Provocação descarada homenageando o ditador Garrastazu Médici passou pelo crivo de ministro de Lula

Cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras

A provocação descarada protagonizada, indiretamente, pelos cadetes da turma de 2010 da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) de terem como patrono o general Emílio Garrastazu Médici, terceiro presidente da ditadura militar em seu período mais negro e repressivo (1969-1974), começou em 2006 e passou batida pela hierarquia do Exército, na época comandado pelo general Francisco Roberto de Albuquerque,  e pelo ministro da Defesa de então, Waldir Pires — um cassado pela ditadura e ex-exilado político.

O presidente da República era… Lula.

A iniciativa, como de praxe, foi feita na Escola Preparatória de Cadetes do Exército, em Campinas, em 2006, pouco antes dos cadetes ingressarem na AMAN.

Se tivesse ocorrido agora, na formatura dos jovens, em dezembro, ficaria difícil não enxergar em uma Turma General Emílio Garrastazu Médici outra coisa que não uma reação de setores militares à própria eleição da presidente, ex-integrante de movimentos de luta armada no período da ditadura, que deveria ter sido contida na raiz. Só que não foi assim.

De todo modo, essas coisas continuam acontecendo no Brasil por um absurdo temor reverencial aos militares ainda conservado pelos políticos – que, no final das contas, são os representantes eleitos e legítimos do povo, segundo a Constituição. E também porque provavelmente não foram tão radicais como deveriam as mudanças radicais nos currículos – e nos corpos docentes – das academias militares, algo que a Espanha, por exemplo, fez, e de forma exemplar.

O processo na Espanha começou no início do governo do centrista primeiro-ministro Adolfo Suarez (1976-1981) e se acentuou durante o governo do socialista Felipe González (1982-1996). Sempre com o apoio do rei Juan Carlos que, formado pelas três academias militares – do Exército, da Marinha e da Força Aérea (Ejército del Aire, na Espanha) –, conhecia pessoalmente o que, nelas, era instrução e o que significava, direta ou indiretamente, doutrinação.

Na Espanha de hoje, é impensável que oficiais-generais cogitem de fazer jovens cadetes adotgarem o ditador e “generalíssimo” Francisco Franco (1939-1975) como patrono.

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116 Comentários

  • Radamés Marques

    Cuidado, Setti. Agora serás acusado de defender petralhas terroristas.

    Caro Radamés, exponho com clareza o que penso, e respondo pelo que escrevo. Às vezes as pessoas lêem, no que escrevo, coisas que não coloquei lá, mas isto faz parte do jogo…

    Desde a época da ditadura, sempre fui contra os que optaram pela luta armada, que a meu ver atrasou a volta da democracia, dando pretexto aos militares para continuar no poder mais tempo.

    Abraços

  • Thales

    Olha Ricardo Setti, eu gosto muito mesmo do seu blog e por isso o visito diariamente, porem, eu discordo de vc sobre este assunto.
    O Médici foi o nosso presidente e não é de bom tom querer apaga-lo de nossa história, não é um absurdo Cadetes ou qualquer cidadão ter um especial apreço por ele.
    Realmente não acho que o fato de os Cadetes o terem considerado seu patrono seja uma futura ameaça a nossa democracia, basta ver a vergonhosa situação de nosso exército!
    Se o exército for uma ameaça, nesse estado que ele se encontra, realmente não estamos seguros de nada!

    Respeito sua opinião e agradeço sua presença constante no blog, caro Thales. Mas mantenho o que penso. Médici não merece ser homenageado, a meu ver, e o ato dos cadetes foi visivelmente uma provocação, uma resposta impertinente à eleição da presidente Dilma Rousseff.

    Um abração

  • Memyself

    Pois salve os jovens militares que escolheram Garrastazú Mécici como patrono! É bom que a esquerda saiba que nem todo mundo foi cooptado.

  • Diocleciano

    Se eles escolheram o ditador Médici como patrono é porque certamente as aulas que lhes foram ministradas contribuíram para a escolha. Ou seja: seus professores defenderam o regime militar durante as aulas.
    Também acho que o governo deveria intervir e mudar o currículo das escolas militares. Essas escolas, do jeito em que se encontram hoje, formam apenas “cães de guarda”.

  • João Menezes

    Caro Setti.
    Os fatos históricos acontecem sob dinâmica própria. Negar o papel desenvolvido pelos militares no conturbado momento histórico denominado de “ditadura”, seria negar a própria história. Estamos presentemente governados por uma pessoa remanescente daquele momento histórico. Há que goste e quem não goste da ex-gerrilheira, nem por isso vamos deixar de reverenciá-la como presidente do Brasil. Por que tratamento diferente para com os ex-presidentes militares? Por não terem sido eleitos. Lula também foi eleito e a sua ditadura “legal” até hoje ainda causa estragos.
    Abraços.

