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O leilão Christie’s, em Nova York, durante o pregão do quadro de Roy Lichtenstein que bateu recorde de preço: a hora é da arte pop

A legendária casa de leilão Christie’s, fundada no século XVIII em Londres, e hoje com filiais em 32 países, realiza leilões praticamente diários, como os leitores podem checar em seu site. Alguns leilões, porém, marcam época ou apontam rumos do mercado.

Foi o que ocorreu no dia 9 de novembro quando, depois de um fracasso considerado colossal em seu primeiro pregão da temporada de arte em Nova York – dedicado à arte moderna, uma semana antes, e em que “encalharam” pinturas de Picasso e Magritte e esculturas, entre outros, de Degas e Giacometti, e as vendas não atingiram 150 milhões de dólares –, a Christie’s novaiorquina arrebentou, ao vender 250 milhões de dólares em arte contemporânea num só dia.

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A “Petite danseuse de 14 ans”, de Degas, vendida há dez anos por 11 milhões de dólares, encalhou no leilão

No leilão de arte moderna, de 82 peças, 31 ficaram sem comprador, inclusive o bronze “Petite danseuse de 14 ans” (jovem bailarina de 14 anos), de Degas, vendido há dez anos por 11 milhões de dólares e que se esperava superasse os 25 milhões ao ir novamente a leilão, mas que ninguém arrematou.

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A obra do artista pop Lichtenstein: batendo recordes de preço

Um quadro do artista pop americano Roy Lichtenstein, “I can see the whole room… and there’s nobody in it “(estou vendo o quarto inteiro… e não há ninguém lá), vendido por nada menos do que 43,2 milhões de dólares, acabou sendo o recordista da noite e levou também o recorde de valor mais alto obtido por uma obra do artista.

Num leilão desse tipo, é claro que Andy Warhol não poderia estar fora. Seu “Silver Liz” (Liz prateada), trabalho seu sobre foto da atriz Elizabeth Taylor, saiu por 16 milhões de dólares. Outra obra, “Four Campbell Soup Cans” (quatro latas de sopa Campbell), bateu nos 10 milhões.

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“Silver Liz”, retrato de Elizabeth Taylor por Andy Warhol: 16 milhões de dólares

Tudo isso levou os especialistas a concluírem que o problema da semana anterior não fora a crise econômica, mas uma nova tendência do mercado. Brett Gorvy, um dos diretores da Christie’s, disse que lances vindos de vários países optaram claramente pelo pop, o que incluiu a maioria dos dez maiores colecionadores privados do mundo, representados no leilão por prepostos ou que participaram por telefone.

Dessa forma, teria indicado o leilão, a arte pop parece ser a nova estrela do mercado como gosto, como investimento seguro em tempos de crise — ou ambas as coisas.

 

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2 Comentários

Francisco em 19 de dezembro de 2011

"Legendária" não está correto, o certo é lendária.

Eddie Sampaio em 18 de dezembro de 2011

Lichtenstein e Warhol, nem de graça... agora a bailarina encalhada, ah como eu queria!

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