Prepotente e pretensioso, o ministro Franklin Martins volta a falar em controle da mídias

O ministro Fanklin Martins, ao defender a regulação da mídia durante um seminário organizado por ele mesmo, foi prepotente e pretensioso.

Prepotente ao dizer que a discussão que pretende “terá que ser feita” mesmo que haja “enfentamento” — termo egresso, talvez, dos tempos em que militava na luta armada e defendia um regime totalitário de esquerda para o país.

Pretensioso ao achar que o anteprojto de “regulação” que pretende concluir até o final do ano e entregar à presidente eleita Dilma Rousseff será endossado por ela e encaminhado ao Congresso.

Podem dizer o que quiserem da presidente eleita, mas ela já deixou claro, claríssimo, que defenderá a liberdade de imprensa e que, em matéria de controle da mídia, ela só é “favorável ao controle remoto” da televisão. Diga-se de passagem que a presidente não fez mais do que sua obrigação, porque a liberdade de imprensa — que não é uma liberdade para os jornalistas, mas um direito dos cidadãos — está assegurada na Constituição.

Mas, depois de um presidente, como Lula, que bombardeou e bombardeia a mídia com afinco e denodo, a palavra da nova presidente não deixa de ser um alento.

CONTROLE DE CONTEÚDO — Além de prepotente e pretensioso, o ministro Franklin Martins também foi sibilino: “Não haverá qualquer tipo de restrição”, assegurou.

Ele continuou, dizendo, acertadamente, que “liberdade de imprensa não quer dizer que a imprensa não pode ser criticada” — o que é óbvio. O que fazem, só para citar um exemplo, os jornalistas que escrevem toda semana no Observatório da Imprensa?

Ele também disse, e com razão, que “liberdade de imprensa quer dizer que a imprensa é livre, não necessariamente boa. A imprensa erra”. Claro que sim! Claro que nem sempre a imprensa é “boa”. Há períodos inteiros em que não é “boa”. E erra, sim, quase todo dia. Às vezes reconhece o erro e se corrige, às vezes não — o que é muito ruim –, mas, numa democracia, ainda não inventou em matéria de imprensa nada melhor do que uma imprensa livre.

O problema é o que veio depois de “criticada” na frase do ministro sobre liberdade de imprensa: ele usou a palavra “observada”: “Liberdade de imprensa não quer dizer que a imprensa não pode ser criticada, observada”.

Quem vai “observar” a imprensa? Com que objetivo? Esses “observadores” oficiais — porque é evidente que é disso que se trata — vão ficar só olhando? Claro que não.

Mais adiante, o ministro, que estava exaltado, agitava os braços, falava alto, defendeu um “controle” — esta foi a palavra — de “conteúdo” (outra palavra) sobre temas ligados ao respeito à privacidade, às campanhas discriminatórias e à cultura regional.

Muito bem, é preciso mesmo não haver discriminação, é necessário respeitar a privacidade, temos que cuidar das culturas e tradições regionais.

Mas quem decidirá quando e onde houve discriminação e invasão de privacidade?

Para esses casos, já não existe o Código Penal, não existem a polícia, o Ministério Público e o Judiciário?

E na questão das culturas regionais, o supremo juiz não deve ser o público?

POLÍTICOS DONOS DE TVs — Só posso concordar com Franklin Martins quando ele criticou a propriedade de canais de televisão por políticos.

“Todos nós sabemos que deputados e senadores não podemter canais de televisão” (por serem concessões públicas, interditadas a parlamentares), disse Franklin, segundo o qual o setor virou “terra de ninguém” e que os políticos usam de “subterfúgios” para possuírem emissoras.

Perfeito.

Só se espera que, ao enfrentar esse problema, o governo — se o fizer — não use esse óbvio desvio da lei para, em nome dele, perseguir e cercear veículos.

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Nenhum comentário

  • Marcelo José Gonçalves

    Queria entender porque a midia tem tanto medo desse assunto. Existem varios orgãos de fiscalização, CONAR por exemplo, pq não pde ter um para a imprensa?

    O Conar é um órgão de auto-regulamentação. A imprensa deveria, ter, sim, esse mecanismo. O problema é quererem regular a partir do governo. Aí, meu caro, a democracia fica na marca de pênalti.

    Abraços

  • Gustavo Matias

    Prezado Setti,

    Não entendi. Lula quando critica a imprensa, a bombardeia? Mas ele também não é bombardeado? Deveria ouvir calado?

    Mas, depois de um presidente, como Lula, que bombardeou e bombardeia a mídia com afinco e denodo, a palavra da nova presidente não deixa de ser um alento.

    Depois você mesmo diz que a imprensa pode ser criticada, mas se refere apenas aos seus pares. Outras pessoas, dentre elas os políticos, na sua visão não podem criticar a imprensa?

    Ele continuou, dizendo, acertadamente, que “liberdade de imprensa não quer dizer que a imprensa não pode ser criticada” — o que é óbvio. O que fazem, só para citar um exemplo, os jornalistas que escrevem toda semana no Observatório da Imprensa?

    Acredito que a imprensa, nem os políticos saibam lidar com críticas, mas a primeira me parece menos acostumada, pois sempre esteve no papel de crítico e não de criticado.

    Com relação ao restante do texto, acho que você acertou em cheio, penso que o “controle da imprensa” deva ser feito sem controle mesmo, dando espaço para a crítica, venha ela de onde for.

    Com relação aos veículos de imprensa comandados por políticos, você vê alguma saída para isso? Aqui em Salvador, por exemplo, os Magalhães possuem uma grande rede de imprensa, da Globo, com alta audiência e já ficou demonstrado que se quiserem acabar ou levantar alguém, a facilidade e muito maior.

    Abraços.

    Todo mundo, especialmente leitores, telespectadores, ouvintes e internautas, têm o direito e até o dever de criticar a imprensa, caro Gustavo.

    Quanto aos poderosos que detêm canais de TV e emissoras de rádio — não há empecilhos legais a que tenham jornais –, a questão é simples: cumprir a legislação que existe. Eles nunca são os proprietários, têm testas-de-ferro e outras maneiras de burlar as leis, mas, querendo ir fundo, o Ministério Público, devidamente acionado, poderia começar a mexer nesse vespeiro.

