Image
Pirataria consome cerca de 2 milhões de empregos brasileiros (Foto: Getty Images)

Amigos do blog, tanta gente se refestalando em produtos piratas — sobretudo softwares e DVDs –, sabendo que os pontos de venda são apenas a ponta final do crime organizado… E agora vem a informação oficial: 2 milhões de brasileiros, além dos já empregados, poderiam ter emprego de carteira assinada com o eventual fim da pirataria “neste país”.

É incrível, mas gente consciente, lúcida e bem informada continua, tranquilamente, comprando produtos piratas. Não conheço ninguém que não conheça alguém que não compre.

Em relação ao mal que isso causa ao país, não estão nem aí.

Confiram os dados:

Da Agência Brasil

O fim da pirataria e da circulação de produtos contrabandeados no Brasil poderia aumentar a arrecadação tributária em R$ 30 bilhões por ano e gerar 2 milhões de empregos formais. A estimativa é do secretário executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, que apresentou hoje (2) os dados mais recentes de apreensões de mercadorias falsas, contrabandeadas e piratas.

“Há um custo social muito alto por trás da pirataria, que gera muitos prejuízos para o Brasil, por isso temos que conscientizar o consumidor que comprar produto pirata é um mau negócio, em vários aspectos.”

“A pirataria está ligada ao crime organizado”

Além das perdas de arrecadação e de postos de trabalho formais, Barreto destacou que a pirataria está associada a outros prejuízos, como a circulação de armas e drogas no país. “A pirataria está diretamente ligada ao crime organizado. A aquisição de um simples DVD contribui sim para que mais armas e drogas cheguem às ruas.”

Segundo Barreto, o Brasil deve fechar 2011 com um total de R$ 1,7 bilhão em produtos falsos e contrabandeados apreendidos. O valor é recorde e 30% maior do que o montante apreendido em 2010 (R$ 1,27 bilhão em mercadorias).

Reforço na fiscalização

O governo atribuiu o crescimento ao reforço das operações de fiscalização, principalmente nas fronteiras. “A razão principal se atribui à Operação Fronteira, lançada em 2011, que inclui Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Exército, e que atuou no patrulhamento mais intenso das regiões de fronteira, e permitiu maior número de prisões e maior apreensão de produtos piratas”, apontou.

Cigarros são os itens que lideram as apreensões. Entre janeiro e novembro de 2011, já foram recolhidos 4,52 milhões de pacotes. CDs e DVDs aparecem em seguida, com 3,77 milhões de unidades apreendidas em 2011. Também estão na lista equipamentos de informática, óculos, relógios, bebidas, tênis, bolsas, roupas, combustíveis e medicamentos.

“Mercado cativo para a pirataria”

Para 2012, um dos principais desafios das políticas antipirataria, segundo Barreto, é o mercado audiovisual. Apesar da queda no números de apreensões de CDs e DVDs entre 2010 e 2011, o comércio ilegal de filmes ainda é constante, e explicado pela falta de alternativas competitivas.

“O mercado audiovisual é um mercado em transformação, e a falta de locadoras vai ter que ser resolvidas de algum maneira. Se continuarmos apenas com cinemas e TV a cabo, haverá um mercado cativo permanente para a pirataria. O preço ainda é o principal motivo para compra de produtos piratas”.

Além da fiscalização, uma das apostas do governo para o combate à pirataria é a municipalização das ações, com o programa Cidade Livre de Pirataria. Até agora, Brasília, São Paulo, Curitiba e Belo Horizonte aderiram e a meta é que, até 2014, todas as cidades-sede da Copa do Mundo participem da iniciativa.

DEIXE UM COMENTÁRIO

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

um × três =

13 Comentários

Marco em 03 de dezembro de 2011

Amigo Setti: Me perdoa, mas se há um crime organizado, gostaria q alguém me dissesse quantos os Sindicatos e Ongs, Partidos politícos pagam de impostos e os Fundos de Pensoes. Na minha modesta opinião, se não há reciprocidade nem troca entre as partes , há uma evidente sonegação. Quero saber pq a Une não paga impostos tbm. Associações e Etc.. Abs.

Marco em 03 de dezembro de 2011

Amigo Setti: Tuco um abração, continua com o teu estilo de opiniões perigosas publicamente, mesmo q alguns "partidos" não tenha vontade de ler, por elas serem sempre úteis. Abs.

henrique em 03 de dezembro de 2011

Setti, perdoe-me por fazer apologia, mais em sã conciência, me responda quantos empregos formais não teríamos se ao fossemos extorquido pelo estado larápio dos petralhas. Sempre busco adquirir qualquer produto com um preço menos e sem ter que pagar impostos....