  • Pimenta

    Olá Setti!
    Médici e sua turma não gostavam da democracia; para Lula e seu Pt democracia é a forma de agir dos seus iguais.
    Responda rápido irmão
    Qual o melhor destino?
    Pelo pulmão
    Ou pelo intestino?

  • jonas /RS

    Esses babacas que fizeram homenagem são gentinha que nas primeiras lambadas que levassem do governo médice,correriam pra beijar os coturnos dos agressores. queria vê-los era estarem lutando contra quem tivesse poder de esmagá-los e não defendendo quem os esmaga agora. Ou pensam eles que aqui fora não se sabe que eles vivem esmagados uns pelos outros dentro dos quartéis? Devem se imaginarem eles sendo eleitos por voto indireto, presidentes… Cresçam e apareçam idiotinhas de farda.

  • Tereza

    Ricardo, respeito sua opinião, mas permita-me discordar um pouco. Revanchismo escancarado é dos petistas, nas tentativas de emplacar a tal revisão da Anistia, punindo militares (torturadores) e premiando militantes (companheiros terroristas). Como no tal PNDH, sempre reeditado – até no programa da candidata petista, agora presidenta.
    A anistia valeu pra ambos os lados. Por isso, revanchismo é a tentativa de avacalhá-la.
    Os militares, pela disciplina rígida, não costumam se manifestar abertamente. No meu entender, pode ter sido apenas um protesto contra a reiterada investida para atingir a instituição. Mas não considero revanchismo dos jovens militares. Este está mesmo do lado de lá, naqueles que afrontam a lei e a conciliação que nos garantiu a democracia.
    Mais uma vez, desculpa discordar de você…

  • Siará Grande

    Olhando para figura do caminhão de mudanças do exLulla aí do lado, caro Ricardo, gostaria de saber se Você, um jornalista que já viu tanta coisa neste país, sabe quantos caminhões teve a mudança do General Médici e quantos netos do General Médici teviram direito a passaporte diplomático? Porque o ponto aonde quero chegar é o seguinte. Para mim, ditador é o governante que não respeita a lei. Se o General Médici foi um ditador, o exLulla tambem foi, apesar de elle, assim como Hitler, ter sido eleito democraticamente. Portanto, os militares de Agulha Negra tiveram uma atitude tão reprovável como quaquer um que presta homenagens ao exLulla por qualquer ou nenhuma razão.

  • Andre Couto

    Gostei da atitude dos cadetes!

    Está na hora dos militares pararem de ter medo ou vergonha de seu passado. Eles fizeram muito pelo Brasil. A ditadura militar foi uma reação à tentativa de implantação de uma ditadura comunista.

    Não defendo ditaduras, mas acredito que, naquela situação, foi necessária uma reação sim!

    Acho que os militares erraram a mão em 2 coisas: o tempo de duração da ditadura (poderia ter voltado o poder muito antes para a mão dos civis) e o fato deles terem adotado a imbecil teoria da “Panela de Pressão” do General Golbery, permitindo que os esquerdistas tomassem TODAS as faculdades e TODOS os jornais e veículos de comunicação.

    O segundo erro foi fatal! Estamos na situação de hoje devido a ele. Temos o Foro de S. Paulo devido a este erro. E, vagarosamente, estamos tendo a implantação do comunismo na América Latina inteira. Ou seja, devido ao segundo erro, a missão dos militares, que era afastar o terror comunista do país, falhou.

    Uma ditadura comunista, esta sim é assassina! Basta ver como os comunistas do mundo inteiro trataram o povo de seus países: Stalin, Fidel, Mao, etc. Não há um regime comunista que não tenha sido cruel e assassino.

    No Brasil, as perseguições, as mortes foram quase que exclusivamente contra comunistas e terroristas. Evidentemente que houve erros e abusos. Eles não devem ser esquecidos não! E tb não devem ser esquecidos os atos criminosos do lado dos comunistas, que assaltavam, sequestravam e matavam sim! (Há até uma figura pública que ainda não explicou aonde foi parar o dinheiro do cofre do Adhemar).

    É lamentável a morte de inocentes. Não há como defender isso. Mas uma ditadura comunista teria sido sim milhões de vezes pior (e os milhões aqui referem-se a vidas!).

    Em defesa dos militares, digo ainda que nenhum deles enriqueceu. Nenhum filho de militar era monitor de zoológico e saiu com dinheiro vazando pelos bolsos. E em relação à vida da população em geral, é impressionante o salto que houve no país, o crescimento econômico e a melhora da vida da população em geral.

  • luiz fernando

    Você tem toda razão, mais uma vez.
    Belo post. Muito bom e coerente.

    Obrigado, caro Luiz Fernando. Um abração e volte sempre.

