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Kadafi: o Brasil já apoiou sanções que incluem o congelamento dos recursos da Líbia no exterior e a proibição de que ele próprio e membros de sua família deixem o país

Finalmente, sinais de uma política externa decente.

O Brasil apoiará “todas as medidas que forem adotadas no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU)” em relação à Líbia, inclusive ações armadas, disse ontem, quinta, dia 3, o porta-voz da Presidência da República, diplomata Rodrigo Baena, postura que alinha o país às principais nações do Ocidente.

O Brasil, que ocupa interinamente a presidência do Conselho de Segurança da ONU, já apoiou as sanções adotadas contra o ditador Muamar Kadafi, que incluem o congelamento dos recursos da Líbia no exterior e a proibição de que ele próprio e membros de sua família deixem o país.

A delegação brasileira na ONU também condenou os episódios de violência contra os opositores do regime — Kadafi, como se sabe, mandou a Força Aérea bombardear manifestantes na região de Bengazi, a segunda maior cidade do país, a leste da capital, Trípoli.

Igualmente, como ocorreu como os demais 191 países-membros da ONU — inclusive notórios violadores dos direitos humanos –, o Brasil votou pela suspensão da Líbia como membro do Conselho de Direitos Humanos da organização.

O porta-voz da Presidência também informou que o governo não fez contato com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, sobre a proposta de formar um grupo de países para mediar uma solução para o conflito na Líbia, que contaria com o ex-presidente Lula  como principal negociador.

A VERGONHA DOS BRASILEIROS DE BEM DURANTE O LULALATO

Durante o lulalato, os brasileiros de bem passaram pela vergonha de ver o Brasil sistematicamente se abster de votar condenando regimes que pisoteiam os direitos humanos como os do Irã, da Coreia do Norte ou de Cuba — que Lula visitou várias vezes, inclusive em fevereiro do ano passado, quando confaternizou com os irmãos-ditadores Castro enquanto o dissidente Orlando Zapata morria em consequência de uma greve de fome.

O Brasil também se absteve de votar nas diferentes ocasiões em que a ONU atuou para investigar o assassinato, em 2005, do primeiro-ministro do Líbano Rafic Hariri — isso para não desagradar o governo do ditador Bashar Assad, da Síria, que muito provavelmente está implicado no crime. (Hariri era forte opositor da presença em seu país de tropas sírias, que acabaram deixando o Líbano nesse mesmo 2005 por pressão internacional).

A delegação brasileira chegou ao ponto de não votar sequer para condenar por violação dos direitos humanos o regime do pária dos párias internaconais, o ditador do Sudão, Omar Al-Bashir, um criminoso que não pode passar por qualquer país civilizado porque será preso: ele tem contra si, desde março de 2009, uma ordem de prisão emitida pelo Tribunal Penal Internacional com sede em Haia, na Holanda, por crimes de guerra e crimes contra a humanidade devido ao genocídio ocorrido na região sudanesa de Darfour, em que se estima haverem sido assassinadas 300 mil pessoas.

Não bastasse isso, Lula foi o único chefe de governo de importância a receber, com todas as honras, o ditador iraniano Mahmoud Ahmadinejad, que nega a existência do Holocausto e alimenta a declarada intenção de “varrer do mapa” o Estado de Israel com seus quase 8 milhões de habitantes. Declarou Kadafi, carrasco de seu próprio povo, “amigo e irmão”, e manteve as conhecidas relações calorosas com o coronel Hugo Chávez, da Venezuela.

MUDANDO UMA TRAJETÓRIA INFELIZ

Quanto a Dilma, em seu discurso de posse, no dia 1º de janeiro, a presidente incluiu-se entre os que são “naturalmente amantes da mais plena democracia e da defesa intransigente dos direitos humanos, no nosso País e como bandeira sagrada de todos os povos”.

