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Higienópolis: grupo de moradores recusam o benefício do metrô

Amigos, muitos de vocês não se lembram ou não eram adultos na época, mas outros se recordarão de que o general João Baptista Figueiredo, oficial de Cavalaria e último presidente do ciclo da ditadura militar (1979-1985) certa feita proferiu a célebre frase segundo a qual preferia “o cheiro de cavalo a cheiro de povo”.

Pois a parte de não gostar de “cheiro de povo” parece ser o caso dos autores e signatários desse espantoso manifesto de empresários, comerciantes e moradores do bairro de classe média alta de Higienópolis, próximo ao centro de São Paulo, pressionaram a Companhia do Metrô para que desistisse de uma estação da linha 6 (Laranja) do trem subterrâneo urbano na Avenida Angélica, principal artéria do bairro.

Argumentos cretinos, e de arrepiar os cabelos

Deve ser um das raras vezes na história de qualquer cidade em que moradores recusam um benefício planejado pelo poder público. Os argumentos – elitistas, preconceituosos e cretinos – são de arrepiar os cabelos: o metrô no bairro aumentaria o “número de ocorrências indesejáveis” e a área se tornaria “um camelódromo”.

Ainda bem que, dos dezenas de milhares de habitantes do bairro, só 3.500 assinaram o documento.

Ressalvo com todas as letras: estou criticando a minoria de pessoas que assinaram o documento, e as suas razões. Não estou generalizando para o bairro inteiro.

Muito bem feito para os signatários que o assunto já esteja, como piada, figurando entre os tópicos mais comentados do Twitter.

Alguns exemplos, relatados pelo site do Estadão: “É tão fácil resolver problema, gente: faz uma entrada social e uma de serviço”, escreveu a usuária Luisa Tieppo (@lutieppo), de São Paulo, em seu perfil no site.

Internautas de outros estados também comentaram. “Tragam o metrô de Higienópolis para Fortaleza! É urgente”, propôs Henrique Araújo (OskarSays). Brincando com o nome do bairro e de sua cidade, Alessandro Bonassoli (@Alebonassoli) postou: “Em Florianópolis, metrô seria salvação. Em Higienópolis, o povo não quer. Mundo doido”.

Churrasco com carne de gato e cachorro

O jornal conta ainda que também circula no Facebook (veja na imagem abaixo) um convite para um “churrasco para gente diferenciada em frente ao Shopping Higienópolis”, um dos mais luxuosos – e caros – da capital. O objetivo é “mostrar que os ricos não chegam aos pobres, mas os pobres, sim, facilmente chegam aos ricos”. O convite sugere que os internautas levem para o ágape, marcado para sábado, “farofa, carne de gato, cachorro, papagaio e som portátil”.

Milhares de pessoas estão dizendo que vão comparecer.

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56 Comentários

Aderson em 17 de maio de 2011

Percio em nenhum momento o colunista disse que os 3.500 não podem protestar, disse apenas que acha os argumentos usados, cretinas, elitistas e preconceituosos. Em nenhum momento ele gostaria que fosse tirado dessas pessoas o direito de protestar. Ainda bem que nossa Constituição permite isso, mesmo para argumentos reacionários e provincianos como os usados por esses moradores. O mais legal é que tem gente que adora comparar NY com SP. Ahn? Oi? heheheh

chorei antes de nascer em 16 de maio de 2011

Por que não se expande o tal metrô para áreas populosas necessitadas? Não há gramscismo desmoralizador para com os moradores do bairro aí? Que tal, depois do churrascão, ir para casa e estudar um pouco?

Marcos Lins em 14 de maio de 2011

Acho legítimos que os moradores de qualquer lugar defendam o que acham melhor para o seu bairro. Eu não gostaria de ter um trem passando aqui perto do meu prédio. Será que só pobre pode reclamar nesse país?

Percio em 14 de maio de 2011

Quer dizer que o pessoal de Paraisópolis pode fazer protestos, queimar pneus, impedir o trânsito e outras ações tão nobres como essas. Qual a diferença, perante nossa tão vilipendiada Constituição, entre esse pessoal de Paraisópolis e o de Higienópolis? Não são todos iguais, com direitos e deveres iguais? Ora, então porque eles não podem fazer protestos, PACÍFICOS, contra a tal estação Higienópolis? Cidadania se exerce assim, lutando por seus direito de modo civilizado e sem atrapalhar os outros cidadãos. Por que essa reação tão indignada contra esses protestos? Só porque são, em sua maioria, de classe média alta, com bens conquistados, novamente, pela grande maioria, com trabalho e esforços honestos? Admira-me que essa indignação encontre eco entre representantes, pelo menos assim os consideramos, da “banda boa” da imprensa. Tomem tenência!!!