    Abraços
    Gustavo Matias

  • Roberto Xavier

    Augusto Nunes dissera que Dilma era o adversário que todo político pediu a Deus em uma eleição, porém o candidato oponente de Dilma, Serra, acabou sendo o oponente que todo político de esquerda pediu a Deus em uma eleição. O opositor de Dilma teve nesta eleição todos os elementos possíveis para levá-la às cordas e em seguida à lona nos debates. Argumentações e fatos comprovados não faltaram como exemplo as atividades criminosas de Dilma na época da ditadura e seus ideais comunistas, mas o grande problema de Serra era seu comprometimento com o Socialismo Fabiano, o que o impediu de agredir sua adversária com os fatos e se eleger presidente. Foram oito anos de irregularidades, de fraudes, de corrupção, de desrespeito à Democracia, de associação a grupos terroristas internacionais, de defesa de regimes tirânicos e de violações sistemáticas à Constituição que o candidato Serra deixou de aludir em publico. Eu acompanhei as colunas de Augusto Nunes e de Reinaldo Azevedo, e ali qualquer candidato poderia colher seu material de campanha para em pouco tempo derrotar Dilma, mas infelizmente o filosofo Olavo de Carvalho tinha razão quando escreveu em seu site o artigo “Maquiadores do crime” falando sobre “a espiral do silêncio”.
    http://www.olavodecarvalho.org/semana/100920dc.htmlComo diria Olavo de Carvalho: O PSDB é a direita da esquerda.

  • Aldenise

    Poderia comentar o artigo apontado pelo link abaixo?

    http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=615JDB004

    Cara Aldenise, o tema é amplo e complexo demais, e o texto longo, para caber um comentário aqui. Só acho que a autora erra ao fazer essa aproximação entre o colaboracionismo de parte da imprensa durante a ditadura com a situação que vivemos hoje.

    Abraço

  • Tito

    Ricardo,
    A presidente eleita também deixou claro que não haveria aumento de impostos e a CPMF vem aí.
    Podemos acreditar no que ela diz?
    Eu não.

  • Chico Lima

    Setti.
    Eu concordo contigo ter sido um alento o pronunciamento de Dilma a respeito da garantia de liberdade de expressão em seu governo.
    Verdadeiramente, numa democracia consolidada, ela nem precisaria dizer isso em seu primeiro discurso, pois, liberdade é um dos principais pilares de qualquer regime democrático. Aliás, podemos dizer que democracia “rima” com liberdade e são indissociáveis.
    O que me preocupa é, justamente, essa garantia ter sido feita a despeito de todas as bravatas de Lula e Franklin Martins durante a campanha eleitoral. Me parece existir dentro do PT um cabo de força a respeito de uma matéria que deveria ter sido aprendida há muito tempo por todos os brasileiros, independente de suas preferências partidárias.
    Não temos outra escolha senão esperarmos pelas atitudes que ela irá tomar após ser empossada. Mas, eu ainda não estou convicto de que ela honrará esse compromisso.
    Até logo, meu amigo!

  • Reynaldo-BH

    Caro Setti,
    eu tive a pachorra de ler, linha por linha e artigo por artigo, o PNDH3. Idem quanto aos documentos aprovados pela CONFECOM. E, creia-me, comodiria Orson Welles, É TUDO VERDADE! Há sim, explicitamente, o desejo do controle de conteúdo em nome de conceitos tão elásticos como “interesse popular”, “cultura regional” ou “valores sociais”. Lembra-me a Lei de Segurança Nacional que tipifica como crime “atentar contra a Segurança Nacional”. O problema sempre foi que nunca foi definida o que seria “segurança nacional.”!
    Mas, o que mais me assusta e cauda náuseas é a figura de Franklin Martins. É sobre isto que gostaria de comentar, seu fulanizar uma discussão que é mais importante que as personagens. O fascínio exercido por Franklin sobre Lula é inédito. Frei Beto, Kotscho, etc. foram influentes e passageiros. Não moldaram políticas ou decidiram questões de fundo. Foram usados. E descartados. Franklin não. Usou Lula para um retorno ao passado que julgávamos enterrado. Me pergunto como alguém com acesso à cultura e informação, no centro do poder, em contato com pensadores e intelectuais, não conseguiu crescer enquanto ser humano ou profissional. Franklin exala a cada palavra o rancor da derrota de uma ação que ainda defende e tenta justificar. Não preciso lembrar a declaração de que “teríamos matado sim” o embaixador vítima do sequestro de que participou. Franklin demonstra a incapacidade de alguns homens de reverem a própria história. De aprender com o que fez e assim, reformatar um futuro. Gabeira é exemplo. Por isso merece o respeito de todos, mesmo os que dele discordam. Franklin é o exemplo maior da falência ética do ser humano. O ápice da pusilanimidade. D indecência moral elevada à categoria pretensiosa de posicionamento ideológico. Da sempre citada, vanguarda do atraso. Aboletado em um cargo público, traiu os colegas de profissão. Escolhido por Lula como alguém que “domaria” a imprensa, é servil ao Dono da Voz, desprezando a própria profissão. Esqueceu de Castelinho e de tantos outros. Houvesse o controle de conteúdo defendido por Franklin, talvez ele ainda estivesse fora do Brasil. foi graças a Castelinho, Alceu Amoroso, Francis, Vilas-Boas-Corrêa, e tantos outros, que Franklin está onde está! E retribuí propondo a censura, o controle. Que se traduz como um direcionamento de profissionais que não merecem a autonomia de serem responsáveis. Que triste figura! Que exemplo de amoralidade extremada. Só um aspecto malignamente me consola. Franklin Martins é e sempre será (?) uma pessoas infeliz. Perdeu a dignidade que julgava ter. Mostrou-se como um capacho de idéias próprias, vendidas a quem não tem condições culturais de avaliá-las. É covarde. E assim, perdeu a vida. Sinto pena pelo ser humano. (Sempre sinto a vergonha alheia de modo mais intenso que a minha mesma!). Embora admita, como humanista, que cada um faz a sua história. Mesmo que seja esta.

