É a onda preocupante do verão. São os “rolezinhos” — aglomerações, por vezes gigantes, de jovens que entram simultaneamente em algum shopping center.

Jovens em geral mais pobres do que a frequência média dos shoppings, o que desperta pelo menos dois sentimentos: 1) o temor de arrastões, devido à triste tradição brasileira no setor; 2) o puro e simples preconceito, a odiosa suposição de que, por serem jovens e, em geral, de uma camada social de presença pouco habitual nos shoppings mais luxuosos, muitos deles não brancos, são automaticamente suspeitos de bandidagem.

A preocupação já bateu no Palácio do Planalto. A presidente Dilma encomendou avaliações sobre os eventos, preocupada com a eventualidade de os baderneiros e vândalos black blocs resolverem se infiltrar nos “rolezinhos”. A Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce) está reunindo, hoje, em São Paulo, 45 representantes de shoppings paulistas para organizar algum tipo de ação do setor frente ao fenômeno.

Conforme informou o site de VEJA, a entidade também deve promover reuniões emergenciais no Rio de Janeiro e em Porto Alegre, onde estão marcados os próximos eventos do tipo.

A reação de vários shoppings tem sido histérica, a ponto de obterem, na Justiça, liminares em mandado de segurança para proibirem aglomerações em suas dependências ou mesmo aplicar multas em quem participa dos atos.

Por causa disso, novos “rolezinhos” foram convocados no Rio de Janeiro, em Porto Alegre e em Brasília “em apoio” aos ocorridos em São Paulo e na Grande São Paulo.

Das declarações de autoridades a respeito do tema, foi bastante sensata a do secretário da Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella Vieira. Segundo ele,a Polícia Militar deve atuar com força somente caso ocorram tumultos nos eventos. “Não é função da polícia fazer a segurança nos shoppings”, disse o secretário. “O papel dela é preservar a ordem. Mas se houver tumulto, ela vai aplicar a força policial.”

É fundamental que, diante da sucessão de “rolezinhos” programados, as autoridades tenham em mente, de um lado, o sagrado direito de ir e vir dos cidadãos — e os shoppings, embora privados, são locais públicos, sendo ilegal vedar o acesso a eles com base na aparência das pessoas — e, de outro, a necessidade de manter a ordem diante da baderna. A linha que separa o exercício de um direito do abuso desse direito nem sempre é clara. Há, portanto, que haver bom senso e equilíbrio.

DEIXE UM COMENTÁRIO

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

quatro × 1 =

Nenhum comentário

edson martins em 02 de março de 2014

vamos deixar de sermos hipócritas. essa hipocrisia de se discutir o que e vero errado onde todos fazemos de conta que esta tudo certo e vai melhorar e os dons desse pais, os políticos, prometem o que nunca seda cumprido e nos acreditamos que um dia seda. assim é nos rolezinhios tb. Uma acao de baderneiros sem direito a nada pois os direitos deles terminam nos nosso de ir e vir sem violência com nossas famílias nos últimos que deveriam ser locais seguros que sao os shoppings. É uma classe social reivindicando direitos que não tem pois não contribuem com nada, Não pagam imposto, sujam, jogam mobílias em rios e depois pedem moradias por term seus barracos alagados por culpa deles mesmo. Vamos deixar de hipocrisia...ninguem que tenha o mínimo de inteligência aprova esses movimentos de vandalismos chamados ROLEZINHOS, e quem aprova, esta claro querendo defender o absurdo da baderna e querendo aparecer em uma mídia que também de certa maneira incentiva esses marginais. Para combater esses jovens bandidos tenso a policia incapacitada pelas leis antiquadas e retrocadas. Uma policia sem respeito social pois se tornaram tao bandidos quanto esses marginais. E disso tudo resta NÓS. pagantes reais de impostos, que reciclamos nosso lixo, damos empregos, contribuímos com intituicoes e que quando queremos o mísero direito de poder ir a um shopping com nosso s filhos, não podem e ficamos enjaulados em nossas casas enquanto os marginais jovens ou naom estão soltos e fazem o que querem. Quero meu direito de andar armado e exrcer o direito universal de poder defender meu patrimônio, minha vida e a vida de minha família, e poder legalmente fuzilar um marginal desses quando me sentir acuado e em perigo. Tenho certeza que qualquer marginal desses pensaria 2 vezes antes de tomar qualquer atitude violenta se soubessem que poderíamos nos defender. mas ela sabem que não podemos e filhos e filhas de pessoas realmente produtivas se tornam cada vez mais estatística de violência e morte...SE A INSTITUICAO CORRUPTA E DESPREPARADA NAO PODE NOS DEFENDER, NOS DEIXEM TENTAR E PARAR DE PESSOAS HONESTAS MORREREM OU SEREM CONSTRANGIDAS POR ESSES BANDO DE MARGINAIS SEM DIREITO A NADA...A NAO SER SEREM PRESOS POR MUITO TEMPO...CHEGA DE SERMOS CARNEIROS A ESPERA DE SER ABATIDO, QUERI O DIREITO DE ME DEFENDER, QUERO O DIREITO DE ANDAR ARMADO. JA

Reynaldo-BH em 22 de janeiro de 2014

Um grupo de 50 jovens de classe média alta – com idades entre os 12 e 15 anos – se reuniu no Parque das Mangabeiras em BH (zona nobre da cidade), para protestar contra o estado de abandono do pista de skate que utilizam. Prováveis reações; 1) Dilma Roussef. Convocará uma cadeia de rádio e TV para propor um plebiscito sobre uma nova Constituição, onde o direito dos skatistas seja cláusula pétrea. Aproveitando a ocasião, também constará no referendo o direito do controle social da mídia e da reeleição ad eternum. 2) Gilberto Carvalho. Em mais uma análise sociológica, lembrará do tempo em que corria de carrinho de rolimãs em Londrina, sem pedir autorização a ninguém. Hoje, graças ao ProUni e às políticas inclusivas, os jovens esperam do poder público não só pistas de skate como vestiários e atendimento ambulatorial in loco. A nova face do Brasil pós-PT faz com que as demandas sociais sejam difusas e consistentes. Somente os lulopetistas entendem estes novos recados “das ruas”. Os antecessores não conseguem entender a profundidade da verdadeira revolta social que nasce deste ato. Assim, sente-se a necessidade (mais! Obrigação!) de chamar os líderes para uma interlocução social onde os anseios legítimos possam ser entendidos e atendidos. 3) Maria do Rosário. Em defesa dos Direitos Humanos, torna-se necessário o posicionamento da ministra. O fato deu-se em estado governado por direitistas raivosos cuja essência se encontra na plumagem dos tucanos. Foram estes, que na calada da noite, provocaram estragos na pista de skate de modo a atingir os direitos essenciais do cidadão de Belo Horizonte. Fosse em São Paulo, o Grupo Especial de Apoio ao Conserto das Pistas de Skate e similares instituído por Haddad, tal agressão aos DH não aconteceria. A ministra se posiciona a favor das manifestações, entendendo que a violência policial ainda haverá de acontecer. (Não houve ainda pela intervenção das forças progressistas que protegeram os jovens da sanha ditatorial dos PMS, que por conta disto, sequer compareceram ao ato). A Secretaria de DH estará atenta e apoiando as lutas populares! 4) A ministra Luiza Bairros (para quem não liga o nome à função, ou seja, TODOS! Obrigado Google!) da Secretaria de Igualdade Racial se manifesta informando que em meio aos 52 jovens jovens havia um negro e dois pardos! Estes seriam os alvos prioritários da ação racista do governo de Minas Gerais que impede a livre manifestação racial sobre rodinhas de patins, skates e afins. A ministra afirma que o Brasil precisa de uma política de cotas para skatistas. Para cada um branco tem que haver ao menos dois pardos/negros sobre rodas nas pistas de skate! E chama a atenção para a cor das rodas dos skates (geralmente pretos) que indica uma clara mensagem de humilhação e afronta aos afrodescendentes. 5) PMDB. Coloca-se à disposição, com diversos nomes, para assumir a Secretária de Skate, Patins e Afins, contanto que haja verbas em volume para a efetiva atuação deste importante pasta. E por fim, os pais dos jovens: “JÁ PRA CASA OU NÃO TEM INTERNET NEM SHOPPING NO FIM DE SEMANA!”