Eloíza em 14 de maio de 2011

Quero me dirigir a moradora do bairro que fez um triste comentário acerca da higienização do Metrô, ou ela é mal informada ou sofre de algum problema mental, como pode falar tanta besteira? Quando agente não sabe o que falar, o silêncio é a melhor maneira da comunicação. Mendigo e alguns casos isolados de sujeira, ainda se vê nos tréns da CPTM, quanto aos drogados, ou melhor, os delinquentes a carapuça vem a acalhar dentro da própria classe média alta (onde seus filhos mimados fazem horrores com, rachas alcoolizados, queima de índios, eskinhaeds, etc), que nós da classe humilde já estamos acostumados a vermos nos noticiários dos jornais. Inclusive casos de filhos que não receberam umas belas palmadas quando criança e hoje matam os sues próprios progenitores. Deus que me livre da gororoba que vc chamam de comida e da educação que vc dão aos vossos filhos! Confesso que não me invejo em nada a vc.

elizio em 13 de maio de 2011

Sérgio 08:34 Concordo com você; a janela é tão pequena que, na ânsia de escrever, eventualmente perde-se a sequencia e o fio da meada (ou fio da medalha, se seguir Heloisa Ramos, uma das autoras do discutível livro adotado pelo MEC).

Douglas Correa em 13 de maio de 2011

Leia Reinaldo Azevedo , morador do bairro e colunista de Veja.

Jotavê em 13 de maio de 2011

Cris Azevedo, Argumentação pressupõe, antes de mais nada, compreensão do que o outro está dizendo. É fácil criar um espantalho, pôr-lhe na boca meia dúzia de asneiras imaginárias, e sair desfiando refutações daquilo que ninguém disse. Há preconceito às avessas, dirigido contra os moradores de Higienópolis? Imagino que haja. Se até usuários de transporte público são vítimas de preconceito, por que é que moradores de Higienópolis não haveriam de ser? Imbecis se definem menos por seus alvos, e mais por seus métodos de pensar e de agir. Equivalem-se. Que tal deixarmos os preconceituosos de lado, por um momento, e começarmos a discutir, entre nós, pessoas que não têm preconceitos, as questões que estão sobre a mesa? Eu, por exemplo, sou contrário a ESSA alteração do traçado do metrô que está sendo proposta, e não sou preconceituoso, nem muito menos "pobrista" (signifique isso lá o que for). Moro em Higienópolis, adoro esse bairro, e quero, sim, ver construída uma estação de metrô bem no meio dele, e não em suas franjas. Há estudos técnicos que embasaram a escolha em primeiro lugar - uma demanda calculada em 25 mil passageiros por dia. Se esses cálculos estão errados, quero saber quem errou, e por quê. Hà, sim, uma suspeita muito bem fundamentada de que a decisão do governador não envolva critérios técnicos porcaria nenhuma, mas apenas o medo que determinados moradores têm de ver seus imóveis desvalorizados. Não se trata nem sequer de preconceito - embora este se acrescente como uma espécie de ridículo tempero em determinados casos. É interesse econômico. Só isso. Sendo somente isso, minha cara, me desculpe. O interesse da população que usa o metrô deve prevalecer. Não vejo em que eu esteja sendo "pobrista" ou preconceituoso por pensar assim.

Liana em 13 de maio de 2011

Esses moradores de Higienóplis são os mesmos do "Movimento Cansei"? Então não precisamos nos preocupar... A ideologia deles é tão vazia quanto o movimento que pretendem encabeçar. Daqui a pouco eles se cansam e vão para NY fazer compras. Perder tempo com as demandas desses cansados, não vale a pena.

Cris Azevedo em 13 de maio de 2011

"O preconceito às avessas é uma arma política cada vez mais quente no país. Em nome do combate à discriminação, discrimina-se; em nome da igualdade, faz-se a apologia da desigualdade; em nome da crítica à insensibilidade dos ricos, exercita-se o pobrismo mais vagabundo. O “pobrismo” não se traduz por amor, admiração ou respeito pelos pobres. Ao contrário: ele significa a consolidação da diferença, como se “eles”, os pobres, existissem como animais de uma outra natureza, distinta da nossa; como se fossem uma variante antropológica. É evidente, sempre chamo as coisas pelo nome, que a consolidação dessa estupidez se deu com a chegada do PT ao poder. "

Jacques em 13 de maio de 2011

Parte do meu comentário anterior: 12/05/2011 às 22:46 "Toda esta coisa pelo que disse uma única debilóide?" Sua resposta: Estou me referindo ao abaixo-assinado firmado por 3.500 moradores de Higienópolis, que pretendem representar o bairro inteiro." Acho que aqui temos uns erros de interpretação. O primeiro: parece que não me dei conta que falavas da petição e misturei com parte da coluna do Reinaldo; o segundo foi entenderes (provavel culpa minha ao escrever) que me referia a uma única pessoa. É retórica a pessoa única: me parece que 3.500 indivíduos em Higienópolis é quase ninguém. Acho que quando estudava no Rio Branco (anos 60) umas 1.500 pessoas circulavam pela escola diariamente. Quanto ao antissemitismo, não pretendi dizer que é teu, independente de onde vieram tua mama ou o meu avô, mas de toda esta história o que mais me preocupa é o monte de lixo anti-semita (que vá pro diabo a tal reforma ortográfica)que surgiu e a pequena (ao menos que tenha visto) reação ao fato. abraço Caro Jacques, acabo de baixar o porrete numa suposta "piada" de um energúmeno de um programa de TV. Se você puder, leia. É a primeira nota na home do blog. E não pretendo mais voltar a esse assunto, a menos que detecte novos lixos antissemitas. Abração

