Presos que somem durante folga do último feriadão vão acabar prejudicando a maioria que cumpre regras

É sempre a mesma história.

Dos 164 mil presos mantidos pelo sistema penitencíário de São Paulo, por volta de 17 mil que cumprem pena em regime semiaberto foram liberados a partir de quarta-feira, dia 20 passado, para passar o feriadão com as famílias.

E 1.150 não retornaram à prisão no após a colher de chá, segundo informou hoje a Secretaria de Administração Penitenciária paulista.

Trata-se de uma enorme sobrecarga para a Polícia, que vai tentar recapturar todo esse contingente, um tapa na cara de quem defende benefícios a criminosos e um argumento a mais para os que desejam endurecer a Lei de Execuções Penais.

Se a lei se tornar mais dura, a grande maioria de presos que cumpre as regras será prejudicada pelos que parecem, mesmo, não ter jeito.

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  • Eraldo

    Não é justo o certo pagar pelo o errado,as leis nunca favorece o justo.As nossas cadeias sempre vão ser uma maquina de fazer bandidos e não a ressocialização do preso brasileiro .

  • Luís Roberto SBO

    E as pessoas de bem ficam prisioneira nas casas por causa dos bandidos q.estão soltos e mais alguns que o Estado liberam para continuarem a roubar os inocentes.
    Como sempre, pessoas justas saem prejudicadas.

  • Paulo Toshiharu Watanabe

    Uma das minhas vizinhas foi assaltadas às 15:30 de uma segunda-feira,qdo saía para visitar a filha.
    Após algumas horas do fato consumado, chega uma viatura da polícia e reclama do excesso de trabalho devido ao aumento de pequenas bandidagens por culpa do “juíz” que solta os deliquentes em nome dos “Direitos Humanos”, no feriadão da Páscoa.
    E, os policiais deixou um aviso: “fiquem espertos, por que na semana do Dia das Mães, vai ser pior!

  • Jotavê

    A primeira coisa que deveríamos admitir sem rodeios é que a função ESSENCIAL da pena (independentemente até daquilo que diga a lei) é PUNIR. É para isso que as penas foram criadas – para meter medo nos que estão fora, mais do que para promover qualquer transformação nos que estão lá dentro. A recuperação do preso é desejável de um ponto de vista PRAGMÁTICO. Um criminoso custa caríssimo para a sociedade. Se não for o caso de matar o sujeito (em determinados casos, poderia ser, sim, por que não?), o melhor a fazer é ressocializá-lo. Como fazer isso? Bem, a primeira providência, me parece, é não enfiar o sujeito numa masmorra medieval, num ambiente em que a lei é ditada pelo crime organizado. Teríamos que investir em presídios. Depois, teríamos que elaborar programas de ressocialização, que deem alguma chance a quem sai de sobreviver sem ter que voltar a vender sacolés na entrada da favela. Teríamos que fazer uma porção de coisas, enfim. Todas difíceis e mais ou menos caras. Como o dinheiro é curto e a vontade é pouca, recorremos à velha “culinária reversa” – começamos a fazer o bolo posicionando a cereja sobre a cobertura imaginária. Deixamos os presos sairem no feriado, para que “vão se acostumando à vida lá fora”. É a mesma idiotice que fazem na educação. Viram a votação de ontem? Aumentaram o tempo de permanência na escola por decreto. É do peru! A escola é uma droga, os professores, mal preparados, os alunos pintam e bordam sem que haja qualquer reação possível à insolência, mal conseguimos ensinar essa criançada a ler e a escrever, e achamos que o problema pode ser resolvido, assim, muito simplesmente, por um decreto que aumenta o tempo de permanência na escola. É a mesma coisa com o preso. Nâo tem como dar certo. Tudo isso tem que ser pensado desde o início, sem vendas sobre os olhos. Enquanto isso, a oposição está preocupada com quê? Com o Mensalão! O rabinho mais sujo do que pau de galinheiro, mas posando de bacana para a imprensa, e fazendo apelos à moralidade!
    O Brasil é desesperante. Vou parar por aqui, ou não vou conseguir dar a minha aula daqui a pouco.

