Vocês viram o caso da estudante de enfermagem espancada barbaramente em Ribeirão Preto(SP), a troco de rigorosamente nada?

Pior ainda: fico me perguntando em que país estamos nos transformando, já que o motivo da constante implicância e de assédio — o chamado bullying — de outros estudantes contra Ana Cláudia Karen Lauer, 20 anos, aluna do curso de enfermagem do Centro Universitário Barão de Mauá, em Ribeirão Preto (SP), se devia ao fato de ela ser uma aluna aplicada. Estudar demais. Ser “caxias”, enfim.

Ou seja, fazer exatamente o que se espera de uma jovem em sua idade que quer ser alguém na vida e, eventualmente, contribuir de alguma forma para seu país.

Os boçais e canalhas que a espancaram merecem ser identificados, processados e presos.

Isso, porém, não resolve o fato de que acontecimentos como esse são cada vez mais frequentes, numa sociedade em que o mau, o péssimo exemplo vem de cima, onde quem cumpre seus deveres é um otário, onde quem obedece a lei, comporta-se com correção e paga direitinho seus impostos é um bobo alegre, onde os malandros, os espertalhões e os salafrários, sobretudo das camadas privilegiadas da sociedade, quanto mais aprontam, mais se tornam impunes e mais riem de todos nós, outros.

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Marcio em 06 de maio de 2011

Setti, so para atualizar voce: a vitima foi expulsa da faculdade, junto com uma das agressoras. As outras duas nao foram expulsas e continuam frequentando as aulas!!!! http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/05/alunas-envolvidas-em-briga-na-porta-de-faculdade-sao-expulsas-em-sp.html E o fim do mundo.... Você tem razão, é o fim do mundo. Somos, infelizmente, o país da impunidade.

Marcelo em 08 de abril de 2011

O problema vai além da impunidade citada por alguns comentaristas abaixo. A questão está no que bem frisa Setti: na cultura brasileira de olhar com desprezo aos alunos dedicados, aos funcionários exemplares, às firmas lucrativas... enfim, a todos aqueles que agem da maneira correta. Um lugar onde não se premia o mérito, mas sim as amizades, os QI's da vida, acaba assim...

Lori em 07 de abril de 2011

eu sou argentino e acho que no brasil ta igual que em buenos aires me da muita pena por ela y por brasil que é o pais que eu amo e procuro sempre ficar ali .

leiteirolima em 06 de abril de 2011

Se é minha irmã eu matava os agressores covardes,só com bala na cara que pode punir esse ou esses caras.Depender da justiça é perda de tempo no BRASIL

Emilio Costa em 06 de abril de 2011

Até uma criança de 10 anos sabe que isso que estamos vendo aí é fruto da impunidade, e que esta impunidade está vindo lá de cima. A propósito: quando é que o Judiciário vai dar um desfecho nesse escandaloso processo do mensalão? A Polícia Federal, ainda que em conta-gotas, ao menos começou a divulgar o resultado das investigações. E isso é bom para o Brasil, afinal, nenhum crime deve compensar. Não é mesmo? Cadeia é pouco pra essa gente!

Jose em 06 de abril de 2011

Espero não ser atendido, caso precise, por esses futuros profissionais da saude. Socorro.

Augusto Araújo em 06 de abril de 2011

Olá Ricardo Acabei de ler as noticias a respeito do fato. Acho que o bullying tambem ocorreu pelo fato de ela ter vindo transferida de outra instituiçao.Esse preconceito com transferidos rolava em faculdades publicas nas quais ingressavam alunos advindos de particulares. O pessoal achava injusto alguem que nao tivesse passado num vestibular mais concorrido e portanto mais dificil, depois entrasse na mesma sala que eles. Acontece que isso com o tempo se diluía, era algo somente inicial e nunca fiquei sabendo de agressoes. Houve um episódio uma vez na UFMS na qual uma filha de militar veio transferida do curso de Enfermagem de uma particular de outra cidade para o curso de Medicina de Campo Grande. Cara, o pessoal da turma ficou revoltado, todo mundo saía da sala quando a menina entrava. Ela acabou desistindo do curso. O pior no caso dessa moça que foi espancada é que ela nem é aluna de faculdade pública, entao acho que era pura ciumeira de colegas invejosas em ver uma aluna recem-chegada demonstrando mais interesse ou se destacando mais nas aulas do que as próprias. Ou seja, uma inveja violenta típica de pessoas de baixo caráter. Abraços e valeu o post