Seu governo vem mudando essa trajetória infeliz de forma tão discreta como é possível, em assunto de tanta eletricidade. De todo modo, sem fazer alarde de que se distancia das posições esdrúxulas de Lula e da dupla Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia — o então chanceler e o chanceler sem Itamaraty, como o denomina Augusto Nunes –, a presidente se afastou da promiscuidade incômoda com a ditadura dos aiatolás do Irã ainda antes da posse, na famosa entrevista concedida em dezembro passado ao jornal The Washington Post em que repudiou a horrenda sentença de morte por apedrejamento da dona de casa Sakineh Ashtiani.

Até agora, não fez menção de incluir a Venezuela nem Cuba em sua programação de viagens internacionais, que prevê como próximas missões visitar oficialmente os Estados Unidos e a China.

Na segunda-feira passada, 28, durante a 16ª reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, afirmou que o tema, para o governo Dilma, “é inegociável”.

Há gente que diz que ainda é muito cedo para dizer que o governo mudou sua postura nesse terreno fundamental. Mas não há como negar de que os sinais emitidos até agora são alentadores.

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30 Comentários

Eliandson Gomes Alves em 10 de março de 2011

Nada pessoal, rapaz!Mas você, como pessoa ''pública'' está aberto a críticas. PIG quer dizer ''Partido da Imprensa Golpista'' e sua equipe(Veja)Faz parte. Ah,é? Quer dizer que sou "golpista"? O que sabe você de mim para dizer uma barbaridade dessas? Sou um democrata e estou entre os milhões de brasileiros que padeceram sob os efeitos de um golpe que produziu uma ditadura de 21 anos de duração. Mas você provavelmente não tem ideia do que isso foi, não é? Vai xingando os outros e segue em frente. Abraços.

Eliandson Gomes Alves em 07 de março de 2011

Caro amigo, me responda uma coisa: Por qual motivo a ''comunidade internacional e a imprensa'' não colocaram o regime de Mubarak na parede, como estão fazendo com a Líbia? Será que o motivo seria o seu alinhamento pró-ocidente, diferentemente do Kadhafi? É acho que é isso, derrubar um opositor sempre é melhor do que um aliado. Ditadura só vale se for pró-ocidente, vide os casos do Egito, da Coréia do Sul no passado, da América Latina, e de tanto outros lugares. É a velha tática:'' dois pesos e duas medidas'.Sabe porque a Diplomacia do Brasil na Era Lula incomoda tanto o PIG? Ela foi a única que defendeu nossos interesses e muitas vezes indo contra interesses dos EUA,e, isso para a ''direita'' é inaceitável.Qual país no mundo recebeu a visita no mesmo mês do Shimon Perez, Armadinejad e Mahmoud Abbas? E outra, '' nunca antes na história desse país'' um Secretário de Estado dos EUA, veio até Brasília para pedir apoio, pura e simplesmente, no caso do Oriente Médio, Concorda? A realidade é outra, isso é fato. E só pra constar: em relação a vaga no Conselho de Segurança da ONU DIFICILMENTE VAMOS CONSEGUIR, e não é por falta de capacidade e sim porque os Eua não vão querer ter um opositor bem no seu ''quintal'' já basta ter que lidar com uma nova situação, aquela que o mandar e o obedecer está ficando cada vez mais escasso nas relações EUA-BRASIL.Falta a vocês a idéia de que o Brasil tem que se desfazer da idéia de colônia, talvez no seu entender(PIG) política externa decente é pró-G8 onde ministro brasilerio tira o sapato em aeroporto, diz amém pra tudo e em reuniões só convidado pra tomar cafézinho, dessa forma o Brasil sempre vai ficar longe de problemas, não vai chamar atenção de ninguém e ainda vai ser amiguinho e todo mundo. Estamos caminhando para sermos atores importantes no cenário global e devemos ser mediadores, e mediadores não tomam partido por isso a aproximação do Brasil com o Irã. Abraços. Se você considera, pelo que vejo, o colunista um canalha que defende interesses contrários aos do país, por que não vai procurar a sua turma e me deixa em paz? E o que diabos é PIG? Não sei do que se trata, provavelmente porque isso não existe.

