Os homens de bem se sentem melhor com a declaração do Brasil na ONU condenando a intolerância religiosa — que pega a ditadura do Irã

Os homens de bem se sentem melhor com a declaração do Brasil na ONU condenando a intolerância religiosa — que pega a ditadura do Irã A ativista iraniana Shirin Ebadi, vencedora do Prêmio Novel da Paz (Foto: BBC)

Notícia boa, amigos, positiva, precisa ser divulgada ao máximo.

Esta que está no site de VEJA é auto-explicativa. Divulgo um trecho, em mais um passo a me convencer de que a política externa da presidente Dilma se afasta gradativamente da confraternização de seu antecessor com violadores contumazes dos direitos humanos, apesar de ainda termos que engolir visitas como a que o camarada Marco Aurélio Garcia, chanceler sem Itamaraty, assessor da presidente para assuntos internacionais, acaba de realizar a Cuba para afagar o tirano Raúl Castro.

Vamos ao trecho principal notícia:

“A missão brasileira na Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra fez nesta quinta-feira uma declaração enfática, condenando a intolerância religiosa no mundo.

O posicionamento foi manifestado durante a sessão sobre “liberdade de religião e crenças” do Conselho de Direitos Humanos, cuja 16ª reunião ocorre desde o final de fevereiro.

A condenação foi trazida a publico três dias após o Brasil prestar uma homenagem à iraniana e ferrenha opositora do regime dos aiatolás Shrin Ebadi. Ambos os atos demonstram que o Itamaraty está mudando a política externa adotada pelo governo anterior, que se aproximava de regimes islâmicos ou ditatoriais – e do Irã em particular – ignorando suas violações aos direitos humanos.

A declaração oficial, lida na sessão principal do dia no Conselho de Direitos Humanos e obtida pelo site de VEJA, diz: ‘O Brasil deplora veementemente todas as ações de discriminação e incitação ao ódio religioso que vêm ocorrendo em várias partes do mundo. Muitas vidas inocentes foram perdidas por causa da intolerância e da ignorância’.

O documento afirma que o Brasil está preocupado com a situação dos seguidores de certas religiões que são alvos de discriminação em diversas partes do mundo, como as crenças de origem africana e a fé Baha’i, um dos maiores grupos não muçulmanos, perseguido ferozmente no Irã.  ‘O Brasil reitera seu compromisso de assegurar uma sociedade plural, tolerante e livre. A liberdade de religião e de crenças é um direito fundamental garantido pela Constituição do país’.

O texto é uma das ações mais representativas do Brasil em um importante fórum internacional nos últimos anos. Além de pontuar aspectos claros – o que cria dentro da ONU a necessidade de se obter respostas -, o documento mostra que o Brasil está dando mais importância aos direitos humanos. A ação é, portanto, um novo sinal de que o país vai condenar violações a estes direitos em países como o Irã.”

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Nenhum comentário

  • Fernando Marés de Souza

    Tudo hipocrisia. Nenhum país se afasta de outro por causa de Direitos Humanos, só por questões políticas e econômicas. Ninguém se afasta da China, é mau negócio, ninguém se afasta de Israel, da Arábia Saudita é política. Ninguém se afasta dos EUA, que deveria responder por crimes de Guerra em Fallujah e é atualmente responsável pela mais preocupante violação dos direitos humanos em jogo, prendendo indefinidamente suspeitos de terrorismo sem acusá-los de nada.

  • J.B.CRUZ

    CARO SETTI:
    Mais uma vez foi na mõsca..É preciso separar DILMA de LULA..Gradativamente e a doses homeopáticas, a PRESIDENTA vai se livrando dos mentecaptos do governo lula..Celso Amorim que estava apequenando o BRASIL diante outras nações foi o maior de seus feitos, mas, não se preocupe,devagar devagarinho,DILMA vai se colocando essa turma no devido lugar,,RUA!!..Vamos dar mais de 100 dias para ela, que tal um ano??

  • Carlão

    Ricardo, meu caro
    Posso ser um tantinho chato contigo?
    O título do post ficou estranho, com uma condenação condenando. Posso sugerir algo como uma declaração condenando?
    Pode parecer picuinha ou querer aparecer, mas não interprete assim. É apenas uma pequena contribuição pós-carnaval para o alto nível desta coluna, combinado?
    Abração do Carlão

    Caro Carlão,

    É claro que não considero picuinha. Considero uma colaboração, e agradeço muito. Sempre que você notar algo desse tipo em títulos e textos, não se acanhe em me avisar. Estou publicando o comentário para ser transparente com os leitores. Nada tenho a esconder.
    E, claro, corrigi a mancada.
    Um grande abraço

  • Marco

    Se me permite, a frase “…a condenação do Brasil na ONU condenando…” não só dificulta o entendimento como cria cacofonia.