  • Reynaldo-BH

    Setti, desculpe a extensão do comentário anterior. Como já disse ao AN, sou prolixo. Não sou jornalista. Talvez precise aprende a escrever em laudas. Óbvio que você tem toda a liberdade de não publicar ou condensar o que foi escrito. Só depois de enviado vi a extensão do mesmo. A coluna É SUA e não de comentaristas que não conseguem se expressar de modo conciso. Abraços.

    Não se preocupe com a extensão dos textos, caro Reynaldo. Seu comentário anterior sobre o ministro Franklin é bem interessante.

    Não precisa mais pedir desculpas, não.

    Você enriquece o blog.

    Um abração

  • Cleópatra

    Vamos apenas dar uma ajeitada aí em cima no “pretencioso”, porque não somos castelhanos.
    Que tal pretensioso, como determina a norma culta da língua portuguesa?
    Ou será muita pretensão, quiçá presunção, desta modesta subjugadora de césares?
    Abraços do sarcófago, querido Setti.

    Ooooops, Cléo, obrigada pelo toque. A imprensa erra, viu só? O ministro Franklin tem razão…

    Abração

  • Ivelyse Ferraz

    Este senhor já “dançou”. Depois de 31 de dezembro vai ser Ministro das Comunicações em Cuba, ou na Venezuela. FORA COMUNISTAS! FORA INCOMPETENTES! FORA GENTALHA!!!

  • Bastardo Inglório

    Será que a palavra da nova presidente, afirmando seu compromisso com a liberdade de imprensa, vale tanto quanto a promessa de não reeditar a CPMF?

  • sinisorsa

    Peraí, o FM vive de atacar os políticos donos de canais de tv, só que acho que ele se esquece que muitos desses caras são aliados de Lulla e Lullita. Aí, quem é que vai encarar o Sarney? E o Collor? Eu pago pra ver isso acontecer! 😛
    Lhe vejo confiante nas promessas e discursos em favor da liberdade de imprensa, porém caber recordar-lhe que, durante os dias de campanha presidencial, vimos Lullita defender menos impostos, e até mesmo uma tímida reforma tributária. Contudo, antes mesmo de assumir a cadeira no Planalto, ela já está mostrando os dentes e a vontade de enfiar a cpmf goela abaixo dos brasileiros. Sem vaselina, sem anestésico.
    Eu não creio em nada que saia da boca dela.

  • sinisorsa

    Esqueci de dizer que o controle de conteúdo que o FM persegue tem seu mais perfeito exemplo no caso Mikhail Beketov, o jornalista russo que levou a maior surra dos cães de aluguel do Putin, e que acaba de ser condenado a prisão, acusado de espalhar mentiras calúnias contra o político Strelchenko. O que me leva a pensar que tudo o que pode ser piorado, certamente o será.
    http://www.bbc.co.uk/news/world-europe-11717677

  • Fernando Del Bono

    Ricardo,

    Acredito até que o moscovita Franklin Martins, nem seja o maior problema enfrentado pela liberdade de imprensa. Esse é apenas um touro numa loja de cristais. É estabanado, sabemos suas intenções. Ou seja, é um lobo em pele de lobo.
    Meu temor é outro. São os enrustidos, com capa de independentes que se vendem por 30 moedas. Temos neste exato momento uma revista semanal que publicou uma extensa reportagem com o ex ministro Palocci com o pomposo título de ” OO SENHO CREDIBILIDADE”. Quem não se lembra do depoimento Jefferson expondo às vísceras da relação governo imprensa, com o mensaleiro Dirceu dizendo…Esta (revista),eu controlo. Aquele (jornal), eu controlo por cima… E por aí vai.
    O governo têm o poder das concessões de rádios e tvs, tem bilhões para gastar em publicidade nos veículos amigos e cargos para distribuir….
    Pobre do leitor, que precisa fazer uma verdadeira autópsia na notícia e nas fontes, antes de absorver de forma crítica o seu conteúdo.
    Às já famosas perguntas básicas do jornalismo: O quê, Quem? Quando? E, Onde? Deverão ser sempre acrescidas: A QUEM INTERESSA?

  • Carlão

    Ricardo, meu caro

    Acho que sobrou ainda um “pretencioso” no corpo do texto, logo após a chamada em negrito “controle de conteúdo”.
    Admito que há um secreto prazer em encontrar esses pequenos erros, ainda mais vindos de quem escreve (bem) profissionalmente.
    Já que você deu essa escorregada, me deu pretexto para comentar a crônica do Ivan Lessa lá no site da BBC. Foi sobre Jane Austen, que segundo um crítico escrevia “mal”. “Mal” no sentido “cheio de erros”. Mesmo depois de ler e concordar com o Ivan, ainda tenho esse pequeno e secreto prazer de achar esses errinhos. Pequeno prazer, bem entendido. Na minha hierarquia pessoal, tocar a campainha e sair correndo (aos 41 anos) ainda está acima de achar e apontar erros de português.
    Abração

    Acho ótimo ter leitores atentos, caro Carlão. Uma prova a mais de que o ministro Franklin Martins tem razão: a imprensa erra, hahahahahaha.

    Um abração e, de fato, um obrigado do

    Ricardo Setti

  • jefferson

    È melhor debater o assunto do que antes da discussão achar a pauta uma droga!

  • Lilian

    Setti,
    Quanto menos interferência do Estado na vida do cidadão melhor!
    O medo do Sr. Franklin são as denúncias de irregularidades no governo, “ELE” sim, tem medo da imprensa e não o contrário. Essa conversa de cultura, família, valores, é para quem não tem o hábito da leitura. Eu sei onde Franklin quer chegar…….em Marte!

  • alvaro

    O desgaste de Franklin Martins é visível. Tanto que ele já pediu o boné. Provavelmente irá trabalhar na TV do bispo, lugar ideal para sub-jornalistas em fim de carreira.

  • Mirian

    “liberdade de imprensa quer dizer que a imprensa é livre, não necessariamente boa.”
    Que seja! Esse senhor, rançoso, papagaio de pirata do fidel, será sempre NEFASTO.