Almirante Kirk em 06 de abril de 2011

LAMENTÁVEL!!! Mas,esperar o quê de uma republiqueta bananeira terceiro mundista,cuja parva e ignara massa eleitora ele e reelege,faz proximadamente 2 décadas, esquerdopatas de diferentes matizes comunistóides???!!! Taí a INVERSÃO de Valores,estratégia marxista* a cargo dos esquerdopatas bananeiros faz décadas,os quais conseguiram implantar no Bananão a hegemonia cultural de Esquerda! Os comunistas que nas décadas de 60 e 70 tentaram instaurar,aqui,um regime totalitário comunista(pleonasmo),conseguiram conquistar o poder,graças à ANISTIA!Logo,não surpreende a esbórnia e os assassinatos de aproximadamente 50.000 assassinatos/ano,dentre outras esquizofrenias criminosas próprias desta nação indigente,seja intelectual e cultural,seja moral e espiritual!!! Por estas e outras é que pergunto:CADÊ a Direita deste país???!!! * “Marxismo Cultural” – palestra altamente esclarecedora,com o corajoso,erudito e inteligente Padre PAULO RICARDO: http://padrepauloricardo.org/audio/marxismo-cultural/

Almirante Kirk em 06 de abril de 2011

lAMENTÁVEL!!! Mas,esperar o quê de uma republiqueta bananeira terceiro mundista,cuja parva e ignara massa eleitor ele e reelege,faz proximadamente 2 décadas, esquerdopatas de diferentes matizes comunistóides???!!! Taí a INVERSÃO de Valores,estratégia marxista* a cargo dos esquerdopatas bananeiros faz décadas,os quais conseguiram implanatar no Bananão a hegemonia cultural de Esquerda! Os comunistas que nas décadas de 60 e 70 tentaram insataurar,aqui,um regime totalitário comunista(pleonasmo),conseguiram conquistar o poder,graças à ANISTIA!Logo,não surpreende a esbórnia e os assassinatos de aproximadamente 50.000 assassinatos/ano,dentre outras esquizofrenias criminosas próprias desta nação indigente,seja intelectual e cultural,seja moral e espiritual!!! Por estas e outras é que pergunto:CADÊ a Direita deste país???!!! * "Marxismo Cultural" - palestra altamente esclarecedora,com o corajoso,erudito e inteligente Padre PAULO RICARDO: http://padrepauloricardo.org/audio/marxismo-cultural/

fafa em 05 de abril de 2011

Setti, é pena que temos visto o aumento da intolerancia em nossa sociedade. A todo momento nos damos conta de casos onde a intolerancia é marcante. São pessoas desprovidas de moral. Tomara que isso não se alastre!

Giggio em 05 de abril de 2011

Os pais sao cumplices.Acham que seus "principes e princesas" nao erram.vergonhoso para quem fez e vergonhoso para quem e pai e mae destes desajustados.

celia Pereira em 05 de abril de 2011

Este é o país que o Lulla e seus comparsas deixaram para os bobalhões brasileiros, depois de tantas maracutaias ao longa deste governo infame, bons exemplos não foram dados. É lamentável, grotesco e horripilante. Para esta estudante desejo do fundo do meu coração, sucesso, saúde e properidade. Não desista e não se intimide. Você vencerá, será uma profissional de sucesso, enquanto os invejosos e covardes agressores, serão os fracassados de amanhã.