    Caro Jotavê: você acaba de pautar você mesmo sobre dois excelentes temas para futuros “Posts do Leitor” seus.
    Basta desenvolver mais um pouco esse seu comentário sobre cada um dos assuntos e teremos dois bons e polêmicos posts.
    Abração e… aguardo.

  • Silvia

    Não tem de liberar em indulto e pronto. O problema do Brasil é estar mais preocupado com os direitos dos bandidos que com o dos cidadãos de bem que estão fora. Na dúvida, é melhor manter todos presos porque se um apenas não voltar, vai sair para estuprar, matar, e é um risco para o cidadão de bem que pelo jeito, no Brasil, tem deveres mas não direitos.

  • Ariadno

    Setti

    Chegou a ler as graves acusações do jornalista Leandro Fortes à senadora Katia Abreu?

    Abraços

    Só choveu na horta da Kátia

    Leandro Fortes

    A senadora Kátia Abreu, do Tocantins, era um dos orgulhos do DEM até se bandear para o recém-criado PSD, do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, do qual, inclusive, poderá ser a primeira presidenta. Enquanto era um dos expoentes do ex-PFL, Kátia aproveitou-se como pôde da sigla. Nas eleições de 2010, criou uma falsa campanha nacional para, via caixa do partido no Tocantins, arrancar dinheiro de produtores rurais em todo o Brasil e eleger o filho, Irajá Abreu (DEM-TO), para a Câmara dos Deputados, e outros nove deputados estaduais para sua base política local. Tudo sem que a direção nacional do DEM tivesse conhecimento.

    A ideia de convocar os “cidadãos e militantes” do agronegócio Brasil afora para bancar a campanha dos ruralistas foi posta em prática graças à capilaridade e ao poder econômico da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), presidida pela senadora. De posse do cadastro da instituição, ela usou o serviço de mala direta para mandar boletos bancários de 100 reais cada, a fim de garantir recursos extras para a eleição e reeleição de candidatos ruralistas. Nas eleições de 2010, a senadora coordenou as finanças da campanha do candidato José Serra, do PSDB, à Presidência. Ou seja, usou uma entidade de classe para fazer política partidária. Oficialmente, a CNA “atua na defesa dos interesses dos produtores rurais brasileiros junto ao governo federal, ao Congresso Nacional e aos tribunais superiores do Poder Judiciário, nos quais dificilmente um produtor, sozinho, conseguiria obter respostas para as suas demandas”.

    A questão não se resume apenas a um dilema ético-institucional. Para convocar os produtores a bancar as campanhas dos ruralistas, Kátia Abreu tornou-se protagonista de um vídeo de 1 minuto e 32 segundos, ainda disponível no YouTube, intitulado “Ajude-nos nessa missão”. O programa foi criado para ser veiculado, na internet, dentro do site http://www.agropecuariaforte.com.br, atualmente fora do ar, produzido pela equipe da senadora para divulgar as agendas de campanha dos candidatos ruralistas e os interesses dos latifundiários a serem defendidos durante as eleições passadas.

    O mais interessante é que, a certa altura do vídeo, a senadora apela aos produtores para “garantirmos a presença, no Congresso Nacional, de parlamentares dispostos a assumir, sem medo, as grandes causas do campo”. Para tal, conclama a todos a “eleger e reeleger” deputados e senadores ligados ao agronegócio “independente (sic) do estado ou do partido”.

    Em seguida, explica que todo o dinheiro doado seria depositado “em conta exclusiva do meu partido”, para, segundo ela, “ter mais controle sobre a arrecadação”. A tal conta exclusiva pertencia ao diretório regional do DEM do Tocantins, do qual ela, por coincidência, era também presidenta. De fato, ela manteve total controle sobre a arrecadação.

    De acordo com o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 6.485 eleitores atenderam ao pedido da senadora e lá depositaram 648,5 mil reais. Outras 330 empresas também atenderam ao apelo e, juntas, doaram outros 66 mil reais para a campanha a favor da “agropecuária forte”. Acontece que o dinheiro irrigou somente a horta da turma tocantinense de Kátia Abreu. Os demais candidatos defensores do agronegócio no resto do País nunca viram brotar um só centavo em suas contas de campanha.