  • Sonia

    Eu até estava gostando do seu blog, porém, devido aos comentários grosseiros, agressivos e desrespeitosos contra a presidenta eleita DEMOCRATICAMENTE pela maioria e que você aprova e publica, estou me retirando.
    É como diz o ditado, os incomodados que se retirem.
    Fuiiiiiiiiiiiiii

    A presidente foi eleita democraticamente e, de minha parte, tem merecido respeito mesmo na crítica. Quanto aos leitores, não vou censurá-los, não. Este é um espaço democrático. Não contendo agressões ou ofensas pessoais, ameaças, incitação ao crime ou palavrões, os comentários são publicados.

    Aprovar um comentário não significa concordar com ele. Será que é preciso explicar isso, cara Sonia, para você, que parece uma pessoa tão inteligente?

    Se não quer mais voltar aqui, paciência. Seja feliz.

    Abraços.

  • SergioD

    Ricardo, nunca a sua opinião foi tão igual a minha sobre um determinado assunto. Gostaria de saber o que ensinam na AMAN. Lembro que algum tempo atrás você fez uma contagem dos Presidentes da República, e que em meu comentário eu sugeria que os cinco ditadores fossem retirados da lista. Pois é, ainda penso desse jeito pois considero seus governos ilegais.
    Que tipo de professores/instrutores militam naquela academia? Esses jovens, certamente, tiveram as suas mentes envenenadas pelo ambiente tremendamente carregado do momento eleitoral que passamos.
    Devemos ter Forças Armadas Profissionais, ligadas em respeitar o que o povo decidir, e que não tenham medo de que a futura Comissão da Verdade venha a revelar. Punir agora não sei se valeria a pena. Mas o que de errado e criminoso ocorreu deveria ser explicitado, de ambos os lados.
    Devemos ter Forças Armadas que inspirem os jovens e que façam com que o povo sinta orgulho delas, não que fiquem defendendo um passado que não as representa, sim a um pequeno grupo que se encastelou no poder.
    O governo deveria forçar esses instrutores a vestir o pijama assim como os espanhóis fizeram após a morte de Franco. Tomara que a Presidente Dilma (desculpe mas não consigo falar ou escrever presidenta, apesar de ter votado nela), com calma e discrição exonere todos eles e faça uma revisão profunda no currículo daquela prestigiosa Escola
    Parabéns pelo post.
    Um grande abraço.

    Obrigado pelos parabéns, caro SergioD. E só um pequeno reparo: o projeto de lei da Comissão da Verdade não propõe punições. O objetivo é saber o que aconteceu.

    Abraços

  • Anônimo

    Caro Ricardo
    E por que não?
    Se há logradouros e ou prédios públicos com nome de che guevara porque o garrastazu não pode ser patrono?
    Ou seja: se guerrilheiro matador pode porque militar que foi presidente não pode?

    Se já se pagou até indenizações para quem lutava para implantar ditadura no brasil (e como se pagou) porque não se pode dar nome público a quem defendeu a democracia (por caminhos ásperos digamos assim mas sem um único de plantão, ou seja,o exército foi o ditador e o general o cumpridor de ordens)?

    Num país onde um governo não tem logistica para atender população em desastre natural e conta com a força dos voluntários cabe uma pergunta:
    Se o Brasil for invadido ou tiver que defender-se nas fronteiras contra ataques serão os idiotinhas de farda (como diz o jonas RS) que vão para a frente de batalha ou os não idiotas voluntários que irão nos defender?

  • Banzai

    O blogueiro perdeu uma ótima chance de ficar calado. E o que dizer da tal “comissão da verdade” cujos 7 membros foram TODOS indicados pela Presidente? Não é uma provocação?

  • aldemir rocha

    Quizera eu ter a chance de homenagear Garrastazu médici! PS- Não sou militar.

    Gosto não se discute, não é mesmo, Aldemir? Cada um admira quem quer…

  • fpenin

    Setti,
    A violenta repressão aos anseios democráticos do povo brasileiro durante o Estado Novo ofusca o que ocorreu durante o governo Médici.Nem assim Getúlio Vargas é considerado pela imprensa como a encarnação do diabo.Apesar de não ser simpatizante do General Médici, a escolha de seu nome para patrono da turma de cadetes do Exército foi espontânea, um direito democraticamente exercido. Se foi equivocada é uma outra questão. A crítica é um direito democrático da imprensa, mas, em minha opinião, não se pode estigmatizar esses jovens pela homenagem prestada ao ex-presidente Médici. Chico Buarque pode incensar Fidel; Lula pode achar que o apedrejamento de Sakineh é apenas um problema que diz respeito ao Irã. Ninguém de bom senso concorda com essas posições, mas é um direito deles dizerem esses fecaloides. A pressão contra a imprensa não pode ser compensada pela pressão da imprensa contra a opinião dos cidadãos.Setti, você acha que a eleição de Dilma, turbinada pela escandalosa intervenção do Executivo ,pode ser considerada democrática ? Sim ou não ?