Marcelo Napolioni em 03 de dezembro de 2011

O consumidor não quer saber da ligação com o crime organizado, está interessado no próprio bolso ao comprar um produto pirata. Infelizmente, Marcelo.

Esron Vieira em 03 de dezembro de 2011

Um bom exemplo de drible na falsificação é o da shimano. Não existem peças shimano falsificadas, eles escalonam sua linha desde a DURA ACE até a sétima ou oitava linha. Os detentores de tecnologia já tem a vantagem de saber fazer e como baratear os custos com mega produções. Porém, preferem fabricar menos a um preco elevado. Mesmo sabendo que perderão uma grande fatia do mercado que tem poder aquisitivo insuficiente (dado de mã beijada aos falsificadores). O lucro é maior neste formato, senão reveriam suas estratégias de mercado. Eu só concordaria com a chamada do post, se os preços dos produtos originais fossem praticados a preços atrativos igual aos piratas (como disse antes, mesmo com impostos, os fabricantes conseguem preços baixos, não o fazem pela ganancia). Se não existissem os piratas, a grande multidão das classes: C, D e E nem passariam perto dos produtos originais e os poucos que conseguem, pagariam mais caro ainda. Simples regra da lei de mercado. Portanto estes empregos formais vislumbrados, de qualquer forma não existiriam. Tanto o governo arrecadador quanto os donos de tecnologia, tem a faca e o queijo na mão pra acabar com a falsificação. Não o fazem por não querer aumentar o trabalho e diminuir os lucros. Aí sim apareceriam estes 2 milhoes de empregos formais porque os preços atrairiam a multidão de menor poder aquisitivo. Enquanto a utopia é distante o mega povão quer comprar como pode e os falsificadores aproveitam da seara abandonada.

Ronaldo em 03 de dezembro de 2011

Caro Setti, sou contra a pirataria, mas também sou contra a mentira. Imaginar que produtos pirateados se aplicados os impostos (que são absurdos!), somado ao que vem sendo chamado de "lucro Brasil" viessem a ser consumidos na mesma quantidade é de uma "inocência" tremenda, pra não chamar de vigarista... Imaginar que as indústrias, que hoje já existem, empregariam 2 milhões de novos empregados brasileiros com a eliminação de alguns "concorrentes" é falso como o sorriso de um político. Vale lembrar que a indústria pirata garante a renda de muitas famílias... Essas fariam o quê com a eliminação dos seus "empregos"? Todos sabemos dos males que a pirataria traz, a causa é justa, pra quê mentir? Obviamente deve-se considerar que os produtos piratas acabam, de forma errada, regulando os preços dos originais. A eliminação da pirataria garantiria a manutenção dos preços e das margens, ou eles subiriam com a ausência dos concorrente desonestos? Alguma dúvida? Vamos a outro ponto que considero o maior absurdo dentro da notícia! Se considerarmos os ditos $30 milhões perdidos ao ano em arrecadação, os 2 milhões de empregos e os $1,7 bi apreendidos o governo mostra mais uma vez a sua incapacidade administrativa! Eu explico - se as contas estão certas (o que duvido), um investimento que representaria uma fração desse montante garantiria um incremento de arrecadação significativo. Porque não foi feito ainda!? O Governo espera que a pirataria seja extinta devido a uma crise de consciência!? Tenha dó! Bom uso do dinheiro público, investimentos para a infraestrutura produtiva, combate à sonegação e à corrupção de todas as formas - isso sim! O resto é sensacionalismo barato e falso!

Think tank em 03 de dezembro de 2011

A questão aqui é perguntar: quem é o maior viabilizador das piratarias ou contrabandos na Cleptolândia? Sem esforços irá perceber que é o governo com seus GIGA impostos. Caso os tributos fossem apenas um pouco maior que dos paraguaios ou dos americanos, os custos de translado e os riscos inviabilizariam toda transação, mas não, os tributos incidem em tudo, dos remédios a ferramentas para produção, custam aqui mais que o dobro que nos mercados vizinhos, os combustíveis e os pedágios também são a mesma aberração. Tudo isso só para sustentar esta maquina corrupta e inoperante! Quer reduzir mais esta aberração? Exija eficiência administrativa, transparência, e o enxugamento da maquina publica, um tributo menor inviabilizará piratarias e teremos um país mais competitivo e muito mais empregos, e não estes subempregos, pois o governo leva 132% em tributos sobre salário de cada empregado formal.

