Pelé precisou fazer 70 anos, no mês passado, para, 33 anos após encerrar a carreira, começar a ter, entre tantas homenagens que recebeu ao longo da vida, a que faltava.

O maior jogador da história do futebol, completo, absoluto, irrepetível, enfim terá um museu em Santos (SP), sua cidade de adoção, para abrigar uma vasta e riquíssima coleção de peças de seu acervo pessoal, até então mantidas em boa parte em uma de suas casas, na Praia de Pernambuco, no Guarujá, junto a Santos.

Como já se sabe, o museu terá a assinatura do arquiteto Oscar Niemeyer, num casarão tombado do século XIX situado no belo centro histórico de Santos, tão caprichosamente conservado que vem servindo de cenário para novelas e filmes ambientados no final do século XIX e princípios do século XX.

Como as idéias simples costumam ser as melhores, o Museu Pelé terá a forma de uma bola, dentro da qual estarão expostas milhares de relíquias de sua carreira incomparável e se desenvolverão vários tipos de atividades.

O MUSEU DO BARCELONA JÁ ATRAIU 20 MILHÕES DE VISITANTES — Nem sempre reconhecido devidamente por muitos de nós, que confundem o Rei irretocável com o falível cidadão Edson Arantes do Nascimento, Pelé acabou fazendo um bem a sua terra. Mesmo recebendo há anos ofertas milionárias para ceder sua coleção a diferentes países, preferiu eternizá-la em Santos, sem ganhar um centavo.

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Museu do Barcelona: desde 1984, 20 milhões de visitantes

O gesto não apenas valoriza e enriquece a memória do futebol brasileiro: o museu certamente se tornará local de peregrinação de turistas brasileiros e estrangeiros, e trará recursos para Santos e dólares para o Brasil.

Só como termo de comparação, o museu do que é atualmente o melhor time de futebol do mundo, o Barcelona, abrigado em seu estádio, o Camp Nou, mesmo situado numa cidade de 2 mil anos repleta de atrações extraordinárias, é de longe o local mais visitado pelos turistas, mais até do que o mundialmente célebre templo da Sagrada Família, do arquiteto Antoni Gaudí, em construção há mais de 100 anos. Desde sua inauguração, em 1984, já passaram por suas dependências — e suas bilheterias — pouco mais de 20 milhões de pessoas.

Tom Jobim disse certa vez que não amamos Pelé como deveríamos: preferimos ídolos sofridos, que terminaram tragicamente, como Garrincha.

A segunda parte da assertiva de Tom é discutível.

Com a primeira, concordo: sempre se arranja alguma picuinha para cutucar o Atleta do Século (XX), o brasileiro mais conhecido no planeta em qualquer época, um nome que abre portas e faz sorrir em qualquer lugar do mundo. Nós não amamos Pelé como ele merece. O museu vai mostrar um pouco do porque deveríamos fazê-lo.

O Museu Pelé será erguido com recursos da iniciativa privada captados por meio da Lei Rouanet e deve custar 20 milhões de reais. Num raro gesto de grandeza do poder público para com um brasileiros que honra o país, o estado de São Paulo, proprietário do casarão tombado, cedeu-o para o museu.

(Veja no vídeo abaixo algumas das mágicas que Pelé era capaz de fazer com a bola e os adversários. Não perca!)

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21 Comentários

elisa Cristina em 09 de novembro de 2010

Ricardo Semna passada, meu marido e eu encontramos Pelé em um restaurante e foi umas das grandes emoções de nossas vidas. Viramos crianças. Não sabíamos se deveríamos falar com ele ou respeitar sua intimidade; pedir autógrafo ou sair fingindo não tê-lo visto. Optamos por fazer o que crianças encantadas com seus ídolos fariam: pedimos autógrafo, tiramos fotos, fizemos perguntas e ele nos contemplou com uns dez minutos de um agradável e divertido bate-papo. O Rei nos presenteou com um comportamento majestoso, diante de seus súditos encantados. Elisa Cristina Você fez muito bem. Há muitos anos atrás, minha mãe também encontrou-o não me lembro bem onde, e, apesar de ser uma pessoa extremamente recatada e tímida, também não resistiu. E ficou encantada com o Rei. Um abração

