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A multidão que ocupou todo o centro de Barcelona portava bandeiras independentistas, como esta (a bandeira da Catalunha em vigor não contém a estrela branca sobre fundo azul) (Foto: Lluis Gene / AFP)

Não bastava a gravíssima situação da economia espanhola, com crescimento próximo a zero, o desemprego batendo em um quarto da população economicamente ativa, o sistema bancário dependendo de uma multibilionária injeção de recursos do Banco Central Europeu, o próprio governo dependurado numa dívida pública superior a 70% do Produto Interno Bruto – e por aí vai.

A colossal manifestação independentista promovida hoje por diversos organismos da Catalunha, a mais rica e a segunda mais populosa das comunidades autônomas (espécies de Estados norte-americanos) da Espanha e parte integrante do país há 500 anos, torna-se agora um problema primordial para o chefe de governo, Mariano Rajoy.

A população foi às ruas para comemorar a chamada data nacional da Catalunha — paradoxalmente, a celebração de uma derrota, quando os catalães rebelados durante a Guerra de Sucessão Espanhola de 1714 foram derrotados pelas tropas enviadas pelo rei Felipe V de Borbón.

Mas a ocasião foi aproveitada por movimentos independentistas e pelo próprio governo nacionalista catalão para, no bojo de um protesto contra as regras fiscais em vigor que, argumentam, retira mais impostos da região do que os investimentos feitos pela administração em retorno, defender que a melhor saída para os 7,5 milhões de catalães é desligar-se da Espanha.

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Para a Catalunha ser um “novo Estado da Europa” é preciso combinar com muita gente… a começar por aliados da Espanha na União Europeia que têm seus próprios movimentos separatistas (Foto: EFE)

A questão nacional da Catalunha é uma ferida latente que, de tempos em tempos, volta a latejar. Sufocada duramente em sua cultura e tradições durante a ditadura do generalíssimo Franco (1939-1975), que proibia até a utilização do idioma catalão, a região ganhou autonomia considerável – muito superior à dos Estados brasileiros – com a redemocratização do país.

Um passo adiante na direção de mais autonomia ocorreria entre 2005 e 2006, quando um novo Estatuto de Autonomia (equivalente a uma constituição local) seria sucessivamente aprovado pelo Parlamento catalão, referendado pelo eleitorado e receberia o OK das Cortes, o Parlamento espanhol, sob a égide do chefe de governo socialista José Luís Rodríguez Zapatero.

Em 2010, porém, o clima entre Madri e Barcelona azedou consideravelmente quando o Tribunal Constitucional da Espanha, ao julgar um recurso apresentado pelo então oposicionista Partido Popular, conservador, hoje no governo, considerou inconstitucionais uma série de prerrogativas asseguradas às instituições catalãs pelo novo Estatuto.

A decisão, que podou dezenas de artigos do Estatuto, levou setores até então favoráveis a uma acomodação da Catalunha dentro da Espanha a caminhar para o independentismo.

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A ideia de uma Catalunha independente enfrenta enormes dificuldades constitucionais e políticas para se concretizar

Na manifestação de hoje, a principal palavra de ordem foi “Catalunha, um novo Estado na Europa”. Falta, porém, combinar com muita gente.

As enormes dificuldades constitucionais e políticas para concretizar a independência da Catalunha incluem, entre outras, as seguintes:

1. Um plebiscito sobre a questão não pode, segundo a Constituição, se circunscrever apenas à Catalunha. Deve ser decidido “pelo conjunto do povo espanhol”.

2. O PP, no governo, dispõe de maioria absoluta tanto no Congresso de Deputados como no Senado e tem condições de evitar que uma eventual reforma da Constituição para permitir um plebiscito local seja sequer discutida — quanto mais aprovada.

3. É altamente duvidoso afirmar-se que a independência é desejada pela maioria da população da Catalunha, que nos últimos 30 anos sofreu um grande influxo de imigração estrangeira e de migração interna de espanhóis de outras regiões. Os levantamentos de opinião pública ao longo dos últimos anos apontavam consistentemente para um máximo de 25% de independentistas. Houve um aumento no contingente depois da questão do Estatuto, mas o movimento pró-independência interessa mais a políticos catalães e a uma considerável parte da elite — intelectuais, a universidade, a imprensa, parte do empresariado — do que aqueles que os espanhóis chamam de ciudadanos de a pie – ou seja, as pessoas comuns da rua, em grande parte confortáveis com o fato de serem cidadãos da Catalunha e da Espanha.

