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Beagles (Foto: stuffpoint.com)

A enorme polêmica gerada pela retirada de 178 cães beagle do Instituto Royal de pesquisas, em São Roque (SP), por militantes fez virem à tona inúmeras informações sobre a utilização de animais para pesquisas de medicamentos.

Constatou-se, entre outros pontos, que diminuiu drasticamente nos últimos anos a extensão da utilização de animais, em muitos casos substituídos por simulações complexas de computadores, bem como o percentual de cães ainda empregados para esse fim — algo como 1% do total de animais envolvidos.

Foi reafirmado, também, o compromisso de grandes instituições de pesquisas com a utilização de anestésicos e outros meios para reduzir ao máximo o sofrimento dos animais.

Da mesma forma, ficou evidente, pela palavra de pesquisadores e médicos respeitados de diferentes universidades e hospitais, que, para o combate a determinadas doenças, é por ora impossível evitar os testes de medicamentos em diversos tipos de cobaias.

Como animais domésticos ficam doentes e veterinários prescrevem remédios para uma enorme gama de doenças, pergunta-se aos opositores mais intransigentes aos testes em cobaias: em quem eles imaginam que os remédios que seus bichinhos tomam para curar-se foram testados antes de ir para o mercado?

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45 Comentários

Fernanda em 09 de janeiro de 2014

Os judeus eram usados como cobaias em condições extremamente cruéis. Quer dizer que só usar medicamento que veio dessa origem justifica tamanha crueldade?

Renato em 30 de outubro de 2013

A questão é simples!!! Não podemos poupar algumas dessas cobaias??? Se varios paises ja não utilizam mais os animais como cobaias e sim outros metodos, vamos copiar isso, afinal copiamos um monte de coisas ruins de outros paises, vamos copiar coisas boas tambem....

Jorge Medeiros em 30 de outubro de 2013

Tambem tenho pena dos animais. E me trato para não precisar de remédios. Se tiver que tomar, que tenham sido testados antes. Onde? Em quem? Não sei. Mas quem realmente tem pena de animais, deveria ver o filme Eathlings: http://www.youtube.com/watch?v=77RoxpuxC8M Poque não é só em laboratórios que eles sofrem. É antes de chegar no seu prato ou na sua roupa. Depois deliciem-se com seus churrascos, bifes, sapatos e roupas de couro.

Daniel Brito em 30 de outubro de 2013

Acho que a questão colocada exemplifica bastante a inércia das discussões atuais, pois coloca na mesa uma retórica moralista, que não representa ou mesmo explica o recente incidente com o Royal. Oculta inclusive questões importantes: - Por que apenas falar em remédios? E cosméticos? O que explica algumas empresas terem condições de desenvolver produtos sem a utilizaçãao de testes em animais e outras não? Será a utilização de animais tão obrigatória para este desenvolvimento? Se não for, por que mantê-la?; - Testes à parte, o que dizer das condições com as quais os animais eram mantidos? Isso é o melhor que os laboratórios podem conseguir para diminuir o sofrimento dessas cobaias? Quem fiscalizava o trabalho desse instituto - o mesmo tipo de equipe responsável por fiszalizar a boate Kiss? Temos condições de manter no Brasil pesquisas desse tipo sem fiscalizar e rever regras?; - Por que países como a Inglaterra proibiram a utilização de animais em testes ha mais de 1 século?; - Qual é a dificuldade em desenvolver uma lei que obrigue as empresas que utilizam testes em animais insiram essa informação em suas embalagens?; - Para os medicamentos (alguns ou todos eles), se existem de fato uma alterativa aos testes, por que não debatê-los? - O quão racional é o pensamento "O que você quer, testes em animais ou a cura para sua doença"? Essa de fato é a implicação correta a fazer? Para mim soa tão inteligente quanto "O que você quer, pagar a maior carga de tributos do mundo ou não ter educação?"; E, principalmente, o que poderia ser diferente? O argumento de manter práticas realizadas hoje, simplesmente porque aconteciam inalteradas até então é falho e não representam promessas de progresso. Vale lembrar que já fomos empregadores de um sistema escravocata que durou 4 séculos e, se dependessemos de pessoas que pensassem da forma acima, manteríamos esse sistema até hoje com medo dos riscos à economia. Enfim, acredito que, assim como a questão dos movimentos populares recentes, a mídia ainda não entendeu a questão dos testes em animais. Em resposta a isso, temos como resposta o papel atual de empobrecer debates.

Suzana em 30 de outubro de 2013

Setti, sua pergunta foi inteligente e me colocou em dúvida. Com relação a resposta a leitora Adriana Aparecida Amadeu, creio também que submeter os criminosos a esses testes de laboratório seria uma demonstração de barbárie, que nos igualaria aos criminosos. Mas aí fica a dúvida: essa barbárie que hoje aplicamos a cães e outros seres vivos inocentes, não nos coloca de certa forma como criminosos também ? Repetindo o que escreveu o Reynaldo BH: "não creio em tamanha superioridade dos homens na escala humana, que os façam donos de vidas que deveriam (pela própria afirmação) proteger." Um abraço!