Monica Suguihura em 05 de abril de 2011

Caro Ricardo, concordo com tudo no seu texto. E acrescento, horrorizada; esses bárbaros estão estudando para trabalhar em Enfermagem!!! Uma profissão que preza o respeito, o cuidado, o amor ao próximo??!! Realmente, a inversão de valores em nossa sociedade é grave e alarmante. Que país estamos deixando para nossos descendentes? Abraços.

Seilon em 05 de abril de 2011

Hoje em dia,depois de ver tantos casos horríveis,poucas coisas me chocam,mas essa foi uma dessas poucas.É incrível que existam pessoas capazes de fazer o que fizeam e pelos motivos que fizeram!

Marco em 05 de abril de 2011

Amigo R. Setti: Tens razão, isso já não é um problema educacional, mas sim uma discussão psicológica, com aspectos bem particulares,esse problema sem igual, de falta de auto disciplina e auto defesa. O q falta na minha opinião é voltar a RIGIDEZ,nessa sagacidade sinistra e vacilante. A da Expulsão sem advertência em primeira instância. Afim de melhorar a concentração, num par de fórmulas, sinais e meio de expressões, em última instância. Abs.

Luiz em 05 de abril de 2011

Na minha turma, quando tinha um aluno assim, aplicado, todo mundo queria mesmo é tê-lo no seu grupo de trabalho, para poder conseguir boas notas. Já presenciei até mesmo discuções entre alunos para tê-los junto a si. Hoje esses calhordas espancam os alunos mais aplicados. Além do bulling, penso tem uma ponta de inveja nisso tudo. Querem mais é destruir aquilo que não pode ser. Cadeia neles.

Martha em 05 de abril de 2011

Setti, não desista de falar. Você e alguns poucos jornalistas mais é que dão alento aos que têm certos valores que estão sendo desrespeitados nesse Brasil de agora. Só assim parece que ainda há esperança de que tudo isso possa mudar. Obrigado, cara Martha. Não vou desistir, não. Abraço

Martha em 04 de abril de 2011

Infelizmente a juventude de hoje não está tendo em que ou em quem se espelhar. Os valores estão mudados. O que se vê é que o crime compensa. Antigamente, os criminosos, ladrões,corruptos agiam na surdina. Hoje agem escancaradamente e nada lhes acontece.

ALBERTO SANTO ANDRE em 04 de abril de 2011

COMO DISSE UM ATOR GLOBAL ,VAO SE PASSAR DECADAS PARA QUE O MAU EXEMPLO DE UM SEMI ANALFABETO E ESPERTO,QUE CONSEGUE GANHAR MAIS QUE UM CIENTISTA SEJA ESQUECIDO ,ENQUANTO ISTO VIVEREMOS EM UM PAIS DE MEDIOCRES.

Carlos Alberto Boff em 04 de abril de 2011

Setti o que eu mais queria ao ver a foto desta moça neste estado agredida e massacrada por cafajestes no último grau que não valem a comida que comem, era poder abraça-la e conforta-la e prestar toda a solidariedade que eu espero, os seus tenham feito isto e muito mais. E que não descansem até conseguir justiça. O tal Centro Universitário precisa dar resposta exemplar aos tipos repulsivos que fizeram isto.

Roberto P. Pedroso em 04 de abril de 2011

Caro Ricardo, Você poderia por gentiliza esclarecer um pouco melhor a frase: Meu otimismo profissional também anda em baixa. No comentário que fez no comentário da Sra. Rosa Maria Pacini - Bem poucas pessoas verdadeiramente éticas possuem ainda possibilidade de motivar transformações através da inteligência de argumentação como você. Fiquei preocupado com a frase! Ô, amigo Roberto, não me deixe constrangido! Não estou com essa bola toda! O que quero dizer é que herdei de meu pai e de meu avô um otimismo que brinco ser "profissional". Sempre acho que tudo vai acabar bem, sempre acredito que o Brasil vai dar uma virada e tomar jeito. Mas o tempo passa, passa... Já passei eu dos 60 e coisas fundamentais não mudaram, embora naturalmente o país tenha melhorado. Só que meu otimismo baixou vários graus. Estou quase, mas quase jogando a toalha. Abraços

Mariazinha em 04 de abril de 2011

Não tenho filhos, se os tivesse seriam aconselhados a deixar esse país de m...., isto aqui não tem mais jeito.