    Já expressei minha opinião sobre sua pergunta. Dilma venceu dentro das regras do jogo, em eleições fiscalizadas pela Justiça Eleitoral segundo a Constituição. Para mim, fora da lei não há salvação. Se as instituições deram OK à eleição, ela foi, sim, democrática. Quanto aos cadetes da AMAN, o que penso está no post, cujos termos reitero aqui

  • elizio

    Caro Setti:
    discordo completamente do seu ponto de vista.
    A nossa história, a do Brasil, foi construída de muitas maneiras – de alguns períodos gostamos, outros menos, outros não gostamos -. Querer passar uma borracha em algum período dela, causaria um hiato que de início, a falsearia. A nossa história deve ser tal e tal como aconteceu. Ignorar uma parte aqui, outra ali, nos remeteria a uma época anterior à da pré-história.
    Os cadetes, uma turma, resolveu homenageá-lo; afinal ele foi militar e presidente.
    Além de ser nome dessa turma, também é nome de ruas, avenidas e até de cidade.
    Lutamos todos pela liberdade de imprensa; como poderemos tê-la plenamente, se, por outro lado queremos censurar a escolha de um patrono por alguém?
    Por inúmeras vezes ouvi o povo de Florianópolis dizer que odeiam o nome de sua cidade, pois foi lá mesmo que o presidente Floriano Peixoto, na ilha de Anhatomirim (a ávore dos enforcados está até hoje lá), mandou executar todos os seus desafetos políticos da região.
    Então, a nossa história verdadeira é a história que aconteceu e, eventualmente, não a que gostaríamos que fosse. Mas negá-la nunca! Assim sendo, em breve, estaremos nas ruas empilhando e queimando livros.
    Agradeço pelos temas colocados em seu blog, alguns dos quais considero polêmicos (como esse), por fazer avivar nossa memória e debatermos idéias.
    Abraço do
    elizio – Campo Grande – MS

    Caro Elizio,

    Justamente por estarmos numa democracia, eu posso criticar livremente esses energúmenos da Academia das Agulhas Negras que homenageiam um ditador horroroso como Médici, que governou quando eles nem eram nascidos.

    Longe de mim querer apagar a história. Neste caso, estou justamente procurando lembrá-la — e, naquela época, ela não foi nada bonita.

    Abração e obrigado pela constante presença no blog.

  • elizio

    Caro Setti:
    eu nunca erro, apenas cometo equívocos.
    Na postagem que fiz (00:16), onde escrevi
    ‘Por inúmeras vezes ouvi o povo de Florianópolis dizer que odeiam’…leia-se: ‘Por inúmeras vezes ouvi o povo de Florianópolis dizer que ODEIA…’
    Deve haver no texto outros erros, mas vou procurar melhorar.

  • Roberto Xavier

    Caro Setti, volte aos livros, aos fatos, e verá que o que você chama de período mais negro e repressivo teve inicio apenas depois que os terroristas iniciaram seus ataques. Pô Setti, não sou eu quem vai ensiná-lo o principio de ação e reação, causa e efeito, certo?

    Países democráticos, como a Espanha, a Itália e a Alemanha combateram e combatem o terrorismo dentro da lei. Nada justifica a opressão e a supressão das liberdades dos brasileiros durante o período Médici, de quem, pelo que vejo, Roberto, você é decididamente um admirador.

    Pois eu não, eu abomino Médici e tudo o que ele representou.

    Abraço

  • danir

    Prezado Ricardo Setti. Eu penso que não devemos ser “politicamente corretos” quando temos opiniões muito bem embasadas a respeito de qualquer assunto. Eu não gostava ou apoiava a ditadura dos militares brasileiros, mas entre ela e a ditadura comunista, ou bolivariana ou qualquer outra besteira parecida, eu prefiro a primeira. Esta é uma opinião dada onde escolho o menos pior das duas opções. Meu julgamento, minha opinião pessoal. Imagine que o fato de os militares (cadetes?) escolherem um patrono que está classificado entre os mais duros membros dos governos militares, seja uma forma de desagravo, mostrando que embora estejam mijando sentados (a grosseria passou e não retiro)eles ainda assim não são coniventes com o status quo. Ou pelo menos tentam passar a idéia de que poderiam engrossar o jogo. Pura bobagem, mas absolutamente legal, pois não sei de nenhum regulamento ou lei que diga claramente que não é permitido escolher o general presidente a ou b como patrono ou paraninfo de uma turma de cadetes. Afinal militares não são eunucos. Na minha opinião o que provoca este tipo de manifestação é a impotência ante o ataque da matilha petista, que aparelha todos os escalões do governo e tem um ministro da defesa que em nome de obscuros interesses políticos defende a escolha do terceiro colocado na análise do futuro avião de caça da FAB, e coloca um ex guerrilheiro como seu assessor. Na minha opinião isto é uma ofensa aos militares que estão na ativa e à parcela do povo brasileiro que é e foi contra a ditadura militar (qualquer uma)e contra a ditadura comunista que pretendiam instalar no Brasil.
    Ao que me consta, a Constituição Brasileira prevê o regime democrático de governo, e a liberdade dos cidadãos de ter opinião dentro dos limites da lei e da ordem. Eu penso que muitas pessoas que veem este descalabro da atuação do pt no governo, e não concordam que joguem a constituição no lixo, talvez fossem voluntários para combater pela sua manutenção. Talvez o recado seja este: existe um limite que não pode ser ultrapassado, nem pelo pt nem pelos militares nem por ninguem. Talvez eu esteja delirando.