Bruno Sampaio em 30 de outubro de 2013

Como diz Forrest Whitaker fazendo o papel de Bird como Charlie Parker, "don´t ask!"

juscelino em 29 de outubro de 2013

Tem uns cabras que são meio que tapados. Está clarissimo na pergunta/título do post que sua chamada é na GRANDE HIPOCRISIA e modismo barato de um molequinhos filhinhos de papai e algumas sub-celebridades. No caso em questão é certo que todos eles não olharam para o fato de que os bifinhos , as costeletas e as asinhas que comeram antes de ir depredar o laboratório vieram de bichinhos criados em cativeiro com o único intuito de serem devorado principalmente por pessoas como eles. Essa turminha aí não aguenta 10 minutos de febrinha que já estão indo na farmacia comprar um anti-termico, imagine uma doença séria..Mandam as favas os bichinhos sejam cachorrinhos ou gatinhos...

José Figueredo em 29 de outubro de 2013

Eu tenho um gato e dei o nome de "LITTLE PIPO" de tão grande que era,quando chegou.Estava mais para um rato de banhado.O bicho foi crescendo numa velocidade supersônica(hehehe),pois comia como um leão e tão logo sentiu-se maduro,partiu para as aventuras felinas:Caçar,namorar,bordejar livremente.Só que apareceu um concorrente;bem maior,bem mais forte,muito bravo e muitíssimo ciumento.Não deu outra,lascou-lhe os dentes venenosos na perninha esquerda,na altura do ligamento patelar.Uma infecção terrível lhe corroeu os músculos da região e os ligamentos e ossos ficaram expostos.O bicho caiu em depressão profunda e se arrastava tentando viver escondido.Assim que notamos suas alterações,bateu o desespero, levamos ao veterinário e ele ficou assustado com a situação;quase irreversível.Para nosso desespero e da família toda o bichinho estava "QUASE" condenado a morte.Ficou internado,passou por cirurgia e a batalha dos antibióticos(testados nos humanos,(hehehe),começaram a guerra contra a terrível infecção que havia se espalhados para as adjacências.Ficou um mês na clínica e voltou prá casa numa gaiola assustadora(nem pensar em dar bordejos).Todo atado de panos de curativos na perna.Quando sentiu nosso cheiro e o cheiro de casa ficou de pé e deu um miado feliz e todo mundo desabou em choro.Ganhou carícias e um cobertor(pois estava sobre jornais).Ganhou ração e água e depois remédios(testados em humanos(hehehe).Para resumir:hoje é o gato mais bonito do bairro,da cidade,do estado,do país,quiça deste planetinha redondo.Moral da história:Sem medicamentos seguros a humanidade se auto destruirá. Viver não é (um) "BARATO".

Joana em 29 de outubro de 2013

A questão não é testar ou não testar, a questão é que quebrar o maxilar de um Beagle e colar os dentes superiores aos inferiores, o submetendo a desespero amedrontador, não é experimento médico, mas crueldade, tortura, maustratos.

Biomédico em 29 de outubro de 2013

Todavia, nem a Medicina Homeopática nem a Medicina Natural Fitoterápica, igualmente lícitas e avaliadas pelo governo, NÃO tem por norma o uso da experimentação animal. Muitas medicações Fitoterápicas são extremamente mais eficientes que fármacos Alopáticos Industriais. Os experimentos animais se concentram praticamente apenas na Medicina Alopática, que não é a única tampouco a mais correta. Em termos jurídicos, Hemeopatia, Fitoterapia, Quiropatia, e Alopatia, entre outras como a Medicina Chinesa, são hoje em dia completamente aceitas pelos conselhos e agências normatizadoras. Para a grande maioria das medicações de uso cotidiano, como analgésicos, calmantes, antibióticos, adstringentes, diuréticos, antiespamódicos, antidiabéticos (inclusive), antiepilépticos, antiofídicos (inclusive), anti-sépticos, vitaminizantes, só para citar alguns, e realmente, vasta gama de medicações, qualquer pessoa encontrará em fábricas fitoterápicas medicações a partir de extratos brutos e derivadas de saberes milenares, consagrados como medicações eficientes com o peso dos séculos, e cujas terapêuticas já foram amplamente estudadas a níveis bioquímicos, sem a necessidade de testar em animais.

Corinthians em 29 de outubro de 2013

Reynaldo-BH - 29/10/2013 às 15:27 Grande Reynaldo, Nosso debate foi movido para o outro post, mas aqui pra variar não consegui me conter e venho contestar os exemplos dados: 1 - Todos estes aviões, mesmo tendo sido construídos por modelos computacionais, tiveram que passar pela mesma bateria de testes exigida para os outros. No caso da Airbus, conforme um bom documentário que passou na Discovery mostra, fizeram ainda mais testes que o usual - e muitos ajustes foram realizados. 2 - As biópsias ainda são feitas à moda antiga na maioria dos casos - retirando um pedaço do tecido e olhando no microscrópio... 3 - Esse sim, mas não to falando dos trangênicos, mas sim do hambúrguer gerado de céluas tronco. O problema é que demorou três meses para fazer um pedaço bem chinfrim de hambúrguer de gosto ruim... acho que desse jeito é capaz de atingirmos a capacidade de gerar carne em laboratório antes de poder abandonar os testes de remédios e próteses em animais. Eu não aceitaria - nem nehuma agência do mundo aprova - testes da gigantesca maioria de remédios em humanos que não tenham sido testados em animais antes por segurança. Quanto a insistirmos no avanço - mais que necessário. É que não dá para simplesmente parar, congelar a humanidade - com todas as doenças e problemas - e esperar chegar o momento em que o avanço atingir o ponto de implementação, para só então voltarmos a evoluir cientificamente. Até por que, neste caso volta-se à pergunta do Setti - deixaríamos - eu e você - de tomar remédios ou de dar remédios para nossos animais de estimação que tenham sido testados em outros animais ?