norton em 20 de janeiro de 2014

PELA ALTERNÂNCIA NO PODER - VAMOS MUDAR O BRASIL FORA PT/ FORA DILMA O modelo petista de governar se exauriu, seja pela fadiga de políticas econômicas e fiscais que confiscam dos “que pouco têm para dar aos que nada possuem”. Todos os que estão insatisfeitos , indignados e rebelados contra o governo atual, em esforços individuais buscam alternativas de mudança nesta eleição de 2014. NOSSO ESFORÇO não será em vão, temos que nos organizar e utilizar todos os meios para disseminar nossas ideias e ideais. . NECESSITAMOS convencer pelo menos 20 MILHÕES DE ELEITORES para votar contra o governo atual – evitando o “voto nulo ou voto branco”, estratégia que beneficiará a atual governante de plantão sob a batuta de LULA. NOSSA UNIÃO deverá ser em torno das candidaturas de oposição e que pregam a MUDANÇA E ALTERNÂNCIA no poder. A sociedade brasileira ganhará e os brasileiros terão ganhos adicionais , evitando que os escândalos que “nunca na história desse País “ foram vistos, se repitam . O VOTO CONSCIENTE na mudança, transformará esse lodaçal da política em algo mais representativo - evitemos os políticos profissionais , vamos RENOVAR e MUDAR. Para tanto VAMOS NOS ORGANIZAR, disseminando nossos objetivos e ideias nos meios necessários – redes sociais, blogs, artigos de jornais, revistas, etc. Temos pouco tempo – a campanha eleitoral será curta , em virtude da COPA de 2014, todos os canais de expressão deverão contar com o apoiadores da mudança . Afinal, se cada um de nós convencer apenas 17 ELEITORES, nosso objetivo estará cumprido. Vamos disseminar a ideia de queremos um Projeto de Nação, não queremos Projeto de Poder. Por um Brasil Melhor – Participe, Lute , Mude. Nosso País merece MAIS...FORA PT

ligia em 20 de janeiro de 2014

Ordem e Progresso! Onde está a ordem? Por onde anda o progresso? Fico de boca aberta espantata com tanta ingênuidade por parte do povo brasileiro em achar que o comunismo vai ajudar as pessoas deste país! Ajudou? Onde estão países como Russia e Cuba e sua população doida para ir embora do país? É difícil entender como a nossa população possa trazer tanta gente desestruturada para este país sem poder dar nada para estes jovens, sem poder dar uma faculdade um futuro digno fazendo desta gente futuros sabe o que? O Brasíl presisa de segurança, educação de qualidade, saúde de qualidade,forte controle de natalidade e de salário máximo não presisamos de esmolas e nem de gente preguisosa que tudo que quer é montar uma nãção comunista para ficar como era na Russia sem liberdade e com um pequeno grupo de pessoas no poder usufruindo de bens de luxo!Adiantou a revolução russa então porque a Russia continua pobre? Então porque milhões de cubanas querem ir embora de Cuba? Acorda Brasil !

Leni em 19 de janeiro de 2014

Está na hora de exigirmos solução sábia e mais equilibrada, de autoridades públicas, além de repressão.O rolezinho é a insatisfação de jovens excluídos e encurralados nas periferias da cidade.Quem cantou e decantou que acabou com a miséria no país deve ser chamado pela sociedade para explicar dados oficiais de organizações nacionais e internacionais apontando exclusão, violência, racismo, falta de acesso a serviços públicos de qualidade (sáude, educação, transporte, habitação, mobilidade urbana).Lembro que certa vez assisti peça de Plinio Marcos Quando as Máquinas Param, esta é a sensação que tnhoa ao ver as demandas da população e o divisionismo de classes e a repressão. Assim não haverá solução, e o inferno torrará nosso ódio e intolerância.

eu em 18 de janeiro de 2014

Muito triste o que está acontecendo no país. em junho, pessoas se mobilizaram pra protestar e toda aquela furia gerada com a passagem parecia nao ter fim.hoje, janeiro, uma "onda do verao" sem motivos reais afeta a propria populacao. alias, o povo quer direitos sem respeitar o direito do proximo. Ninguem é crianca pra nao perceber o que mil jovens reunidos sao capazes.

marcos veloso em 18 de janeiro de 2014

Numa DEMOCRÁCIA,os direitos devem ser respeitados em todos os atos plenos mas,quando um desses atos é quebrado então,não tem direito em constituinte democratico,viram uma desarmonia,e então leis tem que ser cumpridas.OS ROLEZINHOS parece modismo faceado,entre que tudo pode acontecer e será útil as campanhas,esperem.Ontem um protesto em São paulo,várias pessoas de camisas vermelhas e,por ironia uma jovem estavam com o simbolo do PT e logo tiraram de suas mãos.QUAL VAI SER A PRÓXIMA MODA DEPOIS.

Pedro Luiz Moreira Lima em 18 de janeiro de 2014

Setti: Na resposta que deu ao nosso Caio,uma única discordância em maiúsculas: NADA CORA OS BOLSONAROS! Grande abraço Pedro Luiz

Pedro Luiz Moreira Lima em 18 de janeiro de 2014

Amigo Alberto: Excelente sua opinião,como sempre é.Nem dá para alongar. Grande abraço do amigo Pedro Luiz

jfaraujo em 17 de janeiro de 2014

A decisão dos Shopping Centers de só permitir a entrada o menores acompanhados dos pais é totalmente correta e dentro da lei, pois os pais serão responsabilizados pelos atos dos seus filhos e terão de arcar com as consequências penais dos delitos cometidos por eles.

Alberto Porém Jr. em 17 de janeiro de 2014

Vale a pena ver os que estão fazendo os "caras" do "rolezinho". Enquanto "come na blogosfera" o Fla X Flu pra lá de vazio, eles querem é beijar... Link: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/01/apos-polemica-em-shopping-de-sp-rolezinhos-sao-marcados-no-parque.html

Alberto Porém Jr. em 17 de janeiro de 2014

O que era pra ser um evento como outro qualquer acabou-se transformando em questão de classes sociais e ai acabou como munição no Fla X Flu político. Aonde haveria oportunidades surgem as barreiras preconceituais. Os jovens que invadiram os shoppings são potenciais clientes, mas a visão deturpada chama-os de potenciais delinquentes; arruaceiros que vão espantar a clientela nata. Quando estão nos shoppings estes potenciais clientes veriam que estão vestidos ou se comportando de maneira inadequada e que para "pertencerem" ( desejo inato) a este local deveriam se adequar, usar os que os "nativos" estão usando. O rolezinho poderia ser visto como oportunidade e não como desordem. Lógico que poderíamos ter problemas mas nada que não pudesse ser controlado de forma civilizada por seguranças e atendentes devidamente preparados para estes "eventos". Tudo iria com tempo e paciência se ajustar, mas vem o Fla X Flu e vira o que virou: uma cáca geral, entrou pela tubulação de ar e vai se espalhar e feder em todos os lugares e sobre todos. Bom senso e equilíbrio não "rolaram" neste caso.