4. É altamente duvidoso achar que “Catalunya, el nou Estat d’Europa”, como diziam as faixas, seja bem visto por boa parte dos… Estados da Europa, especialmente os parceiros da Espanha na União Europeia que abrigam, eles próprios, minorias separatistas: entre outros exemplos, a Grã-Bretanha tem a velha questão da Irlanda do Norte e, mais recentemente, a da Escócia; a França, a Córsega e o País Basco Francês; a Itália, os separatistas racistas da Liga Norte, que inventaram um país fictício que querem transformar em realidade, a “Padania”; a Bélgica vive permanentemente as tensões entre suas comunidades de língua francesa e holandesa.

Não parece lógico que tais países queiram abrir as comportas de seus próprios problemas e aceitar a Catalunha como membro da União Europeia – sem contar que o governo espanhol tem pleno direito de veto a esse movimento.

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moacir em 25 de novembro de 2012

Prezado Setti, Sou casado com uma cidadã portuguesa há 32 anos.Durante todo esse tempo temos ido a Europa pelo menos uma vez por ano e há cinco anos,quando nossas vidas profissionais passaram a nos permitir,nos organizamos para lá ficar pelo menos 3 meses.Temos além de uma grande e ruidosa família na terrinha, um filho trabalhando em Londres,uma filha estudando em Paris,sobrinhos trabalhando na Espanha,na Alemanha, na França,uma sobrinha estudando balé em Moscou e por aí vai. Além de estar com os nossos em Potugal,reservamos todos os anos um tempo para viajar,com a calma e o prazer dos limítrofes da terceira idade,visitando lugares novos,revisitando lugares para nós especiais,encontrando parentes e amigos pela Europa toda,vivendo naqueles lugares pelos os quais somos particularmente apaixonados,como por exemplo,Barcelona.Para nós é uma das mais belas cidades do mundo. Nos últimos anos **a crise** da zona do euro tem estado narrada em todos os jornais e noticiários, portanto não pretendo aqui ser repetitivo.Gostaria de abordar o assunto de uma outra perspectiva,que me entristece muito: a dos jovens. Os europeus hipotecaram pelo menos duas futuras gerações.Os jovens europeus de hoje,uma geração muito escolarizada e qualificada,não tem opção,não tem mercados de trabalho,não há empregos.Nossos 2 filhos mais velhos,possuidores de dupla cidadania,optaram por estudar e trabalhar na Europa.Nossos 2 mais novos,em vez,estão trabalhando e estudando aqui. Os fluxos se inverteram.Temos sobrinhos trabalhando nem Doha,em Toronto,em Luanda.Uma sobrinha submete-se no momento a exames,para poder no Brasil,exercer a medicina.Estes jovens estão separados das mulheres,dos maridos,dos filhos. É cruel. São tão grandes e complexos e sérios os problemas dos países do euro,estão a cada ano mais pobres e assustadas com seu futuro as sociedades européias, que sinceramente me parece um despropósito se cogitar,na atual conjuntura,a conjugação do verbo SEPARAR, seja na Catalunha,no país Basco,na Bélgica,na Escócia,na IRLANDA???????,e muito menos nesse tal pais de olhos azuis lá no Norte da Itália A UE,precisa se tornar o que nunca foi : uma união. Só isto é quase uma UTOPIA.Ou seja,pelo que percebo há décadas,um cidadão nascido no Trastevere,é primeiro romano, depois torcedor do Roma ,depois italiano,pra depois distraidamente admitir-se europeu. A questão dos direitos e deveres dentro da União é complicada.Não acho justo que os disciplinados e industriosos trabalhadores alemães paguem pelos simpáticos gregos que se aposentam antes dos 50 anos.As políticas também me parecem incompreensíveis,AUSTERIDADE só,não vai longe. A Seguridade Social,por causa de todas as conquistas e direitos e garantias conquistadas pelos países europeus nas últimas décadas é um poço escuro sem escada ou corda.Os europeus estão vivendo cada vez mais,as taxas de natalidade dos nativos cada vez mais baixas,só os imigrantes tem cada vez mais mulheres e filhos e os jovens não conseguem se co locar no mercado e contribuir.A equação não fecha. Quem ama a Europa e tudo que de belo,de humano,de libertário,de revolucionário , de lá saiu para iluminar o resto do mundo,hoje se preocupa,e muito. Que me desculpem os que falam pela Catalunha,mas pergunto plagiando o rei:**Por que não se calam?**