Meia Verdade em 29 de outubro de 2013

Seeti, desculpe mas vou me juntar ao Reynaldo. Quando falam ..."vocês não comem animais?" é muito diferente de maltrato aos animais...você dirá é a mesma coisa...eu digo que não porque os homens sempre foram carnívoros, e necessitam da carne. Você ainda dirá....e não necessita de vacinas e outros remédios?, sim claro, desde que não sejamos tão "soberbos" a natureza, desde que não nos coloquemos acima de tudo. Vou falar uma coisas muito minha particular....de nada me adianta sobreviver mais 10/15 ou 20 anos, não respeitando a natureza...sobreviver mais tempo "carregando" comigo essas barbáries prefiro não ter esse tempo a mais. Se meus ancestrais de alguma forma me proporcionaram a vida, pelo respeito que tinham a natureza, não sou eu que irei tirar de outros esse direito. Se somos os "animais" mais inteligentes que busquemos "pacientemente" alternativas a essas agressões. "A vida é muito curta para eu achar que tudo deve me servir". Deve servir sim, respeitando tudo o que nos cerca. Não discordo de você, não, meu caro. Os animais e sua sorte me compadecem muito.

Reynaldo-BH em 29 de outubro de 2013

Junin, aqui de BH. creio que você de veconhecer. Outros, certamentye não. www.oloboalfa.com.br e www.caoviver.com.br Daqui de BH. Continuamos na luta.

Reynaldo-BH em 29 de outubro de 2013

Seeti, estamos - óbvio - em campos opostos. E ter você como debatedor é covardia. Mas, mesmo assim me animo. 1 - Você voaria em um avião 100% construído, testado e aprovado por modelos computacionais matemáticos? (resposta: A320, A340, A380) 2 - Você aceitaria resultados de exames médicos 100% derivados dos mesmos modelos? (Rssposta: biópsias, sangue, colesterol, DNA, AIDS, etc). 3 - Você aceitaria comer carne de vaca 100% desenvolvida do mesmo modo? Ou de soja? (Resposta: os transgênicos são todos testados por estes modelos. Por questão de rapidez). Enfim, você aceitaria tomar remédios NÃO TESTADOS em animais, visto que possuem 100% de garantia de funcionalidade terapêutica através do mesmo modelo? (Resposta: INTERFERON). Ou seja, não dá para termos esta avanço? Ou seria um "gastar dinheiro à toa"? Abraços, meu grande amigo! Pelo que constato, nós não estamos de forma alguma em campos opostos, caro Reynaldo. Eu sou ABSOLUTAMENTE contra qualquer medida que magoe animais, uma vez que possam ser evitadas. Se meu organismo conseguisse resistir, eu nunca mais comeria carne de qualquer espécie. Não sei se você sabe, mas fui criado no interior brabo do Paraná de outras épocas. Vi como eram mortos os bois em matadouros, por exemplo. Vi como eram sangrados porcos, e mortos perus e galinhas. Uma das memórias agudas de infância que guardo é de meu bisavô Luigi -- que em todos os sentidos era um santo homem, o homem mais digno e decente que se possa imaginar -- matando um porco, que berrava como criança. Adulto, vi a tortura pavorosa que é a criação de frangos em granjas. Vi, na Europa, o horror que é o gado confinado --seres vivos que passam uma existência inteira sem caminhar por um campo verde, presos em uma gaiola de madeira que só lhes permite comer e receber medicamentos e injeções. Vi o que se fazem com cães de corrida, os galgos. E por aí vai. O que o post pretendeu é mostrar a contradição entre os que são contra testes em animais e, com muitíssima probabilidade, atendem a seus próprios animais domésticos com medicamentos, quando eles estão doentes, que com certeza absoluta foram, antes de colocados à disposição do público, testados em... animais! Abração

Marcos Barreto em 29 de outubro de 2013

O problema são os testes para cosméticos, ninguém percebe? ou não querem perceber.

Adriana Aparedia Amadeu em 29 de outubro de 2013

Simples, teste os remédios dos humanos em humanos, como nos traficantes, estupradores, corruptos, e tem mais um monte de gente quem deveria pagar por uns pecadinhos..... As penas a que são submetidos os criminosos no Brasil são de privação da liberdade. A Constituição não permite esse tipo de medida que você sugere. Seria, a meu ver, uma demonstração de barbárie, que nos igualaria aos criminosos em certa medida.

