PERIGO PARA A LIBERDADE: Os estalinistas do PT voltam com toda carga querendo “regular” a mídia e reforçar a velha Telebrás. Será que também querem que devolvamos os 262,3 milhões de celulares que nós, brasileiros, temos, graças à privatização das “teles”?

Será que essa gente quer também nos tomar os mais de 200 milhões de celulares em uso (Foto: investorplace.com)

Amigas e amigos do blog, os estalinistas que controlam o PT querem, mesmo, ir adiante com seu projeto de calar a boca da imprensa.

O curto mas ameaçador comunicado emitido pelo Diretório Nacional do partido após sua reunião em Fortaleza não deixa a menor dúvida quanto a isso.

Já nos considerandos, o partido assinala que “o oligopólio que controla o sistema de mídia no Brasil é um dos mais fortes obstáculos, nos dias de hoje, à transformação da realidade do nosso país”.

Ou seja, os principais jornais, revistas, emissoras de rádio e TV e sites se internet SÃO O INIMIGO A ABATER!!!

Felizmente nota-se que o partido está em rota de colisão com o governo da presidente Dilma nesse aspecto, e em especial com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, cuja moderação no Ministério do Planejamento na fase final do lulalato já descontentava os radicais estalinistas. O ministro, para quem não se recorda, anunciou no dia 20 passado adiar a chamada “implantação de um novo marco regulatório” das comunicações, para fúria dos autoritários.

Dilma, por sua vez, desde o início de seu governo já disse que, em matéria de mídia e de controle, só acredita em controle remoto da televisão.

Mas calma, que tem mais.

Diante da atitude sensata do ministro, o partido resolve “conclamar o governo a reconsiderar a atitude do Ministério das Comunicações, dando início à reforma do marco regulatório das comunicações, bem como a abrir diálogo com os movimentos sociais e grupos da sociedade civil que lutam para democratizar as mídias no país”.

Imaginem quais são os “movimentos sociais” e os “grupos da sociedade civil” que “lutam” para “democratizar as mídias” no Brasil de que fala o PT.

Quem serão?

Os baderneiros doMST?

Os sem-teto?

Os picaretas minoritários e apavorados com eleições diretas que dominam a União Nacional dos Estudantes Amestrados?

A “Juventude Socialista” e outros arruaceiros que procuraram calar no grito a blogueira cubana Yoani Sánchez?

A CUT, braço do PT e controlada também por radicais de outros partidos?

Lula, Rui Falcão e Ana Júlia, em reunião do Diretório Nacional do PT, que lançou em documento marco regulatório de comunicação, em parceria com a CUT (Foto: Carlos Madeiro)

Lula, Rui Falcão e Ana Júlia, em reunião do Diretório Nacional do PT que lançou documento sobre o tal “marco regulatório de comunicação” (Foto> Carlos Madeiro)

Calma, que tem mais.

Os estalinistas do PT resolveram também “apoiar a iniciativa de um Projeto de Lei de Iniciativa Popular para um novo marco regulatório das comunicações, proposto pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), pela CUT e outras entidades”.

VALHA-NOS DEUS!

Um “marco regulatório” forjado num ventre de que faz parte… a CUT!

Alguém vê alguma chance de liberdade de imprensa numa coisa dessas?

Tem mais ainda. Os estalinistas do PT não desist

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

1 × 4 =

38 Comentários

  • megaron

    A opinião de Dilma é falsa, ela não mexerá uma palha para evitar a regulação da midia. Na campanha eleitoral ela afirmou ser contra o aborto mas todos sabemos que foi só por interesse eleitoral. O unico entrave ao projeto petista é o PMDB.

  • Marilene L'Abbate - São Paulo

    NÓS, OS CIDADÃOS-CONSCIENTES, NÃO PERMITIREMOS! Lulão + Dilmão = Víboras-Sangrentas!

  • Jorge Chequer

    Quanto maior for o desespero deles
    menor será o tempo para vê-los sucumbir.

  • Salinas

    Sou a favor de tapar a boca dos blog do esgoto. Estes eu prendia e arrebentava!

    Discordo. Liberdade de imprensa deve ser irrestrita. Quem cometer excessos, que responda na Justiça. Democracia de verdade não tapa a boca de ninguém.

  • Marcela

    Quem é o “estalinista”?
    Quem quer cumprir a Constituição de Ulisses, defendo o debate sobre o assunto (mídia), ou aqueles que fazem de tudo para interditar, desqualificar, e proibir o debate democrático?

    Estalinistas são Rui Falcão e companhia bela.

  • Walker Pinheiro

    O professor emérito da Universidade do Hawaii, R. J. Rummel, afirmou que Stalin matou cerca de 43 milhões de pessoas. Por si só pensem se estes petralhas assumem o poder na década de 60/70. Ainda por cima temos que sustenta-los com a bolsa ditadura, gente que hoje está condenada por roubo.
    Vamos lutar por uma imprensa livre, pois é daí que tudo começa para eles.

  • marcelo

    Brilhante artigo! O pior que essas massas sem educação nesse país que não lêem a Veja nem tem opinião sobre nada, só servem de massa de manobra dessa gentalha petista…

    Obrigado pela parte que me toca, caro Marcelo.
    Um abração!

  • Tcheves

    Setti, algum bug no blog? Aconteceu alguma coisa com os comentários deste post?
    Caro Tcheves, este post ficou por algum tempo, por algum problema, com os comentários desabilitados.

  • Leonardo Saade

    A privatização da Telebras é uma prova incontestavel dos beneficios ao povo brasileiro proporcionados pelas privatizações realizadas no governo FHC.
    Como foi bem detalhado no post do Setti, os celulares se tornaram acessiveis e baratos para todos e mostrou que quando estatal, a Telebras não era ” do povo”, mas sim mais um cabide de empregos para acomodar afilhados politicos como a Petrossauro. A privatização da Telebras e os seus beneficios acabam com os argumentos petistas a respeito de um tema tão delicado como as privatizações simplesmente por mostrar que o cidadão nao quer saber se o serviço prestado é fornecido por uma empresa publica ou privada, ele quer um seviço bom e barato.
    Para mim essa questão de reestatizar a Telebras não passa de mais uma tentativa petista de desconstruir o governo FHC, tentando apagar a herança bendita deixada pelo ex-presidente tucano anós brasileiros. Uma herança bendita que não foi deixada para seu sucessor mau agradecido, mas para todos os brasileiros que somos sim agradecidos a FHC.