Bruno Sampaio em 17 de janeiro de 2014

Não vejo nada de histérico na reação dos shoppings. Tente abrir uma loja com a burocracia infernal, impostos dinamarqueses, custos empregatícios estratosféricos, e ver o ambiente do seu negócio ser invadido por hordas de baderneiros aos berros, assustando os clientes e dando margem a coisa muito pior acontecer. Só para lembrar, há um vídeo da época dos "riots" em Los Angeles, o caos total, a cidade em chamas. Os únicos que não foram depredados foram estabelecimentos de asiáticos que se postaram no teto das lojas ostensivamente armados e dispostos a defender seu patrimônio. Baderna não faz bem a ninguém, só a meia dúzia de bandidos que aproveitam a confusão para praticar crimes.

sidmar guimaraes em 17 de janeiro de 2014

Meu Caro e bom Setti. Já que estão rotulando os logistas de histéricos e o fechamento dos shoppings de preconceito, então vamos à pergunta: Eu sei que isso nunca vai acontecer, e você sabe por quê; mas adoraria saber como se comportaria nossos magnânimos políticos se essa turba de `excluídos´,de pelo menos umas mil pessoas resolvessem dar um `rolezinho´pacífico pelas dependência do senado, da câmara ou das assembleias, estas sim, reconhecidamente tidas como Casas do Povo, naquele mesmo esquema de estouro de manada e entoando o pancadão, as portas seguramente seriam abertas, não é mesmo, meu caro Setti? Em tempo: Pimenta nos olhos dos outros é refresco.

Aurea em 17 de janeiro de 2014

Adolescente é inconveniente por natureza, especialmente, em grupo. Imaginem em grupos de 2000 (duas mil) pessoas! Some-se a isso a falta de educaçao epidêmica dos brasileiros e o temor que hoje em dia nós sentimos uns dos outros. Quando vejo alguém correndo nao penso que está atrasado mas que está fugindo de alguém, seja da polícia ou do ladrao. Acho que em vez de pensarmos em termos gerais sobre as relaçoes sociais devemos pensar desde o ponto de vista individual partindo de nossas experiências pessoais. Nós nos refugiamos em shoppings por conveniência e também por segurança. Um tumulto no shopping coloca muita gente em risco. Até porque nós nos esquecemos das consequências imprevistas dos atos humanos. Basta uma confusao (real ou aparente) para uma multidao virar uma turba destrutiva. Na hora do pânico, nao tem burguês nem vítima do burguês, só pessoas desesperadas e descontroladas.

Caio Frascino Cassaro em 16 de janeiro de 2014

Prezado Setti: Sobre qual dos dois temas? Os rolezinhos ou os coprófagos? Ambos são bastante interessantes, e, de certa forma, correlatos. Abs Rolezinhos.

José Eduardo Diniz em 16 de janeiro de 2014

Prezado Jornalista , agradeço a sua atenção em responder aos comentários aqui postados , pois abre um significativo espaço para um debate onde a opinião de um simples leitor é valorizada . Sentimos, com esta postura , que podemos contribuir de alguma forma para tocar nosso país para frente . Queria apenas ressaltar que o meu comentário que mereceu a sua nota não teve o objetivo de atacá-lo, mas pois foi pensando nas nossas autoridades que não perdem uma única oportunidade de praticar o populismo . Meu comentário, em sequência , parece que mostra de maneira mais clara a minha linha de raciocínio. De qualquer maneira , obrigado pelo respeito aos seus leitores .

Caio Frascino Cassaro em 16 de janeiro de 2014

Prezado Setti: Primeiro, é bom para a petralhada ver como pessoas que pensam parecido em muitas coisas podem eventualmente discordar - com educação. Segundo, acho seu texto equilibrado e ponderado - só não concordo com ele. Terceiro, me desculpe pelo termo "preconceito" - no calor da hora, estiquei a corda além da conta. No mais, nada como uma polemicazinha para aquecer o fim do dia, não é mesmo? Quanto aos coprófagos que lhe escrevem falando bobagens...bem, são coprófagos. Não há que se esperar muito dessa gente. Abs. Obrigado, Caio. O cavalheiro de sempre. Um abração PS -- Quer escrever sobre o tema?

Caio Frascino Cassaro em 16 de janeiro de 2014

Prezado Setti: Não costumo divergir de você, porém no caso em tela não tenho como concordar com sua opinião. Do fim para o começo: o Shopping Center é um empreendimento privado com acesso público. Se a direção do Shopping resolver fazer um "dia do vermelho", por exemplo, e vetar a entrada de qualquer um que não esteja trajando alguma peça dessa cor, estará em seu pleno direito. Se resolver proibir que as pessoas entrem de boné, de shorts ou obrigue o uso de traje social completo para acesso ao estabelecimento, também vai continuar em seu direito. Segundo, a acusação de "histeria", me parece um tanto descabida. Terminamos recentemente o projeto de ampliação de um Shopping na região norte do Brasil, obra de mais de 100.000m² de construção, com volumes de investimento altíssimo e gerador de milhares de empregos diretos e indiretos. Esse tipo de evento - os "rolezinhos" - podem levar a uma drástica diminuição de frequência aos Shoppings, pelo evidente medo que uma turba enlouquecida venha a fazer mais do que passar correndo pelos corredores, conforme foi visto no caso aqui de Itaquera. Essa diminuição de consumidores pode levar o empreendimento para o buraco, pois as margens são sempre apertadas, tanto por parte dos empreendedores quanto por parte dos lojistas, e o consequente desemprego advindo desse "movimento" seria um seu corolário. Daí que a palavra histeria não é cabível, posto que o histérico não sente aquilo que vê, mas o que imagina, o que, obviamente, não é o caso. Terceiro, os jovens que participam dos tais "rolezinhos" são exatamente os mesmos que vão com suas famílias, seus amigos ou suas namoradas tomar um sorvete, ir a um cinema, fazer compras ou simplesmente curtir uma paquera. Basta uma ida a Shoppings da periferia para constatar-se que a frequência é de pessoas muitas vezes oriundas dos estratos mais baixos da pirâmide social e que estão ali para curtir o seu lazer de final de semana EM SEGURANÇA! As imagens dos "rolezinhos" que já ocorreram aqui em Sampa confirmam isso: não se trata de uma legião de desvalidos, mas uma molecada portando celulares, tênis de marca e camisetas e bonés da moda, conclamados a comparecer através das redes sociais ( o que implicada no uso de um computador), muito distantes do "lumpesinato" de que a esquerda tenta nos convencer se tratar o assunto, com alguns incautos tendendo a comprar essa ideia, no mínimo tola, quando não desonesta do ponto de vista intelectual. Em quarto e último lugar, a tentativa de tratar o assunto como preconceito racial é no mínimo falaciosa. A simples reprodução do vídeo do "rolezinho" de Itaquera mostra um branquelinho azedo metido a galinho garnisé partindo para cima dos seguranças, cercado por uma multidão de garotos e garotas em que havia de tudo: brancos, negros, mulatos e "japinhas". Enfim, meu prezado Ricardo Setti: acho sinceramente que seu texto não foi feliz e está carregado de uma grande carga de preconceito contra os lojistas e donos de Shoppings, talvez ludibriado pela gritaria dessa nossa esquerda maldita, que não perde uma única oportunidade para açular o ódio entre os diferentes setores da sociedade, como se pode comprovar pelas manifestações do Senhor Gilberto Carvalho e a Ministra da Igualdade Racial(!), Luiza Bairros, esta última inclusive cometendo um crime de apologia ao racismo após declarar que via com naturalidade o preconceito racial de negros com relação aos brancos. Como você vê, amigo, lamentavelmente desta vez você não está em boa companhia. Um abraço Ôoooo, Caio, logo você, achando que eu -- uma fortaleza do capitalismo -- tenho "preconceito" contra donos de shoppings e lojistas? Achei exagerada a reação de alguns deles já irem pedindo liminares em mandado de segurança. Imaginei ter escrito, e ainda acredito que o fiz, um texto equilibrado e ponderado, e vários leitores o consideraram assim. Mas você, felizmente, pelo menos diverge da forma civilizada de sempre. Lamentavelmente, precisei deletar vários comentários horrorosos, racistas, fascistoides, que fariam corar o deputado Bolsonaro. Um abração