lucia s em 06 de março de 2011

Nossa, adoro gente que acha com X. "Xoa tão bem bem os xérebrox que penxam dexa forma..." Hahahahahaha, muito boa, Lúcia. Abração

ALBERTO SANTO ANDRE em 05 de março de 2011

RICARDO ,QUANTO AOS COMENTARIOS RAIVOSOS, DAQUELES QUE FORAM CITADOS COMO PARTE DOS SETENTA E CINCO POR CENTO DE ANALFABETOS PLENOS E FUNCIONAIS, QUE GRASSAM NO BRASIL, EM RELATORIOS DA ONU E BANCO MUNDIAL,NAO SE PREOCUPE POIS COMO SE COSTUMAVA DIZER NO INTERIOR, LA NA MINHA RIBEIRAO PRETO, A CADA CHAMAMENTO QUE SE FAZ AO BURRO O MESMO COICEIA.

ALBERTO SANTO ANDRE em 05 de março de 2011

PELO MENOS POR ENQUANTO, DEIXAREMOS DE SER O CHIPANZE ALBINO, QUE ATRAI A CURIOSIDADE DE PESSOAS CIVILIZADAS , NA VITRINE DAS RELACOES EXTERIORES.

SergioD em 05 de março de 2011

Caro SergioD, atendendo a seu pedido, não estou publicando sua mensagem. Mas acuso o recebimento e vou procurar saber detalhes. Obrigado e um abraço

SergioD em 05 de março de 2011

Ricardo, não entendo como EUA e Inglaterra "perdoaram" Kadafi. Caramba, ele foi o responsável pelo atentado contra o Jumbo da Pan-American em Lockerbie. Será que o petróleo vale isso? O relacionamento dele com Berlusconi chega as raias do ridículo. Na década de 70 ele era tão mal visto no ocidente que dois jornalistas, Dominique Lapierre e Larry Collins, autores de livros fenomenais como Paris está em Chamas?, Esta noite a Liberdade e Oh Jerusalém, escreveram um romance chamado O QUINTO CAVALEIRO. Isso mesmo, o quinto cavaleiro do apocalípse, Muamar Kadafi. No livro, ambientado no governo Carter, nosso herói instala um aterfato nuclear no centro de Nova Iorque. Um excelente Thriller de ação. Como é que um cara desses cai nas boas graças do ocidente. Quanto a mudança de posição do governo brasileiro, só aplausos e, como você disse, um tremendo sentimento de alívio. Um abraço

Gaúcho em 05 de março de 2011

Só a cara e a roupa desse cara, mostram quão esquisito ele é.

Frank em 05 de março de 2011

Caro Ricardo: A petralhada, como diz o Reinaldo, infestou todos os blogs das publicações sérias -como VEJA- e outras nem tão sérias e, utilizando-se de um linguajar grosseiro e raivoso, procura denegrir e invalidar qualquer comentário. A burrice é tamanha que até quando se elogia o governo da Dilmetralha pela timida sinalização de alguma racionalidade, eles ladram. É pra acabar!

jfaraujo em 05 de março de 2011

Uma pesquisa recente feita pela rede Globo mostrou que a maioria dos brasileiros não acha os EUA um país hostil a nós, e a maioria também não é a favor de ditaduras como a venezuelana. Os diplomatas do nosso governo que representam o Brasil, tem a obrigação de dizer, em pronunciamento sobre qualquer país, apenas o que está restritamente condizente com a opinião do povo brasileiro, e não com as vertentes ideológicas do partido esquerdista que governa. Perfeito, JF. Concordo com você. Abração