  • Angelo Losguardi

    Setti,

    Como assim “podem dizer o que quiserem da presidente eleita, mas ela já deixou claro, claríssimo, que defenderá a liberdade de imprensa”? Ela também não disse que ia abaixar a carga tributária e sua PRIMEIRA atuação no sentido foi justamente colocar na sala o bode da CPMF?

    Já se passaram quase 8 anos. É bom a imprensa começar a traduzir a novilíngua petista (e não levá-la ao pé-da-letra).


    Caro Ângelol, na minha modesta, modestíssima opinião, acho que todo mundo merece o benefício da dúvida. Especialmente alguém que acaba de ser eleita presidente da República. Que fez declaração solene, como um dos primeiros itens de sua primeira fala ao país.

    Um abração

  • Natale

    Sr. Setti, podemos dizer, então, que a Unesco, atmbém é um “orgão chavista”, conforme este texto:
    “A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) recomendou ao Brasil para que o Congresso não tenha mais a incumbência de aprovar as concessões de emissoras de rádio e TV. Além disso, sugeriu a criação de um órgão independente para regular o conteúdo de mídia eletrônica do país.

    A entidade internacional propôs a definição de cotas obrigatórias para a programação regional e produção independente em canais de televisão. Para a Unesco, as emissoras de TV teriam que fazer uma autorregulação para adaptar suas condutas à regulação oficial e evitar possíveis intervenções de um órgão regulador do Estado.”

    Caro Natale, eu precisaria conhecer em detalhes a resolução da Unesco para poder opinar. Mas na Unesco países com regimes pouco ou nada democráticos costumam ter grande peso.

    Abraço

  • maria monteiro

    Caro Setti, vc já teve oportunidade de dar uma olhadinha no Plano Nacional de Cultura (PCN) aprovado, por unanimidade ontem, 9/11, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal e que agora segue para sanção presidencial? Um dos 13 (sic) princípios do Plano, aliás o último da lista, é: “Participação e CONTROLE SOCIAL na formulação e acompanhamento das políticas culturais”. Embora a elaboração do projeto seja obrigatória por determinação da Constituição, uma vez que o Congresso aprovou a emenda constitucional nº 48, em 2005, o texto que estabeleceu os princípios é resultado de 27 seminários, um em cada estado, promovidos pelo MinC e pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara.

    Cada vez que ouço “controle social” me lembro da ditadura “nacionalista e revolucionária” do general Velasco Alvarado no Peru. Os generais ditadores também instituíram o “controle social”. Desapropriaram jornais seculares e entregaram um para “os camponeses” (sindicatos pelegos), outro para “os operários” (idem), fizeram o mesmo com as emissoras de TV. A ditadura desgraçou o Peru, que só hoje, 30 anos depois, está conseguindo se reerguer.

    Abração.

  • maria monteiro

    Desculpe, PNC, não PCN.
    Um abraço,

  • Paulo Bomfim

    Olá, de novo, Setti.
    Só tenho uma restrição ao teu texto: Dilma disse que o único controle que ela reconhece é o remoto, da TV. OK, seria uma coisa ótima… não houvesse Lula dito a mesma coisa reiteradas vezes. Disse em entrevista aos jornalistas Fernando Mitre, Boris Casoy e Joelmir Betting, na Band – essa foi a última vez de que me lembro. Sabe o que ele defendeu, nessa mesma entrevista, num momento de calor com Boris? Que o tal Conselho Federal de Jornalismo não era tentativa de controle da imprensa!!! E disse mais, respondendo a Casoy: “as decisões não podem mais ficar restritas a uma sala com um monte de ‘gente vestida de verde'” (a expressão é tão ridícula que nem me lembro se foi exatamente essa). O que quero dizer: para eles _ falo dos petistas – há o discurso para inglês ver e há os fatos – estes últimos são, por exemplo, o Conselho Federal de Jornalismo e o PNDH-3, que foi assinado pela mulher que disse que o único controle que aceita é o do controle remoto. Por que ninguém perguntou ainda se ela vai jogar o tal programa no lixo?
    Sobre o Franklin Martins: esse homem ainda vive na década de 1960, só não percebeu ainda que o poder é ele. Me irrita muito quando ele se faz de coitadinho vítima da imprensa malvada.
    Abração, Setti.

    Outro abraço pra você, caro Paulo.

    Acho que a presidente Dilma merece o benefício da dúvida.

  • Corinthians

    Talvez ele queira se vingar da “imprensa” depois que foi divulgado que enquanto era comentarista político da Globo ele mantinha relações não convencionais e muito menos éticas com o PT, e que sua famíla eniqueceu absudamente.
    Aí ele foi demitido.
    E tomar o controle da mídia seria sua vingança.
    E concordo com muitas pessoas aqui.
    O que a Dillma falou após ser eleita, foi um alento… até eu me lembrar que ela mentiu no caso Lina Vieira, que ela mentiu sobre seu Curriculum Vitae… e aí o alento foi embora….

  • Rakel Maia

    Dillma é aluna de lulla. portanto, uma coisa é o q dizem nos palanques, outra é o q fazem no governo. daí, n/ sei por que esperar q ella tenha posições diferentes sobre essa tal de observação da imprensa daquelas manifestadas pelo Frankllin Martins. São da mesma tchurma.
    Rakel Maia

  • silvia m

    Você acredita no que a Dilma fala?
    Até hoje esse pessoal não demonstrou nenhuma credibilidade.
    Depois do assinei mas não lí, Erenice, Lina Vieira, curriculum falso, todas as mentiras durante o processo eleitoral, não dá para aceitar todas as mentiras dessa senhora?
    Espero, sinceramente, que você esteja certo. Só o tempo dirá

  • Alex Dias

    IMPRENSA O QUÊ?
    O que o ministro Franklin Martins procura,na realidade,Setti,não uma imprensa “boa”,mas uma imprensa boazinha.
    Um abraço sergipano.