tiao em 16 de janeiro de 2014

Luiz,que discurso mais atrasado.Nem o Bolsonaro pensa assim.Que coisa mais arcaica.Parece paranóia.Acorda meu irmão,o mundo mudou!

Rodolfo em 16 de janeiro de 2014

Direito de ir e vir é só para espaço público. Shopping é espaço privado, com fim específico, e a reunião por si só é pra fazer baderna. Só não vê quem não quer.

waldir prato em 16 de janeiro de 2014

Vivo fora do Brasil ha mais de 20 anos. Visitei ha 3 anos. Vi as favelas encobertas por tapumes ao sair do aeroporto. Vi a sujeira da baia da Guanabara, as linguas pretas nas praias da zona sul onde ate as "elites" fazen ligacoes clandestinas de esgoto. Leio horrorizado que ate "elites" como o ***** fazen ligacoes clandestinas para roubar eletricidade. Agora leio sobre os rolezinhos, arrastoes, impunidade de condenados em escandalos politicos. Ataques ao STF que parece nao ter nem o poder de "gag orders" ou "contemp of court". Nao vejo como um pais desses possa funcionar. Quanto tempo vai ser preciso ate o Brasil chegar a um nivel de Venezuela ou Haiti? Tenho medo de voltar a visitar. Caro Waldir, cortei o nome que você mencionou porque é um "hearsay" envolvendo uma pessoa em uma acusação sobre a qual não há provas. Abraço

Luiz em 16 de janeiro de 2014

Esses rolezinhos me cheiram a orquestração de alguém muito próximo do governo (um ex-seminarista, de estatura insignificante). Muito me preocupa o centenário da Revolução Russa, a ser comemorado em 2017. Algo me diz, à boca pequena, que essa comemoração trará algum efeito em certo país da América Latina...

Sérgio Barros em 16 de janeiro de 2014

Tá maluco que eu vou a shopping esse ano! Nunca mais ponho os pés nessa favelice. Tô fora, agora só compras online.

cideval em 16 de janeiro de 2014

Setti, me decepcionei com seu texto. Sagrado direito de ir de vir, de quem? Dos baderneiros? Ou do cidadao como eu e meus filhos que frequentam shoppings? Em nome de que, os shoppings que ate ontem eram lugares seguros para a familia estão se tornando lugares de risco, de violência. Você acha que não? Pois bem, já esteve com seus filhos em um shopping no momento de uma "invasão" destes delinquentes? Sugiro que tenha esta experiência (que ja tive). E´ tudo tão claro, baderna pura. Por que esta "intelectualizaçao" dos fatos. Bem simples, eles vao em massa aos shoppings para "detonar". Se você reler meu texto com um mínimo de isenção, verá que fui cuidadoso e medi as palavras. O direito de ir e vir é sagrado, sim -- mas baderna é crime e baderneiro tem que ser reprimido. Não estou "intelectualizando" nada. Peço que releia meu texto. Curiosamente, vários leitores elogiaram o que consideraram o equilíbrio do post...

Daniela em 16 de janeiro de 2014

De jeito nenhum se pode admitir esses infames "rolezinhos"! Todos sabem o que acontece quando baderneiros se juntam em bando, vide torcidas organizadas, é o comportamento de manada que fala mais alto do que o respeito ao próximo. E uma multidão aglomerada em um espaço fechado, com o principal intuito de tocar o terror, logo vai dar problemas sérios.

waldir prato em 16 de janeiro de 2014

Esses rolezinhos e arrastoes agora tem centenas e mesmo milhares de participantes. E obvio que nao ha como possam ser reprimidos porque nao existe numero suficiente para executar uma politica repressiva. Qual sera o proximo passo? O crescimento explosivo das favelas, consumo de drogas, assaltos, corrupcao, impunidade e outras mazelas indicam um pais profundamente doente a caminho de convulsoes socio economicas. O pior e que parece nao haver alternativas. Todos os partidos politicos sao parecidos, os militares sao apaticos e as elites sao alienadas.

tiao em 16 de janeiro de 2014

Pedro Luis,obrigado pela observação.É isso aí,deixemos de lado a hipocrisia e o preconceito que trazemos dentro de nós.Abração!!!

Justo em 16 de janeiro de 2014

O lojistas não estão "histéricos". Estão apenas defendendo o seu patrimônio, obtido com muito trabalho e dedicação. Esses estabelecimentos geram emprego, pagam impostos e exigem um mínimo de respeito e civilidade por parte dos seus eventuais clientes. Dizer que se trata de "camada social de presença pouco habitual nos shoppings..." é uma bobagem sem tamanho, pois um dos "rolês" aconteceu no Shopping de Itaquera, localizado em plena periferia paulista e fartamente frequentado por todas as classes sociais. A politização e a demagogia racial produzidas pela Imprensa por causa de uma simples molecagem é revoltante e asquerosa.

Occam's Razor em 16 de janeiro de 2014

Enquanto insistirem nessa ideia de propriedade privada ser considerada local público vamos viver nesse inferno. A origem do problema é a mesma que torna impossível existir simultaneamente a liberdade de expressão e o direito a não ser caluniado. Em ambos os casos tenta-se criar o "círculo quadrado". É fazendo o uso dessas coisas medonhas que o PT consegue enfiar goela abaixo o conceito de "racismo do bem", em que os privilégios vão para negros. Ou a propriedade é privada ou não é. Não existe meio termo. Os proprietários devem ter o direito de impedir a entrada de qualquer um por qualquer razão. A demanda que não for atendida em um local será atendida em outro. Essa é a beleza do voluntarismo. Infelizmente insistimos na tirania, sempre jurando que a nossa tirania é do bem. Dessa forma nunca vamos evoluir.