Tuco em 03 de dezembro de 2011

. Vamos nos arvorar no terreno da realidade: aumentar a arrecadação tributária em 30 bi, pra quê? Arrecada pouco o Brasil, a ponto de ter a Saúde, a Educação, a Segurança colocadas em risco? Esses 30 bi, na prática, traria algum benefício MAIOR para o povo do que uma musiquinha ou um videozinho barato? O que se tem, nesta pocilga, é sempre o discurso babão do que deve ser feito, aquele lererê tacanho do moralmente e politicamente correto. Quanta bobagem. Sou um legalista. Ou melhor, tento ser. De fato, a propriedade intelectual (nome bonito!) tem de ser respeitada. Nem mesmo um imbecil defenderia outra forma. Que coibam, pois a pirataria. Mas de verdade, não com ações onde se confisquem tabuleiros com dezenas de CDs vendidos por um pobre-diabo que será taxado de "pirateiro". Vão em busca de centenas de contâineres, que carregam milhões de mídias que servirão de base ao crime. E é lógico que tal carregamento, milionário, já começa entrando no Brasil sem a arrecadação devida - mesmo porque se pagasse o imposto, o CD/DVD "pirata" custaria muito mais! Que loucura, hein? Há muito me desencantei com as artes. Tornaram-se "objetos" de amealhamento de riqueza - até aí, tudo bem. Mas não me permito pagar R$ 340,00 por uma revista - ainda que um primor de qualidade... A notícia é interessante, porém falta o outro lado. Aliás, em toda notícia sempre falta o outro lado - e aí eu imagino o quão árduo é o ofício do Repórter, do Jornalista, do Redator. E o outro lado seria, no caso em testilha, se buscar o que motiva a turba - e por que não a elite? - a consumir esse produto de "baixa qualidade" (he, he, he... aí as "grifes" se estreparam: uma gravação digital SEMPRE terá a mesma e impecável qualidade, seja numa mídia de plástico barato, seja numa mídia de ouro!)? Não seria, talvez, pelos preços proibitivos e escorchantes - aliados à tal "carga tributária" insana? Aparecerão os que sabem ler - mas não entendem nadinha do que leram. E esses dirão que estou defendendo e fomentando a pirataria etc. e tal. Não vou me alongar. Sou daqueles que entende, por questão de estilo, que um pitaco não deve ser maior que o tópico. Mas só por questão de estilo. Os que comentam em textos extensos estão corretíssimos - sempre o estilo! A mim falta a continuação da reportagem - onde se alcançará o cerne. Será? .

Corinthians em 03 de dezembro de 2011

Essa pirataria tem uma explicação muito, mas muito mais real do que a "falta de alternativas competitivas". E a epxlicação é simples - impostos. Ou melhor - custo Brasil.

Lucas em 03 de dezembro de 2011

Afinal é mais fácil gastar 5 reais num DVD pirata a gastar 50 num original. Entre a ética e o bolso é nítida a preferência pelo bolso...

descontente em 02 de dezembro de 2011

Prezado Ricardo, Existe muito interesse escuso, neste combate à pirataria. Acredito que seja de fundamental importância o combate. No entanto, alguns produtos, como o caso dos softwares, buscam o monopólio para obter um lucro absurdo, eternamente. As pequenas empresas, que honram seus compromissos com altos impostos, não conseguem alcançar acompanhar a necessidade de se atualizar tecnologicamente, com esses altíssimos custos (importações). É mais um assalto, entre outros.

Marco em 02 de dezembro de 2011

Amigo Setti: Acho q estabilidade de Funcionário público e as Leis trabalhistas , roubam muito mais empregos do q isso. Abs. O que não justifica dar uma forcinha para a pirataria, não é mesmo, amigo Marco? Abração

Marco em 02 de dezembro de 2011

Amigo Setti: O Grande atrativo sem dúvida nenhuma do mercado pirata,é q consegue aumentar o poder aquisitivo popular. Vi uma reportagem sobre a França muito interessante, para acabar com isso, Poa fez algo parecido, o Camelódromo,resolveu principalmente isso no Centro. Mas quanto a França ou melhor Paris, o governo subsidia aluguéis comerciais nas periferias. Pelo menos na TV parece q estava dando certo. Já q no Centro das capitais é muito caro o valor do aluguel, em Shopping então nem pensar. Abs.

VER + COMENTÁRIOS
TWITTER DO SETTI