  • Adriana Rolando

    Adriana Rolando
    – 10/11/2010 às 17:46

    Seu comentário está aguardando moderação
    Caro Ricardo,
    Não encontro adjetivos, ao menos publicáveis, para
    interpretar o Franklin Martins. Dia desses, na assembléia semanal das meninas, esse tema entrou no centro. O prefácio estava mais para terapia de casais.(uma das amigas está na terceira crise, depois de casada, outras virão, a pobre não sabe, fiquei quieta, não costumo desanimar, mas, é inevitável).
    Inquieta na cadeira tentava animar minha “companheira” de chopp, falava de outros assuntos, chegamos na frente, tenho o péssimo hábito(nesse país) da pontualidade, ou seja, procurei entretenimentos variados, solidária ao seu sofrimento. Minha imaginação dava voltas. Todas as vezes que denominou o marido de forma desrespeitosa, concordei, o único jeito de aliviar seu temor, e mostrar que, estamos juntas, no amor e na dor. Recitei os famosos versos da cerimônia religiosa, como prova inequívoca da minha amizade, depois do terceiro copo, comecei a rezar para que as outras duas se juntassem no calvário. Estávamos muito fúnebres. Quando as avistei,ufa, lembrei que minha Maria ensinou para recorrer à São Longuinho, quando se perde algo, uma quase perdendo o marido, as amigas não chegavam, dei logo seis pulinhos para ter crédito com o Santo. Para mudar o rumo da conversa, iniciei a questão da arbitrariedade inconteste do ministro. Coloquei em votação suas pretensões de cercear a imprensa. Três jornalistas, e uma maria-vai-com as outras, ainda mais submetida a terapia de choque. O ex-guerrilheiro de araque perdeu de zero. Se fizesse uma pesquisa de falta de popularidade, com certeza, ele, o ditador vestido de jornalista, só perderia para o marido, que aquela altura do campeonato era o vilão da história, com ou sem razão. Um moço, sentado ao lado, provavelmente, achando que daquele mato sairia coelho, comprou a briga, e falava alto. “Esse ministro é um …., esse ministro não sabe de nada, quem ele pensa que é para inventar a moda de conselhos para mídia, é uma besta quadrada.” Retruquei, meio sem jeito: Calma moço, não se exalte, vai que o sr. tem um infarte? Além de levar para casa o indigesto Martins, teremos que levá-lo ao hospital.
    -Estou com vocês. Coloca meu voto aí.
    – Tudo bem , mas, pode sentar na sua mesa, aqui a maioria é quatro.
    Satisfeitas com o resultado, cumpridoras da missão de desmascarar a fraude que arrumou estadia no ministério, decidimos que ao povo cabe as escolhas que faz, se são ruins, a responsabilidade é de cada um de nós, do povo. O direito de divergir, opinar, esbravejar nos foi dado, é só quem está obrigado ao silêncio por contigências sabe o que isso significa. Sabe exatamente o valor que tem uma palavra, mesmo que seja para ferir, que venha, é melhor que não poder ouvir absolutamente nada porque alguém decidiu que seria assim.
    Partimos, nos salvamos do inconveniente de dar mais crédito ao Franklin Martins. O abortamos. Melhor assim. Tínhamos que salvar um casamento, afinal. Se depender de nós, a liberdade estará como deve ser, intacta.
    Abraços.
    Ps. Desculpe, esbarrei no computador e o comentário saiu sem que eu tivesse terminado. Coisas da tecnologia.

    Pô, Adriana, a sua assembléia de amigas não tinha assunto melhor do que o ministro Franklin, não? Ahahahahahah, desculpe, estou brincando.

    Abração

  • Antônio Simões

    Prepotente,pretensioso….e RIDÍCULO!!,faltou essa “qualidade” ao Ministro Da Supressão da Verdade!!

  • carlos nascimento

    Carissimo Ricardo (boa noite)

    Sem ser “pretenCioso”, a questão é que devemos ao máximo realizarmos à escrita com perfeição, pois na era dos petralhas, com os exemplos pavorosos de sua epécie no quesito gramatical, principalmente, do chefe-mor, que usa e abusa de depreciação dos valores educacinais, temos obrigação de contraponto à era da mediocridade.
    Abraços.

    Carlos Nascimento.

    Você tem razão quanto à necessidade de prezarmos o idioma, Carlos Nascimento. Mas, como diria o ministro Franklin Martins, a imprensa também erra. Eu não seria exceção, não é?

    Um abraço

  • carlos nascimento

    favor corrigir educacionais… o teclado engoliu a letra O.

  • Everaldo

    Ricardo, a imprensa “boa”, é aquela que sempre mostra o quase supremo(Lula), falando todos os dias sem crítica alguma; a errada ou ruim denuncia a corrupção, mazelas, mensalões, são os jornalistas independentes.

  • carlos nascimento

    Acabamos de assistir um Ministro trocar o “cabeçário” das provas, talvez já seja o efeito do contágio, portanto, aqui no blog da VEJA temos que ser vigilantes e não darmos chance aos petralhas.

  • Ricardo

    simplesmente patético esse texto. Vocês insistem em ser a opinião pública, mesmo quando a opinião da maioria teima em ser demonstrar o contrário. Sugiro sem demora a leitura do texto “mídia e poder” do professor Francisco Fonseca da FGV. Para este professor, entrevistado pela CBN recentemente, o controle social da mídia ao contrário de ser uma iniciativa que tolhe a democracia, antes a radicaliza. Vocês são uns bons de uns embusteiros. Viva a democracia e o direito de expressão – DE TODOS!!!!

  • Olá Setti!
    Não consigo desvincular esta postura do Franklin Martins e os ataques do Lula à imprensa do que vem ocorrendo no restante da América Latina. Acho uma tendência regional e não gosto, primeiro porque não acredito em meia liberdade ou liberdade vigiada e segundo porque, assim sendo, ganha mais força, pois uns vão se justificando e usando como exemplo os outros.
    Abraço!

  • Ricardo

    Que contradição a posição da Dilma do PT vs o Franklin do PT, que antagonismo… Afinal o que quer o PT?

    Aqui vai uma teoria: é estratégia política. A tatica (famosa) do tira bom e do tira mau. Assim acossam a imprensa com o cão bravo Franklin na coleira que Dilma segura. E Dilma vira a boa. Quem sabe não sonham com uma Síndrome de Estocolmo? Um love affair da imprensa com a Dilma.
    MST? Outro cachorro na coleira do PT, me parece. E me faz lembrar daquela estória do Monteiro Lobato que o “controle social” não censurou: a do Comando de Caça ao Rinoceronte!

