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Agentes da Shadow Wolves (unidade de alfândega e imigração) vigiam a divisa entre Estados Unidos e México na reserva indígena de Tohono O’odham, Arizona (Foto: John Moore / Getty Images)

O presidente Barack Obama provavelmente conseguirá aprovar no Congresso uma nova lei de imigração, depois do recente discurso em que anunciou, sem economizar palavras: “Nosso sistema de imigração está falido”. Poderá melhorar a vida de milhões de pessoas que vivem e trabalham clandestinamente nos Estados Unidos. Mas, diferentemente do que pensa muita gente, não haverá uma festa de “liberou geral”.

O governo estima que existam atualmente 11 milhões de imigrandes clandestinos vivendo nos Estados Unidos — e trabalhando numa economia subterrânea. É um grande drama humano: há imigrantes ou seus descendentes já cidadãos americanos esperando em longas filas para poderem reunir-se com outros membros de suas famílias, há ilegais com famílias inteiramente formadas e educadas nos Estados Unidos mas que vivem sob o temor da expulsão, há empregadores que exploram trabalhadores sem documentos.

Ao drama humano, soma-se, naturalmente, o econômico. Os ilegais não pagam a maioria dos impostos e o fato de se submeterem a trabalhos mal remunerados, além de violar seus direitos humanos, ameaça os salários e as condições de trabalho dos trabalhadores americanos”.

A política de Obama para dar um jeito nesse “sistema falido” espera fazer com que “todos atuem sob as mesmas regras”.

Vejam os pontos principais:

1. Antes de mais nada, aumentar a segurança nas fronteiras (especialmente, é claro, na fronteira com o México, embora o país não seja mencionado nos documentos oficiais da nova política);

2. Fiscalizar e punir as empresas que contratem trabalhadores sem documentos;

3. Propiciar a imigrantes ilegais a chance de obter a cidadania americana e assumirem as respectivas responsabilidades exigindo que aprendam inglês, paguem impostos e uma multa — além de entrarem na fila dos que, legalmente, aguardam a cidadania e serem submetidos a uma checagem geral de seus antecedentes;

4. Agilizar o processo de imigração legal para famílias e trabalhadores e facilitar a instalação, no país, de empresas estrangeiras.

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Imigrantes que cumpriram as leis prestam juramento como novos cidadãos dos Estados Unidos (Foto: huffingtonpost.com)

Para quem quiser se aprofundar e atualizar-se sobre o andamento da questão — inclusive ver fala do presidente a respeito –, a casa Branca disponibiliza, infelizmente apenas em inglês quando, por sua própria natureza, deveria ter pelo menos versão em espanhol, este completíssimo site. 

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ricardo em 17 de março de 2013

a turma quer mesmo eh os EUA... ninguém quer vir para o Bananão petista e virar cidadão brasileiro...no máximo, no máximo vir para trabalhar um curto período de tempo mas sempre de olho em uma oportunidade de se debandar para os States...

Marco em 14 de março de 2013

O plano descrito no post é o elaborado por senadores republicanos e democratas. Contempla a legalização da multidão de ilegais e a segurança da fronteira. O plano do Obama não prevê segurança da fronteira e prevê vistos para parceiros homossexuais. Coisas que ele sabe muito bem que os republicanos não vão aprovar. E só foi vazado para a imprensa depois que os senadores anunciaram estar conseguindo chegar a um acordo para um plano bipartidário. Então, das duas uma: Ou o Obama quer tomar crédito pela reforma dos senadores caso ela ocorra ou, mais provável, começa a criar obstáculos para que ela não ocorra e os democratas, através da bandeira da legalização dos imigrantes, mantenham os hispânicos como voto cativo e ele, através da constante demonização dos republicanos, recupere a maioria na Câmara e aprove tudo que quiser.

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