Isaias em 16 de janeiro de 2014

O ódio ao capitalismo (bancos e concessionárias de automóveis) já foi declarado e os Shoppings têm o mesmo potencial de ser o próximo alvo. Graças a diversos órgãos, inclusive da imprensa, existe a noção entre os jovens de que vandalismo e saques em meio a eventos sociais vale a pena.

Dulce Regina em 16 de janeiro de 2014

Setti creio que, talvez seja o momento político que o Brasil está vivendo, a causa desses rolezinhos. Vamos lá : sou de uma familia pobre, de nove filhos que pelo empenho dos meus pais, conseguimos estudar até o terceiro grau, ( em escolas públicas ). Hoje todos casados, com filhos, netos não temos nenhum tipo de preconceito. Vejo muita gente humilde circulando no Shopping Tijuca, bairro de classe média, e que possui muitas favelas. Nunca vi ou assisti discriminação por essas pessoas, estarem passeando, comprando ou olhando vitrines de artigos caros. Algo de errado ou planejado está havendo. Vi o link sugerido, uma manifestante usando adereços bem modernos, e atrás dela aparelho de som sofisticado, e daí ? Ela trabalhou para isso. Penso assim, quer fazer piquenique ? Num shopping ? Aqui no Rio, existem várias áreas de lazer, onde a criançada pode correr, brincar. Agora entrar uma muldidão de uma só vez num shopping, ( seja negros, brancos, sem teto, moradores de comunidades ) vai existir SIM uma surpresa e temor, ainda mais com policiais e imprensa, "convocados". Os interessados e envolvidos, devem tomar iniciativas condizentes com respeito de ir e vir TODAS as pessoas. Trabalhei como voluntária numa " favela " ( na época chamávamos assim ). Lendo um anúncio do Circo de Moscou, se apresentando do Maracanãzinho, pensei: porque não levar "minhas crianças" ? Liguei para eles, e prontamente disseram que sim, que fizesse uma carta, e pronto. No dia marcado, estávamos lá com 50 crianças, portão aberto antecipado, para não haver tumulto. Levamos sanduíche, e prontamente um vendedor de mate ofereceu a bebida para todos ( essa atitude me comoveu muito ). Então, amigo penso que todos nós estamos inseridos na sociedade, basta sermos honestos e trabalhadores. O resto ? É o RESTO...

Paulo em 16 de janeiro de 2014

Mais uma vez se cospe na dignidade do povo brasileiro, que faz de tudo pra agir honestamente e tem vergonha na cara, através do caos na segurança pública. A criminalidade só vem crescendo nos últimos 30 anos (até concordo que o PT é o principal culpado, mas também não é o único)é o consumo de drogas que deveria ter diminuído e em vez disso aumentou, é o poder paralelo nas favelas, é a insegurança por toda parte e no comércio, são as facções criminosas incendiando ônibus, e ao mesmo tempo uma classe política desprezível, geralmente ligada à esquerda, que só sabe fazer leis a favor de bandidos e usando os "direitos humanos" como pretexto. Não se vê ninguém, exceto as religiões, ensinar valores aos jovens e a necessidade de DEVERES, não só de direitos, a esquerda quer ensinar todo mundo a ser vítima, não importa quão esfarrapada seja a desculpa, pra fomentar conflitos, mas ninguém ensina a ter vergonha na cara. Temo pelo futuro do Brasil, espero que a providência divina intervenha o quanto antes, porque no que depender da esquerda odienta e cega, o caos no Brasil só tende a piorar. Vai ter até ateu querendo que Deus exista (e aja).

Pedro Luiz Moreira Lima em 16 de janeiro de 2014

Caro Tiau: Que observação arguta!!! foi na ferida!!! "Rolezinhos:adolescentes,negros e pardos e de cara limpa. Vamos discutir isto?" Fantástico,sim! discutir,debater e assumir sem hipocrisias nossos preconceitos e covardias. Grande abraço Pedro Luiz

tiao em 16 de janeiro de 2014

Manifestações de junho:78% com ensino superior,idade entre 21 à 35 anos e usando máscaras. Rolezinhos:adolescentes,negros e pardos e de cara limpa. Vamos discutir isto?

marize em 16 de janeiro de 2014

A Dilma não pode estar preocupada, pois é o partido dela, quem comanda tudo isso. Podem ter certeza. Eles avisaram que iam fazer o diabo. E estão fazendo.

Jo Lima em 16 de janeiro de 2014

Esse rolezinho é mais um fato que prova como a polícia brasileira é mal treinada. Parece que só a primeira resposta dela é sempre atirar bala de borracha, gás lacrimogênio, enfim, é jogar gasolina na fogueira. Não há uma polícia científica , que use o principal veículo que esses jovens usam para marcar o rolezinho - a internet - para antecipar. Bem, se a polícia não usa nem as mensagens marcando brigas de torcida para se antecipar, imagina numa situação dessa, muito menos grave.

Brasilino Brasa em 16 de janeiro de 2014

Esse é o Brasil. A reação histérica de vários shoppings, a ponto de obterem, na Justiça, liminares em mandado de segurança para proibirem aglomerações em suas dependências ou mesmo aplicar multas em quem participa dos atos, não é o caso. O problema é explicar como conseguiram tais liminares, sob que alegação eles podem fazer isso e a JUSTIÇA obedecer e dar o que pleiteiam. Não se pode condenar por suspeita ou pelo que possa ocorrer. Mais uma vez a justiça deste país, mostra para quem trabalha e a que lei respeita.

Marcel em 16 de janeiro de 2014

"no caso de o “inocento rolezinho” se transformar em baderna," Meu caro, o rolezinho já é baderna em si, a simples aglomeração intencional de pessoas para fins de "diversão" em um espaço fechado e restrito na mais benevolente das hipóteses não é baderna?

Ismael Pescarini em 16 de janeiro de 2014

Setti, concordo que não possa haver abusos, mas essa prática tem de ser proibida: Shoppings não tem condições de receber manifestações políticas e os rolezinhos são isso mesmo: uma manifestação política. E digo mais, dado o despreparo desses seguranças particulares de shoppings, que andam armados, uma desgraça pode acontecer, caso a PM não tome a iniciativa de dissuadir as manifestações.

djalma em 16 de janeiro de 2014

Roberto Seixas, nessa questão não há meio termo. Jovens de qualquer classe social nunca foram impedidos de frequentar shopping. Sei disso porque frequento shopping em regiões populares de periferia e nunca vi isso. Agora, quem convoca reunião de 2, 3 mil pessoas em um shopping , é no mínimo irresponsável. Jamais iria a um shopping com minha família sabendo de antemão que vai ter um encontro desses.

Huguinho em 16 de janeiro de 2014

Sagrado direito de ir e vir, todos temos. Mas somos a FAVOR DA POLICIA MILITAR acompanhar SIM, os insultantes que passam perto da gente, nos insultando sem saber o porquê dos insultos. Fazem algazarra saem correndo, de propósito esbarram na gente, para derrubar bolsa, uma sacola de compras... Meu repudio para o seu direito de ir e vir. Ensaiam para arrastões. No momento pensamos que repórteres são a favor da baderna para vender desgraças. EVOLUEM! Se você acha que sou um jornalista a favor da baderna, além de me ofender, está louco ou nunca leu este blog antes.

