EUA: os fotógrafos de presidentes, esses historiadores visuais

O presidente Obama e a primeira-dama em um momento privado no elevador do Washington convention center, na sua inauguração, em 2009. O fotógrafo, Pete Souza, é conhecido por suas imagens icônicas

O presidente Obama e a primeira-dama Michelle em um momento privado no elevador do Washington Convention Center, na sua inauguração, em 2009. O fotógrafo, Pete Souza, é conhecido por suas imagens icônicas

A organização National Geographic acaba de lançar o livro O fotógrafo do presidente — 50 anos dentro da Sala Oval (The President´s Photographer — Fifty years inside the Oval Office), de John Bredar e Pete Souza.

Conta a vida íntima de fotógrafos de presidentes dos Estados Unidos, esses historiadores visuais e elos fundamentais entre o público e os presidentes. O livro trás imagens e lembranças dos nove profissionais oficiais da Casa Branca.

Cecil Stoughton foi o primeiro, designado por John F. Kennedy em 1960. Todos os antecessores eram da Marinha dos EUA ou do Departamento de Parques Nacionais.

Confiram algumas das imagens:

Semanas após a inauguração, o presidente Obama, a primeira-dama, amigos e membros do Congresso usam óculos 3D para assistir aos comerciais do Super Bowl XLIII, no cinema privativo da Casa Branca. (Foto: Pete Souza)

Algumas semanas após a posse, a 20 de janeiro de 2009, Obama, Michelle, amigos e membros do Congresso usam óculos 3D para assistir aos comerciais do Super Bowl XLIII, no cinema privativo da Casa Branca (Foto: Pete Souza)

O fotógrafo-chefe de George W. Bush, Eric Draper, flagrou Barbara Bush fotografando pai e filho (ambos ex-presidentes), em 28 de janeiro de 2001. “Uma coisa que eu aprendi de imediato,” diz Draper, “é que quando você diz, ‘Sr. presidente,’ ambos olham.”

O fotógrafo-chefe de George W. Bush, Eric Draper, flagrou Barbara Bush fotografando o pai, ex-presidente, e o filho, então no poder, em 28 de janeiro de 2001. “Uma coisa que eu aprendi de imediato,” diz Draper, “é que quando você diz, ‘Sr. presidente,’ ambos olham”

Uma série de imagens do fotógrafo Robert McNeely mostra o presidente Bill Clinton e a primeira-dama totalmente engajados em questões em conjunto, como neste momento em que eles estão ouvindo uma entrevista a bordo Air Force One.

Uma série de imagens do fotógrafo Robert McNeely mostra o presidente Bill Clinton e a primeira-dama Hillary muito coordenados, como neste momento em que eles estão ouvindo uma entrevista a bordo Air Force One

O fotógrafo David Hume Kennerly fez esta foto um dia antes da família Carter se mudou para a Casa Branca. Na última passada pela casa que deixaria no dia seguinte, Betty Ford, que disse que sempre quis dançar em cima da mesa da sala do gabinete, não teve dúvidas: tirou os sapatos, pulou em cima da mesa, e fez uma pose.

O fotógrafo David Hume Kennerly fez esta foto incrível um dia antes de a família Carter se mudar para a Casa Branca, em janeiro de 1977. Na última passada pela casa que deixaria no dia seguinte, Betty Ford, que disse que sempre quis dançar em cima da mesa da sala do gabinete, não teve dúvidas: tirou os sapatos, pulou em cima da mesa, e fez uma pose

 

O fotógrafo Yoichi Okamoto desapareceu atrás do presidente Lyndon B. Johnson para fazer esta imagem e, para tal, ficou abaixo da linha dos olhos de todos os outros repórteres presentes.

O fotógrafo Yoichi Okamoto desapareceu atrás do presidente Lyndon B. Johnson para fazer esta imagem e, para tal, ficou abaixo da linha dos olhos de todos os outros repórteres presentes.

As imagens do fotógrafo Cecil Stoughton, da viagem para o Texas por John F. Kennedy, entraram para a história por ser parte do fatídico dia do assassinato.  Essa possivelmente é a mais famosa e importante imagem feita por um fotógrafo presidencial: Lyndon B. Johnson empossado em pleno ar, a bordo do Air Force One.

As imagens feitas pelo fotógrafo Cecil Stoughton da viagem do presidente John F. Kennedy ao Texas naquele fatídico novembro de 1963 entraram para a história, e esta talvez seja a mais famosa de todas as fotos feitas por um fotógrafo presidencial: Lyndon B. Johnson empossado em pleno ar, a bordo do Air Force One, assistido por Jacqueline Kennedy, cujo tailleur ainda tinha manchas do sangue do presidente assassinado

Cecil Stoughton evoluiu sua cobertura fotográfica com imagens típicas de cerimoniais, para fotos estilosas como essa, de John F. Kennedy e sua filha Caroline, à bordo de um iate em Hyannis Port, Massachusetts, em agosto de 1963.