Roberto Souza em 04 de abril de 2011

Caro Setti, o mais triste e ver que o tempo passa...passa e passa mas algumas verdades continuam mais verdadeiras do que nunca apesar da suposta evolução humana. É só lembrarmos de Rui Barbosa: De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.

Jose Figueredo em 04 de abril de 2011

"While my guitar gently weeps",(sorrowfully).

Lucia - Gyn em 04 de abril de 2011

A imprensa fez um auê quando aquela universitária da mini-saia (me desculpem, esqueci o nome dela) quase foi linchada na UNIBAN, com toda a razão, é claro, e agora, num caso muito mais grave como esse, o farão a Universidade e a imprensa? Já que a Justiça é lennnnnta, essa moça precisa contar com mais jornalistas como você, Setti, que ainda conseguem se sencibilizar com as injustiças.

Vinicius Rodrigues Vieira em 04 de abril de 2011

Caro Ricardo, Fiquei muito feliz ao ler seu post. Pela primeira vez, vejo um jornalista associar, no Brasil, o bullying à valorização pelo que é errado. Senti isso na pele, em especial durante o ensino médio. Há cerca de 10 anos, estudava numa Escola Técnica Federal, onde, em tese, há alunos mais qualificados e interessados em levar a sério o estudo. No entanto, era humilhado diariamente-não apenas por colegas, mas também por professores e membros da administração do colégio-por levar a sério os estudos e tirar ótimas notas. O que me conforta é que, ao olhar para o passado, vejo que suportar aquelas humilhações me fizeram mais forte e, de certa forma, me ajudaram a encarar os desafios que me levaram a passar, sem fazer cursinho, na USP e, depois, a fazer mestrado em Berkeley e, agora, o doutorado em Oxford. O triste é constatar que apenas no exterior é que o preconceito contra mim se dissipou. Mesmo na USP, tida como a melhor universidade do Brasil, a picaretagem impera e, se não há bullying explícito contra os melhores alunos, eles são marginalizados se não ingressam nas panelinhas ideológicas da universidade. Meu modesto conselho para os que sofrem bullying por serem bons alunos é que jamais dêem ouvidos às humilhações, pois, um dia, seu esforço será recompensado. Ainda que longe de seu país, infelizmente. Abraços. Que barbaridade, caro Vinicius. Canse de ver isso ao longo de minha própria experiência. Estudantes sérios precisavam se fingir de "malandros" para não serem humilhados. Este país aqui não sei se tem jeito, não... Abraços e parabéns por ter tocado a vida para frente sem se curvar aos covardes, canalhas e invejosos.

Tuco em 04 de abril de 2011

. Dias atrás "vazou" um vídeo onde uma policial, escrivã, "tomava um pelado" dentro da delegacia por estar obstruindo o trabalho de policias da Corregedoria. Criminosamente a moça mantinha dinheiro escondido na calcinha (quase como as cuecas petistas...), fruto de crime, pois advindo de corrupção. A história todos conhecem. A tal Ministra da Mulher (eita cabidinho bom!) veio a público inconformada com a tal violência. Vejam: http://www.youtube.com/watch?v=920wb0RLnXE Sem embargos à forma pela qual foram obtidas as PROVAS LEGAIS do crime cometido pela escrivã, creio que seria uma ótima ocasião, por conta desse COVARDE fato apresentado neste tópico, que a Nobre Ministra, com maior propriedade ainda, arregaçasse as manguinhas e algo fizesse em defesa de uma MULHER (reconhecidamente VÍTIMA - não criminosa). Onde está você, Maria do Rosário! Ou apenas as mulheres criminosas merecem sua alta consideração? .

AHT em 04 de abril de 2011

Eis a questão: Ter orgulho ou sentir vergonha de ser brasileiro?