José Eduardo Diniz em 16 de janeiro de 2014

Li Cisnes Selvagens - três filhas da China . Estarreceu-me a revolução cultural ocorrida nos anos 60 , sob a tutela do governo de Mao . Instituições , sistemas , hierarquia , sociedade constituída , tudo veio por água abaixo com a anarquia desencadeada e incentivada pelo governo , amparando todas as vontades e desejos dos infantes e juvenis daquela nação . Um caos ! Só resolvido com a volta de Deng Xiaoping às esferas do poder . E o que vemos aqui no Brasil nos dias de hoje ? Não teria o mesmo DNA do ocorrido na China ?

José Eduardo Diniz em 16 de janeiro de 2014

Essa história de direito de ir e vir é muito engraçada. Sempre se defende vagabundos que estão nas ruas com seus mulambos a pedir e a amedrontar a nós,pessoas que precisam se locomover e somos impedidos pela sujeira , desordem e promiscuidade dessa gente , que não se dá o cuidado de recorrer ao trabalho honesto e dignificante oferecido , por exemplo , por construtoras a cada 100 metros , pelo menos aqui em Belo Horizonte . A essa gente , o sagrado direito . E a nós ? O mesmo se dá nesses movimentos . Por que somos obrigados a conviver com a bagunça, a multidão sem eira nem beira , sem respeito , sem educação , seja rico , pobre ou remediado ? Será que não podemos cultivar a civilidade ? Os bons modos ? Por que temos que ficar à mercê dessa gente sem um mínimo de respeito ao próximo ? Que populismo é esse ? Santo Deus, tem gente que não entende nada, mesmo. Onde é que eu defendi direitos de uns e neguei os de outros? Mas quando não entendem o que a gente escreve, fazer o quê? Fique aí registrada sua opinião.

tiao em 16 de janeiro de 2014

Seu comentário asqueroso e racista foi deletado.

Silvia em 16 de janeiro de 2014

O problema Setti não são os rolezinhos, mas o uso político disso. Não sou contra o direito de ir e vir, mas te pergunto por que nos shoppings? Tem espaço demais por aí, tem o Parque Ibirapuera, o Sambódromo, mas a questão é gerar confusão. A questão é novamente a tal minoria. É transformar brincadeira em confusão, está na cara. É intimidar aqueles que consideram "ricos" num lugar seguro para as famílias. Eles podem sim se divertir em qualquer lugar, inclusive em shoppings, mas a intenção é outra e você sabe. Me desculpe Setti esta é a minha opinião. Eu não gostaria de estar com meus netos pequenos ainda num shopping e de repente dar de cara com um bando de jovens fazendo confusão.

JT em 16 de janeiro de 2014

Os rolezinhos são passageiros, em breve vão passar, acredito eu. O que não vai passar é o resultado da negligência do Estado com seguidas gerações de jovens, no que concerne ao ensino formal. Negligência que também fica na conta dos pais, que não souberam transmitir o mínimo de educação para seus filhos. Se é verdade que estes jovens são os menos culpados pelos transtornos recentes, isso não os isenta das limitadas possibilidades que eles terão no futuro. Isso tudo vai custar muito caro para o Brasil. Por outro lado, é curioso notar que os politicamente engajados dos anos 60 tratavam os jovens que apreciavam o som da Jovem Guarda como alienados. Hoje, os herdeiros dos politicamente engajados são os politicamente corretos, que defendem o direito dos jovens de curtir esse tal de Funk Ostentação. Haja ironia.

José Pedro em 16 de janeiro de 2014

Prezado Setti, preciso relatar o que vi nesse evento pra tirar isso um pouco da minha mente, estava com minha família num desses shoppings e entrei normalmente (somos brancos de classe média, "bem vestidos" e sou advogado) e vi seguranças revistando e barrando jovens negros e de cor parda aleatoriamente, por questões notadamente subjetivas, pedindo identidade a eles, enquanto meus filhos(menores) passaram sozinhos na minha frente sem serem incomodados, ouvi algumas pessoas lá dentro que elogiavam esse ato absurdo de discriminação. Nunca em toda minha vida havia visto maior prova do apertheid que existe no Brasil, que eu assim como muitos nem acreditava que existia dessa forma, tão explícita quando sob pressão. Estou perplexo e se meus filhos fossem barrados por serem negros e pobres, iria até as últimas consequências para expor e combater isso ao máximo, isso é segregação social e racial, é o estopim de qualquer guerra civil, absolutamente inaceitável!

Roberto Flores Martins em 16 de janeiro de 2014

Quem sabe chamamos o Haddad para dar uma ¨Bolsa Rolerzinho¨? Premiar o infrator é o que nos levou a esta situação da caos que a sociedade brasileira vive! E bota ¨intelequitual¨ a dar explicação!

Euconomista Manteiga em 16 de janeiro de 2014

Para que viveu no Rio nas decadas de 50 a 80 e volta agora em 2013-14 fica clara a favelizacao crescente. Barros de classe media como Ilha do Governador ou ate mesmo Olaria, Bonsucesso e outros foram englobados por favelas. Na realidade o Rio e um favelao com alguns enclaves cada vez menores das chamadas elites. Nao e surpresa que a ocupacao desses enclaves e um fenomeno social crescente na realidade brasileira. Sera que e possivel uma convivencia pacifica?

NOVOBRASIL DOURADO em 16 de janeiro de 2014

Bota bom senso nisso. Algumas duzias de segurancas e PMs vao ter que controlar centenas ou milhares de rolezantes. Haja bom senso.

Jeniss Walker em 16 de janeiro de 2014

Gostei da análise, Setti. Muitos detratores do rolezinho falam do "direito" dos administradores dos shoppings de escolher quem entra e quem sai do lugar (de circulação pública) com base na propriedade privada. Nesse momento, me lembro das seleções feitas em estabelecimentos comerciais nos EUA das primeiras décadas do século XX, onde, em muitos casos, negros e hispânicos não eram bem-vindos. Claro que os tempos são outros (apesar de algumas continuidades infelizes na história) e, no caso dos rolezinhos, a situação não se resolverá por esse viés truculento e autoritário. Para mim, sobram pré-conceitos e paranoias. Concordo que, quando as coisas desandam, a policia precisa ser acionada. Entretanto, as maiores reclamações sobre os eventos falam pouquíssimo em roubos (fica-se a suspeita) e muito sobre "aglomerações anormais". Mas fico impressionado com a ação judicial extremamente rápida a favor do shopping Iguatemi dias atrás. Abraço.

