Então ministro do Planejamento do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, que vivia seus primeiros meses, José Serra respondeu a perguntas minhas sobre “aprofundamento da privatização”, rebaixamento do chamado “custo Brasil” e outros temas, principalmente econômicos, em edição do “Roda Viva”, da TV Cultura, de 6 de março de 1995. Com comando de Matinas Suzuki, a bancada trazia também Eduardo Giannetti (USP), Eliane Cantanhêde (Gazeta Mercantil), Tão Gomes Pinto (Istoé), Leão Serva (Jornal da Tarde), José Paulo Kupfer (Zero Hora), Eleonora de Lucena (Folha de S. Paulo) e Denise Campos de Toledo (TV Cultura). À época, eu dirigia a Playboy.

Serra me disse que esperava ver a Vale do Rio Doce em menos de dois anos, mas apontou os obstáculos para tal. “A Vale é uma empresa gigantesca; chegou a valer 14, 15 bilhões de dólares, uma fortuna”, ressaltou. “Qual o primeiro passo? Decidir e anunciar que se pretende privatizar”.

Serra falou também da permissão à entrada de capital estrangeiro para a compra de bancos, a intensão de reduzir encargos salariais para os patrões e deu um recado sobre a transparência neste e outros processos: “não basta ser honesto; precisa parecer isso, ficar óbvio e evidente”.

(Assista à íntegra do programa aqui)

DEIXE UM COMENTÁRIO

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

14 + dois =

TWITTER DO SETTI