bereta em 13 de maio de 2011

Figueiredo já morreu e não há como desdizer o que foi dito. Todavia, permito-me perguntar ao número mínimo de leitores que possa ter ou, até mesmo jogar no espaço essa pergunta: A que povo ele se referia, quando optou pelo cheiro de cavalos? Ao nos reportamos aos vários significados do vocábulo "povo", talvez encontremos resposta a pergunta que fiz. Tem o mesmo cheiro aquele "povinho" que infesta os corredores da Câmara e do Senado, embora perfumadíssimo? Tem mesmo cheiro a bandidagem portadora de fuzis e metralhadoras, que tira a tranquilidade de outro povo pacífico e ordeiro, que habita os elevados do Rio de Janeiro? Tem o mesmo cheiro o professor catedrático que se estriba na ideologia para justificar greves e mais greves, deixando ao deus-dará os alunos carentes de matéria, cujos pais nem sempre podem mantê-los nas escolas ou universidades? Tem o mesmo cheiro a massa torcedora, que, ao ver eu time perder o jogo, sai quebrando tudo o que encontra pela frente, até mesmo agredindo os de cor diferenciada? Poderia enumerar muitos outros povos de cheiro característico. Ficaria longo o comentário. Mas... se tem o mesmo cheiro, doravante passarei a ter cheiro de cavalo! Sou pantaneiro por adoção, fui vaqueiro por opção, trabalhei muito com cavalos. Prefiro confiar nesses nobres animais. E dou razão ao General Figueiredo. Já, os demagogos, quando dizem preferir cheiro de povo, correm para as pias a lavar suas mãos, quando trocam apertos junto a plebe. Não me venham com linguagem tendenciosa. Os moradores de Higienópolis podem ter razão, sim! Mas é mais fácil chamá-los de preconceituosos a discutir a verdadeira razão de se recusarem a aceitar o que aqui seria um pseudo benefício. Claro que os metrôs são práticos. Mas é preciso que o povo se eduque. Entramos em declínio sem nunca atingir o ápice cultural. Povo mal educado é povo mal educado em qualquer lugar no mundo! Repensemos nossos conceitos de civilidade e educação! Nada contra os deseducados, vítimas do descaso governamental. Tudo contra os grosseiros acobertados pelos direitos bradados pelos demagogos, que visam apenas votos!

Rezende em 13 de maio de 2011

Caro Setti, na minha opinião, serem ridicularizados com piadas é o máximo de exposição que estes 3500 moradores mereceriam. É uma pena que nosso jornalismo esteja dando tanta audiência a eles. Vendo as manchetes dos jornais e as pessoas públicas chamadas para comentar - e como comentam! -, dá a impressão que o bairro inteiro se mobilizou contra o Metrô, o que não é verdade. Cada vez mais tenho que "garimpar" informações em vários jornais até entender o fato noticiado. A impressão que tenho é que muitos jornalistas estão passando tempo demais no Facebook e no Tweeter e que tem como meta principal o "Trending Topics". Abraços!

Paulo Venturin em 13 de maio de 2011

Setti, gosto muito da sua coluna aqui no site da Veja, e valorizo o modo como expressa suas idéias e nos trás, a cada post, informações das mais variadas, sejam críticas ou elogiosas, sejam ligadas à cultura, atualidades, política, etc. Leio outros jornalistas da Veja e tenho predileção especial pelo Reinaldo de Azevedo. Já havia lido o que ele escreveu, antes de ler seu post sobre o caso de Higienópolis. Mas ao contrário de muitos que escreveram aqui nos comentários, não vi antagonismo entre os dois textos. Os dois fizeram leituras diferentes da situação. O Reinaldo apontou um método de debate público que tem se instalado em setores da imprensa e política. Você teceu críticas aos argumentos descabidos dos moradores que fizeram o abaixo-assinado, e dou os parabéns pelo zelo jornalístico de preocupar-se em não generalizar as coisas, e transformar o bairro, como muitos outros fizeram, em um antro da “zelite” preconceituosa. Vendo os comentários do seu post e os do post do Reinaldo, sou obrigado a concordar com uma afirmação dele: o debate público está cada dia mais pobre e bruto em nosso país. Preocupar-se com a verdade e valorizar e defender a liberdade de expressão deve ser o norte de todo profissional da comunicação e vejo que você tem essa preocupação. Mais uma vez, parabéns! Muito obrigado por gostar da coluna e por seu comentário atencioso e gentil, caro Paulo. Abração

SCF em 13 de maio de 2011

Setti, dessa vez você falou uma abobrinha tremenda! Foi um blablabla típico dos marxistas-maconheiros da FFLCH. Não apresentou uma única razão técnica, "esqueceu" de falar que o bairro já é servido de 3 estações, e tem uma em construção (Higienópolis-Mackenzie) a aprox. 600m do local. Sobre os 3500 do abaixo-assinado? Eles têm todo o direito de se expressar! Por que os índios contra a usina de Belo Monte podem protestar e eles não? Ponto negativo para você, Setti!