  • theo

    A única coisa que me vem a mente agora é: PQP. Ao invés de irmos em frente, é um passo para frente e dois para trás.

  • Fernando

    E quanto à censura da internet pretendida pelo PL de Eduardo Azeredo? Nada?

    PL de Eduardo Azeredo? Esse partido eu não conheço.

  • Fernando

    Referia-me ao Projeto de Lei nº 84/1999, de autoria desse insofismável político mineiro, que na prática estabelece a censura no âmbito da internet.

  • Reynaldo-BH

    Tenho a certeza que esta é nossa última trincheira.
    Depois dela, terra arrasada. Butim dos piratas. Banquete dos canalhas. Simples assim.
    Há uma tese em Direito Criminal (especificamente em Criminologia) que afirma ser a observação de terceiros o impeditivo para o homicídio desejado. Quantos desequilibrados só não matam um adversário porque há alguém observando? Em outras palavras: quantos matariam um opositor se tivesse a certeza da impunidade?
    Pode ser – e é – uma tese acadêmica radical e combatida. Envolve Direito Natural, Filosofia e até mesmo a formação do ser humano.
    Mas não posso deixar de, por analogia, tentar entender esta insistência do PT em calar a imprensa livre sob este ângulo.
    O que resulta de uma imprensa amordaçada? Quem teria vantagens com isto? O que pretendem com o silêncio?
    Não tenho dúvidas – e desafio qualquer lulopetista a afirmar o contrário! – que é a impunidade. O passe livre para delinquir. A prática do crime sem punição.
    Não basta ter-se a liberdade, que já existe, para que os ditos “blogueiros progressistas” ou revistas como a tal Carta Capital (opinião minha, que assumo) serem venais e escrevam o que queiram contra quem desejem.
    Querem mais. Precisam CALAR quem não está na mesma quadrilha.
    Não se trata de liberdade para os ditos movimentos sociais, que já possuem em grau completo. Afinal, são custeadas como dinheiro público, afrontam o Estado de Direito e tem o apoio desta mídia oficial. Espalhada em todo o Brasil.
    Propositadamente juntam alhos com bugalhos. Dizem falar em nome de “movimentos sociais”, mas não os nominam. Voltam com a Telebrás, como se o novo modelo fosse um fracasso. Querem marco regulatório, quando imprensa não precisa de limites além do que as leis determinam.
    Tudo para ocultar o óbvio. Querem controlar não a imprensa. Mas a imprensa livre ou discordante.
    Ou há algum item na proposta que obrigue as “mídias alternativas” prestarem contas do que – e como – recebem dinheiro público?
    Existe algum índice de reais gastos x leitores ou audiência?
    Vão oferecer um canal de TV para o Círculo Militar ou outra entidade militar? (Fique claro: não apoio! Nem para estes e também não para os “sem terra” que nunca viram ao vivo uma galinha!)
    Será proposto que um jornalista condenado judicialmente por (exemplo) dez vezes !! por mentir, não possa mais escrever? (PHA estaria desempregado).
    Ou que um outro ganhe milhões para produzir programas sobre a África que ninguém nunca viu, pois passa na TV Traço (o canal oficial do PT)?
    Nada disto é importante. Até por ser absurdo.
    Mas menos absurdo que esta tentativa de calar a imprensa livre.
    Se estes crápulas tivessem um mínimo de coragem e dignidade, diriam: “queremos a censura”! Pois é isto que desejam.
    Mas são covardes e indignos. Escondem-se em mentiras e truques de mágicos de circo mambembe.
    No fim fica a sensação que imbecis enxergam os outros como iguais.
    Assim, ficam mais que imbecis. Ficam patéticos.

  • Juju

    Impressionante como esse povo não desiste, não nos deixa em paz…
    São, na verdade, um bando de dinossauros, cujo sonho, mais do que o de nos transformar na Venezuela, é nos transformar na Coreia do Norte. São como abutres, que vivem a rondar a “presa” sem descanso… não sossegarão enquanto não amordaçarem a imprensa livre!
    Todavia não terão êxito. A não ser que fraudem as urnas eletrônicas – e é só isso que está nos faltando – acho bem pouco provável que Dilma consiga a reeleição. Os efeitos da governança/lambança de Lula estão aparecendo só agora e o povo está começando a sentir no próprio bolso a tal “herança maldita”…
    Os dinossauros não desistem, mas espero, sinceramente, que os brasileiros de bem sejam mais fortes que isso. Mas estão se tornando, de fato, cansativas essas constantes ofensivas contra a liberdade de expressão e imprensa…

  • Corinthians

    Fernando – 14/03/2013 às 14:46
    Acabei dando uma pesquisada nisso, e queia entender o conceito de censura na internet. O projeto é claro quanto à tipificação de crimes na internet – daí a dizer que é censura, acho que é um passo absurdamente gigantesco. O projeto criminaliza:

    1. Acesso não autorizado a sistema informatizado;
    2. Obtenção, transferência ou fornecimento não autorizado de dado ou informação;
    3. Divulgação ou utilização indevida de informações e dados pessoais;
    4. Dano (a dado eletrônico alheio);
    5. Inserção ou difusão de código malicioso;
    6. Estelionato Eletrônico;
    7. Atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública;
    8. Interrupção ou perturbação de serviço telegráfico, telefônico, informático, telemático ou sistema informatizado;
    9. Falsificação de dado eletrônico ou documento público;
    10. Falsificação de dado eletrônico ou documento particular.

    Queria entender onde está a censura.

  • joão cavalcanti

    o nosso silêncio é o que eles querem ouvir !!!!!!