Roberto Seixas em 16 de janeiro de 2014

Senhor Ricardo Setti, li e entendi seu texto, só discordo do senhor. Isso faz de mim uma pessoa de má-fé? Tenho o mínimo conhecimento do que o senhor pensa -- como não teria, se sou seu leitor habitual? E é precisamente por este motivo que comentei, já que este texto presente destoa por demais do que o senhor costuma publicar nesta coluna. O "rolezinho" já se transformou em baderna -- em minha opinião, nasceu assim --, digo isso confiando em diversas matérias recentes da própria Veja online. Considerei seu texto leviano pois para mim ele foi escrito de forma irrefletida, o que não faz do senhor pessoa leviana, em absoluto, seus outros textos comprovam fartamente que o senhor é uma pessoa equilibrada. Tenho interesse pelo que escreve, caso contrário não perderia meu tempo nem lendo nem comentando. Não se ofenda, não foi minha intenção. Em todo caso, a pergunta que lhe fiz é pertinente mas não foi respondida pelo senhor. Meu texto não é leviano e não foi escrito de maneira leviana. Reflete o que penso. Não podemos ignorar que há preconceito contra não brancos, pobres e pessoas vestidas de forma modesta frequentando lugares que parte da camada mais rica da população considera exclusivos. Tampouco podemos ignorar que há baderneiros que precisam, sim, de dura repressão -- algo que defendi aqui neste blog centenas de vezes. Tenho frequentado shoppings quando minhas atividades permitem e ainda não vi acontecer o "fenômeno". É ÓBVIO que há um monte de pessoas mal ou pessimamente intencionadas nessa história de "rolezinhos", e não tardará para que os baderneiros fascistas do "movimento" black bloc aproveitem essa onda. Em tal caso, que se reprima, que se prendam os baderneiros, que eles sejam submetidos a julgamento.

CLAUDIUS em 16 de janeiro de 2014

O post é bem consistente. Conduz em seu bojo a real situação. Gostei, e muito.

Roberto Seixas em 16 de janeiro de 2014

Dada a leviandade com que tratou o assunto, só me resta perguntar se o senhor, Ricardo Setti, levaria seus entes queridos -- uma mãe idosa, um filho pequeno, imagine -- para um passeio num shopping center num dia e numa hora em que dezenas, centenas -- segundo Veja, milhares até! -- de "jovens" tivessem marcado por lá um inocente "rolezinho". Não aceito, em absoluto, que meu texto seja leviano. Com as cautelas e ressalvas todas que fiz, você só pode considerar o texto "leviano", o que me ofende, por uma de três diferentes hipóteses: 1) não leu, só leu o título; 2) leu, e não entendeu; 3) está inteiramente de má-fé. E, se tivesse um mínimo conhecimento do que eu penso, antes de me ofender, saberia perfeitamente que, no caso de o "inocento rolezinho" se transformar em baderna, sou o primeiro, o primeiríssimo, a defender repressão dura.

Mariana Ricci em 16 de janeiro de 2014

Boa noite! Eu gostei do tom equilibrado do post, mostrou que a questão é complexa e não cabe reducionismos e simplificações de um lado ou de outro. Há também um texto muito bacana numa linha parecida rolando no facebook, vou colocar aqui o link e um trecho: http://www.oene.com.br/rolezinho-e-desumanizacao-dos-pobres/ "De fato, as reuniões de lazer e a reação a elas foram contaminadas pelo debate político que acontece nas áreas de classe média e classe média alta. Elas foram simplificadas, estereotipadas. O debate se reduz aos exageros, criando adversários irreais e estereotipados: ou as pessoas são elitistas ou comunistas. Mas o mundo real, bem, esse é bem mais complicado. E, no meio desse debate maluco, os sujeitos do rolezinho foram desumanizados e se tornaram categorias para defender posições no debate histérico que vem se desenhando para este ano." Obrigado, cara Mariana, pelo comentário simpático e pela postagem do link. Um abraço

Jeremias-no-deserto em 15 de janeiro de 2014

Acho que é ingenuidade pensar que se trata de um movimento social de protesto à atitudes preconceituosas,um sentimento de revolta contra a rejeição. O que há por detrás disso é uma sórdida orquestração de grupos que se beneficiam com o caos em São Paulo. Têm o mesmo DNA dos Black Blocs, do PCC, MST e congêneres. A quem favorece a desestabilização da ordem pública e da sua economia, um estado de anomia social que envolva toda a população da cidade e do estado mais rico da federação e semeia a descrença no seu governo? A quem pode beneficiar a desmoralização da nossa polícia civil e militar, o braço armado da lei, o último bastião que a sociedade civil tem para se defender da marginalidade? A quem interessa sobretudo o tratamento absurdamente paternalista que se dá aos drogados que infestam, como zumbis a cidade, criando o medo e sobressalto nas pessoas que querem exercer a sua rotina honesta de trabalho? São muitas as perguntas e todas candentes. Mas quando conseguirmos responder corretamente a todas elas, já teremos começado a resolver esses problemas.

Meia Verdade em 15 de janeiro de 2014

O mais sensato e equilibrado texto que li Muito obrigado, meu caro. Abraço

Alcir em 15 de janeiro de 2014

Bom, quem está teorizando, não conhece bem onde o 'rolê tá rolando'. Até agora só aconteceram em shoppings de periferia. Os 'templos' de consumo da classe média, Iguatemi, Iguatemi JK, Pátio Higienópolis, Villa Lobos, Eldorado, Anália Franco, têm se mantido ao largo desse modismo de verão! será que é mais um modismo tipo 'surfar' no teto dos trens da CPTM?

SCF em 15 de janeiro de 2014

Simples: quem faz rolezinho em bando é automaticamente suspeito. Ninguém de boa índole faz essas coisas, e não importa cor e classe social. Por que não um rolezinho no banco de sangue da sua cidade e doa sangue? Por não um rolezinho num asilo para visitar os idosos? Por que não um rolezinho na praça do bairro para limpá-la? Simples: porque gente de má índole nunca faz rolezinho para coisa boa.

José Maria dos Santos em 15 de janeiro de 2014

"2) o puro e simples preconceito, a odiosa suposição de que, por serem jovens e, em geral, de uma camada social de presença pouco habitual nos shoppings mais luxuosos, muitos deles não brancos, são automaticamente suspeitos de bandidagem" uma ova! Está-se com medo da invasão de grupos organizados de mais de cinco mil pessoas, mesmo que sejam milionários suecos de olhos azuis! É só olhar o que fazem nossas torcidas organizadas nos estádios para entender o nosso medo, não só dos lojistas.

Santana*100 em 15 de janeiro de 2014

Marcello Castellani - 15/01/2014 às 18:43 "Sabemos nós, caro Setti, o porquê de tais coisas ocorrerem. O país está à deriva. O descalabro moral, iniciado em 2003, espalhou-se por os nichos da sociedade brasileira. Parece pegação de pé e coisa e tal mas não é. Bons líderes tem a capacidade, através de bons exemplos e ações eloquentes em prol dos bons costumes e da mora, de “iluminar” seus liderados. Da mesma forma, líderes aéticos, mascarados, voltados para si próprios, camaleões, hipócritas, tem o mesmo poder de influência, só que os efeitos são absolutamente nefastos. Como tudo o que se refere à moral (no bom sentido, claro) foi arrasado nos últimos 11 anos, nossa sociedade acabou se nivelando por baixo. Involuímos, retrocedemos, Demos uma guinada de 180 graus para a barbárie. Não canso de dizer que a eleição de Lula, e posteriormente de Dilma, tiveram o condão de nos levar de volta à Idade Média, por mais paradoxal que possa ser. Vemos essa involução em todos os lugares. Nas salas de aula (até do ensino fundamental!), na prestação de serviços, nas famílias, na violência galopante regada a porções generosas de drogas, no próprio tratamento entre as pessoas. Para mim, um marco disso tudo o que falei, foi quando um turista francês caiu de um bonde no Rio de Janeiro e antes que algum resgate aparecesse para cuidar do pobre coitado o mesmo foi assaltado. Pior sensação me veio foi ao comentar meu estarrecimento com uma colega de esquerda e a mesma dizer-me que foi bom porque os franceses são antipáticos! Para onde foram os valores? Daí aos black bocs e aos rolezinhos foi um pulo, afinal, quem não respeita sequer a vida humana, respeitará o direito -ainda sagrado – de ir e vir? Deixo a resposta no ar, meu caro. Abraço!" ####### Caro senhor, belíssimo comentário! O senhor expos toda a verdade com extrema clareza. - A eleição do CRÁPULA E SUA HORADA SATÂNICA ESQUERDISTA está levando o Brasil a barbárie dia pós dia! "Que Deus tenha pena de nós." Santana*100