Rebeca em 29 de outubro de 2013

Só acho que no caso do Instituto Royaly (acho que é esse o nome) segundo vi num programa de TV o local onde eles ficavam estava horrível, cheio de fezes e eles em cubículos sem nenhuma LUZ. Alguém aí gostaria de ficar numa "solitária" sem nenhum conforto? Nesse mesmo programa vários veterinários e cientistas dos EUA foram entrevistados e TODOS disseram que lá diminuiu substancialmente a pesquisa em animais e quando é feito os envolvidos passam por treinamento e há leis que regulam e fiscalizam, diferente daqui. Não sou contra a pesquisa, porém acho que o bicho deve sofrer o mínimo possível, já imaginaram um psicopata cientista o que não faz com o BICHO! Vocês aí já tentaram dar uma injeção em um bicho para verem como ele fica estressado? Pois é, "pimenta nos outros é refresco"

Junin em 29 de outubro de 2013

Que tal a aturma que invadiu o instituto vir a BH para adotar um ou mais vira latas que estão na Zoonozes???? Ou eles só querem animais de raça??? A invasão de um laboratório em São Roque, no interior de São Paulo, há 10 dias por um grupo de ativistas para retirar quase 200 cães da raça beagle, sob alegação de maus-tratos em pesquisas, reacende a discussão sobre saúde pública envolvendo animais domésticos, principalmente cães e gatos. Em Belo Horizonte, nem no mês de São Francisco, o protetor dos animais, eles escapam dos maus-tratos. O abandono, geralmente, é uma condenação à morte. Numa tarde de atendimento no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), no Bairro São Bernardo, na Região Norte de Belo Horizonte, o veterinário Adamastor Bussolotti lamenta mais um caso de abandono e atropelamento. Na maca, com fraturas e feridas em carne viva, uma pequena vira-lata recolhida pela carrocinha no Bairro Vale do Jatobá, no Barreiro. “Tudo indica que ela já teve um lar. Quase sempre é assim. A pessoa não cuida e deixa o animal na rua, largado à própria sorte, exposto a doenças e risco de morte por atropelamento. E o mais triste é que já deve ter outro filhote no lugar deste, sujeito ao mesmo destino”, lamenta. Para o veterinário, muita gente trata bichos como objetos. De janeiro a setembro, 2.277 animais foram recolhidos pelo CCZ, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, das ruas, por onde perambulam hoje cerca de 27 mil cachorros. A média é de sete por dia.

Adriana Brito em 29 de outubro de 2013

só para esclarecer ao comentário de Zamot, as vacinas antirrábicas são um bom exemplo da evolução da tecnologia. Não são mais produzidas em cérebro de camundongos e sim em cultivo celular, inclusive a utilizada em animais.

Olavo em 29 de outubro de 2013

A ditadura esquerdista, feminista, ecochatos e todas as outras ramificações do marxismo cultural tem que acabar! A Rússia deu um ótimo exemplo de rigor a esse tipo de palhaçada ao prender a terrorista brasileira que interceptou um navio petroleiro russo. Talvez, se o Brasil mostrasse um pouco mais de seriedade em coibir os atos irracionais esquerdistas, como o roubo desses cães para testes de laboratório, o país poderia ser minimamente diferente... O esquerdismo não tem ideologia; seja o PT com as privatizações, os ambientalistas com seu pensamento utópico e deturpado, a única coisa que eles tem em comum é a irracionalidade.

Debora Guttierrez em 29 de outubro de 2013

Desculpe, colunista. O sr. ta atropelando a propria informação já fornecida pela revista em entrevista com o médico Ray Greek. Acho que o post não aceitará o link, mas basta procurar pelo titulo: A pesquisa com animais é uma falacia" datada de 16/10/2010 Seus argumentos me parecem bem razoaveis para comprovar que teste em animais é inócuo no desenvolvimento de novas drogas. Bom, quanto ao Instituto Royal, tente procurar na net se há algum estudo, alguma publicação cientifica deste "importante centro de pesquisa". vale lembrar que o I. Royal é uma OSCIP e, como tal, não poderia ter clientes, que dirá, secretos! Muito menos não dar acesso as suas instalações e metodologias! Tb acho que vale a pena pensar se a discussão não é absolutamente saudável, já que sacode o comodismo que move o universo cientifico nacional que, entre combater a burocracia que atrapalha a importação de tecido sintetico, por exemplo, prefere continuar matando bicho. Enfim, não vi até agora nenhum efeito negativo do resgate dos animais, exceto é claro, a tristeza solidária da grande mídia e do Governo a uma empresa irregular!!! Abraços. Eu não defendi nem deixei de defender nada. Obviamente, como ser humano decente, sou contra crueldade aos animais. O que fiz foi uma pergunta que você, como outros leitores, não consegue responder. O fato é que 99% dos remédios que as pessoas dão a seus animais domésticos foram precedidos de pesquisas com... animais. E então, como fica?

Elza A. em 29 de outubro de 2013

Senhor Ricardo Seti...Os tempos evoluem, caro senhor! Pergunte aos médicos e cientistas europeus, "como eles vão pesquisar" depois da proibição de se realizar pesquisas com animais... Talvez, aqui na "terra da hipocrisia" e da "economia base da porcaria", não se queira adquirir equipamentos que já existem ou aplicar métodos mais caros do que TORTURAR UM ANIMALZINHO INDEFESO, que sente dor, angústia, como nós... E, o mais lamentável de tudo, É VER PESSOAS PRETENSAMENTE NTELIGENTES, DEFENDENDO CRUELDADE, quando há, REALMENTE, ALTERNATIVAS... Eu não defendi crueldades, jamais defendi. Cruel é me atribuir o que não fiz. Por que você não tenta responder à pergunta que fiz, em vez de me ofender?

anonimo em 29 de outubro de 2013

Prezado Setti, mais um caso especial: como produzir vacinas para picadas de cobra sem o uso de cavalos? Alguém aí se habilita a substituí-los? Ah, sim claro, vão falar naquela lenga lenga de sempre, usar serial killers, estupradores, etc. Pergunto: quem são eles para decidir em qual ser humano usar ou não? Me desculpem os "ativistas", mas prefiro que os testes continuem em animais...