  • Mauricio

    E alguém ainda tem dúvida que a democracia deste país corre perigo? Simpatizantes ferrenhos de Fidel, Chavez, Mahmoud Ahmadineja, Kadafi e outros bichos mais, Dilma e Lula não escondem suas verdadeiras intenções: perpetuarem-se (revesarem-se) no poder e implantar uma ditadura no Brasil. Seus posicionamentos anti-democráticos vêm manchando nossa imagem no cenário mundial, espantando investidores e envergonhando todos nós. Também não confio nesse tal de voto eletrônico. Em informática, tudo é possível, já previa o engenheiro Brizola. Basta uma sub-rotina que inicie a contagem viciada`às 8:05hs e a auto-destrua às 17:55hs do dia da eleição e pronto. Por que nem os países de maior avanço tecnológico não adotam esse sistema e só o Brasil ?Pobre nós…

  • Fernando

    E aí,Corinthians,blz? Vários movimentos,associações e especialistas acham o PL de Eduardo Azeredo preocupante por vários motivos. Em primeiro lugar, ele prevê a guarda dos dados dos usuários por um período de 3 anos,o que coloca em xeque o anonimato na rede. Além disso,criminaliza o simples download para uso doméstico de vídeos e músicas, impedindo a livre circulação de conteúdo e transformando os provedores de acesso em uma espécie de polícia virtual.Aliás, essa é uma característica marcante desse PL: ele criminaliza quase tudo, denotanto seu caráter claramente autoritário. Até a realização de DDOS, uma legítima ferramenta de protesto será penalizada.
    Ps. Eis algumas entidades contrárias ao famigerado projeto de lei: Comitê Gestor da Internet no Brasil, Fundação Getúlio Vargas, IDEC e União Nacional dos Estudantes,etre várias outras.
    Ps.2: O tratamento diferenciado por parte da maioria da grande imprensa em relação aos dois principais partidos do país me causa náuseas. Imagine se fosse um petista a apresentar tal proposta?

  • MARCIO A VARANDAS

    A DEMOCRACIA DESTE PIS Ñ EXISTE;OS PETRALHAS E LULOPETISTAS:NÃO QUEREM DEMOCRACIA, Os estalinistas do PT QUEREM O COMUNISMO FALIDO…

  • marcelo ferreira

    Vai demorar despetizar o país brazuca criado pelos mensaleiros…vai ser mais dificil ainda despetralhar a máquina do governo federal que institucionalizou o uso do cachimbo petista, a 20 por cento de comissão por obra…estamos condenados a senda de país do futuro por causa de um grupelho que incensa o atraso…

  • Corinthians

    Fernando – 18/03/2013 às 9:48
    Grande Fernando,
    Entendo eu que a guarda dos dados em nada representa perigo para o anonimato, afinal caso seja necessário rastrear alguma pessoa hoje por exemplo, estes dados estão disponíveis. O que o projeto requer é que eles sejam mantidos por 3 anos.
    O simples download para vídeos e músicas não é crime, desde que devidamente pago – ele está criminalizando como já é feito em diversos países a distribuição de conteúdo/propriedade intelectual sem permissão (assim como é proibido tirar xerox de livros sem permissão e distribuí-las).
    Apesar de achar normal que um órgão como a UNE seja contra tal projeto, me causa estranheza (mas não surpresa) que a FGV se posicione contrária.
    A única coisa que me faz discordar deste projeto são as penas – mas dada a questão prisional brasileira, uma pena de três anos de reclusão na lei normalmente se transforma em serviços comunitários.
    Fosse um petista à apresentar a lei, assim como foi o ProUni, teria meu apoio. Não acho correto que propriedade intelectual principalmente softwares e licenças sejam tratados como terra de ninguém. Todos os países já acordaram para isso.
    Suas náuseas para o tratamento diferenciado me parece distorcido – assim como o velho dogma de grande imprensa. Fico mais a imaginar como seria não termos a esgotosfera a tratar de assuntos como leis desta maneira partidária querendo chegar a este ponto de comparar um controle social da mídia proposto pelo PT com criminalização de condutas que violam a propriedade intelectual na internet.
    Uma coisa em nada tem a ver com outra.
    Ou então, recomeçando:
    Como impedir o download livre e grátis de músicas e filmes (que deveriam ser pagos) ou vedar o anonimato (já vedado pela constituição) constitui-se em censura ?

  • Fernando

    Corinthians – 20:50: mas você não acha perigoso que se dê aos provedores de acesso tal poder? regulatório?Qual a legitimidade deles para tanto?
    Em relação ao download de conteúdo,mesmo que não autorizado,será que é razoável alguém responder criminalmente por baixar uma simples música para escutar em sua casa?Se fosse usá-la para fins comerciais,concordaria com a punição,mas, para uso doméstico, eu acho um absurdo.
    Voce critica minha referência à grande imprensa, mas usa outro termo controverso – esgotosfera. Particularmente, não gosto desses termos ( esgotosfera,PIG,etc.)porque não separa o joio do trigo,lançando todos na vala comum. Alguns dos jornalistas que são tachados dessa forma são profissionais premiados que já atuaram nos grandes veículos de comunicação,os mesmos que são contrapostos à tal “esgotosfera” e tidos como exemplo de seriedade e isenção.Da mesma forma,acho um absurdo tachar toda a grande imprensa de golpista, só porque alguns grandes veículos ao longo da história contribuíram para a derrubada de governos; não se pode generalizar.

  • Corinthians

    Fernando – 18/03/2013 às 22:26
    Pera um pouco.
    Que poder é este que estará se dando aos provedores ? Eles só precisam guardar as informações, hoje já coletadas mas não mantidas, nada mais.
    Só poderão fornecer tais informações (como o Google o fez) por decisão judicial ou intimação policial – ou seja, há um processo em desenvolvimento.
    Vamos esclarecer aqui que quando falamos de alguém baixando uma música para escutar em sua casa estamos falando de ir à sites de pirataria (torrent, blogs, etc.) e baixar músicas sem autorização – não estamos falando de iTunes, ou Lastfm.com. O exemplo mais gritante disso fora do mundo virtual é a pirataria de CDs tão disseminada hoje em dia.
    Outra coisa que é necessário deixar claro é que ainda assim é necessário que alguém acuse criminalmente a pessoa por baixar tal música, provar que esta pessoa sabia da natureza da ação e que a pessoa baixou tal arquivo.
    E ainda assim, como na realidade temos os crimes de receptação e de pirataria, eu acredito que sim os mesmos mecanismos de defesa da produção intelectual devam existir no mundo virtual, a exemplo do que já foi feito em vários países. Não é necessário só visar e punir a oferta, mas também a demanda por tais serviços.
    Sim, concordo que é um termo controverso – mas ainda assim o uso para descrever todos os blogs e jornalistas que a despeito de todos os prêmios ganhos hoje vendem seu espaço e suas palavras para o governo, sendo pagos com dinheiro público, na forma de patrocínios desproporcionais – mesmo que condenados, mesmo que publiquem mentiras, mesmo que tenham sido defensores de ditaduras, mesmo que tenham dívidas milionárias com o governo.
    Ainda como já falamso em outro post, é notório que a tal conspiração da gande imprensa se mostra uma farsa quando comparamos a atitude desta em várias situações – exemplo dado foi da Folha de São Paulo.
    É justamente para evitar este tipo de atitude que acredito que a imprensa, antes de qualquer político ou governo, deve representar seu grupo, deve representar a si mesmo. Mais golpista que uma imprensa que coloca opiniões contrárias às dos governos de ocasião por pensamento próprio – ou de seu grupo – são os veículos que divulgam mentiras e difamam utilizando o dinheiro público, em favor ou contra governos.

