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Usain Bolt completa seus 100 metros em Londres batendo recorde olímpico: ele ainda pode baixar seu tempo para uma marca inimaginável, de menos de 9,5 segundos (Foto: veja.abril.com.br)

Até onde vai chegar o extraordinário Usain Bolt, que se tornou ontem em Londres bicampeão olímpico dos 100 metros rasos e é o recordista mundial da distância, com o espantoso, quase inacreditável tempo 9 segundos e 58 centésimos, obtido no Mundial de Atletismo de Berlim, em 2009?

Bem, o ser humano desmoralizou os médicos pomposos e bigogudos das primeiras décadas do século XX, que asseguravam ser impossível alguém percorrer 100 metros em 10 segundos. O alemão Armin Hary fez exatamente esse tempo em uma competição em Zurique, na Suíça, em 1960. Se dúvidas houvesse sobre esse suposto limite, o norte-americano Jim Haynes baixou-o em 5 segundos, fazendo 9,95 segundos nas Olimpíadas do México, em 1968.

Pesquisas do físico norte-americano Ethan R. Siegel, da Universidade de Wisconsin, feitas a partir do recorde de Haynes indicam que o recorde dos 100 metros vem caindo 0,05 segundos a cada dez anos. O próprio Siegel, porém, acredita que Usain Bolt representa um fenômeno, um passo fisiológico adiante. Ele bateu seu primeiro recorde mundial em maio de 2008, em Nova York (9,72 segundos), superando em 0,02 segundo a marca do conterrâneo Asafa Powell — o mesmo que ontem, contundido, não pôde terminar a prova em Londres.

Nos Jogos de Pequim, em 2008, ele arrebentou três recordes mundiais, o dos 100 metros (9,69 segundos), o dos 200 metros (19,30 segundos) e, com a equipe jamaicana, o do revezamento 4 x 100 metros (37,10 segundos). No ano seguinte, 2009, no mesmo mês de agosto, no Mundial de Atletismo em Berlim, ele superou seus próprios recordes dos 100 metros (os famosos 9,58 segundos) e dos 200 (19,19).

Com essas marcas de arrepiar, Usain apresenta um desempenho que está nada menos do que TRÊS DÉCADAS adiantado em relação ao que deveria estar sendo alcançado agora por atletas de primeiríssimo plano, segundo as projeções dos dados do professor Siegel.

É por isso que cientistas como o dr. Peter Weyand, respeitado fisiologista da Southern Methodist University em Dallas, no Texas, especializado no estudo dos atletas de corridas ultrarrápidas (100 e 200 metros) diz que “Usain Bolt é uma aberração no bom sentido, pois ele desafia as leis da biologia”.

Já publiquei, em post anterior, a informação de que Usain, com seu 1,96 metro de altura, seu pendor natural para a corrida e seus treinamentos, só precisa de 41 passos para percorrer os 100 metros, enquanto seus adversários mais próximos gastam 44 passos. Mas especialistas que o atenderam dizem que seu corpo é dotado de uma alta percentagem de fibras musculares de contração rápida, que produzem a chamada “explosão” de velocidade, e que lhe permitem aplicar força equivalente a quase 500 quilos em cada passada.

Por essas e outras, não são poucos os estudiosos — como o professor de biologia Mark Denny, da Universidade Stanford, na Califórnia — que acreditam que Usain, aos 25 anos de idade, ainda pode amadurecer mais como atleta e fazer com que o tempo dos 100 metros rasos baixe para menos de 9,5 segundos.

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2 Comentários

heitor em 12 de agosto de 2013

E uma pena ver nossos atletas se matando pra conseguir um patrocinio .e nossa cultura mesmo nao dar apoio um pais rico em todos os sentidos com pessoas sofridas e com garra garanto .vcs patrocinadores nao tem ideia quantos atletas vcs poderiam fazer numa favela.acorda brasil

Aldo em 06 de agosto de 2012

O chato é : após ter visto um Bolt, um Phelps, aquela garotinha americana da ginástica, nossos rapazes do basquete, o esforço reconhecido até pelos campeões olímpicos do "blade runner" Pistorius, a Sharapova (mon Dieu) e tantos outros que nos encantam, nos deixam boquiabertos, parecem deixar o mundo mais bonito, mais interessante, eis-me aqui de volta para delúbios, dirceus, lulas, haddads, kassabs, etc...é para dar depressão.

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