EDUARDO CARLOS em 04 de março de 2011

VEJA É UM PANFLETO NAS MÃOS DA DIREITA BRASILEIRA. UMA REVISTA TENDENCIOSA! NO PASSADO FOI UMA REVISTA SÉRIA MAS HOJE INFELIZMENTE É UMA REVISTA PARCIAL COM JORNALISTAS MEDÍOCRES QUE A ÚNICA COISA QUE SABEM FAZER É FALAR MAL DO MELHOR PRESIDENTE QUE O BRASIL JÁ TEVE. Por que em vez de vociferar e agredir, como você faz, você não apresenta argumentos ao que escrevi no post, Eduardo? Quando faltam argumentos, sobram agressividade e falta de educação.

ana flavia em 04 de março de 2011

Sou petista, e apesar disso axo sim que o governo Lula cometeu alguns erros em sua política externa, mas não acredito que uma boa relação com o Irã seja um erro, afinal de contas em um mundo cada vez mais pluralista não se pode considerar a visão norte-americana de quem são os "inimigos do mundo" como a única correta. Relações corretas é uma coisa. Receber calorosamente, e visitar um pária internacional como Ahmadinejad, ajudando-lhe a conferir legitimidade depois das eleições roubadas de 2009, manifestar por esse genocida em potencial carinho e afeto, é outra. O Chile faz isso? A Argentina faz? A África do Sul? Estou mencionando países em desenvolvimento e democráticos. Pode-se ter relações corretas com um país sem o calor que o governo Lula demonstrou para com a ditadura iraniana, sem nada receber em troca que não recebesse de outra forma mais sóbria. Não se trata de "visão norte-americana", prezada Ana Flávia. Você acha que o regime dos aiatolás malucos que financia terroristas em vários países e quer a bomba atômica é legal, é inofensivo, é do bem? Abraços

marcia em 04 de março de 2011

Não votei na Dilma e odeio o PT, mas estou satisfeita com o desempenho da nossa Presidenta "como ela gosta". Espero que ela continue cada vez mais se afastando do populista que a antecedeu. Lula nunca mais.

PSamuel em 04 de março de 2011

Finalmente a Presidenta da sinais de independencia, e para o lado bom. Por quanto tempo??? Vamos aguardar.

F. Franco em 04 de março de 2011

A única coisa que não da sinal de decência é a ética dos jornalistas da VEJA. Mal-Caratismo é sinônimo de VEJA! Franco, além de cometer erro de português, você está ofendendo, de forma generalizada, a centenas de profissionais sérios. Não custa informá-lo de que seu IP, que identifica de que computador saiu a imagem, aparece na nossa tela. Contenha-se em suas agressões, porque posso processá-lo criminalmente. E acredite que farei, se você e outros do mesmo tipo passarem dos limites. Você está chegando perto.

Paulo Bento Bandarra em 04 de março de 2011

Além de revoluções espontâneas, agora também há geração espontânea de fuzis? Até agora não encontrei a explicação em lugar nenhum. De onde apareceram tantos fuzis na “revolução” da Líbia? É tudo arma de desertores? Eles passaram o armamento para a população civil e deram no pé? Por Reinaldo Azevedo Pois é, será que se sabe o suficiente para uma intervenção? Ou é para abrir mais uma frente? Caro Paulo Bento, o porta-voz da Presidência falou sobre uma hipótese extrema. Nem mesmo os Estados Unidos estão propondo nada parecido, por enquanto. A secretária de Estado Hillary Clinton chegou a dizer que seu país ainda está longe de cogitar de criar uma "zona de exclusão aérea" em torno da Líbia -- imagine então de uma invasão. Abraço

carlos nascimento em 04 de março de 2011

Ricardo, não perca tempo com asnos, principalmente, os que conseguem escrever hitler com (r) e hipocrisia (sem o h), são teleguiados da era da mediocridade, neurônios abaixo de zero, sem qualquer conteúdo, delete e transforme em spans.