Ricardo ( Highlander ). em 13 de outubro de 2012

Kaixo..!! O Fracasso da espanha é a Oportunidade da Catalunya/Galícia Celta/Euskal Herria. GORA EUSKAL HERRIA ASKATUTA..!! AURRERA EUSKADI , AURRERA..!! FREE CATALUNYA..!! FREE GALIZA CELTA..!! Agur..!!

Adão em 07 de outubro de 2012

gosto muito da Espanha,mas para voces sobreviverem no mundo terão que se unir,um pais de 7,5 milhoes de pessoas não vai conseguir sobreviver nesse mundo cada vez mais competitivo,então que se unam em vez de se separar.

João em 13 de setembro de 2012

Como escreve bobagens o sujeito do "artigo". Não é necessário que o plebiscito tenha aprovação do estado espanhol pois justamente é deste que Catalunya deseja sua independência, é contraditório e contra o direito internacional. Ler faz bem, deveria fazê-lo antes de escrever. Você, além de mal educado, é pessimamente informado. Conheça você os assuntos antes de escrever imbecilidades. Diz o artigo 92 da Constituição Espanhola (vou transcrever no idioma original) "Referéndum 1. Las decisiones políticas de especial trascendencia podrán ser sometidas a referéndum consultivo de todos los ciudadanos." O grifo é meu. A Constituição ainda dispõe que os referendos SÓ podem ser convocados pelo Rei, por proposta do Chefe do Governo APROVADA PELAS CORTES. Tem mais, para iluminar um pouco sua ignorância. A Lei Orgânica 2/1980, que regulamenta os diversos tipos de referendos previstos na Constituição, diz -- e vou transcrever em espanhol: "Artículo segundo. Uno. La autorización para la convocatoria de consultas populares por vía de referéndum en cualquiera de sus modalidades, es competencia exclusiva del Estado. (O grifo é meu. Só o Estado espanhol, portanto, ou seja, o Estado central, e nenhum outro organismo -- dessa forma, não a Catalunha, que é uma comunidade autônoma -- pode autorizar a convocação de consultas populares "em qualquer de suas modalidades"). E continua a lei: "Dos. La autorización será acordada por el Gobierno, a propuesta de su Presidente, salvo en el caso en que esté reservada por la Constitución al Congreso de los Diputados." Informe-se. Vá ao link onde a lei está publicada e pare de insultar quem, diferentemente do que você, sabe do que está falando: http://www.boe.es/buscar/doc.php?id=BOE-A-1980-1564

G. Carvalho em 12 de setembro de 2012

Boa discussão do tema. Também creio que a atomização implica pulverização de recursos, embora a descentralização possa, em alguns casos, melhorar a qualidade dos investimentos. Gosto muito da Catalunha e considero seu hino oficial, Els Segadors, um dos mais lindos que ouvi. O estribilho Un Cop de Fauç, Defensors de la Terra, é inesquecível. www.youtube.com/watch?v=pG9InsqNHcK

Hercilio Luz em 12 de setembro de 2012

Trabalhei e vivi na Catalunha, Barcelona, no período de 1.988 a 1.990. Presenciava absurdos homéricos por parte desses sectaristas, xenófobos com qualquer outro espanhol ou eu como brasileiro. Via aberrações burras, tal como exigir que os Oficiais e Sargentos do Exército, Marinha e Aeronáutica falassem em idioma (?) CATALÃO, com os soldados conscritos nessa região. Se isto viesse a ser válido, a cada região autônoma ás Forças Armadas estariam obrigadas a falar o idioma regional e local. A Catalunha isolada não subsiste como economia no sentido amplo da palavra, do mesmo modo que região autônoma alguma desse nação. O governo dessa região está pedindo uma soma altíssima ao governo central, para por suas finanças em dia. Aí não querem ser independentes. Sofri sério preconceito como brasileiro, ao trabalhar em uma subsidiária de empresa alemã. Catalunha é uma terra do preconceito reinante. Tratam os brasileiros como sendo todos travestis ou prostitutas. SENTI ISTO NA REALIDADE! Falam tanto em seu idioma (?) mas na área tecnica são obrigados a dialogar em espanhol (castelhano), ou inglês, pois não há como expressar-se tecnicamente nesse dialeto.