Sergio em 13 de maio de 2011

off topic: Por que vocês não criam um botão "visualizar" para que possamos ver (e corrigir) o comentário antes de enviá-lo ? Boa ideia -- mas, caro Sergio, nada que uma boa revisão antes de enviar os comentários não resolvesse, não é mesmo? Vou falar com o pessoal de TI. Não sei se é viável. Mas tudo o que ajuda o leitor a gente tenta fazer. Um abração

Sergio em 13 de maio de 2011

Peço desculpas por um post anterior. O título do seu post é "As pessoas de Higienópolis (SP) que recusam o metrô, como Figueiredo, não gosta de cheiro de povo — e viram piada no Twitter" Se fosse: "As pessoas de Higienópolis (SP), que recusam o metrô, como Figueiredo, não gosta de cheiro de povo — e viram piada no Twitter" A falta desta vírgula faz toda a diferença. Abraços. Vc tem razão, já corrigi a mancada. Obrigado!

Jotavê em 13 de maio de 2011

Setti, meu caro, já que você se lembrou do Figueiredo, vou me lembrar aqui de uma outra figura do passado - Mário Covas. Você se lembra da gritaria nos Jardins quando ele começou a construir o corredor da Nove de Julho? Lembra-se da campanha que ele teve que enfrentar, com inúmeros pedidos de embargo das obras na Justiça, abaixo-assinados, e por aí vai? Nunca vou me esquecer da entrevista que ele deu à televisão, de capacete, no meio das obras. O repórter lhe perguntou se o corredor não iria atrapalhar os carros que circulam pelo local. Ele foi ao ponto - "Minha prioridade não é o motorista de carro, mas o passageiro do ônibus". O corredor está aí, até hoje. É difícil explicar aos mais jovens que o PSDB já foi assim um dia. Pode haver motivos técnicos para a mudança de local dessa estação. Se eles existem e são tão óbvios e decisivos, o responsável pelo plano original deveria ser demitido a bem do serviço público. De qualquer forma, a mera retirada da estação Angélica não seria a saída. Todo o mapa teria que ser repensado. Falta, sim, uma estação que não fique nas franjas de Higienópolis, mas bem no coração do bairro. E existe, sim, resistência a que se faça uma estação ali, perto do Shopping. A decisão do governo do estado foi claramente influenciada pela reivindicação da associação de moradores. Em si mesma, a reivindicação é legítima. O que não é legítimo nem condiz com a história do partido é um governador tucano dar prioridade aos moradores dos prédios, e não aos passageiros do metrô.

Ana Graña em 13 de maio de 2011

Bom dia Setti, a campanha eleitoral já começou em São Paulo. Denegrir paulistanos, paulistas e o estado, parece parte do palanque da oposição, neste caso, o governo federal e a base aliada. No mesmo dia estava em pauta: A votação do Código Florestal; no Senado a votação sobre a caridade com os paraguaios - Itaipu. Nos jornais: Os mensaleiros alegam cerceamento de defesa e levam escândalo do mensalão à OEA. O procurador Manoel Pastana responsabiliza Lula pelo mensalão. O metrô no bairro de Higienópolis não merece o destaque que recebeu. Serviu apenas para tirar o foco dos temas citados acima, mais graves e importantes para o Brasil.

maria cristina em 13 de maio de 2011

Caro Henrique,não leio o Estadão e nunca escreví para lá. Caro sr Setti,sem querer ofende-lo,sòmente sugerí que ouvisse outra opinião. Desculpe se isso é uma ofensa.

john em 13 de maio de 2011

Só uma pergunta nao se pode peticionar junto ao governo uma demanda? Ou será sque só o pobrismo pode faze-lo?

Rosângela em 13 de maio de 2011

Boa noite, Setti. Pelos acontecimentos em cascata que está afogando a democracia para ser uma coisa só, não podemos esquecer que essa pedra foi cantada a pouco tempo com a insatisfação do governo com São Paulo. Aqui em Santa Catarina a promessa se cumpriu e o DEM foi extirpado. Vivemos no meio da tecnologia com suas redes sociais que na maioria votou no PT. Bem, pelo jeito é Sistemático. Abraço.

pedro curiango em 13 de maio de 2011

‘Deve ser um das raras vezes na história de qualquer cidade em que moradores recusam um benefício planejado pelo poder público.’ ******************* Não tão abertamente, mas lembro-me de que isto já aconteceu antes. Quando se planejavam as estações do metrô de Brasília, aquelas que ficavam na Asa Sul, a área mais desenvolvida e rica da cidade, não existiam. Vinha-se de Taguatinga ou da Ceilândia até o Carrefour, no fim da Asa Sul, e a próxima parada era na Rodoviária. Acontece que os que vinham das cidades satélites, quase sempre trabalhavam na Asa Sul, razão pela qual o metrô sempre tinha de ser suplementado com uma viagem de ônibus. Quando se conversava com algum morador bem aquinhoado na Asa Sul a defesa do que estava acontecendo era idêntica a dos paulistas de Higienópolis. Há tempos que não pego o metrô em Brasília; não sei como andam as coisas por lá.