Roberto Xavier em 07 de novembro de 2010

Pelé jogou em 58, encantou os europeus e coisa e tal... não fez falta em 62 no Chile. Ricardo Setti, você cortaria o Dieguito da seleção em 78? Maradona foi prejudicado no inicio de sua carreira pelos milicos e no ápice, pela cocaína. Os dois adversários que nunca entraram em campo para marcar Pelé. Pelé não fez falta em 1962 no Chile porque o time era extraordinário e muito experiente. Além de ter outro gênio absoluto, o Garrincha. Como se não bastasse, o substituto de Pelé, Amarildo, deu uma sorte danada e jogou muito. Eu não cortaria o Maradona de jeito nenhum da seleção argentina de 1978. No mínimo o levaria como alternativa de banco, porque aquele time era fortíssimo e talvez ele não pudesse, ainda, ser titular. Vi-o jogar bastante em 1982, Copa do Mundo da Espanha, que cobri como chefe da equipe de VEJA. Deixei a revista no ano seguinte. Um abração

Roberto Xavier em 07 de novembro de 2010

Caro Setti, creio que não é tolice admitir que Pelé, assim como alguns craques de seu tempo, se tornou um mito por ter sido, talvez, o primeiro a desenvolver uma técnica individual de jogar. Assim como os reis do teatro são aqueles que desenvolveram, da mesma forma que o rei do futebol, sua técnica individual de atuar. O mesmo se dá em qualquer área da vida esportiva, artística e intelectual. Quem é o “Rei” da literatura nacional? A maioria gritará: MACHADO DE ASSIS! Quem é o “Rei” das pistas de automobilismo? Sem duvida se ouvirá o alarido: SENNA! Quem é o “Rei” da sinuca? Dirão milhares de vozes: RUI CHAPÉU! Quem é o “Rei” da jovem guarda? ROBERTO! E dos domingos? SEU SILVIO! Agora eu pergunto: Quantos milhares de pessoas em todas essas áreas de atuação não desenvolveram seu talento individual, mas ficaram impedidos de reinar devido à monarquia inquebrantável desses segmentos? Digo com segurança que Pelé reina até hoje porque em sua época craque só jogava do meio campo em diante. Hoje, vemos que, há craques em todas as posições dentro do gramado, do goleiro (Rogério Ceni), do quarto beque, do beque central, do lateral, do volante, do meia, dos pontas e do centro avante. O grande craque da copa de 1974 foi um volante. Em tempos diferentes, diferentes craques de diferentes posições se destacaram em competições importantes. Devido a qualidade técnica aprimorada entre essas varias posições ficou mais difícil surgir os Peles que eram rapidamente dominados por zagueiros ágeis e habilidosos e volantes rápidos e inteligentes. Seria muito interessante ver Pelé surgindo para o mundo do futebol hoje, porém eu te digo, há cada ano nascem dezenas deles em todo o mundo, mas para a felicidade e equilíbrio do futebol, eles despontam ora na zaga, ora no meio campo, ora na lateral, etc. Reitero, Maradona foi um gênio que lutou contra zagueiros desleais e violentos, e se ele tivesse se ocupado em construir seu nome fazendo marketing pessoal a exemplo de Pelé e não houvesse conhecido o inferno das drogas, Pelé teria de lhe entregar a coroa. Caro Roberto, gosto não se discute. Para mim, que felizmente vi os dois jogar ao vivo, o Maradona não serve para engraxar as chuteiras de Pelé. Maradona foi um craque espetacular. Pelé foi um absurdo, uma coisa de Deus, que não vai acontercer mais no futebol, nunca mais. Baixe sua guarda em relação ao Rei e veja o DVD "Pelé Eterno". Não preciso dizer mais nada, se você vir o DVD estará tudo esclarecido. Abraços

EDIMAURO DE ANDRADE em 06 de novembro de 2010

COM TODA CERTEZA JA PASSOU DO TEMPO DO SR.PELE TER O SEU MERECIDO MUSEU,MAS UM MUSEU DO HOLOCAUSTO OU MUSEU DOS HORRORES AFINAL ELE POR SI SO JA E UM MUSEU.AGORA ME DIGAM UMA PESSOA QUE IGNORA A PROPRIA FILHA NÃO A RECONHECENDO NEM COM ORDEM JUDICIAL E QUE TEVE A `CARREIRA`TODA CHEIRADA PELO FILHO este sim reconhecido MERECE O QUE? O que Pelé, o supercraque, merece eu já deixei claro no meu post, não é mesmo, Edimauro? E o que sabemos da intimidade dele e da família para julgarmos o caso da filha reconhecida na Justiça? Há outra filha, fisioterapeuta, gaúcha, que ele reconheceu voluntariamente e com a qual se dá muito bem. Vá lá saber o que ocorreu para a outra moça, já falecida, e ele terem que se haver na Justiça. Você se acha com capacidade de julgar? Pois eu não. Abraços