    Caro Danir,

    Respeito sua opinião, mas em nenhum momento disse que a homenagem ao ditador Médici violava a lei ou a Constituição. Mas eu a abomino, assim como abomino todas as ditaduras.

    Um abraço

  • Roberto Xavier

    Caro Setti, estive lendo alguns artigos que comparam os surtos desenvolvimentistas entre o governo do General Médici e dos 16 anos da dupla FHC-Lula, e você sabe o resultado muito bem não é mesmo? Com Médici o Brasil teve um crescimento recorde, porém foram os comunistas alocados no governo pelo seu sucessor Geisel que começaram a depredação do país até os nossos dias. Pô Setti, você, como jornalista tem a obrigação de saber.

    O “Brasil Grande” de Médici, as altas taxas de crescimento — sem qualquer distribuição de renda — e outros fatores econômicos não absolvem um ditador que reinou no período mais negro e repressivo da ditadura militar, uma época em que a tortura era a regra e em que os brasileiros foram privados de suas liberdades mais essenciais.

  • Roberto Xavier

    Caramba Setti, você é comunista??

    Quer dizer que criticar quem homenageia ditadores fascistas me torna um comunista?

    Você é leitor do blog e sabe o quanto eu sou comunista — um comunista que defende as privatizações e um Estado enxuto e regulador, é a favor da livre iniciativa como impulsionadora do progresso, defende ferreamente as liberdades públicas e a liberdade de imprensa, abomina ditaduras como as de Cuba, China e Coreia do Norte e as quase ditaduras, como a da Venezuela, critica o excesso de Estado que o PT adora e acha que a melhor agenda de presidente que o Brasil já teve foi a do presidente Fernando Henrique Cardoso.

  • Roberto Xavier

    Prezado Setti, leia o livro auto-biográfico do General Sylvio Frota, ex-Ministro do Exército do governo Geisel. E depois me diga se teve no Brasil alguem que mais acariciou o comunismo do que este pulha do General Geisel?

    Você deve estar brincando, Roberto. O que será que o fascista e golpista do general Sylvio Frota escreveu que levou-o a pensar isso? Fiquei curioso. Abraços.

  • Roberto Xavier

    Setti, quando Médici ou qualquer outro General deixou o Planalto, levou consigo algum dinheiro que não lhes pertencesse? Algum filho ou parente de General, passaram de monitor de jardim zoológico para empresário milionário da noite para o dia?

    O fato de não ser ladrão não exime Médici de ter presidido o período mais negro da ditadura em matéria de direitos humanos e direitos civis. Não me esqueço, não, já era jornalista na época.

  • Roberto Xavier

    Setti, dizem que durante o regime militar havia censura. Sim, mas as noticias eram liberadas depois da prévia. Agora o jornal Estadão ficou até 30 de dezembro de 2010 sob a censura de um governo que pegou em armas para lutar contra (sic) a “censura” e (sic) a ditadura.

    Quem está censurando o Estadão, como muitas vezes ocorre, infelizmente, é o Judiciário, e não o governo.

    Abração, caro Roberto.

  • Claudia

    Não entendi a indignação. São militares homenageando um general… Pior é a Petrobrás trocar o nome do campo Tupi para Lula. O que que há demais em milico homenagear milico? Quantas avenidas, cidades, logradouros existem no país que se chamam Getulio Vargas? Não vi ofensa nenhuma…

    Pois então divergimos, cara Claudia. Médici não é apenas “um general”. Foi um ditador sem a menor legitimidade, “eleito” por outros generais à revelia do povo, que governou um dos períodos mais negros da história do Brasil em matéria de direitos humanos e liberdades públicas. Getúlio — a quem pessoalmente nunca apreciei — é um caso muito mais complexo, porque entre outras coisas foi presidente constitucional, eleito pelo Congresso, de 1934 a 1937, depois governou ditatorialmente até 1945, e voltou eleito pelo povo em 1950.

