Os 35 anos da obra-prima de Cartola

Cartola-com-Dona Zica-eterna-companheira-na-capa-disco

Cartola com Dona Zica, a eterna companheira, na capa do disco

Por Daniel Setti

Cartola (1976), segundo dos quatro álbuns de estúdio lançados pelo sambista homônimo quando vivo – diversos de seus títulos foram editados postumamente -, é o álbum brasileiro favorito desta coluna musical. Provavelmente o de milhares de outras pessoas também.

E, no 35º aniversário da bolacha, que saiu quando o gênio carioca já era um senhor de 68 anos (o primeiro disco, também homônimo, veio quando ele acumulava “só” 66 primaveras), nada mais legítimo do que homenageá-la neste espaço.

Começamos por sua sexta faixa, “Peito Vazio”, um samba-choro calmo composto com Elton Medeiros. A letra, sobre um desamor ainda não recuperado, é de cortar o coração. Diz uma das estrofes: “um vazio se faz em meu peito/e de fato eu sinto no peito um vazio/e faltando as suas carícias/ as noites são longas e eu sinto mais frio”.

O vídeo é extraído da atuação do mestre em edição do clássico programa Ensaio, da TV Cultura, gravada dois anos antes do lançamento do mítico disco.

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1 comentário

  • Marco

    Amigo Setti: Daniel, guardando as devidas proporções, a história de vida do cartola é muito parecida com a do Seu Jorge. Cartola era lavador de carros, até pq o nome da Mangueira é em razão disso, e Seu Jorge se não me engano era cuidador de carros quando foi descoberto. Não tenho bem certeza…
    Abs.
    Pois é, Marco, há muitas outras histórias parecidas na música brasileira. Personagens que passaram praticamente a vida toda sem reconhecimento.
    Não é o caso do Seu Jorge, hahaha.
    Um abraço
    Daniel