Jeremias-no-deserto em 13 de maio de 2011

Moro há quarenta anos em Higienópolis e não sou de longe o que você chama de "classe média alta". Sobrevivemos, eu e minha mulher de uma modesta aposentadoria bem inferior ao que aufere qualquer um desses blogueiros petistas.Há muita gente assim nesse bairro. Gente que quer viver em um lugar seguro e aprazível e muitas dessas pessoas, como eu, trabalharam a vida inteira para ter usufruir esse direito. Direito que também é extensivo à liberdade de se manifestar favorável ou não à implantação de uma estação de metrô no bairro.O direito de manifestar-se favorável ou não a esse projeto, fato corriqueiro em qualquer país civilizado, nessa Pindorama soa como um ato satânico perpetrado pela elite branca,etc,etc. Coisa típica de país atrasado e de gente ressentida com a sua própria mediocridade.Há uma evidente orquestração de caráter petista nesse conflito.São Paulo ainda resiste ao assalto petista e nada como demonizar a população de um bairro visceralmente inimigo desse partido.O resto, convenhamos, é mero blá-blá-blá eleitoreiro.

lucia s em 13 de maio de 2011

Agumas vezes, conexões viárias acabam criando problemas sérios. No Rio, vemos isto a toda hora. O populismo atual e o relativismo cultural, juram que tudo deve ser ligado , porém, algumas vezes isto apenas cria problemas graves. Vams ser realistas, quem, em sã consciência, quer camelôs, sujeira e violência onda mora? Se você paga alto IPTU,QUER REALMENTE VIVER EM PÂNICO? Não estou falando em pessoas com baixo poder aquisitivo mas sim, em quem vai para agir com violência. Se os moradores não querem, vamos respeitar.

Thales em 13 de maio de 2011

Ricardo Setti, na minha opinião vc possui um dos melhores blogs políticos do país, parábens! Concordo com vc em vários assuntos, mas não rezo para você quando estou doente, ou seja, não tomo as suas opiniões como um norte moral para tudo- e acho que nem vc quer isso. Neste assunto eu discordo TOTALMENTE de vc, os moradores de Higienópolis tem TODO o direito de fazer um abaixo assinado, até mesmo porque não há sentido fazer uma estação de metrô a 650 metros de outra! O abaixo assinado é detestável mas não deve ser usado para ridicularizar todos os moradores do bairro.Acho que como jornalista vc foi imprudente com este post, este assunto gerou várias mensagens de ódio a judeus. Este é um espaço democrático, caro Thales, e divergir é parte da própria razão de ser do blog. Não discuto, obviamente, o direito de fazer um abaixo-assinado, mas o sentido e os argumentos do abaixo-assinado. Não estou ridicularizando os demais moradores do bairro, já que fiz a ressalva que apenas 3.500 pessoas assinaram o manifesto. Meu post nada teve a ver com os judeus ou com qualquer outro grupo de brasileiros, e não imagino de onde possa haver saído o que você relata. Jamais faria qualquer coisa visando gerar ódio aos judeus, por princípios e por uma razão pessoal que você entenderá o quanto é forte: minha mãe é judia. Abraço

wilson em 13 de maio de 2011

Desculpe Ricardo este assunto é fefelechismo, e demagógico.

Charles A. em 13 de maio de 2011

Interessante;não sou rico mas nunca comi carne de gatos,cachorros ou ratos;minha profissão é atender aos chamados "pobres", que podem até ganhar mal ,mas não são pobres de espírito e nem burros a ponto de comer carne de gato e porcarias.Há alimentos abundantes de boa qualidade ao alcance de todos enquanto os "progressistas"autoritários deixarem. A maioria dos chamados "pobres"são gente decente e trabalhadora, como a maioria dos moradores de Higienópolis , escolhidos pelos pobristas como bode expiatório de suas culpas pelos altos salários recebidos,às vezes de forma indecorosa.Há muitos bairros de classe média alta em São Paulo, que é uma das cidades mais ricas da América Latrina e não me consta que os moradores desse bairro em questão não queiram estações de metrô lá,isso valorizaria o bairro. Sou a favor que jornalistas ganhem bem ,mas deveria ser pelo bem da verdade. A propósito, Sr.Setti,o Sr. mora em Heliópolis? Não interessa aos leitores em que bairro eu moro, e não estou entendendo as suas insinuações. Mantenho o que escrevi, com a ressalva que fiz: felizmente, foram só 3.500 moradores de Higienópolis que assinaram o manifesto, pretendendo repressentar a opinião dos dezenas de milhares de outros. Morei há muitos anos em Higienópolis e teria chorado de felicidade se lá houvesse uma estação de metrô.

JMello em 13 de maio de 2011

O que me admira (ou me espanta) nesse Brasil e essa disparidade entre o discurso, a crenca do pais sem preconceitos ou racismo, e a realidade de seus atos quando chega a vez de mostrar um pouco de civilidade. Um pais, que por um lado é capaz de desapropriar 100mil pessoas e inundar reservas para construir o progresso, por outro lado, se dobra por um simples abaixo-assinado com 3.500 assinaturas. O interessante e que em qualquer parte do mundo, estacoes de metro valorizam os imoveis que estao proximos. Cito aqui a cidade de Montreal, no Quebec, onde o plano de desenvolvimento da cidade segue as estacoes de metro. Por que? Com o metro perto as pessoas andam a pe, usam menos onibus e carros. Em consequencia, desenvolve o comercio local, deixa o transito melhor e aumenta a qualidade de vida. Com essas atitudes e a conivencia do estado, perdem os trabalhadores, perde a sociedade, perdemos todos pelo o preconceito de poucos contra a "gente diferenciada".

