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O príncipe de Tonga, Tupouto’a Ulukalala, casa-se com sua prima de segundo grau Sinaitakala Tu’imatamoana ‘i Fanakavakilangi Fakafanua, em 12 de julho (Foto: AFP /Getty Images)

Amigas e amigos do blog, que tal uma história amena para fechar o primeiro dia do feriadão?

Então vamos lá.

Entre monarcas, desde tempos imemoriais o casamento de pessoas da mesma família quase sempre foi considerado algo normal. Em muitos casos, inclusive, os nobres até preferem assim, de forma que a sucessão dos tronos possa permanecer entre portadores do mesmo sangue.

Acontece que, no século XXI, a prática, conhecida como endogamia, já não é mais tão popular como em gerações passadas.

Prima de segundo grau

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Duas das 172 paradisíacas ilhas de Tonga (Foto: Tonga Tourism)

O exemplo mais recente é a polêmica em torno da boda do príncipe herdeiro de Tonga, pequeno país regido por uma monarquia constitucional e formado por 172 paradisíacas ilhas na Polinésia Ocidental, no Pacífico Sul, e parte integrante da Oceania.

O príncipe Tupouto’a Ulukalala, 27, provocou acirrada polêmica ao casar-se com sua prima de segundo grau, a ex-professora Sinaitakala Tu’imatamoana ‘i Fanakavakilangi Fakafanua, 25, na Igreja Centenária, em Nuku’alofa, capital de Tonga.

Ambos são gorduchos — sinônimo de beleza na Polinésia — e bisnetos de Sālote Tupou III, rainha de Tonga durante longos 47 anos — entre 1918 e sua morte, em 1965. Tupouto é o herdeiro imediato do pai e atual rei, Tupou VI, que assumiu em março deste ano o trono após a morte de seu irmão mais velho, George Tupou VI; já a jovem Sinaitakala integra um clã aristocrata local que – caso ela tenha filhos com o monarca – deve se “reintegrar” à linhagem nobre.

As críticas

Atualmente, Sinaitakala é a 26ª pessoa na “fila” da sucessão do trono. Mesmo assim, parentes como Frederica Tuita, a nona da lista, afirmam que o laço sanguíneo entre os dois “é muito próximo” e “pouco saudável”. Alguns críticos alegaram preocupação com o aumento das possibilidades de, no futuro, contarem com um príncipe cuja mistura de genes lhe traga alguma deficiência física ou mental.

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Em outra cerimônia integrante das festividades, os noivos vestem as tradicionais saias de palha tonganesas (Foto: AFP/Getty Images)

Setores mais socialmente progressistas da sociedade de Tonga também desaprovaram o matrimônio, cuja celebração se estendeu por uma semana, com danças e grandes banquetes à base de frutos do mar e uma das predileções locais, a carne de porco. Como disse um repórter britânico que cobriu os eventos, “não é um bom dia para ser um porco em Tonga hoje”. Os noivos vestiram as tradicionais saias de palha  tonganesas.

Apesar do comparecimento maciço de convidados — nada menos do que 4 mil, num país com 100 mil habitantes — os festejos foram boicotados por parentes de destaque dos pombinhos, entre os quais a rainha-mãe (avó do príncipe).

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A noiva é observada pelos convidados (Foto: AFP/Getty Images)

É claro que não contribuiu muito para a imagem da Família Real a gastança de dinheiro, estimada no equivalente a 1,35 milhões milhões de reais (e que eles juram ter tirado dos próprios cofres).

Foi decretado feriado nacional em Tonga pelo casório.

Tonga deve ser um lugar muito feliz para ter como grande preocupação, desde há meses, o casamento do príncipe.

Não é mesmo?

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Nenhum comentário

Marco em 07 de setembro de 2012

Dom Setti: O q é isso, apenas uma liberalidade entre príncipes, só concordo q poderia ser mais tímida a festa e o acontecimento. Risos. Abs. PS; Amanhã, não quero nem saber e não me venha com conversa mole, sobre o Coringão, contra o tricolor dos pampas, tem obrigação de estraçalhar, ora bolas. Chega de vencer só o colorado. kkkk.

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