eduardo em 15 de janeiro de 2014

TODOS os shoppings são frquentados por ricos e pobres, em especial aqueles que tem loja do MacDonald´s. Se um shopping for INVADIDO por centenas de surfistas gritando e correndo, todos se assustarão e alguns elementos podem roubar e pessoas comuns podem se machucar. Se centenas de jovens da JMJ forem simultaneamente a um shopping, gritando e correndo, o mesmo acontecerá. Portanto, não se trata de jovens do tipo, A, B ou C. Mas de jovens que se reunem para fazer arruaça. E arruaceiros tem mais é que tomar BORRACHADA!!!

Marco Balbi em 15 de janeiro de 2014

Caro Setti! Sou vizinho do Shopping Rio Sul, que utilizo para tudo, desde frequentar a academia de ginástica, antes mesmo que abra para o público em geral, até usar as máquinas do banco, farmácia, padaria etc. Nos mais diferentes horários encontro pessoas com características as mais diversas sob todos os aspectos. De gringo a favelado todos se encontram nos corredores e por ali circulam livremente. Só assisti a uma confusão programada ou provocada por, acho que uma ONG, que fretou ônibus e trouxe várias pessoas de um bairro da zona Oeste para conhecer um lugar onde as "zelites" se divertem. É provável que tenham encontrado vários vizinhos que ali trabalham e ganham o seu suado pão. Também frequento alguns shoppings da Barra da Tijuca e a coisa mais ou menos se repete. Acho que alguns dos seus comentaristas anteriores a mim já se referiram que há algo orquestrado nesta história. Afinal eles disseram que fariam o diabo e que o bicho iria pegar, não é verdade? Forte abraço!

Roberto Garcia em 15 de janeiro de 2014

Um texto mais sensato e equilibrado dando uma dimensão mais aproximada da questão. Infelizmente outros articulistas usam esses fatos para fazer um proselitismo e falsificar o verdadeiro sentido das coisas. Sempre o apelo fácil, o lugar comum da luta do pobrezinho conta o riquinho, esse falso dilema de quem à falta de mais profundidade expõe a superfície das coisas.

Rodrigo Rosas em 15 de janeiro de 2014

Ricardo, nos Shopping Centers que eu frequento em Recife vejo todos os tipos de pessoas exercendo seu sagrado direito de ir e vir, comprar e lanchar sem serem molestadas em função de sua cor ou nível sócio-econômico. Alguém com certeza está por trás desses rolezinhos com o intuito de se aproveitar da confusão para saquear ou depedrar, não tenha dúvida que os "chefes" desse movimento se utilizarão desses idiotas úteis. No dia que esses rolezinhos chegarem em Recife eu não irei mais aos Shoppings consumir como muitas outras pessoas. Pior para os trabalhadores do comércio e para o Brasil.

Marcello Castellani em 15 de janeiro de 2014

Sabemos nós, caro Setti, o porquê de tais coisas ocorrerem. O país está à deriva. O descalabro moral, iniciado em 2003, espalhou-se por os nichos da sociedade brasileira. Parece pegação de pé e coisa e tal mas não é. Bons líderes tem a capacidade, através de bons exemplos e ações eloquentes em prol dos bons costumes e da mora, de "iluminar" seus liderados. Da mesma forma, líderes aéticos, mascarados, voltados para si próprios, camaleões, hipócritas, tem o mesmo poder de influência, só que os efeitos são absolutamente nefastos. Como tudo o que se refere à moral (no bom sentido, claro) foi arrasado nos últimos 11 anos, nossa sociedade acabou se nivelando por baixo. Involuímos, retrocedemos, Demos uma guinada de 180 graus para a barbárie. Não canso de dizer que a eleição de Lula, e posteriormente de Dilma, tiveram o condão de nos levar de volta à Idade Média, por mais paradoxal que possa ser. Vemos essa involução em todos os lugares. Nas salas de aula (até do ensino fundamental!), na prestação de serviços, nas famílias, na violência galopante regada a porções generosas de drogas, no próprio tratamento entre as pessoas. Para mim, um marco disso tudo o que falei, foi quando um turista francês caiu de um bonde no Rio de Janeiro e antes que algum resgate aparecesse para cuidar do pobre coitado o mesmo foi assaltado. Pior sensação me veio foi ao comentar meu estarrecimento com uma colega de esquerda e a mesma dizer-me que foi bom porque os franceses são antipáticos! Para onde foram os valores? Daí aos black bocs e aos rolezinhos foi um pulo, afinal, quem não respeita sequer a vida humana, respeitará o direito -ainda sagrado - de ir e vir? Deixo a resposta no ar, meu caro. Abraço!

Mairalur em 15 de janeiro de 2014

Que respondam autoridades e comerciantes se seria permitido a 2, 3, 4, 6 mil jovens "brancos, de olhos azuis" a entrada nos shoppings para "tumulto, uns beijos e zoação". Que se saiba, nunca grupos tão grandes de baderneiros "vestidos com roupas de marca" fizeram isso. Tá aí.

Luiz C. em 15 de janeiro de 2014

Tem razão Setti; os "Rolezinhos" não podem virar "Ralézinhos".

Schumy em 15 de janeiro de 2014

Parece que a reação "histérica" não se dá pela aparência,mas pelo comportamento dessas pessoas. E é um absurdo que um local privado precise de uma ordem judicial para impedir uma pessoa de entrar nele. Se no Brasil,o direito de propriedade fosse levado a sério,as pessoas poderiam impedir qualquer um,seja por qual motivo for,de entrar em sua propriedade. Não acho responsável você acusar de "histéricos" os donos dos Shoppings,e os seus clientes de preconceituosos,antes de saber o que de fato tem acontecido nessas "manifestações" (como se shopping fosse lugar para se manifestar).Com certeza,eles devem estar causando bastante transtornos aos pobres e ricos,brancos e negros que os frequentam.Shopping,por ser um local de comércio,não iria impedir que possíveis clientes o frequentassem,à toa. No Brasil,na intenção de se defender os "fracos e oprimidos",estão se colocando aqueles que tem o estereótipo de pessoa oprimida acima das regras estabelecidas pela sociedade.E ai de quem reclamar disso.É considerado um preconceituoso e histérico. Meu texto foi suficientemente cauteloso e equilibrado e me recuso a aceitar sua crítica sobre eventual "irresponsabilidade". Se há alguém mais a favor da ordem pública do que eu, não conheço.

Alberto Porém Jr. em 15 de janeiro de 2014

Um documentário sobre o tema foi feito sobre um "passeio no Shopping" que aconteceu em 2000 no Rio de Janeiro. Link: http://www.youtube.com/watch?v=UHJmUPeDYdg

VER + COMENTÁRIOS
TWITTER DO SETTI