Esron Vieira em 04 de abril de 2011

Em uma sociedade sem lei, ocorre a barbárie. Agora, em uma sociedade com leis em demasia, "portando" um judiciário industrializado e burocrático, ocorre a impunidade. Quando o estado é ineficiente em qualquer área, temos de fazer o serviço individualmente ( saúde, escola, estradas, telefonia, previdencia e segurança). Nos colocando no lugar dos pais desta moça, que faríamos? Esperaría pasmaceiamente a decisão buracrática da justiça, esperando o castigo de serviços comunitários aos delinquentes, devidamente defendidos por advogados bem pagos? Antigamente era raro um episódio deste, pois os agressores sabiam que a familia da moça não deixaria barato. O que eu quiz dizer é o seguinte: tudo em demasia, provoca o desequilíbrio. Falta de leis é ruim. Excesso de leis burocráticas levam à tantas barbáries deste tipo, trazidas pela impunidade.

Rosa Maria Pacini em 04 de abril de 2011

Setti, você está certíssimo em sua análise. Infelizmente, estamos vivendo tempos de total inversão de valores, onde o respeito pelos direitos alheios já não existem, e, isto se evidencia através de manifestações crescentes de extrema agressividade. Li hoje de manhã, no site do Uol, que em 5 anos o assassinato de gays e travestis cresceu 113% no Brasil; só no ano passado o crescimento foi superior a 30%. As pessoas, matam, alejam, espancam e permanecem impunes. Ou ficam presas por pouco tempo e devolvidas ás ruas para cometerem novas atrocidades. Sinceramente, sempre fui do tipo otimista, mas está difícil manter a positividade diante de tanta barbaridade e de evidências inequívocas de degradação humana. Cara Rosa, na minha modestíssima opinião o problema número 1 do Brasil -- do qual decorrem, em maior ou menor grau, a grande maioria dos demais -- é a impunidade. Leis, nós temos. O problema é que não se cumprem, e isso cria um clima de vale-tudo, de lassidão moral e ética que não tem mais limites. O pior é que os mais poderosos quase sempre dão péssimo exemplo. Meu otimismo profissional também anda em baixa. Abraços

Natal Santana em 04 de abril de 2011

Infelizemente, Ricardo, isso é tão verdadeiro que, até nas novelas, ninguém gosta das personagens "certinhas"; mesmo os atores preferem fazer um vilão a um mocinho. Desde pequeno eu me acostumei a ouvir isso: "fulano é um bobo", beltrano é um "otário"... ou ainda: "merecia mesmo isso pra deixar de ser metido a besta"! Eu mesmo já fui boicotado e até rejeitado por ser "certinho demais"! Agora se a agressão fosse contra alguém que se enquadra numa das tantas regalias no Brasil, certamente que as tais entidades ditas "sociais" estariam gritando na rua; como é uma moça branca, que não pertence a nenhuma categoria "protegida", fica por isso mesmo!

Roberto P. Pedroso em 04 de abril de 2011

Caro Ricardo, Nota 1000 para isto que você escreveu. - O Brasil realmente é um país sem líderes, ou melhor, repleto de lideranças negativas. - O fato que mais lamento é que a banda podre da Policia já é maioria e que o Judiciário Brasileiro tornou-se um verdadeiro circo.

Adair Giacomo Baccin em 04 de abril de 2011

Que barbaridade. Estamos caminhando a passos largos rumo ao fundo do poço. É verdade, fica até difícil explicar aos filhos que o correto é ser assim e cumprir as obrigações e respeitar os outros , os mais velhos etc. A gente passa por boboca. E dele cartilha nos colégios . Hummmmmmm.

Roberto Sterling em 04 de abril de 2011

Pois é Ricardo, mas este é o legado que o PT e seu Deus LULLA deixam para a juventude !!! O malandro, vigarista, sem-caráter é que é o tal, nós os certinhos somos é um bando de trouxas.