Santos em 06 de novembro de 2010

Penso diferente. Nós não o odiamos como deveríamos. Este homem é um oportunista. Subiu na vida nas costas dos outros, entre eles, Garrincha. Mais tarde, na copa de 1970, só brilhou por conta de um time de craques que o Brasil, principalmente a imprensa, não amou como deveria. Sem contar com as besteiras que fez na vida pessoal, inclusive, não reconhecendo como deveria a paternidade de uma filha. Sugiro um Museu Nacional do Futebol para homenagear os craques que surgiram por este Brasil afora. É o mais justo no chamado "país do futebol" que não gerou apenas o Pelé. E com certeza vai continuar gerando outros craques.

wilson em 06 de novembro de 2010

Me desculpem os semi-deuses do futebol Romário,Kaka,Maradona,Ronaldo etc. O único mesmo que fez chover foi Pelé Cesar Maluco dizia o Rei é ele o resto é japonês! Quando mais se precisa de uma craque para decidir um jogo só Pelé os outros ora os outros tinham sempre algum coisa que ficava no quase não é mesmo? - Para Pelé não tinha juiz, campo, torcida, argentino, italiano, inglês, alemão, francês. Pelé depois de voce fiquei desacostumado agora temos jogadores tipo quase muita badalação, muito marketing e bola que é bom nada. Tive a felicidade de vê-lo jogar, me arrependo de não ter ido mais aos estádios durante sua época. Nunca haverá craque igual -- e, como você pode ver pelos comentários, caro Wilson, os brasileiros realmente não o amam como ele merece. Ele é mais querido no exterior do que aqui, por mistérios insondáveis da alma humana. Abração

Marco em 06 de novembro de 2010

Caro R. Setti: Acho q os jogos de futebol hoje estão ficando chato. Precisamos de um novo Pelé q jogar era dançar, o q dançar era driblar e fazer Gols num estado de movimento feliz e pacífico. A diferença de hoje é q os jogadores correndo são parecidos com o Pelé,mas com a bola só ele.... Abs.

José Américo C Medeiros em 06 de novembro de 2010

Caro José Américo, Conforme seu pedido, não estou publicando seu comentário, mas respondo mesmo assim para você saber que eu o li. Obrigado pelo relato de sua atribulada, mas rica vida, sobre a qual eu perguntei. Eu já sabia de parte da história, mas, como são muitos os comentários, confundi você com outro comentarista que tem a mesma profissão. Obrigado também pelas boas palavras sobre o blog e e meu respeito. Um abração e até a próxima. E boa viagem para Dubai!

José Américo C Medeiros em 06 de novembro de 2010

A primeira vez que ouvi falar em Pelé foi na Copa de 1958 por transmissão radiofônica, um notável feito tecnológico para a época. Bem mais tarde, ele já namorando a Xuxa, eu os vi em um vôo da VARIG. Sempre uma figura carismática, simpática, e sorridente. Penso que tenha sido um excelente exemplo para as gerações de brasileiros que o seguiram no esporte, e como cidadão. Não lembro de alguma investida na política, o que acontece hoje, estão aí os exemplos do Romário, Bebeto, fora outros que não foram eleitos. Lembra-se do "Love! Love! Love!" quando jogando pelo New York Cosmos, em Nova York, Setti? "He was the 1978 recipient of the International Peace Award, and in 1980 he was named athlete of the century" (Fonte http://www.latinosportslegends.com/Pele_bio.htm) Mas, jamais o vi em gramados, ao vivo, não sou um brasileiro apaixonado pelo futebol, e detesto multidões. Para encurtar, a homenagem é justa, e a união com Niemayer um gol de placa. E, para finalizar, a Xuxa, no vôo da VARIG, ainda uma menina e linda, nos acompanhou na cabine de comando, entusiasmada pelos procedimentos de decolagem e pouso. Você, Setti, é o "culpado" por nos fazer recordar tanto, e tanto nos fazer escrever. Aguente... Aguento com prazer, caro José Américo. É um rico relato, muitolegal. Eu, sim, que gosto de futebol, tive a felicidade de ver o Rei jogar várias vezes. Nunca haverá ninguém igual, nunca. E, pelo jeito, você foi piloto da Varig? Que carreira sensacional! É isto mesmo? Um abração

Altamiro Martins em 06 de novembro de 2010

Todas as honras ao Rei, ainda que tardias. Os heróis da pátria merecem ser melhor reverenciados. Pelé é um deles. Mais do que craque absoluto, prestou inestimável contribuição à identidade do que chamamos Brasil. A propósito, é lamentável notar o quanto tratamos mal os nosos artistas, os nossos criadores, os nosso gênios, os nossos estetas. O reconhecimento póstero é muito pouco para quem tanto nos deu. Concordo 100% com você, caro Altamiro. Abração

meg em 06 de novembro de 2010

Quando ele se negou em reconhecer a filha que morreu de cancer. Acho que ele jogou fora toda sua biográfia.Muito mesquinho.Diria até,pobre de sentimento. Não acho que quem não esteja na intimidade dele possa julgar o caso com tanta tranquilidade como você faz, cara Meg. E estou falando de Pelé, o atleta, como deixei claro no post.