  • fpenin

    A propaganda das rádios antigas, quando a televisão era um luxo, usava mensagens curtas e diretaos ao consumidor. Quem ,com mais de 50, não lembra das Pílulas do Dr. Ross (“pequeninas, mas resolvem…”), do Melhoral (“é melhor e não faz mal”),etc? Houve também um produto chamado Regulador Xavier (não sei se ainda existe), que propagava seus efeitos com números:” Número 1, EXCESSO. Número 2, ESCASSEZ. Mutatus mutandis, os “çábios” do PT querem usar o Número O, nada que esclareça ou coloque o usuário das mídias para pensar. É esse o grande objetivo da petralhada: ter nas mãos o botão que permita ou negue a circulação das notícias. O PT foi o partido que mais se beneficiou da ação da imprensa; custa crer que se tenha tornado o monstro que pretende destruir todo o pouco que a sociedade brasileira conquistou. Não querem ser citados pela imprensa, façam o básico: NÃO TRANSGRIDAM. É fácil, não sei se factível, dada a podridão ética que acomete os bandidos que infestam a política brasileira.

  • jefff

    No Reino Unido os 3 principais partidos capitaneados pelo Primeiro Ministro David Cameron do partido conservador entram em consenso para aprovar a regulamentação da mídia. O jornalista usa retórica infantil para bloquear a discussão do tema. Aqui no Brasil os reacionários são erroneamente chamados de conservadores.

  • Fernando

    Corinthians,de acordo com o PL, os provedores poderão retirar um conteúdo do ar unilateralmente, bastando apenas serem provocados por quem se diz atingido. Sabia que a interpretação desse projeto permite o absurdo de que sejamos acionados judicialmente simplesmente por baixar conteúdo em nossos celulares sem autorização da operadora? Não faz sentido. Isso é censura.
    Quanto à acusação de que a “grande imprensa” conspirou contra governos e apoiou ditaduras,reafirmo que é um absurdo generalizar. Mas todos sabemos que isso aconteceu sim, mesmo que pontualmente. O livro Cães de guarda,obra séria e tido como leitura obrigatória em todos os cursos de Comunicação Social não me deixa mentir.

  • Fernando

    Só concluindo o raciocínio,Corinthians:gostaria de saber sua opinião a respeito da concentração midiática no Brasil,onde meia dúzia de famílias controlam a grande maioria dos grandes veículos e,consequentemente, o grosso da verba publicitária,inclusive a governamental.

  • Corinthians

    Fernando – 19/03/2013 às 16:57
    Antes de mais nada desculpe a demora – tive problemas ontem com a internet.
    A PL, no meu entender, é clara no caso de cumplicidade (exemplo semelhante ao que aconteceu recentemente com o site MegaUpload). Caso o provedor tenha comprovação de que seu serviço está sendo utilizado para quebrar a lei e nada faz, ele será considerado cúmplice do crime. Novamente entra em cena o fato de que é necessária a acusação e comprovação de que está ocorrendo crime, e que também existem leis para que o provedor seja punido caso interrompa o serviço sem justificativa.
    A questão do conteúdo nos celulares entra na mesma questão que o conteúdo em computadores, não vi nada específico quanto à isto – mas sim que o projeto prevê punição para desbloqueio indevido de celulares.
    Novamente lembramos que para isso é necessária acusação e prova do crime.
    Não acho que faça sentido manter impune crimes contra propriedade intelectual.
    Quanto à questão da concentração “midiática” no Brasil, conforme já colocado pelo Setti isso hoje é um fenômeno mundial – só que enquanto nos outros países isso saiu de uma situação de disribuição para concentração, a do Brasil permanece.
    Acho que deveria antes de mais nada regularizar e limitar o controle de veículos por empresa e a participação dos donos nesta – não acredito que uma única empresa possua rádio, televisão, provedor de internet, jornais e revistas. Acho que políticos e funcionários públicos deveriam ter suas participações proibidas nestes tipos de empresa (e maneiras de fiscalizar os laranjas).
    Acho que as retransmissoras – antigamente nas mãos de outras famílias, mas que ultimamente estão vendendo suas redes aumentando a concentração, devam ser consideradas também na regulamentação – eu limitaria o valor de retransmissoras controladas por dada empresa.
    Só que eu nunca faria a regulamentação sem prover um prazo para adequação, nem sem contrapartida. Isso para a regulamentação, que por si só dificilmente resolveria o problema de concentração.
    Acredito que para resolver este problema seria necessário também abrir mais bandas para canais abertos, com incentivos como redução (permanente) de impostos e permissão de maior participação estrangeira.
    ###########
    Acredito que a verba publicitária governamental deva ser limitada, incluindo estatais, revista periodicamente, transparente e que seja levado em consideração o fato da quantidade de leitores atingidos pelo veículo em questão e pelo tamanho e tipo da propaganda. O grosso na verba vai para os veículos maiores, claro, pois estes atingem mais pessoas. É asism que funciona – 30 segundos de comercial custam mais na Globo do que em outros canais, assim como 30 segundos em horário nobre custam mais que em outros horários. Assim como uma página dupla na Veja custa mais do que um logo no canto superior direito de um blog.
    Lembrando – incluindo estatais.
    Isso sempre com a questão de que regulamentar não é censurar – não é intervir no conteúdo antes que este seja publicado, não é ter um controle social, não é ter interferência do estado – assim como foi feito na Inglaterra.