Ixe em 04 de abril de 2011

Prezado Setti, mais uma vez, concordo integralmente com você. Fora a barbaridade dos agressores - jovens de classe média que tiveram acesso à educação - fica a constatação apontada do exemplo "que vem de cima". É óbvio que o mal exemplo e toda a sorte de patifarias que tomamos conhecimento diário tem forte influência nesses desvios. Ainda mais em tempos de internet, em que as notícias, fotos e vídeos explodem na rede mundial em questão de segundos e logo ficam à disposição de todos. A impunidade, inclusive. Os desvios de conduta dos ladrões de colarinho branco "justificam" as atrocidades dos sem-colarinho. Um dos princípios da civilidade se refere justamente à educação pelo exemplo. Por isso as pessoas públicas devem ser exemplares e não o que se banalizou em nosso país. Mentiras fajutas corriqueiramente exibidas até com orgulho; muito cinismo, evidências de gatunagem explícita, enriquecimentos inexplicáveis de gente que somente fez política profissional a vida inteira, propinas, etc. Nesse contexto, é de fundamental importância a vigilância de todos, mas especialmente da imprensa. Jornalistas militantes é o fim da picada, pois nosso povo, sem educação, desinformado e ignorante (assim mantido pela inépcia da administração pública, pelo sistema educacional falido) não é capaz de fazer julgamentos melhores. É só ver como votam em reconhecidos larápios, ano após ano. O cúmulo disso, a meu ver, aconteceu em Brasília, onde um ex-servidor do Senado, exonerado por envolvimento com o esquema antigo de corrupção foi eleito Deputado Distrital exatamente por que ganhou notoriedade - foi capa de Veja, etc - por corrupção, em caso que envolveu o presidente daquela casa ! O cara foi exonerado do serviço público por corrupção, ganhou as páginas dos jornais e se lançou candidato com a publicização do caso. Depois, foi só lançar mão do que ganhou antes por vias ilegais - torrou alguns milhões desonestamente amealhados - e hoje tem a imunidade de Deputado Distrital. Péssimo exemplo e eleitor conivente. Vai se muito dificil sair dessa situação e com parte da imprensa cooptada, a tarefa se compara a de Sísifo. Portanto, mais uma vez, parabéns e obrigado por manter este espaço. É imprescindível.

JT em 04 de abril de 2011

Caro Setti, me perdoe por tratar de outro assunto, mas estou vendo a grande mídia tratar da morte de Gustavo Sondermann em Interlagos com certa frieza e distanciamento. Como pagador de impostos visto como um bobo alegre, ainda me pego com a capacidade de ficar consternado com as coisas. A vida humana é muito frágil. Se fôssemos realmente fortes, resistentes e indestrutíveis, não perderíamos nosso tempo com o automobilismo, pois é no limiar da morte que vem a plena sensação de estarmos vivos. Não havendo o risco de morte, não há o sabor de brincar com a vida. Somos todos uns imbecis. Todos. Deveríamos picotar Interlagos. Cada centímetro quadrado de asfalto. Agora não adianta procurar um culpado, ou alguns culpados. Somos todos culpados a partir do momento em que aceleramos um carro ou simplesmente dedicamos parte de nosso tempo acompanhando o esporte mais irracional de todos os tempos: ser o mais rápido num circuito fechado. Correr, correr. Apenas para chegar no ponto de partida. Para quê? Estacionem os carros. Vamos para casa amar nossas mulheres e brincar com nossos filhos. Vamos encher a pança com os amigos e sair por aí enchendo a pança dos necessitados. Vamos estudar, sim. Vamos trabalhar e mostrar que este é o caminho. Vamos nos indignar com aqueles que não se importam com o próximo, e que tratam fatos tristes com a boçalidade de um procedimento burocrático. Se morrermos fazendo isso, a vida terá feito mais sentido. Pois é, Jean, fica difícil discordar de você. E esportes como o boxe e o vale-tudo? O problema é que o ser humano parece que precisa esticar a corda da adrenalina para se sentir vivo.

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