Delcio em 29 de outubro de 2013

O problema é que aqueles cães era entupidos de remédios, não tendo uma notabilidade adequada, eram pau para toda obra. Duvido que desenvolvessem remédios novos lá, só testavam os que a instruiria farmacêutica pagava para tal, pois precisam liberar e tem que apressar e pressa significa em sacrifício de alguém, no caso os cães.

Ceiça Duarte em 29 de outubro de 2013

Todo mundo sabe de testes em animais, mas esses animais deve ter TRATAMENTOS DIFERENCIADOS e da forma desumana e perversa que aqueles beagles estavam sendo tratados. POVINHO SEM NOÇÃO....

Marcelo de Oliveira em 28 de outubro de 2013

Quem sabe?... Vamos tentar... SR. Colunista, desculpe minha ignorância, como defensor da vida desses animais, mas o senhor tomaria um medicamento veterinário para curar uma doença humana??? Por que confiarmos em medicamentos humanos testados em animais? Eu perguntei primeiro. Como desenvolver remédios minimamente seguros para animais sem testar em animais? TODOS os principais medicamentos contra TODAS as doenças foram, ao longo do tempo, testados em animais. Depois, como imaginei que você soubesse, foram e são testados em pessoas VOLUNTÁRIAS antes de serem submetidas ao crivo das autoridades sanitárias para, então, serem oferecidos ao grande público. Com certeza, inúmeros que você tomou ao longo da vida.

Heitor em 28 de outubro de 2013

Meu Beagle testa os efeitos do veneno de sapo sempre que vê um. Depois que descobriu que focinhando um sapo ele solta uma gosma amarela, faz isto sempre e lambe o sapo no maior interesse científico dos Beagles.

wilson em 28 de outubro de 2013

Parece que a opinião do Dr. Ray Greek colide com toda a Comunidade científica mundial. Um faz crer que estes pesquisadores são meros esportistas na arte da perversidade. Quanta gente deixou de viver enquanto não tinham acesso a medicamentos, ou procedimentos como a Transfusão. De rato de laboratório ninguém se comoveu, nem de Cobra, Insetos, Aracnídeos etc. Mencionar fracassos é fácil, mas os medicamentos e Procedimentos que salvaram como se diz : Deixa pra Lá!

Janaína em 28 de outubro de 2013

indiferente dos testes terem necessidades ou não, o caso Instituto Royal ouve nitidamente mal trato que possivelmente seguiria de morte.

Carlos Correia em 28 de outubro de 2013

Ricardo, parabens pela perspicácia! Passou despercebido este detalhe. Obrigado, prezado Carlos. Abração!

Corinthians em 28 de outubro de 2013

Reynaldo-BH - 28/10/2013 às 15:58 Grande Reynaldo-BH Humildemente discordo de sua opinião. Recursos são sim despendidos de maneira a realizar esta substituição. Porém a verdade - e qualquer médico sabe disso - é que estamos ainda avançando no entendimento de como o corpo funciona. Mesmo com o projeto genoma e com modelos computacionais é praticamente impossível prever o comportamento de um organismo vivo perante certa substância, ou perante um novo órgão/prótese. O próprio Nobel de Medicina deste ano foi dado à médicos que desvendaram o mecanismo pelo qual as células secretam substâncias para o resto do corpo humano, isso pelo estudo realizado nos anos 90, que só agora estão gerando novos tratamentos. Não acho que seja possível inventar um órgão artificial sem os devidos testes, nem os modelos computacionais mais precisos são capazes de prever efeitos colaterais, muito menos a eficácia ou dosagem da medicação. A ciência ainda é limitada. Concordo com você quando coloca que deveria haver mais investimento ainda. Digo até mais, deveria haver mais fiscalização também. Assim como acho um absurdo sem igual testar cosméticos em animais. Porém para mim o caso dos medicamentos é diferente. Porém volto ao argumento da limitação. Vimos recentemente que conseguiram através da utilização de células tronco produzir um hamburguer de carne, saudável (mas de gosto ruim). A tecnologia existe. Porém aproduzir a "carne de laboratório" em larga escala é hoje impossível, não só por falta de material, mas por falta de estudo, mão de obra, e sim tecnologia (afinal demorou 3 meses para produzir um único hamburguer de tamanho modesto). A tecnologia é ainda limitada. E neste caso, onde trata-se simplesmente de reproduzir células in vitro, é mais avançada do que testes de medicamentos e próteses. Ainda assim não vemos quase ninguém deixando de comer carne, resgatando aves, suínos e bovinos criados em ambiente muito mais hostil, apertados e imundos, tratados com hormônios e rações. Assim como não vemos pessoas deixando de tomar remédios quando doentes. Não vejo como simplesmente colocar que os testes deveriam ser feitos diretamente em humanos. Não vi ninguém se candidatar para tanto. O investimento precisa sim ser feito e aumentado - inclusive com ações de incentivo do governo (como redução/isenção de impostos por exemplo) - mas a estrada ainda é longa. Não duvido que um dia chegaremos neste ponto.