carlos nascimento em 04 de março de 2011

Ricardo, Quem em sua opinião foi o principal responsável pela "idiotia " da política externa na era do "lulalato", veja se é possivel em termos de grau de responsabilidade identificar: - Marco Aurélio Garcia "boca de alho"....... % - Celso Amorim "megalonanico"............... % - Luis Inácio "crustáceo 51"................ % Quem em sua opinião é hoje o responsável pela guinada de 180 graus no rumo da mesma politica: - Dilma .................................... % - Patriota.................................. % - Palocci................................... % Por último, vc arriscaria um palpite, na questão do Chavéz, vc acha que esse idiota não vai se enrolar até o final do Governo Dilma ? Carlos Nascimento. Caro Carlos, Assim, sem maior tempo para reflexão, eu diria que em resposta à primeira questão que de 40 a 50% são de responsabilidade do principal líder do lulalato, dividindo-se o percentual restante em partes iguais. Não sei responder à segunda pergunta, não tenho elementos suficientes. Acredito que tanto o Patriota (vide entrevista às Amarelas de VEJA recentemente) quando o ministro Palocci têm uma influência moderadora junto à presidente, que por sua vez já manifestara sua inconformidade, por exemplo, com os votos calhordas que o Brasil deu na ONU nas condenações ao regime tirânico do Irã. Quanto ao ditador Chávez, ele enfrentará eleições presidenciais no ano que vem em que pela primeira vez há uma oposição unida, e que obteve maioria de votos nas últimas eleições, sendo descaradamente roubada pelas regras inventadas pelo coronel. Essas regras lhe permitiram fazer maioria da Assembléia sem ter maioria de votos. O problema, naturalmente, é que o coronel pode também manipular ou mesmo fraudar as eleições presidenciais, se os resultados lhe forem desfavoráveis, além da utilização maciça de recursos que fará para se reeleger. De todo modo, a insatisfação cresce na Venezuela, a inflação está em alta, faltam produtos, falta energia -- num país que navega num oceano de petróleo --, o crescimento do PIB do ano passado foi negativo, a repressão é muito grande, as liberdades são crescentemente sufocadas. Tudo isso cria um caldo de cultura para, quem sabe, haver uma rebelião à Tunísia ou Egito (ou Líbia) na Venezuela no futuro. Acho que nos 4 anos de mandato da presidente Dilma muita coisa pode acontecer com Chávez.

Bill em 04 de março de 2011

Decente? E se a decisão do Conselho de Segurança da ONU for de invasão? Nada, absolutamente nada, justifica tirar a vida de qualquer ser humano. Deixem que eles resolvam seus proprios problemas. Se sangue for, sangue será, mas não por mãos estrangeiras. Decisões da ONU dessa gravidade que você menciona refletem consenso da comunidade internacional. O sangue dos líbios já está correndo, e em consequência dos bombardeios e outros ataques ordenados pelo ditador sanguinário Kadafi contra seus próprios concidadãos.

Eliandson Gomes Alves em 04 de março de 2011

Política externa ''decente'' para vocês, da turma dos tucanos, é aquela que o Brasil fica submisso e diz ''amém'' para o que os EUA dizem.A política externa do governo Lula foi a UNICA que fez o Brasil ser respeitado e ter posição de mediador de verdade. No caso do Irã fizemos tudo que(EUA+UE) eles não conseguiram, mas então pq não aceitaram o acordo depois de firmado?A resposta todo mundo sabe: petróleo! Não sou de turma nenhuma, Eliandson, a não ser da turma de jornalistas que pensam com a própria cabeça. Você deve ser leitor recente do blog -- pelo que agradeço, se for o caso --, e certamente por isso não leu nenhum dos muitos posts em que critico o PSDB, o DEM, seus integrantes e líderes. Política externa decente é a que, entre outras coisas, não vota indecentemente, abstendo-se de forma covarde, quando se trata de condenar violações de direitos humanos por ditaduras sanguinárias, como vinha fazendo o Brasil durante o lulalato