Pedro Luiz Moreira Lima em 12 de setembro de 2012

Amigo Setti: Difícil opinar não sendo espanhol e nem catalão,só leio e tento enteneder e sem entender. Espero que resolva politicamente sem usos de forçs. Abraços e solidariedades ao povo espanhol. Pedro Luiz

Alberto Porem Jr. em 12 de setembro de 2012

Este artigo incendiou a Espanha. Publicado a 14 de Agosto na secção de cultura de El Pais, em poucos dias tornou-se a peça mais lida naquele jornal e além disso teve milhares de acessos no Facebook. É forte nas palavras eu sei mas de uma verdade impar. Un cañón en el culo por Juan José Millás - El País Se percebemos bem – e não é fácil, porque somos um bocado tontos –, a economia financeira está para a economia real assim como o senhor feudal está para o servo, como o amo está para o escravo, como a metrópole está para a colónia, como capitalista manchesteriano está para o operário superexplorado. A economia financeira é o inimigo de classe da economia real, com a qual brinca como um porco ocidental com corpo de uma criança num bordel asiático. Esse porco filho da puta pode, por exemplo, fazer com que a tua produção de trigo se valorize ou desvalorize dois anos antes de a teres semeado. Na verdade, pode comprar-te, sem que tu saibas da operação, uma colheita inexistente e vendê-la a um terceiro, que a venderá a um quarto e este a um quinto, e pode conseguir, de acordo com os seus interesses, que durante esse processo delirante o preço desse trigo quimérico dispare ou se afunde sem que tu ganhes mais caso suba, ainda que vás à merda se baixar. Se o baixar demasiado, talvez não te compense semear, mas ficarás endividado sem ter o que comer ou beber para o resto da tua vida e podes até ser preso ou condenado à forca por isso, dependendo da região geográfica em que tenhas caído, ainda que não haja nenhuma segura. É disso que trata a economia financeira. Para exemplificar, estamos a falar da colheita de um indivíduo, mas o que o porco filho da puta geralmente compra é um país inteiro e ao preço da chuva, um país com todos os cidadãos dentro, digamos que com gente real que se levanta realmente às seis da manhã e se deita à meia-noite. Um país que, da perspectiva do terrorista financeiro, não é mais do que um tabuleiro de jogos no qual um conjunto de bonecos Playmobil andam de um lado para o outro como se movem os peões no Jogo da Glória. A primeira operação do terrorista financeiro sobre a sua vítima é a do terrorista convencional: o tiro na nuca. Ou seja, retira-lhe todo o carácter de pessoa, coisifica-a. Uma vez convertida em coisa, pouco importa se tem filhos ou pais, se acordou com febre, se está a divorciar-se ou se não dormiu porque está a preparar-se para uma competição. Nada disso conta para a economia financeira ou para o terrorista económico que acaba de pôr o dedo sobre o mapa, sobre um país, este no caso, pouco importa, e diz "compro" ou diz "vendo" com a impunidade com que aquele que joga Monopólio compra ou vende propriedades imobiliárias a fingir. Quando o terrorista financeiro compra ou vende, converte em irreal o trabalho genuíno de milhares ou milhões de pessoas que antes de irem para a labuta deixaram no infantário público, onde ainda existem, os seus filhos, também eles produto de consumo desse exército de cabrões protegidos pelos governos de meio mundo mas superprotegidos, é claro, por essa coisa a que temos chamado de Europa ou União Europeia ou, mais simplesmente, Alemanha, para cujos cofres são desviados neste preciso momento, enquanto lê estas linhas, milhares de milhões de euros que estavam nos nossos cofres. E não são desviados num movimento racional, justo ou legítimo, desviam-se num movimento especulativo promovido por Merkel com a cumplicidade de todos os governos da chamada zona euro. Tu e eu, com a nossa febre, os nossos filhos sem infantário ou sem trabalho, o nosso pai doente e sem ajudas, com os nossos