Elisa Nobre em 05 de novembro de 2010

Incrível Pelé! Não consigo, no entanto, nem me esforçando, separar o irretocável rei do falível Edson Arantes do Nascimento. Suas jogadas geniais, seus gols ficam bastante sombrios quando me lembro da Sandra. Viva o outro rei, o Roberto, que abriu os braços e acolheu o filho.

tereza em 05 de novembro de 2010

Setti, existe uma onda de moralismo no País, que confunde cidadão e obra, cidadão e arte. Assim é, por um lado com Caetano, por outro com Chico.. De que me serve a suposta honradez - ou não- de Edson Arantes do Nascimento? Nada. Daqui a pouco nossos ídolos terão que ser aprovados pelo chatíssimo politicamente correto... Uma curiosidade, meu pai, corintiano roxo, me levava à Vila Belmiro. Eu tenho 45, mal vi Pelé jogar, mas me lembro, aos 5 ou 6 anos de perguntar a ele quem era aquele jogador e por qual time jogava. Ele disse tristemente- Santos...(corintians era nosso freguês absoluto..) Virei santista doente... Nesse ano, passei 8 horas na fila prá comprar ingresso prás finais do Paulistão hahahahaha, doida de pedra... Fui com meu filho são paulino e filha corintiana. Não me arrependo, apesar de ter levado "inimigos".. E não só porque ganhamos, por causa da raça de um grande nome que, espero, se confirme: Paulo Henrique Ganso... Daqui não saio, daqui ninguém me tira, foi o que cantamos quando do pedido de substituição dele... e chorei com a vitória da raça - 8 em campo... hahahaaha ok, podem me tirar a casca, mas ainda acho futebol TUDO DE BOM... Também adoro futebol e, como aliás de certa forma previ no post, não adianta e não se deve confundir o Pelé com o Edson Arantes do Nascimento. Mas não tem jeito. Pelé será sempre mais adorado fora do Brasil do que aqui. Abraços

JT em 05 de novembro de 2010

Sinceridade? Sinceridade: o projeto do Niemeyer para o museu do Pelé parece um taco de golfe junto a uma bolinha. A silhueta do jogador representada no topo da "escultura" é, no mínimo, uma proposta ingênua. Se o museu do Pelé fosse um trabalho acadêmico, o aluno que o apresentasse seria execrado pelos professores. Mas como é projeto do Niemeyer, ninguém ousará comentar negativamente. Os poucos que o fizerem (como eu) serão os chatos da vez. Os projetos de Niemeyer ignoram o clima e as raízes culturais dos locais a que se destinam. O "Olho de Curitiba" e a "Nave Espacial de Niterói" poderiam trocar de lugar que ninguém questionaria. Por favor, não estou desmerecendo o Pelé com isso. Estava mesmo na hora de um museu homenagear o latino-americano mais famoso de todos os tempos. Mas o museu do Pelé e a cidade de Santos mereciam um projeto de verdade, e não o enésimo blefe do arquiteto que, pela idade avançada, impõe respeito, mas que assim como a ideologia comunista que defende, seus conceitos de arquitetura moderna estacionaram nos anos 40. Pessoalmente, nem sempre fui tão rígido com Oscar Niemeyer. Quando ele fez 100 anos fiz uma reflexão sobre ele, de onde destaco: "Niemeyer não cria edifícios, ele projeta ícones; como um escultor que manipula o concreto armado sem a nobreza do mármore, convertendo materiais ordinários - cimento e ferro - em símbolos que se perpetuam no imaginário popular, trazendo o ineditismo para o óbvio." O texto completo está no link a seguir: http://www.jeantosetto.com/2007/12/de-modo-que-oscar-niemeyer.html Caro JT, obrigado pelo link. E sabe de uma coisa? Muita gente, por medo de patrulha, não diz o que realmente pensa sobre o arquiteto Oscar Niemeyer. Tenho grande respeito por ele, mas não gosto da maioria das obras que ele projetou depois de Brasília. Em Brasília, mas muitos anos depois da inauguração, o Memorial JK, que tem aspectos notáveis, exibe uma absurda e inequívoca foice e martelo dentro da qual uma estátua do presidente saúda a cidade que criou. Nada mais distante da tolerância infinita de JK do que a pétrea ideologia à qual até hoje Niemeyer se aferra. Abração

