Bermudas, tênis e camiseta constituíam uma espécie de uniforme nas reuniões de trabalho durante as conferências das edições internacionais de Playboy. Confira por exemplo, na foto, como está vestido o vice-presidente da International Publishing de Playboy USA, Bob O’Donnell, nesta última reunião do evento no México.

Na ocasião, ele não apenas mostrou dados sobre as diferentes edições da revista como abordou a situação global das franquias e traçou em linhas gerais o quadro da revista-mãe nos Estados Unidos.

Também respondeu a perguntas e ouviu sugestões do pessoal, num clima de grande informalidade — basta notar os trajes que o próprio Bob vestia durante o evento.

Sulista do Tennessee, baixinho, bom jogador de tênis, Bob revelou-se um boa praça simples e acessível, como a maioria do pessoal americano. Era mais um quadro de primeira de uma empresa que, no futuro, não daria certo — por razões que ignoro, já que detinha uma das marcas mais conhecidas do planeta — e seria vendida mais ou menos na bacia das almas para outro grupo editorial.

O currículo de Bob arregalava os olhos dos interlocutores: uma pilha de títulos universitários de truz e um MBA pela Universidade Harvard. Sua experiência profissional anterior a Playboy era equivalente em qualidade, incluindo o exercício de uma vice-presidência de Planejamento e Desenvolvimento em uma joint-venture entre o grupo Time Life e a The New York Times Company.

Depois que deixei Playboy, cheguei a reencontrá-lo uma vez em um almoço em Nova York, onde estava em missão para a Editora Abril. A partir daí, não mantivemos mais contato — o que é uma constante, e uma pena, em uma profissão como a de jornalista, que vai acumulando amizades por onde passa mas, com a vida corrida que se leva, se vê sem tempo de cultivá-las.

Findo o evento com Bob, dispúnhamos da tarde livre. E, no dia seguinte, todo mundo iria embora.

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