  • Fernando

    Boa noite,Corinthians.Realmente, não há nada específico sobre celulares no PL. Esse é o problema: ele não específica nada, é aberto e genérico ao extremo, permitindo todo tipo de arbitrariedade por parte das empresas produtoras de conteúdo. Eu não tenho dúvidas de que prejudicaria o livre fluxo de informação tão caro à internet. Se esse PL for aprovado, não terei autonomia nem sobre meu próprio computador,já que qualquer instalação ou modificação de software permitiria acionamentos judiciais.
    Em relação à concentração midiática,é verdade que em quase todo o mundo é assim. A diferença é que, em outros países, os barões da mídia não são figuras intocáveis como aqui,vide Ruper Murdoch.Conheço os motivos técnicos que justificam que a divisão do bolo de verbas publicitárias governamentais favoreça os grandes veículos;é uma questão de audiência. Só acho que o governo deveria contrabalancer essa lógica do mercado e distribuir uma parte maior das verbas para pequenos veículos, especialmente os de regiões menos abastadas. Lula, mesmo que timidamente,fez um movimento nessa direção: em minha opinião, esse é o principal motivo do ódio que a grande mídia nutre pelo ex-presidente. Ele repartiu mais o bolo, e isso contrariou interesses poderosos.
    Agora, me diga uma coisa: se o governo deve pautar o direcionamento de suas verbas por critérios puramente técnicos, por que a crítica ao governo por patrocinar blogs como o Conversa Afiada, um dos mais lidos do Brasil em sua área? Quando as verbas vão para os grandes jornais,revistas,rádios e tv’s é critério técnico, mas quando vão para veículos indendentes( no sentido de não estar ligado a esses grandes conglomerados) é chamado de financiamento de milícias eletrônicas? Não entendo esse critério.

  • Corinthians

    Fernando – 21/03/2013 às 21:50
    Fernando.
    A PL é bem clara quanto aos crimes. Não entendo eu a necessidade tão entranhada de cometer crimes, incentivar a pirataria que existe. Instalar um software não é crime em lugar nenhum. Será se você o mesmo for licenciado e você o fizer sem pagar licença.
    Não entendi a arbitrariedade.
    Provedores não poderão tomar decisões unilaterais em seu computador, mas poderão ajustar seus serviços para evitar serem cúmplices – e aqui volto ao exemplo do site MegaUpload.
    Você é a favor da venda de CDs, DVDs e Blu-Rays pirateados ? A favor da venda de livros xerocados ? Gatos na rede elétrica e de TV à Cabo ? Se sim, o posicionamento faz sentido. Se não, não entendo o problema de definir as mesmas regras no ambiente virtual – ainda mais hoje onde é possível comprar músicas por centavos e quase todos os softwares domésticos tem versões grátis.
    Quanto ao direcionamento de verbas, é óbvio que deve pautar por parecer técnico – senão fica clara a politização e utilização de dinheiro público de maneira desonesta. Qual é o outro critério sem ser o técnico ? O político, claro. Quando o critério é político, dá-se a distorção, e os que aplaudem recebem mais verbas do que os que criticam, como é hoje proprocionalmente falando.
    Por que pequenos veículos ? Somente por que são pequenos ? O governo deve dar dinheiro para um pequeno veículo em leitores ao invés de outro maior que por compet6encia e eficiência tem sim leitores ?
    Aqui faço uma pausa para demonstrar a que ponto chegamos – estamos falando de verba publicitária, e a publicidade (seja do governo, seja estatal ou privada) tem como objetivo fazer propaganda ao maior número de pessoas conforme público alvo, mas a questão já se corrompeu para uma maneira absurda e obtusa de fazer alguma justiça, desvirtuando a propaganda de seu objetivo e se transformando em uma espécie de bolsa.
    E é justamente isso que ocorre hoje. Já que foram dados nomes aos bois, digo que veículos como Carta Capital não durariam sem a propaganda oficial, proporcionalmente absurdamente maior do que outros veículos.
    Quanto ao blog do PHA, antes de mais nada estamos falando de contratos não transparentes, mas o último divulgado informava que seu blog (época dos correios), para ter somente um pequeno logo na parte superior do site eram pagos mais de R$ 1 milhão de reais mensais para atingir dezenas de milhares de pessoas. Sim, um dos blogs mais lidos não chega a centenas de milhares de pessoas.
    Comparando com o blog do RA por exemplo, é muito menos lido. COmparando ainda com uma propaganda de página dupla em uma revista como a Veja, fica claro que o que temos hoje é justamente a distorção definida acima. Lulla repartiu mais o bolo ? Mais que isso, ele aumentou siginificativamente a publicidade por critério político gerando seus jornalistas de estimação, tão competentes que sem o dinheiro do governo não existiriam. A chamada esgotosfera.
    Fora isso, é um absurdo que um governo, que deveria ser de todos, se coloque como financiador único de uma pessoa que está sendo processada por racismo, e na esfera cível aceitou acordo pagando milhares de reais (adivinha de onde veio o dinheiro) e publicação de desculpas pelo mesmo crime.
    Pior que isso – o blog dele sem o financiamento estatal dificilmente existiria, ou teria o mesmo modelo que hoje – e aqui faço questão de lembrar que enquanto estava na Band PHA era o mesmo governista de sempre, e acusava Lulla de ter comprado seu carro com verbas ilícitas.
    E é aí que reside a independência.
    Sabe por que tem verba publicitária nos grandes veículos de comunicação ? Por que o governo quer fazer publicidade. Sabe por que tem verba publicitária absurda e inconsistente – e escondida – para veículos pequenos e com poucos leitores ? FFica o exercício, mas a lógica diz que para propaganda de governo, de estatal não é…

  • Fernando

    Corinthians, não sou a favor de falsificações;da mesma forma, tenho nojo de empresas como Microsoft e Apple que, se opondo ao espírito da internet, tentam aprisionar seus usuários através do fechamento da plataforma de seus produtos. Por isso, uso Linux. Quanto ao valor pago pelo governo aos veículos de comunicação,incluindo o blog do PH, já há algum tempo não acompanho esses números. Eu só acho que, e não estou me referindo a veículo nenhum especificamente, o governo faz bem em pulverizar sua verba publicitária, ao invés de endossar a concentração midiática existente. Ah, mas isso vai contra critérios técnicos do mercado. E daí? O governo existe para corrigir as distorções do mercado, não para reforçá-las.Falando nisso, fico chocado quando ouço os oráculos da política econômica de nosso jornalões revoltados porque o governo imprime uma gestão política às estatais. Mas elas não existem não é pra isso mesmo? Desde que não sejam usados artifícios populistas(como na Venezuela,onde o litro de gasolina é mais barato que o de água), não vejo problemas em a Petrobrás segurar o preço dos combustíveis temporariamente para segurar a inflação. O que me revolta é essa compra misteriosa da refinaria nos EUA;isso aí deveria ser alvo até de uma CPI. Outro exemplo: bancos públicos foram usados para forçar a queda dos juros? Por que os Sardembergs da vida se opõem? Isso causou problemas que colocassem em risco a operacionalidade de tais bancos? Não!Recorreu-se ao Tesouro?Não! Então,por que a gritaria? Sinceramente,não entendo.