Reynaldo-BH em 05 de novembro de 2010

Pelé! Pouco me importa se não fala como um Drimmond ou Garcia Lorca! Se não compõe como Antonio Brasileiro de Almeida Jobim! Se não tem conceitos políticos como um brasialianista ou um Roberto da Matta! Pelé me encantou e me encanta! Edson Arantes é um alter-ego ao oposto! Pelé é maior! A criatura que supera o criador. Uma personagem onde ego, id e superego se fundem numa mistura indecifrável! Que assim sempre seja! Viva PElÉ! Que com uma bola, como a Terra, transformou desafios em coisas simples que só os gênios sabem fazer! E que nós, simples súditos desta majestade, sentimos saudades e prestamos reverência! Ao REI! Vou ao museu! Com prazer! Que beleza, caro Reynaldo. Estou impressionado ao constatar, no Twitter, quanta gente não gosta de Pelé -- meu post não foi em vão. Abraços

Camada von Ozonio em 05 de novembro de 2010

Ser feliz; ter as oportunidades em vida , de: - ser alimentado pelo seio materno; - brincar na enxurrada depois da chuva; - beijar a mulher amada; - sorrir com os filhos; - e , também, ver Pelé jogando e brincando, resumindo, em campo, todas as artes .

tereza em 05 de novembro de 2010

"Bom jogador"???? hahahhahaa, futebol é uma maravilha porque é 100% idiossincrasias... Pelé foi o maior jogador de futebol de TODOS os tempos, sem camiseta prá o suor dissipar,sem bola "leve".... Aproveitem o DVD que Setti cita e vejam a passagem dele mandando recado de rei ao cara que tirou uma onda dele.... O jogador foi o melhor, o cidadão? Quem sou eu prá julgar? Agora Setti, depois de Pelé... Opinião - única coisa que não paga imposto - Depois de Pelé, Maradona. Vejo, com esperança e alegria a possibilidade de Messi, mas por enquento, Maradona... MMMMMMMMUUUUUUUUUUUUUUUUIIIIIIIIIIIIIIITTTTTTOOOOOOOO depois de Pelé... Dá-lhe, Tereza! Meu post tem razão. Muita gente, mas muuuuuita gente no Brasil não gosta do Pelé nem o valoriza. Ele é adorado no mundo todo, aqui nem tanto...

José Geraldo Coelho em 05 de novembro de 2010

Aquí as pessoas confundem o artista com sua vida particular. Pelé é amado e ou respeitado no mundo todo como o maior atleta de todos os tempos. O Atleta do Século entre todos os esportes. O mau caráter do Maradona não é questionado pelos Argentinos. Lá ele é "deus".

Roberto Xavier em 05 de novembro de 2010

Pega leve! O cara foi um bom jogador porque naquela época respeita-se o adversário, e também a capacidade técnica entre zagueiros e atacantes era díspar. Maradona sobreviveu com grande estilo e técnica entre zagueiros assassinos. Na minha opinião foi melhor que Pelé. A Argentina não teria ganho o mundial de 86 sem Maradona, mas o Brasil foi campeão em 62 sem Pelé. Todos gostavam de ver Pelé jogar, até mesmo os adversários em campo. Gostava-se tanto de futebol arte naqueles tempos que o Milan, quando na final de clubes pelo mundial, abriu mão de jogar o segundo jogo na Itália para ver o Maracanã lotado por causa de Pelé. Enfim, até eu que não gosto de futebol, seria um grande craque tendo como adversários, na maioria das vezes, admiradores do futebol. O grande nome do mundial 2010 foi um zagueiro: Carles Puyol, contra Kaká, Messi e cia. Limitada. Pelé, ao contrario de outros craques de sua época, jogou mais fora das quatro linhas, daí sua hegemonia. É puro marketing. Caro Roberto, se você acha que o Maradona é melhor que o Pelé, você ou jamais viu o Rei jogar ou, então, deve viver em outro planeta. Compre o DVD "Pelé Eterno" e veja se alguém mais no mundo é capaz de fazer o que ele fazia. Melhor que o Maradona temos, no Brasil, no mínimo o Zico e o Zizinho. Deixe de brincadeira...

Celso em 05 de novembro de 2010

Nós o amamos mais do que ele a sua filha Sandra.

tereza em 05 de novembro de 2010

Como santista roxa que sou, de nascimento, criação e time, salve o Rei... Como cidadão, não me interessa, as pessoas fazem o que mandam suas consciências... viva Pelé...

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