    Ahahahaha, gosto muito de bom humor, caro Ricardo.

    Um grande abraço

  • Emerson

    Oi, Setti.

    Particularmente, acho que a questão de um controle social da mídia ou coisa que o valha deveria, no mínimo, ser debatido. Não vejo motivos para censurar a ideia sem ao menos discuti-la.

    Concordo com o que disse o grande Janio de Freitas, na Folha:
    “A proposta petista de criação do conselho nacional de jornalismo, ou algo assim, vale mais uma discussão do que poderia ser, a serviço de todas as partes, do que qualquer das acusações trocadas. Conselho de jornalismo não é embaixada do inferno, não é chavismo, não é ditadura, necessariamente. São muitos os países “civilizados” e democráticos em que tal conselho existe. Na França, por exemplo, foi criado há muito tempo, prestou muitos serviços e ninguém pensa em dissolvê-lo, assim como o da TV. A Inglaterra, os países nórdicos e outros têm as suas formas de conselho. Discuti-lo no Brasil seria difícil, mas não ameaçaria a democracia ou a liberdade de imprensa.”

    Um fato interessante: o texto de Freitas saiu poucos dias após a Folha publicar aquele (tragicômico e fraco) editorial na capa de sua edição dominicial, que tinha um tom algo ameaçador e dizia: “Fiquem advertidos de que tentativas de controle da imprensa serão repudiadas -e qualquer governo terá de violar cláusulas pétreas da Constituição na aventura temerária de implantá-lo.”

    Abraço.

    Sou a favor da discussão, caro Emerson, mas contra a proposta do Conselho nos termos em que ela foi feita, anos atrás.

    Abraço

  • Luiz Pradines

    Setti,

    Mais uma vez, você dá voto de confiança à Dilma e ao PT nesta história de liberdade de imprensa. Ao defender a “discussão” do “controle social da imprensa”, como você colocou em resposta ao Emerson, parece o Chamberlain dando razão ao Hitler em algumas de suas exigências antes da Segunda Guerra. Ao querer ser razoável com o PT e medroso da patrulha, curva-se às barbaridades que eles propõem. Setti, você ainda se arrependerá profundamente…

    Caro Luiz, não me ofenda dizerndo que tenho “medo da patrulha”. Não tenho, não, meu caro. Até porque estou velho demais pra isso, calejado demais. Estou pouco ligando para o que dizem ou deixam de dizer a meu respeito.

    O que acontece é que estou sendo razoável. Todos merecem o benefício da dúvida. Por que a presidente eleita da República não mereceria? Ela fez declarações solenes sobre seu respeito à liberdade de imprensa, não fez? Então, você preferiria que ela não tivesse feito?

    Pretendo pegá-la pela palavra. Espero que ela a cumpra, sim. Se não cumprir, estarei do outro lado, (metaforicamente) atirando.

    Veja se pega mais leve, meu caro.

    Abraço

  • Zé da Silva Brasileiro

    Caro Setti,

    Nós temos uma democracia muito jovem e, com certeza, ainda estamos aprendendo. Por isso seria interessante um olhar sobre o tratamento dado a essas questões por democracias mais maduras como Estados Unidos, Reino Unido e França. Infelizmente até agora nenhum veículo de comunicação abordou este assunto, deixando a impressão de que nós, brasileiros, estamos descobrindo a roda e trilhando caminhos ainda não percorridos por outras sociedades…

  • jefferson

    Como os modelos para a discussão do novo marco regulatorio da midia tem como referencia os modelos do canadá, estados unidos e europa e já receberam o carimbo da nossa imprensa de censura.
    (o modelo argentino é igualzinho ao canadense) Cheguei a conclusão que a unica e verdadeira democracia do mundo é a brasileira.
    A europa, os estados unidos e o canadá estão todos sob o dominio do chavismo estatizante.
    E como aquela balela de que Lula só continuou o que FHC fez! Se é verdade então Lula deveria ser o candidato preferido da imprensa e Dilma que diz que seguirá a politica de Lula se tornaria com esse argumento tolo a legitima sucessora de FHC.

  • Jonas

    Este senhor que, quando ele e o PT não estavam no poder, sempre se dizia contra qualquer tipo de censura, agora quer controlar a mídia. Espero que, antes que consiga o seu objetivo, como já está velho e ultrapassado, já tenha partido desta vida terrena.

  • Dirnei Guedes

    Até bem pouco tempo era um jornalista comum.Vai se tornando ,aos poucos,uma das pessoas mais abjetas desse país.

  • ruben

    Luiz Pradines,
    Concordo com Voce – o PT não merece confiança; mas também concordo com o Setti, que quiz ser ponderado e esperar pra ver se a Dilma vai cumprir.

  • Jorge Brum

    Prezado Setti:
    Digamos que não sou o tipo de “frequentador assíduo” do site da VEJA, por motivos que não cabem agora ser explicitados. No entanto, aprendi ao longo desses últimos tempos a admirar a sua coerência e consciência política, pois entendo-o como um brasileiro, e esta simples palavra já basta: brasileiro.
    Ao contrário daqueles que, de um lado ou de outro, acham que cada fato só tem um lado, uma versão, aprendi com a vida que os mais sábios são justamente aqueles que, antes de emitir uma opinião, conseguem “ver” os dois lados da mesma moeda e têm a certeza que são diferentes.
    Na questão da liberdade de imprensa, tão comentada nos últimos tempos, não posse deixar de comentar que julgo ser até imbecilidade alguns comentários de pessoas ditas “cultas” contrárias a algum órgão regulamentador. Veja só, som A FAVOR DA REGULAMENTAÇÃO E DA FISCALIZAÇÃO, como TODA A ATIVIDADE deveria ser. Contudo, ao invés de ficar “procurando demônios” e achando que todos os que tratam do assunto são chavistas, russos, golpistas ou o que valha, faço-lhe uma simples questão (extensiva a todos os profissionais da imprensa):
    – PORQUE A PRÓPRIA IMPRENSA NÃO PROPÕE A CRIAÇÃO DE UM “CONSELHO” OU “ÓRGÃO REGULAMENTADOR” AOS MOLDES DOS CRM’S, OAB, OMB, CREA, ETC?
    Como já foi dito entre os comentaristas do blog, porque a imprensa brasileira acha que é a melhor do mundo ou, como dizem no quartel, o soldado que marcha ao contrário de toda a tropa é o único certo?
    Se a maioria dos países ditos “do 1º mundo” já possuem órgãos semelhantes, porque a própria imprensa não cria um, por vontade própria, e definindo ela mesma os limites de atuação desse “conselho” ou “ordem”?
    Grande abraço e obrigado se for postado.