    Sugiro mais respeito ao excelente jornalista e inatacável pessoa que é o Carlos Alberto Sardenberg. Quanto às razões da gritaria, aguarde e verá.
    A disparada da inflação e as tentativas desesperadas do governo de varrê-la para debaixo do tapete não são suficientes para você?
    Esse governo, pensando na eleição de 2014, está arriscando uma conquista de duas décadas, meu caro.
    Informe-se mais e verá que é verdade.

  • Corinthians

    Fernando – 22/03/2013 às 12:15
    Fernando,
    Estou com dificuldades em entender.
    Verba publicitária não é bolsa. Caso exista alguma iniciativa que deva ser feita de maneira a “corrigir” alguma distorção do mercado, ela deve ser transparente e não relacionada com publicidade.
    Distorção é pagar mais por menos. É gastar dinheiro público e não atender o objetivo do gasto. Qual distorção é corrigida quando se paga muito mais dinheiro por pessoa atingida ? Isso GERA distorção, isso sim – e gera os veículos que, dado o exemplo das estatais, geram incompetências em permitir que algo não eficiente e sem (neste caso) leitores exista. Chegando ao cúmulo de patrocinar racismo.
    Quanto às estatais, eu acho que existe grande confusão. As estatais, no meu ponto de vista, devem existir somente para fomentar conhecimento e atividades que não existem no país por falha da iniciativa privada. Assim que corrigida a distorção, deve ser privatizada. Acredito que um exemplo básico disso seria a Embraer.
    Usar a estatal para outros objetivos políticos já acho novamente uma distorção. O objetivo da estatal é controlar a inflação ou progredir na exploração e produção de petróleo ? Se a Petrobrás é usada para controlar a inflação, o BC então serve para quê ?
    Por que foi necessário prejudicar a empresa – e todo o planejamento mínimo já existente causando o que vemos de hoje ela estar muito desvalorizada e o pré-sal ainda embaixo da terra – para segurar a inflação ? Por que ela não baixou a CIDE para isso, permitindo que a Petrobrás seguisse sua função ?
    Não to nem falando dessa refinaria. Acho a política muito mais danosa. Sempre que falamos de uso político matamos um pouco a democracia, pois o uso político não atende a vontade da nação, só do executivo.
    A inflação foi segurada ? Só artificialmente. Pagamos o prejuízo da Petrobrás. A inflação continua seguindo seu rumo normal – as notícias não são animadoras.
    O mesmo vale para os bancos públicos – desvirtua-se seu objetivo (e aqui já reforço que como o sistema financeiro do Brasil é bem saudável e bem regulado pelo BC, acho que TODOS os bancos públicos devam ser privatizados e parar com o uso político) que seria fomentar serviços financeiros à população para atender propaganda política. Os Sardembergs da vida se opõem à isso por que essa ṕolítica é a mesma que nos EUA e Europa causaram a crise de 2008.
    Os juros são o preço cobrado do risco de emprestar dinheiro para as pessoas. Quanto maior o risco, maior os juros. O aumento dos juros é o aumento do risco. Dado a situação econômica de baixo crescimento, inflação em alta, é mais arriscado conceder o crédito e levar calote.
    Quando há o calote (ainda mais no Brasil) existe o prejuízo 9os tais títulos podres).
    Ao baixar na marra os juros, claro que as pessoas vão pgar empréstimos destes bancos, que vão assumir maior risco, e caso levem mais calote, terão prejuízos. Como os bancos são públicos, adivinha o quem vai pagar pelos calotes ?
    Verifique o aumento da inadimplência. Assim como que nenhum outro banco reduziu suas taxas até o momento – preferiram perder clientes (e isso, ainda mais se tratando de bancos, é algo que eu considero preocupante). Depois não adianta ficar culpando o capitalismo e exigindo maiores gastos.
    Novamente pergunto – por que é necessário desvirtuar a eficiência, o mérito, o objetivo de uma empresa estatal para fazer política. Por que a senhora Sillma e o senhor Mantega não baixaram os impostos (que eles haviam aumentado antes) de operações financeiras para reduzir os juros ?
    O pior é que estas políticas erradas são as mesmas que foram implementadas e falharam na ditadura de direita militar. Chega a ser revoltante.
    Não acho que estatais sejam para fazer política. Política é coisa de partidos, e não de governos. As coisas existem com objetivos concretos que não devem ser desvirtuados conforme a conveniência do governante. Esse tipo e atitude deveria ser proibida e coibida.
    ===========
    Também uso Linux, também acho revoltante casos como Microsoft e Apple, que acabam por fechar suas plataformas – principalmente por que a grande maioria acredita que Steve jobs é um gênio, enquanto que quem realmente criou e possibilitou a revolução dos computadores e da internet, Dennis Ritchie, criador do UNIX e do C, nao tem nem uma nota de rodapé.
    Mas veja que interessante – a Microsoft está cada vez mais perdendo terreno, e cada vez mais adotando políticas de software livre.
    Mas hoje em dia, opções open não faltam.

  • Fernando

    Prezado Setti: não pretendi de forma alguma ser desrespeitoso com Sardemberg, jornalista do qual discordo ideologicamente,porém, sem nunca ouvir algo que o desabonasse. Apenas o citei como símbolo de um pensamento.
    Corinthians:sou favorável à maior transparência possível na destinação das verbas publicitárias. Nem acho que o governo necessita pagar mais para anunciar em veículos menores;há formas de,tecnicamente,distribuir as verbas por um número maior de veículos. Um exemlo simplório para ilustrar: o governo quer atingir o público jovem para conscientizá-los sobre a importância da camisinha. Ele pode tanto patrocinar dois ou três programas da Globo direcionados a esse segmento, quanto anunciar em dez veículos de emissoras menores que, somados, atingirão o mesmo número de pessoas atingidas pelos programas da emissora carioca, e pelo mesmo valor. É isso que defendo.Acho que você mistura as coisas quando fala que a abundância de crédito por si só causou a crise de 2008.Foi um dos motivos, mas o principal foi a desregulamentação do mercado financeiro,causadora da orgia bancária que presenciamos. Quem dera se os EUA tivessem bancos públicos fortes para balizar as boas práticas do mercado. A Caixa recentemente apresentou lucros trimestrais recordes, e o BB ganha mercado dia após dia,não creio que suas saúdes financeiras estejam abaladas. O fato de os banco privados terem resistido tanto a abaixar os juros só mostra a ganância dos mesmos. A oferta de crédito atual, mesmo muito maior do que a historicamente vista, nem de longe pode ser comparada à observada nos EUA e Europa,onde uma mesma casa era hipotecada 3 vezes.
    A verdade é que o crédito à classe de baixa renda nunca foi de interesse dos governantes;por isso,agora que Dilma resolveu corrigir essa injustiça, essa medida com a qual não estávamos acostumados causa-nos estranhamento.