Willian em 12 de maio de 2011

Setti, finalmente um blogueiro digno de respeito na Veja. Já lhe parabenizei antes, por permitir que leitores com pensamentos opostos podessem escrever em seu blog (dos seus colegas, ou faz idolatria ao bloguista, ou, além de não ter o texto publicado, ainda é avacalhado). Mais uma vez, parabéns.

Nasluzes em 12 de maio de 2011

Caramba, estou comovida com sua manifestação. Enfim, uma opinião sensata sobre o fato de Higienópolis. Realmente um caso estapafúrdio. Rejeitar uma estação do metrô, já tão prejudicado, por simples preconceito é o fim da picada. Ainda bem que ainda temos pessoas sérias nesse país.

Corinthians em 12 de maio de 2011

Realmente os tempos são muito nebulosos. Todas as pessoas tem direito de se juntarem para reinvindicar o que quer que seja. Por que 3500 assinaturas reinvindicando que o metrô não seja feito na Avenida Angélica (uma das 2 estações previstas) enquanto que a juízes é permitido realizar greve e integrantes do MST recebem carne do governo após invadir uma secretaria pública ? Como bem colocado, 3500 é uma minoria absoluta de mais de 50 mil moradores do bairro, e mesmo dentro destes 3500, os preconceituosos também são minoria. Ocorre que o que os preconceituosos falaram soaram muito mais alto do que qualquer outro argumento colocado, afinal, vivemos no tempo em que o Brasil está se dividindo cada vez mais. A esquerdopatia hoje é tão grave que até os que deveriam zelar pela informação (como a Folha e o Estadão) acabam por publicar teorias conspiratórias. Convenhamos - quem é mais preconceituoso, aquele que diz que não quer o metro por temer o aumento de índices de mendicância e criminalidade, ou aquele que diz que churrasco de pobre é de carne de gato ? O pior é que pelos comentários, descambou para o preconceito religioso, agora contra os judeus. Este é um dos motivos que mais me dá vergonha no Brasil - as pessoas para "serem corretas (melhor dizer politicamente corretas)" acabam por generalizar o que é ruim desde que vindo da elite, ou de São Paulo, ou dos EUA, e desconsiderar o ruim dos pobres, do Nordeste ou da América Latina. Minorias devem ter privilégios, ao contrário do que diz a Constituição sobre a igualdade dos inivíduos, para pagar pelos absurdos das gerações anteriores. Por isso acho que estes assuntos devem ser tratados com cautela e o máximo de informações possível, pois cada um destes absurdos geram mais preconceito e estimulam a retirada de direitos individuais, que já estão sob ataque constante dos esquerdistas de plantão. O lado bom é que, a exemplo dos comentários, São Paulo está expandindo seu metrô (devagar é verdade), enquanto outras cidades ainda sonham com isso ou vêem o mesmo abandonado.

Marconi Gustavo Pessoa em 12 de maio de 2011

Caro Setti, estão querendo criar um impasse entre você e o Reinaldo. rsrs O Reinaldo é muito prático e direto em seus textos. O Brasileiro não esta acostumado com isto... A questão do metro tem de ser vista com objetividade. O que tem de ser analisado é o benefício coletivo que isto trará para a cidade de SP. Se for positivo, ele tem de ser executado, independente de uma minoria gostar ou não. Ao mesmo tempo, tem de ser assegurado a esta minoria o direito de se manifestar contra o projeto, por mais esdrúxulas que sejam as suas justificativas. Caberá, então, ao governo tomar a decisão a favor da melhoria da cidade como um todo. O que vemos, infelizmente, é tudo se transformar na babaquise da eterna barreira divisória, tão reforçada nos últimos 9 anos, entre a "elite demoníaca" e os "pobres-Coitados e eternamente explorados.". É a luta da burrice e preconceito vs. o sensacionalismo e ranço. No que será que vai dar? Abraço. Continue sempre a nos elucidar com seus excelentes textos. Muito obrigado, caro Marconi. Acabo de postar um texto baixando o porrete no "humorista" que, a propósito do caso, fez uma pavorosa piada antissemita. É o primeiro da home, se puder leia. Abração

Daniel Salazar Hanauer em 12 de maio de 2011

Mas Ricardo, o que você, de fato, pensou e levantou sobre este "caso"? você apenas fez eco à boataria. Trabalho de primeira fez o seu colega Reinaldo, recomendo ler o artigo dele

Sergio em 12 de maio de 2011

Reinaldo e Setti pensam diferente. Quem Bom que existem pessoas civilizadas defendendo posições distintas. Mas neste aspecto específico acho as argumentações do Reinaldo mais fundamentadas. Não se pode concluir que "higienópolis" pensa assim ou assado porque um grupo de pessoas (que tem todo o direito de sa manifestar) pensa de um determinado modo. Se você ler meu comentário com calma, caro Sergio, verá que fiz a ressalva de que apenas 3.500 moradores do bairro se manifestaram.