  • Claudia

    Ah, complementando: o Médici é defunto, pior é um governo homenagear ditadores vivos.

  • Claudia

    E aqueles que não sabem o que é ensinado na Aman, pela ignorância jamais saberão, pois nunca seriam aprovados num dos exames mais difíceis que temos aqui. Eles aprendem também, como engenheiros, a construir pontes como as que estão sendo feitas no RJ, com o trabalho do Batalhão de |Engenharia de Cachoeira do Sul/RS. Hospitais no meio da Amazonia. Bom não vou perder tempo, perguntem ao Cabral, afinal na hora do pega-prá-capar, ele chama as Forças Armadas.

  • bruxa velha

    Parabenizo a escolha dos cadetes da AMAN. Esperanca de renovacao no exercito que atualmente se desmoralizou compactuando com a “ditadura camuflada” de lula e dilma.

  • Thales

    Ricardo Setti, sempre gostei do seu bolg, mas a cada dia gosto mais!Agradeço a resposta que vc me deu em outro comentário.
    Muitas vezes é a pequena divergência entre o jornalista e o leitor em alguns temas que constroem pontos de vistas mais coerentes.
    Agradeço ao fato de vc não ceder a pressão petista de censurar comentários de pessoas que não gostam do governo, como eu!
    Um grande abraço e muita paz!

    O mesmo pra você, caro Thales. E é claro que não vou censurar comentários de qualquer natureza, desde que não contenham ameaças, ofensas pessoais, palavrões, incitação ao crime e coisas semelhantes.

    Abração

  • Marco

    Caro R. Setti: Anistia não quer dizer esquecimento pelo menos foi q entendi no acordo em 1979 e na constituição.
    Abs.

  • Ismael

    Hoje, Demétrio Magnoli escreve no Estadão fazendo uma comparação entre os 700 mortos fluminenses e os passaportes diplomáticos. Talvez possamos fazer uma comparação entre a estrêla do PT, cultivada em uma propriedade do Estado que tem uma significação cívica diferenciada, e a reverência indevida a um general que também desrespeitou a constituição e nossa história.
    Eles desrespeitam o “nosso” e nós desreipeitamos os “deles”. Uma reação explicável quando a oposição não age, desreipeitando seu papel cívico e institucional de ser oposição. Estamos num mau caminho. Cresce a corrupção e o desrespeito à Lei, nos dois sentidos. Mas se houver um recrudescimento institucional, já podemos apontar um culpado: a imprensa, essa eterna criadora de casos.

  • EBD

    A escolha foi feita em 2006 quando ingressaram na EsPCEx, portanto, não foi uma reação à eleição da atual presidente.

  • Esron Vieira

    Caro Setti não consigo acreditar que se houve a provocação, esta tenha vindo dos próprios cadetes.
    Concordo sim, se a suposta provocação (ou aviso) tenha sido feito por velhas figuras que se acham donas da academia.
    Este é o grande mal existente nos paises colonizados pelo vaticano, os cargos e postos públicos dão a sensação de posse legítima a quem os ocupam.
    Religiosos, militares, servidores públicos, donos de jornais,banqueiros, sindicalistas, ongueiros entre outros deveriam ter sua opinião politica e ideologica particular. Exercendo suas atividades em suas instituições, sem usá-las como ferramenta ideologica ou de algum tipo de poder. O mundo seria até mais pacifico. Quem tem o desejo de implantar ideologia ou mudanças que se torne politico (profissional ou ideológico)se eleja e efetue as tranformações. À quem não é politico sobra a prerrogativa de votar em quem lhe representa. O mundo talvez teria mais paz e menas corrupção.
    Infelizmente o que encontramos, são religiosos usando suas igrejas pra fins politicos, instrutores militares deixando e instruir alunos da real função de um militar, contaminando suas mentes, com um possivel dever de chefe de estado. Banqueiro patrocinando um determinado segmento politico, dono de jornal abusando do poder de formador de opinião contratando militantes politicos travestidos de jornalistas ( não incluo o Setti por favor). Olha o resultado, tanta gente esclarecida com conciencia politica, fazendo politica às margens da real politica. Será que sobraria espaço pra Tiririca e afins, se estivessem trabalhando dentro da politica?

  • Roberto P. Pedroso

    A candidatura da nossa atual presidenta não deveria ser contida na raiz, porém considero que a população deveria ter acesso ao histórico verdadeiro e total de todos os candidatos para tenha reais condições de formar juízo de valor. Muito se fala que a população não sabe votar, principalmente aquela parcela menos favorecida econômica e culturalmente, porém a meu ver se não houver uma reforma política séria, as eleições continuarão a ser vencidas por aqueles que: tiverem maior poder econômico e por consequência melhores condições de fazer maravilhosas campanhas de marketing.
    Devemos ter a consciência que elegemos Presidente, Governadores e Prefeitos sem que os mesmos tenham um programa para seus mandatos – as campanhas são feitas de promessas que na grande maioria das vezes não são cumpridas e nem cobradas.