    OK, Fernando, mas você escreveu de forma depreciativa “os Sardenbergs da vida”.
    Abraço

  • Corinthians

    Fernando – 23/03/2013 às 13:09
    Grande Fernando,
    Quando você fala de diluir a publicidade em veículos menores para atingir o mesmo público alvo, custando o mesmo valor, eu concordo.
    Infelizmente ocorre que ou o público alvo não é atingido ou o custo fica maior. Mas não sendo estes os casos, defendo sim este tipo de atitude – desde que o veículo não dependa do governo para existir.
    O problema, conforme coloquei, é quando a verba publicitária é distorcida para outra coisa, conforme exemplos citados.
    Quanto à crise, sim existem outros fatores, como os mecanismos frouxos de controle do mercado. Se não me engano, enquanto o BC daqui permite que um banco tenha um índice de alavancagem de até 8 vezes o seu valor, nos EUA era de 25 vezes, e na Europa era aproximadamente isso também.
    Ora – dependesse dos bancos é claro que este limite nem existiria – eles se alavancariam bem mais que isso, atrás de maiores lucros. Só que é aí que eu acho que os governos existem – para regular e fiscalizar, nunca para executar.
    Quem permitia essa alavancagem gigantesca era o FED, o BC dos EUA. A política de empréstimos a juros mais baixos para imóveis foi implementada no governo Clinton, e mantida e aumentada no governo Bush. A responsabilidade por óbvio é da desregulamentação e do incentivo, que geraram o crédito em abundância absurda e portanto a crise.
    E digo mais – não são bancos públicos que balizam as práticas de mercado, e sim o BC. Conforme concordamos que mesmo com os bancos públicos tentando forçar os juros para baixo, isso não ocorreu com os privados – e vale dizer, que conta aí até aquele crediário das Casas Bahia, não só os gigantes Bradesco e Itaú.
    Essa frase de que eles resistiram por causa de ganância para mim é algo até triste de ouvir, pois acredito que contrapor a busca pelo lucro ao bem estar social morreu ainda no século XX. A beleza do capitalismo – e aí reside o fato de ser o único sistema que comporta a democracia – é entender que cada pessoa deve ser livre para buscar o que é melhor para si, e que deve ser responsável pelos seus atos. Com isso, seja por vontade – programas de bem estar social, incentivos ao voluntariado – ou por necessidade, a empresa mais eficiente e inovadora é a que mais lucra. Lucra quem oferece o melhor serviço pelo menor preço, assim beneficiando mais a população, em maior número também. As privatizações são o exemplo mais gritante disso, pelo ponto de vista que quiser olhar – empregos, tamanho da empresa, pessoas atendidas, melhoria da qualidade, impostos pagos…
    Acho até que é retirar o “crédito do crédito” de Pallocci e Meirelles, ao dizer que Dillma resolveu essa injustiça. Era uma evolução natural após o Proer e com a estabilidade financeira e da moeda o aumento de crédito, que teve uma grande evolução no primeiro mandato de Lulla. Verificando o que temos no governo Dillma, a coisa só diminuiu, mesmo com os incentivos ou imposições.
    Quanto aos bancos, (e aqui seguro minha vontade de perguntar se o lucro e bom ou ruim no fim das contas) eles devem registrar mais lucros ainda por um tempo. Mas isso não tem relação exata com o crédito fornecido – esse aí na verdade vai é mais causar danos do que lucros – mas sim por causa do dinheiro do Minha Casa Minha Vida – o que sim contribuiu absurdamente para o aumento de sua carteira – no caso da Caixa e das aquisições feitas no caso do BB e dos empréstimos de veículos e claro, os que migraram para a instituição.
    Mas sinceramente, espero estar errado, mas tenho quase certeza de que este ano, chamado de ano de retomada, já vai ser diferente. O próprio BB já demonstra o crescimento dos juros nos seus empréstimos, isso desde o ano passado, gradualmente, demonstrando que nem com a vontade política ele vai aguentar.
    Repito o que defendo – foi a ferramenta errada, que mesmo com os motivos certos, não tem condiçòes de cumprir o objetivo proposto. Por uma razão bem simples – não foram feitos para isso. Teria sido muito melhor a redução de impostos – o que poderia ser bem mais duradouro e poderia proporcionar melhores condições para mais pessoas.

  • Fernando

    Prezado Corinthians:não sou contra o lucro, e sim contra o lucro a qualquer custo. Concordo com sua referência ao capitalismo,onde ” cada pessoa deve ser livre para buscar o que é melhor para si”. Só que, onde você enxerga beleza, eu vejo exclusão, pois essa máxima leva à lei da selva onde o mais forte esmaga os fracos. Por isso,acho que o Estado deve ter uma presença forte para regular o mercado e,de certa forma, direcioná-lo no sentido de uma maior justiça social. É nesse ponto que as estatais são fundamentais.Voltemos ao exemplo do setor bancário. As taxas de juros praticadas aqui eram ( e ainda são) uma das mais altas do mundo,sendo premente uma ação do governo para reduzí-las. Porém,como, felizmente, vivemos em uma democracia, o governo não poderia simplesmente baixar um decreto e obrigar os bancos a reduzir as taxas. Está vendo como a regulação por si só tem seus limites? Destarte, com o uso dos bancos públicos, conseguiu-se esse objetivo,mesmo que ainda longe de um patamar civilizado. Acho que, ao invés de demonizarmos as estatais,devemos calibrar nosso foco para a fiscalização da gestão das mesmas, não acha? Afinal, querendo ou não, são patrimônios nossos. Por que não se vê um movimento ( e a oposição não dá um pio nessa direção) no sentido de se reduzir os cargos de livre nomeação nas estatais? Eu respondo: é porque as estatais comandadas por políticos oposicionistas são aparelhadas da mesma forma que as comandadas por governistas,vide as estatais mineiras,paulistas,goianas,etc..
    É a triste verdade.