Hill em 12 de maio de 2011

Setti, você não percebe, mas é uma pessoa muito preconceituosa. Vou dar dois exemplos: OBAMA: Você rechaça críticas ao negro - vítima histórica do Ocidente - sem entrar no mérito. Tacha o crítico de racista e acabou. Higienópolis: Endossa ataques aos ricos - vilões da história ocidental - sem nem entrar no mérito da crítica. Se são ricos já estão errados, têm mais é que agüentar calados. Você é tão preconceituoso quanto acha que os outros são, só que você inverte o sinal.

Denúncia do Arruda Setembro/2010 em 12 de maio de 2011

Caro Setti, Excelente!Imparcial,texto primoroso!Parabéns!!!

Jacques em 12 de maio de 2011

e o que vais dizer das manifestações do racismo mais ignorante e antigo do mundo, o tal de antisemitismo? Niente piu? Não sei o que tem uma coisa a ver com a outra, caro Jacques, mas o antissemitismo conheço desde criança: minha mãe é judia.

Jacques em 12 de maio de 2011

Toda esta coisa pelo que disse uma única debilóide? Pelo que parece, já é coisa de uns dois anos e um cara experiente como você não se dá conta que se formou uma espécie de flashmob de imbecís? Estou me referindo ao abaixo-assinado firmado por 3.500 moradores de Higienópolis, que pretendem representar o bairro inteiro.

ac em 12 de maio de 2011

Vamos ler, e entender, os argumentos do Reinaldo Azevedo sobre a estação ? Creio que fica melhor assim. Se você prefere ler o blog de meu amigo Reinaldo, caro AC, fique à vontade. Saudações

João Máximo em 12 de maio de 2011

Setti, os 3500 moradores exerceram seus direitos, embora eu não concorde com os argumentos utilizados. Também não acredito que representem o bairro de Higienopólis. Nada justifica o uso deste assunto para incentivar a luta de classes.

Gilberto Campos em 12 de maio de 2011

Setti, pelo visto, vc não leu o artigo do seu colega Reinaldo Azevedo. Ele não está apenas divergindo democraticamente de vc. Ele está generalizando como sempre, dizendo que jornalistas que estão escrevendo o que vc escreveu, são "petralhas, esquerdeopatas, mal informados, etc",. Não acho que vc deva baixar o nível, mas considerar que ele tem apenas uma opinião diferente da sua é tentar tampar o sol com a peneira... Obrigado pela ressalva, caro Gilberto. Se há coisa que não sou é "petralha" e "esquerdopata"... Um abração

Carlos em 12 de maio de 2011

Curiosamente que muitos acusam elitismo quando governos privilegiam bairros ricos com obras . O inverso não pode ser verdadeiro ao mesmo tempo. Sejamos sensatos: o metrô lá é quase inútil. A estação é perto demais de outra já construída. A maior parte da população do bairro não usa transporte coletivo. Muito melhor que se construa perto do Pacaembu.

HENRIQUE em 12 de maio de 2011

CARO SETTI, VOCE CONSEGUE SER AMIGO DO REINALDO AZEVEDO ??NINGUEM MAIS AGRIDE , XINGA , ATERRORIZA, QUEM PENSA DIFERENTE DELE !!!VOCE É UM CAVALHEIRO PARABENS !!SOU SEU FÂ !!!! Caro Henrique, eu não conhecia o Reinaldo até vir trabalhar no site de VEJA. Ele quase não frequenta a redação, diferentemente do Augusto e eu, que temos estações de trabalho e ficamos próximos um do outro. Mas, ao conhecê-lo pessoalmente e participarmos, juntos, de várias gravações em vídeo, estabelecemos uma excelente relação. Eu o respeito e ele me respeita, como devem proceder pessoas civilizadas. Além do mais, a empatia pessoal, o afeto e outros sentimentos devem ser separados de ideologia ou posições políticas, não é mesmo? Abraços

HENRIQUE em 12 de maio de 2011

SETTI, ESTA MARIA CRISTINA ESCREVE NO ESTADAO DIRETO , ACOMPANHA BLOGS QUE AGRIDEM CONSTANTEMENTE QUE PENSA DIFERENTE DELES !!É UMA DEBIL MENTAL , NAO LIGUE PARA ELA , PARABENS !!!

maria cristina em 12 de maio de 2011

Por que o senhor não conversa com o seu colega Reinaldo Azevedo? Você já ouviu falar em uma coisa chamada independência jornalística? Pois bem, o Reinaldo e eu somos independentes. Cada um escreve o que pensa. Não raro, divergimos, o que não impede que nos respeitemos e que sejamos amigos. Você está acostumada com o que, prezada Maria Cristina? A Coreia do Norte? Saudações

Paulo Bento Bandarra em 12 de maio de 2011

Quem já bebeu leite de soja sabe que é intragável, nota 10 para o Figueiredo. Podia não gostar de cheiro de povo mas sabia que não devia se dar coisa intragável para as crianças. Que os que gostavam do cheiro de povo queriam dar.

