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(Ilustração: american.org)

Pois é, meus amigos. Com toda essa cascata de elogios ao lulalato e seus prodígios, o Peru, outrora miserável e eterno patinho feio da economia da América Latina — quem diria? — , está dando um baile espetacular no nosso país em matéria de desenvolvimento.

Vejam só: contra os miseráveis, raquíticos, quase humilhantes 0,9% de crescimento do nosso Produto Nacional Bruto (PIB) em 2012 — governaço da “gerentona” que tudo sabe, tudo vê, tudo supervisiona e em tudo manda –, o Peru cresceu 6,3%.

Façam as contas: EXATAS SETE VEZES MAIS DO QUE O BRASIL!

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Humala: no governo do ex-nacionalista ferrenho, o Peru continuou sendo país seguro para investimentos estrangeiros (Foto: elcomercio.com)

E isso no governo de Ollanta Humala, o coronel da reserva que ostentava perfil ultranacionalista, parecia ser o terror dos mercados e cujo governo, com equilíbrio e sensatez, manteve o Peru como campo fértil e seguro para os investimentos estrangeiros.

Mas, na verdade, o Peru cresce acima de 6% desde 2002! E os salários vêm tendo aumento real anual de 6% a 7%.

A consequência foi que o número de miseráveis — pessoas vivendo com menos de 2 dólares por dia — baixou de espantosos 56% para a metade, 28%, nesse período. Humala promete baixar o percentual para 15% até deixar o governo, em 2015.

As vendas no comércio explodiram em 2012, aumentando 20% em relação ao ano anterior.

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Velarde: presidente do Banco Central, respeitado pelos mercados, foi mantido por Humala no cargo (Foto: lamula.pe)

“Isso é apenas o que acontece com qualquer país quando começa a tornar-se mais dinâmico em termos de demanda doméstica por uma classe média emergente que começa a consumir cada vez mais”, diz o presidente do Banco Central do Peru, Julio Velarde, um respeitado economista formado no Peru com estudos complementares na Alemanha e um doutorado na Universidade Brown, nos Estados Unidos.

Ah! Antes que me esqueça: o Banco Central do Peru goza de autonomia, prevista na Constituição.

E a reputação de Velarde junto à comunidade de negócios é tal que, quando o recém-eleito Humala indicou seu nome ao Congresso para continuar por mais quatro anos no posto que já ocupava, a Bolsa de Lima cresceu quase 5% — num dia em que os principais mercados do mundo despencavam — e o índice de risco do Peru, que já era baixo comparado com vários países europeus na faixa de 300 pontos para cima, caiu de 185 para 176 pontos.

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8 Comentários

moacir em 06 de março de 2013

Prezado Setti, Enquanto até o Peru cresce,me deparei hoje com um artigo bem humorado,na coluna Beyondbrics,do Financial Times. Parece que nas suas viajens em busca de investimentos,o nosso Guru Econômico Mr. Mantega, continua a acumular apenas milhas. O tal artigo,que repercute o último confronto do Mantega com investidores,na Big Apple,tem o seguinte título: Guido Mantega - Um disco quebrado. Pois é.Acho que os americanos não se deixaram seduzir.Aquele números pífios do IBGE,parecem ter falado mais alto que o Guido.Diante daquele absobloodylootely íncrível crescimento de 0,9% da nossa economia no ano passado,o qual o Ministro havia jurado de pés juntos que ficaria entre 3 e 4% e apesar de toda aquela imensa cara de coragem que o Guido fez,durante a tal reunião,os americanos foram implacáveis: o apelidaram de O ADIVINHO! Parece-me que aqueles yankees,apesar de alienados,na verdade não se deixaram enganar.Eles sabem muito bem,que o Brasil não foi inventado em 2003,como quer decretar na marra o Luisinácio.Sabem que o Lincoln é o Lincoln,o Mantega é o Mantega e o Luisinácio continua o Luisinácio... Para o Financial Times,o que o Mantega diz não se escreve,a não ser como piada.E eles demonstram estar particularmente preocupados - se eu fosse investidor também ficaria - com a queda de 2,4% na poupança e de 1,2% nos investimentos,detectados pelo IBGE,no ano de 2012. Após aconselhar o Guido e a Dilma a fazerem o que no lugar deles,faria o resto dos mortais que tem juízo,ou seja, apertar o cinto da coisa pública,o Financial Times afirma que nessa história toda o que é impressionante mesmo, é que NADA, NUNCA , parece ser capaz de varrer da face de paisagem do nosso ADIVINHO,aquele aquele sorriso vazio...de investimentos. Abraço

Luiz Pereira em 05 de março de 2013

Setti, Em delírio, há quem viaje na maionese. Nós viajamos na "mantega". abs

Alejandro Gutierrez em 05 de março de 2013

Tirando a Argentina, todos os países "latrina-americanos" em algum momento ou permanentemente (Haiti por exemplo)na sua historia de vida republicana foram miseraveis ou patinhos feios, incluido Brasil. Achei preconceituosa sua afirmaçao. No caso de Argentina, esta em direção oposta se continuar com a Cristina Kitchner como presidenta, será um caso singular na historia e com justa razão entrará no nosso time Latino americano.

Caio Frascino Cassaro em 05 de março de 2013

Prezado Setti: Voltei. Fiz a pergunta no outro dia e ningyém soube me responder. Com base nas duas realidades descritas a seguir: 1- Nos dois primeiros anos de Luizinacio Mandela Lincoln Kubitschek Vargas Gandhi da Silva o Brasil cresceu 6,8%. 2- Nos dois primeiros anos de Dilma "Poste" Roussef o Brasil cresceu 3,6%. Pergunto mais uma vez: De quem é mesmo a herança maldita? Peço principalmente aos petralhas de plantão que se manifestem. Só alerto que não adianta espancar os números - eles não vão mudar. Um abraço

Caio Frascino Cassaro em 05 de março de 2013

Prezado Setti: Desculpe, mas a piada é inevitável. Os peruanos elegeram Olanta. Os brasileiros, uma anta. É simples assim. Um abraço

Berlatto em 05 de março de 2013

Setti, é espantoso a incompetência da nossa oposição. Não sabem lidar com números, aliás, não sabem é lidar com nada. Por que não explorar isso? Aliás, no cotejo do Brasil com outros países até a nossa grande imprensa fica calada. Você não vê essa notícia nos grandes jornais, nos grandes portais da intenet. Seria medo do PT? Sempre digo, caro jornalista, o Lulo-petismo surfou na onda da prosperidade mundial nos anos de seu governo. O Brasil fez tanta grana, graças, principalmente, ao agronegócio, que a grana saía até pelo ladrão, não? Qualquer governante medíocre faria o que Lula fez. Perdemos uma oportunidade de ouro de dar um salto no nosso desenvolvimento. Enquanto isso, agora, a Dilmona está sentindo a herança "bendita" do Lula: Pibinho ridiculo, apagões, quebra da Petrobrás, infraestrutura

Natal Santana em 05 de março de 2013

Quando eu digo que o Brasil caminha célere para fazer companhia à Argentina (terem presidentAs é mero acaso!), dizem que sou alarmista e do contra. Mas, aí está um pequeno exemplo! Porque será que TODOS os países governados por ditadores e/ou demagogos só andam para trás?! Isso não será mera coincidência, claro!

Ricardo em 05 de março de 2013

Mas na conta do pt 0,9 é maior que 6,3.Buraco à vista..,lá vai o Brasilnic,kkkkkkk.

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