    Caro Jorge, antes de mais nada desculpe a demora na resposta. Viajei hoje de SP para Brasília e, como você sabe, em cidade grande isso toma muito tempo — sair do edifício da Abril, trânsito, demora no aeroporto etc.

    E não tem que agradecer o fato de postar comentário, sobretudo tão sensato como é o seu.

    Em linhas gerais, concordo com você. O que não quero é ver o governo metido nisso. Os publicitários resolveram boa parte de seus problemas com o Conar — Conselho de Auto-Regulamento Publicitário.

    Poderíamos, os jornalistas, ter um órgão próprio, sem ser criado por lei do Congresso, que poderia fazer algum tipo de auto-regulação.

    O problema é a luta ideológica que existe dentro dos sindicatos, o ódio partidário que separa a categoria. Há muito tempo os partidários e/ou filiados ao PT controlam os sindicados, a Federação Nacional dos Jornalistas etc. E não são minimamente neutros, como deveriam ser, do ponto de vista partidários, esses órgãos.

    Não vejo como possamos chegar a um acordo sobre um Conselho como você sugere, embora eu considere boa a idéia.

    Um abração e volte mais vezes.

  • Rere

    Prepotente, autoritário, cáustico, rude, grosseiro, ditatorial, ////////// isso é pouco para caracterizar esse cidadão.

  • Adriana Rolando

    Cara Adriana, eliminei o comentário incompleto postado ontem, conforme você pediu, e deixei publicado apenas a versão completa, a que respondi.

    Abraços

  • Amauri

    Muito bom o texto, meu caro, mas cuidado…
    Como nosso amigo Bastardo Inglório, entre outros, pergunta, “Será que a palavra da nova presidente, afirmando seu compromisso com a liberdade de imprensa, vale tanto quanto a promessa de não reeditar a CPMF?”, imagino que uma resposta não temos, pois não podemos estar na cabeça da dilma para saber. Mas podemos deduzir:

    – Mercadante ameaça deixar a liderança do pt no senado e VOLTA ATRÁS
    – Lula diz que o ENEM é um sucesso e VOLTA ATRÁS
    – A dilma diz que é a favor da discriminalização do aborto e VOLTA ATRÁS

    Tirem sua conclusão… imagino que o partido, na verdade, é o “Para Trás”…

    Abraços

    P.S.: Isso me lembra uma frase: “Depois que inventaram o Desculpa, ninguém mais apanha!

    Caro Amauri, acho que a presidente eleita merece o benefício da dúvida.
    Como todo mundo.
    E acreditar em princípio em seu respeito à liberdade de imprensa é uma forma de pegá-la pela palavra.
    Abraços

  • Luiz Pereira

    Ricardo,

    Durante a eleição o Blog do Noblat postou uma nota dizendo que rádios no interior da Bahia estariam deixando de transmitir a propaganda obrigatória do Serra.
    Então, mandei um comentário dizendo que tal atitude certamente era um ato de censura de conteúdo bem ao gosto do Min. Franklinstein Martins.
    Depois de centenas de comentários essa foi a única vez o moderador do blog me retrucou, dizendo que eu “pegasse leve”.
    Onde será que eu deveria ter sido mais “leve? Deixar de dizer que o Ministro queria censurar conteúdos ou deixar de chamá-lo de FRanklinstein?

    Abs.,
    Luiz Pereira

    Caro Luiz, não comento posturas dos colegas colunistas, o que inclui meu velho amigo e ex-companheiro de redação Ricardo Noblat. O blog do Noblat tem regras claras, que eu conheço. Cada blogueiro age conforme achar mais conveniente, e eu respeito muito o Noblat.

    Abraços

  • Reginaldo Gadelha

    Ricardo, com todo respeito a sua pessoa, mas VOU MANDAR ESSE SUJEITO
    ***** ***** *****.
    Desculpe-me……

    Caro Reginaldo, sou eu quem pede desculpas a você por ter sido necessário colocar asteriscos em seu comentário. Ofensas pessoais e palavrões aqui não dá, você já sabe.

    Sei que você compreende. Um abraço.

  • “Há uma estrada para a liberdade. Seus marcos são a obediência, o esforço, a honestidade, a ordem, a nitidez, sobriedade, honestidade, sacrifício e amor à pátria.” (Adolf Hitler)

  • Léo A.Mittaraquis

    A “coisa” já começou, né? (sim, eu sei: começou e não é de hoje, “a Besta tem mil cores e disfarces”). Não sei bem por que (des)razão me deu uma vontade de voltar à Kafka e à Dante ao mesmo tempo. Expectativas sombrias e alergênicas, suponho.
    Abraço fraterno.

  • João da Silva

    Art 224 da Constituição federal. Leiam, por favor.

  • Menezes

    O terrorista Franklin mostra os dentes!Deus queira que o Brasil não vire uma Venezuela, onde os canais de televisão são lacrados sempre que dizem que o ditadorzinho de plantão é feio.Mas, ao mesmo tempo, recuso-me a acreditar que os “ideais” totalitários dos enterradores de armas do passado consigam medrar nesse país continente, de imprensa atuante, OAB vigilante e um seleto (reduzido) exército de verdadeiros cidadãos.Pois é, extremista é sempre a mesma coisa: seja de direita ou de esquerda. Esse Franklin é um pitbulzinho de chácara!

  • Natale

    Perguntas que não querem calar:
    Nos Estados Unidos, Canadá, França, Inglaterra, Portugal e Argentina, onde a imprensa é livre, há regulação? A imprensa é livre e o regime capitalista está em vigor?

