Sergio em 17 de dezembro de 2010

Dizem que os pinschers são os mais barulhentos. http://www.mariosergiomachado.com/

Frederico Hochreiter/BH em 17 de dezembro de 2010

Provavelmente não existe uma comprovação cientifica, mas corre a lenda de que existe uma correlação entre tamanho do pé e tamanho do pênis. O segundo, para alguém menos equilibrado e vivendo numa cultura machista pode, eventualmente, ser um fator desencadeador de reações compensatórias como o desejo de ter bombas atômicas e coisas similares. Não é demonstrável mas não deixa de ser uma teoria.

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