Kitty em 28 de outubro de 2013

Meu caro Ricardo, sei que fui radical quando apoie a retirada dos 178 cães beagle do Instituto de Royal de pesquisas. Você sabe como gosto de cães, mas hoje me sinto envergonhada de ter sido tão impulsiva quando disse no FACE que apoiava o salvamento. E, neste seu post e as suas ponderadas palavras e, a sua pegunta que não ofende de jeito maneira, me fez reflexionar e concordar com o seu raciocínio. Mas, veja a foto desses dois filhotes postados no Face, lindos e fofinhos, os imagino no instituto sendo torturados e sometidos a todo tipo de sofrimento que sinto muita pena por eles serem usados em testes, embora que seja por um bem maior, a saúde dos seres humanos que, precisam dos testes para encontrar os fármacos que os podem salvar ou aliviar das suas dolências.Mais uma vez chego à conclusão de que eles sim, são os nossos melhores amigos em todas as circunstâncias, inclusive, a de serem sometidos a testes que os podem levar à morte ou ao sofrimento extremo para que nós possamos nos tratar. Porém, não nego que me parte o coração e espero que um dia se encontre um outro jeito para que estes experimentos não precisem inflingir dor nos seres vivos, especialmente em cães....//Um abração-Kitty

Cristiano Landsmann em 28 de outubro de 2013

O experimento tem que ser testado naquele que o beneficio lhe servirá. É muito fácil realizar métodos, em quem não pode se defender, sente dor e não pode revidar.

Fernando em 28 de outubro de 2013

Setti,penso que o debate está sendo propositalmente deturpado por uma parte da imprensa,visto que se tornou uma seara de disputa ideológica,o que não é saudável, em minha opinião. Não é um embate entre progressistas e conservadores,como vários colunistas querem ( inclusive de VEJA ),mas simplesmente uma reflexão se realmente todos os experimentos com animais são realmente indispensáveis. Não vi ninguém em sã consciência defender a extinção do uso de animais pura e simplesmente,mas sim um esforço na direção da redução gradativa do uso dos mesmos,o que talvez não seja economicamente interessante para os laboratórios. Outra coisa: os manifestantes que invadiram o Instituto Royal foram taxados de baderneiros e sonháticos - essa palavra está na moda - que adentraram em um laboratório referência no bom trato co os animais. Só que não é bem assim,já que, além de o laboratório estar sendo investigado pelo MP ( ainda não houve nada conclusivo,é verdade ), a prefeitura de São Roque o INTERDITOU, e é razoável induzir que teve motivos plausíveis para uma medida como essa. Abraço.

zamot em 28 de outubro de 2013

Para se obter a vacina antirrábica por exemplo, utiliza-se o cérebro de ratinhos recém-nascidos. Pimenta no uzinho dos ratinhos é refresco. Que tal estes ativistas assinarem um termo, não se sujeitando a nenhum tratamento médico, cujos medicamentos foram desenvolvidos através de pesquisas em animais. Se esta minoria não quer, a maioria quer se tratar. É evidente, que os métodos utilizados pelos laboratórios, têm que obedecer as normas legais.

AlexRio em 28 de outubro de 2013

Acho que o Rodrigo Zimmermmann discordou do texto e com uma batolada de argumentos cientificos, técnicos e estatísticos e não com achismos. A verdade pra mim é que esse tema é complexo e pouco conhecido e discutido no Brasil, virou moda agora e assim como no futbol, todo mundo resolver ser experts em experimentos cientificos em animais. Proponho sentar de um lado os contra e do outro os a favor, todos munidos de profundos conhecimentos técnicos e não de achismos (como assim procedem 99,9% dos comentaristas e jornalistas q palpitam superficialmente sobre o assunto) com transmissão da Globo pro pais inteiro, para que realmente possamos nos inteirar de maneira séria do que acontece realmente nesse ramo da ciência atualmente.

Debora mouassab em 28 de outubro de 2013

Seu comentário que deletei não era crítico, era desrespeitoso e ofensivo. Peço a gentileza de sumir do blog. Não preciso de leitores nem de leitoras de seu quilate.

Anna Diez em 28 de outubro de 2013

Pq não fazem vivissecação em pedófilos, estupradores, serial killers ao invés de mantê-los ociosos e alimentados por um tempinho nas cadeias?

Rodrigo Zimmermann em 28 de outubro de 2013

dsculpa Setti, passou um pouco!