  • Luiz Pereira

    Ricardo,

    Sobre o que vc disse abaixo: “Caro Luiz, não comento posturas dos colegas colunistas, o que inclui meu velho amigo e ex-companheiro de redação Ricardo Noblat. O blog do Noblat tem regras claras, que eu conheço. Cada blogueiro age conforme achar mais conveniente, e eu respeito muito o Noblat.”

    Abraços

    Eu também respeito o Noblat. Por isso é que eu não entendi nada!
    Afinal, agindo de modo ferir a Constituição, Franklin Martins se tranforma num “Franklinstein”. E qual o mal em comparar a censura das rádios do interior da Bahia a propaganda de Serra à censura de conteúdo que pretende o raivoso jornalista? Até agora procuro entender as razões do moderador…
    Abs.,
    Luiz Pereira

    Amigo Luiz, só posso dizer, de novo, que respeito o Noblat, que deve ter seus critérios. Eu publicaria o comentário aqui, como publiquei.

    Você perguntou pra ele a respeito?

    Um abração

  • Luiz Pereira

    Ricardo,
    Perguntei, sim, sem sucesso. Mas também era tempo de eleição, e haviam muitos comentários, em todos os posts..
    Abs.,
    Luiz

  • Amauri

    Ricardo, com tantas palavras dos nossos dirigentes (!) que vão e vêm, trazendo e levando as idéias com força ainda maior fica difícil manter a credibilidade na expressão “pegar pela palavra”.
    Num pais ignorantizado pela educação degradada, pelos analfabetos funcionais, a palavra está fraca.
    Sugiro um movimento pela palavra, pelo alfabetismo funcional, pois no caminho que vai o pais, nem controle da imprença vai ser necessário, o material mais intelectual que o público (votante) vai buscar será o Big Broter…

    Abraço, Ricardo

  • José Geraldo Coelho

    O Franklin além de terrorista, título que ele carrega com orgulho, é também um baita torturador, coisa que ele e sua turma abominam.
    Analisem a situação do embaixador americano sequestrado por ele. Preso e sendo ameaçado a toda hora de ser assassinado.Se isso não for tortura o que é então.
    Agora ele tem como robi ameaçar a imprensa de sensura, ideológica é claro, o que eu considero uma forma odierna de terrorismo.
    Eu sempre digo e morro afirmando. A extrema esquerda esquerda e a extrema direita tem o mesmo comportamento e portanto nenhuma delas merece existir.

  • fpenin

    Setti,
    Franklin Martins proclama-se jornalista, exerce ou exerceu funções de jornalista, mas, em realidade é a própria antítese da profissão. Não enten do porque esse Dom Quixote de Araque investe contra os moínhos que viabilizam a transparência e a depuração dos maus hábitos políticos. Procuro em vão a causa, o motivo, mas não acho explicação, diz a canção. Mas…,continuo sem entender!

  • fpenin

    Setti,
    Todos sabem da experiência que você acumulou ao longo de tantos anos de militância jornalística; e da isenção que lhe caracteriza. Não é meu propósito colocar-lhe em saia-justa, ao perguntar o que é uma imprensa boa.Se achar conveniente, responda, por favor!

  • Francisco

    Franklin Martins(mais um que o Lula cognominou de ministro para… )e seu irmão da Petrobrás (artigo de Mainardi)deveriam estar em outro lugar. Que tal ALCATRAZ?

  • Luiz Gonzaga Prestes

    Caro Ricardo

    É um conforto, daquele de colocar a cabeça no travesseiro e dormir o sono merecido, porque sei que existe alguém como você de prontidão e de olho nesses desqualificados que querem de qualquer maneira controlar a imprenssa.
    A sua pena leve e alegre, não faz concessões para o que está errado no trato da coisa publica e muito menos para a liberdade da imprenssa o povo na retaguarda está pronto e conta na linha de fogo com pessoas como você.
    abraços
    Gonzaga

    Muito obrigado, amigo Gonzaga. É uma alegria para mim saber que nos estamos reencontando por causa do blog tantos e tantos anos depois. Meu pai gostava muito do Seu Merlino!

    Abração

  • Luiz Gonzaga Prestes

    É verdade Ricardo nossas familias são amigas a gerações.
    Monteiro Lobato dizia que os erros, saltam aos olhos como Sacis quando relemos um texto. Foi o que aconteceu, quando reli o meu comentário, lá estavam duas imprensas com dois “S”
    desculpa amigo, Dna.Zilda nossa querida professora me mandaria escrever 100 vezes.
    Saúde e forte abraço.

    Não se preocupe com isso, amigo Gonzaga. A correria da internet torna esses problemas comuns.

    E você tem razão sobre a saudosa Dona Zilda. Agradeço até hoje ter tido uma primeira professora tão competente.

    Abração

  • Roberto

    Não tá na hora de se regulamentar a pessoa do ministro e observar d eperto seus passos? Não me refiro a controle, não, que é isso? Isso é coisa de ditadura. Mas para a própria segurança do ministro, afinal ele pode andar por lugares que seus amigos e familiares não concordem, e alguem precisa alerta-lo disso.

  • Regina

    Ué…a imprensa não é uma instituição social? Por que deveria ser tratada como uma entidade superior? A imprensa deve prestar contas à sociedade que a instituiu, sim! F. Martins não usou a palavra controle, usou regulação. O que acho perfeito!!!! Prepotentes são aqueles jornais e jornalistas que se acham os donos da verdade e no fundo querem imunidade para poder continuar prestando o seu desserviço aos leitores e à população. A mídia não está acima de nada e de ninguém e os leitores merecem respeito.

    A mídia não está, mesmo, cara Regina, nem deve estar acima de nada e de ninguém. Como jornalista que escreveu incontáveis artigos críticos sobre a profissão e a mídia, estou à vontade para concordar com você.

    O que não admito é governos quererem regular. Aí, não.

    Potencialmente, os estados são os maiores inimigos da liberdade.

    O melhor controle social sobre um veículo é a falta de audiência, é o jornal ruim que não vende, é a revista vazia que fecha.

    Mas os jornalistas deveriam, sim, ter um mecanismo de auto-regulação, sem a pata do Estado, sempre com o risco de ser autoritária e corrupta, metida nisso.

    Abração