  • Alaor

    Setti, você está cometendo um pequeno equívoco: o nome da turma não foi escolhido como forma de insulto ou qualquer coisa que o valha à pessoa da Dilma. O nome das turmas no Exército são escolhidas já na Espcex, em Campinas, quando os alunos cursam o último ano do ensino médio, e mantido depois na Aman, em Rezende. Ou seja, o nome do Médici já tinho sido escolhido 5 anos atrás, e não às vésperas da eleição da Dilma.

    Mesmo se assim for, caro Alaor, é o fim da picada. Médici presidiu anos negros para os direitos humanos no Brasil.

  • Expedito

    Caro Jornalista,

    A prefeita de Fortaleza, Luiziane Lins inaugurou, no ano passado o CUCA-Centro Unificado de Cultura e Arte, do bairro Barra do Ceará. Ao mesmo deu o nome CUCA ENERSTO CHE GUEVARA !Que referência é Che Guevara, em cultura e arte, para os jovens cearenses?

    Pessoalmente, acho um absurdo intolerável.

  • nedinho

    E então, o

  • santos

    Imaginem os currículos e o corpo docente dos companheiros… o que ensinariam? Sabemos todos que a esquerda gosta e entende mesmo é de milícias.

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    Amigo Setti:
    Concordo com voce: lamentavel e terrivelmente lamentavel – Medici ser paraninfo de uam turma de cadetes do Exército Brasileiro – Paraguai,recusando de capitão de mato para caçar escravos,luta contra o nazifascismo,defesa dos in dios,amazonia…
    Espero que esses novos cadetes percebam que seguir a Constituição e a Legalidade é o verdadeiro cami nho a seguir dos militares e não daqueles que a rasgaram em 1964.
    Parabéns Setti pela postura e coragem.
    Pedro Luiz

    Obrigado, caro Pedro Luiz.

    Um grande abraço

  • Ricardo

    Justíssima homenagem a um ex-oficial da Arma…
    Isto não é provocação nenhuma! Ou será que deveriam eleger um Che Guevara da vida só porque quem manda hoje é uma bando de comunistas amargurados e revanchistas??
    Se há alguém com problemas mentais e emocionais, é quem fica incessantemente tentando culpar os militares por tudo de ruim que há no país!
    Infelizmente, parece que esta turna chega somente agora, e não quando a petralhada se insurgiu, enganando os menos favorecidos para conseguir votos e se aboletar no poder…
    E tem mais! a revolução de 64 veio na hora certa para impedir que o Brasil se tornasse uma Cuba ou pior…
    Agora temos que agüentar a farra comunista, o ideologismo na educação, a roubalheira de quem só estava esperando uma chance pra tirar a pele de cordeiro…

  • Daniel Rocha Furst

    Parabéns Setti, ótimo artigo!

  • Alaor

    Setti, o que quis dizer é que me parece ausente o caráter provocativo a qualquer membro deste governo ou do anterior, até porquê, como você bem se lembra, era uma constante os elogios do Lula a políticas dos governos militares, reconhecimento que nem mesmo FHC mereceu por parte dele, injustamente.

    Abraço!

    Outro abraço pra você, Alaor. Algumas pessoas que respeito, como o colunista Janio de Freitas, enxergaram o caráter provocativo à eleição da nova presidente. Tendo a concordar.

    Volte sempre!

