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Elvis Costello (esq.) e ?uestlove: bola dentro em uma linha do tempo irregular de colaborações (Foto: divulgação)

Por Daniel Setti

Tem dado o que falar a surpreendente colaboração em estúdios e nos palcos entre o lendário roqueiro inglês Elvis Costello e a banda americana The Roots, um dos nomes de ponta no hip-hop mundial há quase duas décadas.

E o burburinho em torno de Wise Up Ghost and Other Songs, disco que este novo supergrupo acaba de lançar, se justifica. Afinal, não é sempre que duas forças criativas de tanto pedigree, cada qual em sua especialidade, conseguem convergir em um trabalho de qualidade e estilo próprio.

A parceria, cujo embrião se deu nos bastidores do talk show do ator Jimmy Fallon, onde o The Roots é residente, aglutina o melhor das sutilezas de canto, melodia e letra de Costello, em enorme forma aos 59 anos, e o peso e a elegância da sonoridade do combo de Filadélfia. O trabalho de estúdio sempre impressionante do prolífico baterista e produtor da banda, Ahmir “?uestlove” Thompson, rico em texturas “orgânicas” de percussão e cordas, é outro dos selos de denominação de origem do álbum – como atesta o clipe da faixa de abertura, “Walk Us Uptown”:

Costello e The Roots juntos demarcam um ponto positivo de destaque na linha do tempo das associações entre rock e hip-hop, inauguradas ainda nos anos 1970, quando grupos punk como Blondie e The Clash tentaram pela primeira vez cantar de um jeito falado como os precursores nova-iorquinos do rap. A partir dali, muitos foram os flertes diretos entre os dois gêneros, nem sempre com bons resultados (ainda que ambos os lados envolvidos fossem recomendáveis). A seguir, alguns exemplos.

Primeiro, os que deram bons ou ótimos resultados – um artista parece ter nascido para o outro:

Aerosmith com Run DMC – “Walk This Way” (1986)

Anthrax com Public Enemy – “Bring The Noise” (1991)

Agora, os que fracassaram – não rolou química de jeito nenhum:

R.EM. com K.R.S-One – “Radio Song”

Placebo e Justin Warfield – “Spite & Malice” (2000)

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3 Comentários

Reynaldo-BH em 25 de outubro de 2013

Um nada a ver em homenagem. A quem? à minha geração. ........... Vá com Deus PAULINHO TAPAJÓS! Sua música foi divina e hino de uma geração. A minha. Valeu a jornada! "Talvez eu seja simplesmente como um sapato velho...!" "Você lembra, eu tinha estrelas nos olhos...!" Nosso ídolos estão indo embora. Viver é perder dia-a-dia um pedaço da gente nos outros. E os poetas, músicos e cantores costumam levar um pedaço maior quando vão antes do combinado. perdendo sempre para um tal de câncer, que um dia será derrotado! O mais mineiro dos compositores cariocas! Certamente teria um lugar cativo em algum clube de alguma esquina de nossas Geraes. Como um mineiro-carioca que sou, fica aqui meu OBRIGADO. E a certeza de ser sapato velho é muito bom na vida! http://www.youtube.com/watch?v=hlw6uwbrGgI

Geneuronios em 15 de outubro de 2013

E o Body Count ???

Maria Luz em 12 de outubro de 2013

Realmente, a integração é total nos dois primeiros exemplos. A participação dos dois grupos é semelhante,nenhum prepondera sobre o outro e o resultado é perfeito. A música do 3o. exemplo é bonita mas o cantor do hip-hop parece um mero coadjuvante. No 4o exemplo, pedomina o rock. EUstrelismos...

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