  • Corinthians

    Fernando – 24/03/2013 às 13:45
    Grande Fernando,
    Antes de mais nada gostaria de pontuar aqui que este é uma das discussões mais interessantes que tive por aqui. Eu chego a concordar com quase tudo.
    Por que quase ? Por que vejo em seu comentário uma separação muito grande de extremos, e o mundo não é assim – apesar de claro eles existirem.
    Por isso que apesar de não ser muito forte, acho que é de extrema importância essa frase “O CAPITALISMO NÃO EXISTE SEM GOVERNO”.
    As discussões sobre abertura de mercado, tamanho do estado aqui no brasil sempre esbarram nesse clichê do tudo ou nada, como se no capitalismo não houvessem governos. Os governos, incluindo os democráticos, existe desde antes Marx ter sua visão pitoresca de libertação que resulta na tirania seguida de golpe seguida de tirania infinitamente.
    A beleza do capitalismo reside sim no fato de que ele coloca sim “que cada pessoa é livre para buscar o que é melhor para si, para buscar sua felicidade” – pois somente assim é possível a democracia – e Churchill já deixou claro que a “democracia é o pior dos governos, excetuando-se todos os outros modelos”, essa infelizmente comprovada reiteradamente na prática.
    O estado deve existir e deve fazer o que lhe é atribuído – representar a sociedade (todos, independentemente de ideologia ou partido). Ele não é um ente comercial, de mercado. É um ente de representação.
    Ele tem que sim ser incubido de evitar abusos e explorações. Como que ele faz isso ? Definindo regras claras (volto aqui ao exemplo da regulamentação financeira implementada pelo Proer) e fiscalizando.
    Aliado à isso ele sempre deve ser capaz de prover o bem estar mínimo àqueles que necessitam – mas sempre de forma transparente como no caso das bolsas, e sempre exigindo uma contrapartida.
    Eventualmente ele deve incentivar certas áreas, seja também através de benefícios fiscais (sempre exigindo contrapartida) ou nos casos extremos através das estatais – que assim que atingidos, devem ser privatizadas.
    Por que isso ? Por que a democracia se faz valer com o tempo, a alternância de poder. Não podemos ter instituições de mercado controlados pelo governo pelo risco de uso político.
    Vamos ao exemplo. Antes de tirarmos as conclusões, vamos analisar (e eu gosto muito do simples modelo dos 5 Por quês usado como boa prática para encontrar a causa raiz de um problema).
    As taxas de juros no Brasil estão entre as mais altas do mundo. Por que ?
    Por que apesar dos avanços, o país não ostenta uma grande confiança lá fora, sendo que são sobrados juros maiores para emprestar dinheiro ao Brasil do que para outros países como o Chile, ainda mais aumentando seus gastos constantemente.
    Temos também uma enorme carga tributária, que é repassada para o consumidor na hora de pegar o empréstimo.
    Não temos cadastro de bons pagadores – o custo dos maus pagadores é diluído para todas as pessoas.
    Os bancos tem restrições para financiar certos serviços, não podendo competir com o governo.
    Os bancos aqui cobram um spread bancário alto.
    Os bancos são obrigados por lei a prover rentabilidade mínima para a poupança.
    A inflação está em alta.
    Entre outros fatores – todos estes muito discutidos.
    Como o governo poderia colaborar para melhorar a situação ? Baixando os juros na marra com decreto é que não é, pois isso é prática ditatorial.
    Fazendo uso político de estatais também não deveria ser – transferir o problema do âmbito privado para o estatal é o mesmo que fazer a população pagar por isso.
    Quem está pagando o prejuízo do Panamericano, adiquirido não se sabe como pela Caixa, assim como o prejuízo da refinaria somos todos nós.
    O governo poderia baixar os juros da maneira que é esperado. Redução de impostos e tributos, controle da inflação, redução do custo da máquina estatal, aumento dos investimentos, e saída do mercado (perda de seu monopólio) permitindo que os bancos façam os financiamentos.
    Seria muito mais eficiente.
    E volto ao que comentei acima – o problema das estatais é o uso político, e por isso não são saudáveis. Sempre haverá o uso indiscriminado para propaganda, o uso indiscriminado para negociatas (a corrupção sempre), as indicações, os afilhados, as disputas de poder, etc. etc.
    Nada diferente das privadas. Só que o fato é que as privadas só vão afetar a si mesmas, e não a sociedade como um todo (desde que claro fiscalizadas).
    Vamos colocar o foco para fiscalizar a gestão das mesmas ? Voltamos à situação política – ou vamos esquecer como o PT defendeu Gabrielli com unhas e dentes, Lulla incluso ?
    E não pude deixar de ligar seu comentário com a edição passada da revista Veja. A burocracia sem fim.
    Vamos focar em fiscalizar a gestão do banco, mas quem vai fiscalizar quem fiscaliza a gestão ?
    Conforme falamos, discordo do fato de a taxa de juros ter sido baixada – ela ocorreu somente com os bancos estatais e não com os privados (e acredito que, já se vai um ano, caso os estatais estivessem corretos na visão de mercado e os privados errados, e estes últimos perseguem o lucro, eles já teriam baixado as suas, não é mesmo ?). Assim como discordo sobre ser nosso patrimônio.
    Se é meu patrimônio, por que não pude usufruir de taxas mais baixas como qualquer outro cidadão ? Por que não vejo a cor do lucro da empresa ?

  • Daniel Junior

    Se tratando de Telebras, tem alguém fiscalizando o tal PNBL? Sei de cada uma em relação a essas empresas que venceram licitação para a implantação desse tal PNBL. EM Goiania mesmo uma empresa de fundo de quintal entrou para o rol das empresas que prstam serviço para o governo com essa conversa de PNBL. A empresa não tem estrutura alguma para o objeto que venceu, não existe fiscalição por parte da Telebrás em relação ao objeto do contrato, e a tal empresa troca de funcionário como o dono troca de roupa. Como ele não tem a mão de obra exigida no edital, ele contrata qualquer um, explora e pessoa e depois a pessoa pede pra sair! Acho que a Telebras deveria ser mais “investigada” em relação àquelas empresas que prestam serviço ao povo através dela!