Paulo Bento Bandarra em 12 de maio de 2011

Até tu, Brutus? Vai ser um pega animado vendo você e Reinaldo brigando de cada lado! Não vai fazer um papelão como a deputada dando tapas na câmara!

Mario Arone em 12 de maio de 2011

Epa, epa, epa devagar ai amigo. Não é bem essa estória. Esse tipo de reportagem não visa esclarecer de fato o que os moradores de Higienópolis tem a dizer. Numa sociedade madura, o poder público tem todo o direito de efetuar melhorias, mudanças, mas onde vivem pessoas estas devem ser escutadas, infelizmente é normal no Brasil não se ouvir ninguém, mas há bairros que o poder público precisa negociar. Cadê os argumentos cretinos? A única coisa cretina que vejo é que já começam a envolver os Judeus.

HENRIQUE em 12 de maio de 2011

CARO SETTI , MINHA OPINIAO = OS MORADORES DO BAIRRO TEM TODO DIREITO DE NAO QUEREREM O METRO !!ISTO NAO TEM A VER COM PRECONCEITO OU RSCISMO !!É UM DIREITO DELES !!COMO É UM COMPLETO ABSURDO E UM CRIME ESTE FATO SER LEVADO PARA O CAMPO DA POLITICA QUE ISTO É FEITO POR ESQUERDOPATAS !!!QUE PREGA ISTO E VOCE SABE BEM DE QUEM EU FALO , TEM É PATAS !!!COM RESPEITO AOS ANIMAIS !!!DESCULPA , UM FORTE ABRAÇO AMIGO

elizio em 12 de maio de 2011

Caro Setti: tem outra do General Figueiredo muito boa e inesquecível: ao participar da inauguração de uma fábrica de leite de soja, para ser distribuído na merenda escolar, ao experimentar o produto, falou com todas as letras: "como é que vocês têm coragem de dar isso para as crianças?" Aí, pelo que me lembre, tiveram que adicionar um sabor para que pudesse descer goela abaixo dos infantes. Obs.: e a entrevista com o autor do "As Benevolentes"? Abração. elizio - Campo Grande - MS Puxa, que memória a sua, hein, Elizio? A entrevista continua nos meus planos. Para ser bem feita, porém, eu precisaria ler de novo aquelas mais de mil páginas. Sou muito perfeccionista. Muito boa essa história que você conta do Figueiredo. E não me esqueci de seu post, não. Estamos trabalhando nele. Abração

Vera Scheidemann em 12 de maio de 2011

Essa é de estarrecer. Enquanto aqui no Rio todo mundo luta para ter uma estação do metrô o mais perto de casa possível, aí os "higiênicos" se saem com uma dessas. Merecem bem toda sorte de galhofa como a que está começando a surgir agora. Vera

Seu Amigo Reinaldo em 12 de maio de 2011

12/05/2011 às 17:30 Daqui a pouco, Higienópolis. Esquerdopatas da rede agora atacam também os judeus! Texto sobe Higienópolis sai daqui a pouco. A difamação ressentida e esquerdopata evoluiu para o anti-semitismo. É natural. O esquerdismo vagabundo e o nazismo têm uma matriz ideológica e psicológica comum. Por Reinaldo Azevedo] Inclua-me fora dessa, amigo anônimo. Minha mãe é judia.

wilclef em 12 de maio de 2011

Ricardo Setti, isso é a gota D'água, é imprecionante que uma coisa dessa possa acontecer em um momento que não se fala em oura coisa a não ser o combate ao preconceito e a intolerancia, e o mais imprecionante é que o goveno acatou uma reivindicação cretina dessas. Queria poder ir nesse churrasco, peda que a distância é continental, mas adoraria ver a cara de tacho desses babacas riquinhos metidos a besta....

JT em 12 de maio de 2011

Todo mundo em São Paulo quer estação do metrô perto de casa, mas não na porta de casa - isso vale para Higienópolis e vale para o Jabaquara. A diferença é que o pessoal de Higienópolis tem acesso aos governantes e consegue barrar ou modificar planos e projetos, ao passo que outras regiões da capital pouco são consultadas para qualquer ação. Vide traçado do Rodoanel, que contém muros de proteção acústica para condomínios nobres, ao passo que descortina a visão de favelas ao longo do percurso. O mais irônico desse comportamento, é que em breve essa turma, que já conseguiu proibir shows de rock no Pacaembu, irá conseguir fechar o estádio de vez, transformando-o nummuseu de si mesmo. Ou a reforma deste estádio nunca foi cogitada para a Copa do Mundo? Graças aos "amiguinhos" de Higienópolis e arredores, São Paulo pode até ficar sem partidas na Copa das Confederações. Neste caso, não adianta colocar a culpa nas bravatas do Lula, que teria forçado a barra para a construção do estádio do Corínthians, time do povão. Não parece, mas um assunto está ligado ao outro... Ainda bem que só foram 3.500 moradores. Não creio que falem em nome dos outros dezenas de milhares.

Angelo Losguardi em 12 de maio de 2011

Infelizmente não vejo nada de bom que possa surgir nessa lógica do confronto, amplamente instigada por essa gente do pt.

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