Marjorie em 04 de março de 2011

parabéns ao governo brasileiro, enfim uma atitude coerente! e pergunto para os contras: que direitos humanos a libia exerce hoje? realmente a situação não está facil e é notório. Hoje a líbia se encontra em um estado catastrófico, se for preciso o uso da força para tirar Muamar Kadafi do poder, não será nem uma atitude exagerada, inconsiente ou até precipitada! Estão mais do que certos, mas é preciso lembrar, será que a líbia terá condições de se recuperar depois de toda essa onda de destruição e revolta? será que algum influente na politica terá condições de levar a líbia como Muamar Kadafi levava? está certo que de um jeito deplorável, mas levava! O que vai acontecer com a libia se Muamar deixar o poder? e se ele nao deixar? de qualquer forma o fim é lamentável. O caminho a seguir de um pais capitalista para se tornar um pais democrático é longo e ainda irá repercutir muito.

cosme ribeiro em 04 de março de 2011

Caro Ricardo, será que entendi direito, Lula enganjado num grupo para mediar uma solução para o conflito na Líbia, um notório defensor de governos que violam os direitos humanos? eu diria Ufff... que ruim.

Leones em 04 de março de 2011

Sr. Ricardo, felizmente parece que a decência e a razão voltam a prevalecer em nosso país.

Ednaldo Camos em 04 de março de 2011

Manda o Lula para lá, só com passagem de ida!

jairo em 04 de março de 2011

o brasil é um pais continental e deve apoiar as açoes que forem tomadas contra ditadores ,,,,,inclusive nai dando ouvidos a idiotas como hugo chaves .....

Mariazinha em 04 de março de 2011

Lula mediando um conflito deste porte? Fala sério! tinha que ser idéia do Mussolini Bolivariano!

Paulo Bento Bandarra em 04 de março de 2011

Eu acho precipitado o uso da força externa para decidir quem tem legitimidade. É uma clara intervenção externa em um país e em um povo. É claramente uma ação anti-democrata e intervencionista. Uma ação perigosa e igualmente ilegítima. Será que em eleições legitimas Mubarak cairia? Ou foi derrubado por uma minoria muito bem orquestrada e raivosa? Quem realmente tem legitimidade de, no berro, impor a sua vontade? Acho o exemplo da Somália muito ilustrativo. As coisas pedem degringolar para situações piores e crônicas. Por mais asco que eu tenha de Kadafi, os irmãos Castro ou Chávez. Por mais simpatia que eu tenha por uma força de Paz da Onu!

lupercio lomanto em 04 de março de 2011

Esta nova postura do governo brasileiro merece aplausos. E evita conflitos com outros países e coloca o Brasil numa posição coerente com as nações do mundo.

Marco Aurelio em 04 de março de 2011

voces da veja não são a favor de ritler por que? voces. flertão com o dem que é um portido racista elitista e por que não ariano seja pelo menos coerente redatores a ipocrisia ja não é bem vista pelo menos para nos pobres mortais e sem pedigri. Você está insultando todas as pessoas sérias e decentes que trabalham aqui com essa sua pergunta, Marco Aurélio. Saiba que nossa ferramenta de trabalho revela o número do IP de cada leitor que faz comentário no blog. Você está perto de passar dos limites, e não tenha dúvidas de que, quando for o caso, colocarei o Departamento Jurídico da Abril para processá-lo criminalmente.

Nelson em 04 de março de 2011

Espero que o Brasil tenha uma postura diferente da que teve nos últimos anos. Direitos humanos não se se negocia, se defende. O Lula com seu Ministro Amorim, já nos expuseram demais nesta área. Abraçaram os ditadres do mundo, achando que estavam fazendo a coisa certa,no ponto de vista deles, porém não no ponto de vista do Povo Brasileiro. O governante eleito é pago para inclusive, defender as idéias que a Nação defende e não tentar mostrar ao mundo idéias com as quais os Brasileiros não concordam. Isto é imposição e imposição é falta de democracia.

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