Rodrigo Zimmermann em 28 de outubro de 2013

Pra quem ainda tem alguma dúvida sobre o assunto, vai aí 25 razões de porquê o uso de animais em testes é uma prática inútil e cruel 1- Menos de 2% das doenças humanas são observadas em animais. 2- Testes em animais e os resultados nos humanos concordam somente de 5 a 25% das vezes. 3- 95% das drogas homologadas por testes em animais são imediatamente descartadas como desnecessárias ou perigosas ao humanos. 4- Pelo menos 50 drogas no mercado causam câncer em animais de laboratório. Mas elas são permitidas porque é admitido que teste em animais não são relevantes. 5- A P&G usou um almíscar artificial apesar de ter causado câncer em ratos. Eles alegaram que os resultados nos testes dos animais eram "de pouca relevância para os humanos". 6- Mais de 90% dos resultados dos testes em animais são descartados por serem inaplicáveis aos homens. 7- Testes em ratos são apenas 37% eficazes na identificação da causa de câncer em humanos. Jogar uma moeda para o alto (cara ou coroa) tem mais acerto. 8- Roedores são animais quase sempre utilizados na pesquisa do câncer. Eles nunca pegam carcinomas, a forma humana de câncer, que afeta as membranas (por exemplo, câncer de pulmão). Seus sarcomas afetam ossos e tecidos conjuntivos: os dois não podem ser comparados. 9- Quando perguntados se concordam que experimentos em animais podem ser enganosos "por conta das diferenças anatômicas e fisiológicas entre os animais e os humanos", 88% dos médicos concordaram. 10- Diferença de sexo entre animais de laboratório pode causar resultados contraditórios. Isso não corresponde com os seres humanos. 11- 9% dos animais anestesiados, que deveriam recobrar consciência, morrem. 12- Estimativa de 83% de substâncias são metabolizadas por ratos de forma diferente do que é nos humanos. 13- De acordo com testes em animais, o suco de limão é um veneno mortal, mas arsênio, cicuta e toxina botulínica são seguros. 14- 88% dos fetos natimortos são causados por medicamentos que são considerados seguros através dos testes em animais. 15- Um em cada seis pacientes hospitalizados estão lá por causa de um tratamento que tenham feito. 16- Nos EUA, 100 mil mortes por ano são atribuídas a tratamentos médicos. Em um ano, 1,5 milhão de pessoas foram hospitalizadas devido a tratamentos médicos. 17- 40% dos pacientes sofrem de efeitos colaterais como resultado de prescrição médica. 18- Mais de 200 mil medicamentos já foram lançados. A maioria deles já foi retirado do mercado. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), apenas 240 são "essenciais". 19- Um congresso de medicina na Alemanha concluiu que 6% das doenças fatais e 25% das doenças orgânicas são causadas por medicamentos. Todos foram testados em animais. 20- A operação de salvamento da gravidez ectópica (gravidez anormal que ocorre fora do útero) foi atrasada 40 anos devido a vivisecção. 21- Aspirina falhou em testes com animais assim como cardioglicosideos (remédio para o coração), tratamentos de câncer, insulina, penicilina e outros medicamentos seguros. Eles teriam sido banidos se fossem baseados nos teste com animais. 22- Trinta e três animais morrem em laboratórios pelo mundo a cada segundo. 23 – Crueldade: Para testar drogas e insumos para a indústria, bilhões de animais – principalmente roedores, cães, gatos e primatas – são trancados em laboratórios anualmente e submetidos a práticas dolorosas. Inserção de substâncias tóxicas em seus olhos, inalação forçada de fumaça e implantação de eletrodos em seu cérebro são apenas algumas destas práticas. Via de regra, são utilizados animais de pequeno porte e dóceis, para facilitar o manejo dentro dos institutos de pesquisa. Neste cenário, a raça Beagle, infelizmente, se encaixa perfeitamente e são eles os preferidos dos vivisseccionistas 24 – Atraso no desenvolvimento da ciência: O médico norte-americano Ray Greek – um dos entusiastas de que a vivisecção é um atraso ao desenvolvimento da ciência – disse, em 2010, à Revista Veja: “As drogas deveriam ser testadas em computadores, depois em tecido humano e daí sim, em seres humanos. Empresas farmacêuticas já admitiram que essa será a forma de testar remédios no futuro.” Ray afirma que os testes são uma falácia e que atrasam a ciência. Ele é voluntário para testes em humanos, desde que observados todos os pré-requisitos de segurança. 25 – Ineficiência dos testes: O médico Ray Greek, ainda em entrevista à Revista Veja, em 2010, afirmou: “A indústria farmacêutica já divulgou que os remédios normalmente funcionam em 50% da população. É uma média. Algumas drogas funcionam em 10% da população, outras 80%. Mas isso tem a ver com a diferença entre os seres humanos. Então, nesse momento, não temos milhares de remédios que funcionam em todas as pessoas e são seguros. Na verdade, você tem remédios que não funcionam para algumas pessoas e ao mesmo tempo não são seguros para outras. A grande maioria dos remédios que existe no mercado são cópias de drogas que já existem, por isso já sabemos os efeitos sem precisar testar em animais. Outras drogas que foram descobertas na natureza e já são usadas por muitos anos foram testadas em animais apenas como um adendo. Além disso, muitos remédios que temos hoje foram testados em animais, falharam nos testes, mas as empresas decidiram comercializar assim mesmo e o remédio foi um sucesso. Então, a noção de que os remédios funcionam por causa de testes com animais é uma falácia.” Referências e fontes: www.animalliberationfront.com www.vista-se.com.br

Reynaldo-BH em 28 de outubro de 2013

Trovão, sorry, Mas foi armação a tal "venda" do beagle. Por parte de quem? http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2013/10/empresario-diz-que-ficou-com-beagle-do-royal-e-nega-venda-pela-internet.html?fb_action_ids=743855502295729&fb_action_types=og.recommends&fb_source=other_multiline&action_object_map=%7B%22743855502295729%22%3A221906127933654%7D&action_type_map=%7B%22743855502295729%22%3A%22og.recommends%22%7D&action_ref_map=%5B%5D