sofrimentos morais ou as nossas alegrias sentimentais, tu e eu já fomos coisificados por Draghi, por Lagarde, por Merkel, já não temos as qualidades humanas que nos tornam dignos da empatia dos nossos semelhantes. Somos agora mera mercadoria que pode ser expulsa do lar de idosos, do hospital, da escola pública, tornámo-nos algo desprezível, como esse pobre tipo a quem o terrorista, por antonomásia, está prestes a dar um tiro na nuca em nome de Deus ou da pátria. A ti e a mim, estão a pôr nos carris do comboio uma bomba diária chamada prémio de risco, por exemplo, ou juros a sete anos, em nome da economia financeira. Avançamos com rupturas diárias, massacres diários, e há autores materiais desses atentados e responsáveis intelectuais dessas acções terroristas que passam impunes entre outras razões porque os terroristas vão a eleições e até ganham, e porque há atrás deles importantes grupos mediáticos que legitimam os movimentos especulativos de que somos vítimas. A economia financeira, se começamos a perceber, significa que quem te comprou aquela colheita inexistente era um cabrão com os documentos certos. Terias tu liberdade para não vender? De forma alguma. Tê-la-ia comprado ao teu vizinho ou ao vizinho deste. A actividade principal da economia financeira consiste em alterar o preço das coisas, crime proibido quando acontece em pequena escala, mas encorajado pelas autoridades quando os valores são tamanhos que transbordam dos gráficos. Aqui alteram o preço das nossas vidas a cada dia sem que ninguém resolva o problema, pior, enviando as forças da ordem contra quem tenta fazê-lo. E, por Deus, as forças da ordem empenham-se a fundo na protecção desse filho da puta que te vendeu, por meio de um roubo autorizado, um produto financeiro, ou seja, um objecto irreal no qual tu investiste as poupanças reais de toda a tua vida. O grande porco vendeu-lhe fumaça com o amparo das leis do Estado que são as leis da economia financeira, já que estão ao seu serviço. Na economia real, para que uma alface nasça, há que semeá-la e cuidar dela e dar-lhe o tempo necessário para se desenvolver. Depois, há que a colher, claro, e embalar e distribuir e facturar a 30, 60 ou 90 dias. Uma quantidade imensa de tempo e de energia para obter uns cêntimos que terás de dividir com o Estado, através dos impostos, para pagar os serviços comuns que agora nos são retirados porque a economia financeira tropeçou e há que tirá-la do buraco. A economia financeira não se contenta com a mais-valia do capitalismo clássico, precisa também do nosso sangue e está nele, por isso brinca com a nossa saúde pública e com a nossa educação e com a nossa justiça da mesma forma que um terrorista doentio, passe a redundância, brinca enfiando o cano da sua pistola no rabo do seu sequestrado. Há já quatro anos que nos metem esse cano pelo rabo. E com a cumplicidade dos nossos. Link do original:http://cultura.elpais.com/cultura/2012/08/13/actualidad/1344875187_015708.html

Ismael em 12 de setembro de 2012

Bom dia. Vou dar uma de "vidente": tem coisas que se inciam comédia e terminam em tragédia. Essa pseudo onda indepedentista européia não vai criar nem uma país catalão, nem um país basco, nem uma Alsácia, etc. O futuro trará em alguns anos uma França muçulmana, um novo califado andaluz e talvez um califadinho belga e uma africa sul-italiana.

satyrojr em 12 de setembro de 2012

Qem disse q sou afavor, vendo de longi, da independencia da Catalunia? O Pará é bem melhor agora doq AP, PA, CA e TA, fora o bucadu de politicos para o DF. Mas se for bom avisem pra eu e o Prfeito (candidato,q descobriu q o caldeirão OIAPÒQS é o melhor lugar do mundo pra se viver, fecharmos as porta e vivermos no paraiso do Èden. se modificar o item 2 e dps melhorar a constiuição no necessário ajuda mto. De longi, qto maior a divisão e inclusão UE (?????) pior fik.

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