Cecil Stoughton evoluiu sua cobertura fotográfica das típicas imagens cerimoniais para fotos estilosas como essa, de John F. Kennedy e sua filha Caroline, a bordo de um iate em Hyannis Port, Massachusetts, em agosto de 1963

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Nenhum comentário

  • Marco

    Don Setti; Interessante em saber como se comportam em seus lugares de descanso.
    Abs.

  • o texto tem a consistência de um improviso de Dilma Rousseff e é tão sincero quanto uma declaração de Michel Temer.

    Lula afro… populista barato….

  • moacir

    Setti,
    Engraçado,eu só tinha 8 anos em 1963.Mas lembro das
    fotos do assassinato de Kennedy.Lembro da Jackie
    na chegada a Dallas com flores nas mãos.Dela engatinhando sobre a mala do carro tentando ou pedir ajuda ou fugir das balas.Da cabeça dele no colo dela.Lembro que a cor do tailleur era rosa.

  • Pedro

    onde posso comprar este livro.

    Caro Pedro, o livro está à venda nas livrarias. Abraços

  • Pedro

    nenhum site…. nem mesmo dessas livrarias. ja procurei em varios e não achei. paciencia.. paciencia ( obrigado pelo retorno) abroços

    Bem, não sou de fazer propaganda, e não é o caso, mas o site da Livraria Cultura tem, sim, o livro — em inglês. Ele NÃO foi traduzido.

    Abraço

  • carlos nascimento

    Ricardo,
    Revendo as fotos parei para apreciar a da posse do Lyndon B. Johnson em pleno ar, a bordo do Air Force One, onde tudo foi feito dentro do figurino Constitucional.
    Muito bem, relembrando o caso de Tancredo Neves, sabendo que vc era jornalista atuante nessa época em Brasília, faço-lhe uma solicitação:-
    -Em sua opinião pessoal, a posse de sirnei foi correta e legítima, sabendo que o Colégio Eleitoral havia sufragado o nome e a biografia de Tancredo, sirnei era apenas um apêndice da barganha.
    – O correto não seria o Ulysses ter assumido em mandato tampão e convocado uma nova Eleição ?
    – Quem foi o artífice dessa decisão, que golpeou nossas esperanças.?

    Na verdade, eu não estava em Brasília na época já há muitos anos. E também não trabalhava em política no dia-a-dia, porque atuava em uma revista mensal da Abril.
    Mas, naturalmente, acompanhei como pude as coisas. Houve uma grande polêmica sobre se Ulysses deveria assumir ou não, mas a interpretação da Constituição feita com a concordância final do próprio Ulysses foi de que Sarney havia sido eleito como vice e, em caso de falta ou vacância do titular, ele deveria assumir.
    No livro de memórias de FHC ele conta detalhadamente como foram as discussões no dia, das quais ele participou. O livro é o “A Arte da Política — A História que Vivi” (Civilização Brasileira).
    Não houve propriamente um artífice dessa decisão, embora a tese sobre a posse de Sarney, salvo lapso de memória, haja sido defendida desde o início pelo chefe da Casa Civil de Figueiredo, ministro Leitão de Abreu, jurista de peso, que havia sido ministro do Supremo entre 1974 e 1981. (Estávamos, então, em março de 1985).
    Abração

  • carlos nascimento

    Ricardo,
    Grato por suas informações. Mas, vc ficou devendo sua opinião pessoal sobre o desfecho da História, pessoalmente, acredito que os deuses castigaram o nosso País, Ulysses deveria ter assumido um mandato tampão e convocado novas eleições, o risco valeria à pena, pois a tragédia sirnei nos roubou alguns anos de esperança, o seu legado de explosão inflacionária confirmaria isso, desembocando na aventura do caçador de marajás (sic), que sofreu impeachment, atrasando novamente o desenvolvimento do Brasil.
    Mas tubo bem, obrigado.
    Não abusando da sua benevolência, o tema da morte de John F. Kennedy é apaixonante, quando vc tiver um tempinho sobrando,veja se pode colocar um post para debate, adianto: acredito que a trama foi urdida pelos próprios americanos – forças políticas internas – contrários à política externa de Kennedy.
    abração
    Carlos Nascimento.

    Concordo com você em que novas eleições, diretas, seriam a melhor solução. E, naturalmente, o dr. Ulysses tinha muito mais legitimidade e aceitação por parte do país do que Sarney.
    Quanto à morte de Kennedy, só os livros escritos a respeito, cada um com uma teoria diferente, seriam suficientes para encher uma biblioteca inteira.
    Não tenho o que acrescentar, aqui do meu canto, caro Carlos.
    Só sei que toda a extensão do que de fato ocorreu até agora não se sabe.
    Abração