Trovão em 28 de outubro de 2013

Partindo do príncipio que foi encontrado um cachorro roubado do instituto e que estava a venda na internet, quem fez isso é ladrão. Então o quê será feito do Instituto Butantã em São Paulo, se esses ladrões cismarem de roubar as cobras, aranhas, insetos, que são usados para as pesquisas das mais variadas vacinas? Será que, se esses cachorros começarem a morrer por falta de algum medicamento, ou contaminarem alguém com alguma doença, o ladrão vai se apresentar e pedir ajuda para algum veterinário informando a procedência do cachorro?

Anna Vieira em 28 de outubro de 2013

Parabéns Reynaldo-BH Não sou cientista, nem médica, apenas alguém que está ao lado dos cientistas que são contra a experimentação com animais e que dão excelentes motivos para terem essa posição, com as quais me identifico. Como contribuição, recomendo a leitura de entrevista feita pela Revista VEJA de 16/10/2010, com o médico americano Ray Greek, onde ele faz colocações que deveriam ser lidas e refletidas por leigos e pesquisadores. Entre outra coisas ele afirma:" A pesquisa científica com animais é uma falácia." Lançou dois livros- lamentavelmente nenhum deles publicado aqui no Brasil. Em 2003 "Specious Science:Why Experiments on Animals Harm Humans(Por que Experimentos com Animais Prejudicam os Humanos) e em 2009 lançou: FAQs About the Use of Animals in Science: A Handbook for the Scientifically Perplexed(Perguntas e Respostas Sobre o Uso de Animais na Ciência: Um Manual Para os Cientificamente Perplexos. Diz ele ainda que a pesquisa nos EUA é financiada pelo NIS sigla em inglês para Instituto Nacional de Saúde cujo orçamento é de 30 bilhões de dólares. A metade desse valor é entregue a pesquisadores que fazem experimentos com animais. Diz ele ainda:" ...o que temos é um sistema muito corrupto que está preocupado em garantir o dinheiro dos pesquisadores versus um sistema que está preocupado em encontrar curas para doenças e novos remédios." Uma página muito interessante para se ler é "Doctor's Against Animal Experiments Germany- Why Animal Experiments are not Necessary". É só ir ao Google. Mas existem inúmeros outros depoimentos que são tão contundentes quanto os acima citados. Vale a pena a leitura.

RONALDE em 28 de outubro de 2013

Aos raptores dos beagles proponho uma solução politicamente correta: Eles servirão voluntariamente de cobaias para a pesquisa de remédios para humanos. Os beagles, ratos, coelhos, serão cobaias para pesquisa de remédios para animais. Nada mais democrático e justo do que essa proposta.

Reynaldo-BH em 28 de outubro de 2013

Setti, não há como discordar. Mas há mais de 30 (trinta!) anos, movimentos de defesa dos animais tentam forçar laboratórios (e pesquisadores) a direcionar RECUR$O$ para métodos alternativos de pesquisas. É possível sim - a partir do projeto Genoma - ter-se uma certeza ainda maior de resultados de fármacos a partir de algoritmos genéticos e redes neurais (computação de alto desempenho). Esbarra em um ponto: é muito caro. Beagles são mais baratos. Sem apelar, as sangrias medicianis da idade média também eram os únicos meios de cura (pelos barbeiros). Precisou pesquisa e investimento para que deixassem de ser. O orçamento mundial de armas (pesquisar para aviões invisíveis, radares de baixa altitude, etc) são milhões de vezes maiores que os destinados a terminar com este massacre em nome da humanidade. Colocar a alternativa como sendo simplesmente ser contra ou a favor, parece-me reduzir a discussão. A pergunta é: até que ponto usar beagles e símios é mais barato que usar computação baseada nos enormes avanços da ciência? As fotos que mostram a cadelinha que foi FUNDAMENTAL para a descoberta da insulina sintética é de 1948! De lá para cá, o que os equipamentos laboratoriais evoluíram? Um tomógrafo substituiu a operação para ver (somente ver!) in loco um tumor! Um eco doppler de fígado evita que se faça punção no fígado humano para avaliar células. Os resultados de testes de doenças são hoje disponibilizados em menos de 5% do tempo gasto em 1950! Somente os experimentos com cães não evoluíram? Qual a razão? Meramente econômica, creio eu. Minas outras observações (por delirantes demais) não me arrisco a expor. Mas - resumindo - não creio em tamanha superioridade dos homens na escala humana, que os façam donos de vidas que deveria (pela própria afirmação) proteger. Por fim, quantas vidas humanas foram USADAS por nazistas na pesquisa da eugenia? E quantas florestas foram dizimadas em nome do uso - pelo homem - do que ele acontinha? Minha visão é do desinteresse dos "cientistas" (e os financiadores deste, principalmente) em buscar caminhos alternativos. De muito maior custo. Mas possíveis. Sendo dialético: alguém duvidaria que estes remédios seriam testados (desde muito) se (só como exemplo absurdo) não houvessem mais cães no mundo? A ciência morreria ou buscaria alternativas?

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