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Oscar enfrentando Scottie Pippen do espetacular Dream Team, nas Olimpíadas de 1992, em Barcelona: os maiores do mundo lhe renderam homenagem (Foto: Ray Stubblebine)

Olimpíadas, tempo de falar em recordes.

Tempo também de uma certa choradeira porque o Brasil não é, ainda, o que todos gostariam que fosse nos esportes, apesar dos primeiros bons resultados que estamos obtendo.

O problema, com os recordes, é que eles caem – sempre aparece alguém mais rápido, mais forte, que salta mais alto ou mais longe, ou nada mais rápido, ou salta melhor obstáculos nas provas hípicas, ou pula melhor dos trampolins – e por aí vai.

O Brasil, porém, detém um recordista que está próximo de ser imbatível.

Trata-se, mais especificamente, do maior jogador brasileiro de basquete de todos os tempos: Oscar Schmidt.

Seus recordes em matéria de Olimpíadas são inigualados, e provavelmente inigualáveis.

Vejam só:

Ele é o cestinha absoluto da história das Olimpíadas, com espantosos 1.093 pontos feitos.

Esse recorde Oscar conseguiu porque, além de sua extraordinária qualidade como jogador, ninguém mais no basquete (e raríssimos em outros esportes) teve fôlego e talanto para disputar, na condição de titular, 5 Olimpíadas, como ele – a primeira a de Moscou, em 1980, a última a de Atlanta (EUA), em 1996.

Outro recorde de espantar: Oscar foi o cestinha em 3 diferentes Olimpíadas.

Mais: o grande ala brasileiro é o jogador que detém maior número de cestas de três pontos, de dois pontos e de lances livres em Olimpíadas.

É dele, ainda, o recorde de pontos em uma única partida olímpica – nada menos do que 55, e contra a respeitável Espanha, nos Jogos de Seul, em 1988.

Para culminar, e como decorrência de seu recorde de 5 Olimpíadas, o brasileiro é quem tem mais minutos jogados nos Jogos até hoje.

Não é por acaso que, na partida em que o inigualável Dream Team americano dos Jogos de 1992, em Barcelona, derrotou o Brasil por largos 127 pontos a 83, colossos do porte de Michael Jordan, “Magic” Johnson e Larry Bird homenagearam Oscar, saudando-o brincalhonamente ao curvar-se diante dele, como se diante de conquistadores, santos ou deuses.

No basquete olímpico, portanto, não tem para ninguém.

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3 Comentários

Tuco em 01 de agosto de 2012

. Se como pessoa humana e como atleta não há o que se repreender, é certo que como comentarista deveria tentar falar menos... Desse jeito vai tomar o Troféu do Chato do Galvão Bueno! .

Luiz Carlos em 31 de julho de 2012

O Pelé do Basquete no Brasil; insuperável, um verdadeiro patriota; Quando assistia uma partida dele ou da Hortência, eu sempre pensava: MEU DEUS! estou tendo o privilégio de vê-los jogar!!!

Inácio em 30 de julho de 2012

Setti: uma de suas características principais é a generosidade. Bela e justíssima homenagem ao nosso grande OSCAR. Com certeza ele haverá de ler este post e, chorão como ele é, vai se debulhar em lágrimas.

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