    Ainda segundo o registro do TSE, feito a partir da prestação de contas do diretório do DEM em Palmas, revela-se que somente dez candidatos receberam recursos oriundos do fundo ruralista criado pela parlamentar: nove deputados estaduais do Tocantins, que formam a base da senadora no estado, e seu filho Irajá Silvestre Filho, deputado federal eleito. Para facilitar a eleição do rebento, a mãe conseguiu, inclusive, mudar o sobrenome dele: o jovem passou a chamar-se, nas eleições passadas, Irajá Abreu. Dos 1,4 milhão de reais arrecadados pelo DEM do Tocantins (dos quais 714 mil reais vieram da campanha de Kátia Abreu), 200 mil reais foram para a campanha de Irajá Abreu.

    Titular da Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, onde atua como lobista do latifúndio nacional, Irajá Abreu chegou a ser autuado, em Palmas, por desacatar policiais militares, após ser multado por se recusar a retirar o carro de um estacionamento privativo de táxis. “Quem é você para me pedir documentação?”, bradou o filho da senadora para o PM que o interpelou. No episódio, o jovem ruralista, de 27 anos, ficou tão furioso que foi preciso chamar reforço policial para contê-lo.

    Ao saber da história por CartaCapital, a direção nacional do DEM mostrou-se surpresa. De acordo com a assessoria de imprensa da sigla, o partido chegou a ser consultado, no ano passado, da viabilidade de se montar a tal campanha de arrecadação para candidatos ruralistas. Kátia Abreu, informa a direção do partido, foi “expressamente” desautorizada a fazê-lo. Internamente, avaliou-se que esse tipo de arrecadação poderia causar problemas na Justiça Eleitoral. Ainda assim, a senadora levou o projeto adiante, sem o conhecimento do partido e sem jamais ter prestado conta do dinheiro arrecadado.

    Apenas pelo site do TSE foi possível à direção nacional do DEM descobrir que o dinheiro da campanha “Ajude-nos nessa missão” foi distribuído para apenas quatro outros candidatos do partido no estado, além do filho da parlamentar. Os beneficiados foram Darlom Jacome Parrião, Antonio Poincaré Andrade Filho, Maria Auxiliadora Seabra Rezende e Silas Rodrigues Damaso. Também receberam apoio Amélio Cayres de Almeida, Wilmar Martins Leite Júnior e José Bonifácio Gomes de Souza, filiados ao PR, Ailton Parente Araújo (PSDB) e Gerônimo dos Santos Lopes Cardoso (PMDB). Kátia Abreu não atendeu aos pedidos de entrevista.

  • Alexandre Alves

    Além de tudo essa boçalidade parte do pressuposto de que as famílias desses malandros ficam felizes com suas vizitas. O que não é verdade. Quem conhece sabe que essas regalias são ocasião de aflição dos parentes.

  • Moacir

    Ricardo, o título de seu post induz a um raciocínio nitidamente pró-bandidos, que cumprem pena não porque a sociedade pediu, mas porque fizeram por merecer. Pena é para ser cumprida na íntegra, sem vantagens para os bandidos e riscos para a sociedade.

    Deus me livre! Sou contra as molezas e absurdos da Lei de Execuções Penais, a barbaridades como as que permitem que assassinos tenebrosos deixem a prisão depois de 5 ou 6 anos, quando têm penas de 30 anos para cumprir.
    Sou pró-endurecimento de várias leis e pró-endurecimento do combate aos bandidos desde criancinha, caro Moacir. Não faça isso comigo…
    Abraço

  • Tito

    Preso que cumpre regra, não faz mais do que a obrigação e continua sendo preso. Ele está na cadeia porque mereceu e deve ficar lá até terminar a sua pena. O que não cumpre, que seja punido com aumento da pena, regime disciplinar diferenciado ou seja o que for.
    Precisamos urgentemente de uma reforma séria, sem teses sociológicas ongueiras, nos Códigos Penal e Processual.
    Precisamos acabar com a maioridade penal, não diminuindo para 17, 16, 15 anos e sim relativizando-a. Que seja tratado como adulto, quem já pensa como adulto e sabe muito bem o que fez.