  • Tito

    Prezado Setti,
    Desta vez você resolveu falar de um assunto que desconhece totalmente: a formação do Oficial combatente do Exército.
    Como você sabe, sou Oficial e fui formado na AMAN. Além disso, fui instrutor dos cadetes por 6 anos e participei vária vezes das comissões de elaboração de planos de matéria, o que me torna, como se diz na mídia, um “especialista” nesta questão.
    Para que você conheça um pouco, o ensino da Academia é dividido em Ensino Acadêmico, responsabilidade da Divisão de Ensino, e Ensino Profissional, responsabilidade do Corpo de Cadetes, sendo os dois coordenados pelo Diretor de Ensino, ou seja, o Comandante.
    Hoje, o ensino acadêmico tem 70% de matérias humanas como Direito, Sociologia, Antropologia, História, e 30% de matérias exatas, e o motivo é simples: formar um Oficial mais sintonizado com os valores e direitos humanos. Diga-se de passagem, que isto já ocorre desde os anos 90.
    No ensino profissional, deixou de existir a matéria Operações contra-guerrilha, substituída por Operações de Garantia da Lei e da Ordem e Operações de Paz e, mesmo quando havia, e quando eu estudei havia, NUNCA foram mencionadas as palavras ideologia ou política. A ideologia e a política NUNCA entraram na Academia Militar das Agulhas Negras e ainda não entram, logo a “doutrinação” que você falou NUNCA houve e digo isto também com conhecimento da formação do meu bisavô em 1906 na Escola Naval, do primo do meu avô em 1912 na Escola militar da Praia Vermelha, do meu avô em 1932 na Escola militar do Realengo e do meu pai em 1955 na AMAN.
    O que existe sim, é um profundo sentimento de patriotismo, que infelizmente não vemos no povo brasileiro e na mídia comprada, que você bem conhece. E é esse patriotismo que faz ,a nós militares, nos revoltarmos com uma guerrilheira, escolhida por voto popular sim, mas por um povo ignorante que acreditou no populismo e em todas as mentiras contadas pelo lulo-petismo, inclusive a de que eles lutaram pela democracia. Fidel também lutou, e vemos no que deu. Pelo menos ele ainda tinha a desculpa da corrupção do governo Fulgêncio Batista, e falem o que quiserem, não podem falar em corrupção dos nossos “ditadores”, porque sabemos que não houve.
    Quanto à escolha do nome da turma, mais uma vez você está enganado. Não são os cadetes que o escolhem. São propostos três nomes pelo Comando da AMAN e submetidos ao Alto Comando do Exército e ao Ministério da Defesa, que dão a palavra final e não necessariamente escolhem um desses três. E não se escolhem nomes de “ditadores”, e sim de fatos históricos ou militares que tiveram destaque, e querendo ou não, um quatro estrelas por si só é um destaque. E querendo ou não,Médici foi Presidente da República, com erros e acertos, muito mais acertos.
    Para encerrar, se você tiver interesse, terei um grande prazer em intermediar e até acompanhar uma visita sua à AMAN, e tenho certeza que você será muito bem recebido.É só me mandar um e-mail. Vale a pena.
    Um grande abraço.

    Caro Tito,

    Muito obrigado por seu email esclarecedor.

    Como você sabe, tenho grande respeito pelas Forças Armadas e por seu papel constitucional. Como jornalista, convivi muito com militares no início de minha carreira quando, entre outras tarefas, era encarregado, em Brasília, de cobrir o dia-a-dia dos Ministérios da Guerra (depois Exército), Marinha e Aeronáutica, e também o EMFA.

    Tive e tenho amigos militares, inclusive dois contraparentes muito próximos — um deles, coronel do Exército, infelizmente falecido antes da hora, e o outro, capitão-de-mar-e-guerra da reserva da Marinha. Tenho amigos que foram alunos da Escola Superior de Guerra ou lá deram aula.

    Mas você me desculpe, não vejo nenhuma inocência em uma homenagem ao Médici. Não foi apenas “um general-de-Exército”. Exerceu um papel nefasto na vida do país que transcende muito seu papel de oficlal-general.

    Claro que é legítima, do ponto de vista legal e constitucional, a escolha. Mas eu a recrimino. Se passou pelo crivo das autoridades que você menciona, a meu ver é ainda pior.

    Quanto à sua oferta de intermediar uma visita à AMAN, é uma enorme gentileza de sua parte e, sim, oportunamente eu gostaria de conhecê-la (só conheci por fora, como turista, há muitos anos).

    Não me queira mal, caro Tito.

    Um grande abraço.

  • EduardoS.B.Infantini

    Sua matéria foi lamentável.V.S.não tem a menor noção sobre a formação militar.Os instruendos são selecionados pelo seu caráter,patriotismo,valor MORAL,conhecimento e independência.São capazes de realizar as escolhas que bem entenderem,aliás muito oportuna no caso,quando enfrentamos a mentira sendo usada como verdade em tudo,inclusive na justiça.

    Claro que a escolha é livre, e também é legal do ponto de vista jurídico, mas eu a repudio pelo que o general Médici significou de opressão e restrição da liberdade dos brasileiros. Não tolero e não admito ditaduras, de esquerda, de direita, militar ou o que seja — ninguém tem o direito de calar os cidadãos e nem de falar por eles sem ter sido eleito.

  • jonas /RS

    Ao anônimo que perguntou se em caso de guerra quem nos defenderia…Eu digo que confio muito mais nos voluntários que ele falou do que nos que são desde sempre pagos pra isso,no caso,o exército,forças armadas em geral. Mas,vou deixar claro aqui: Não sou do tipo que detesta militares não,só não gosto quando acontece isso que o post explicitou. Entendo que se militar quer se meter em política,então deixe de ser militar e venha ser militante político de vez. Acho que cada um na sua área é muito bom,não desrespeito os militares que respeitam os demais setores da sociedade. E Graças a Deus,esses são maioria,esses merecem reconhecimento de todos também,conhecem o valor da frase:União faz a força. Basta ver o que ocorre em momentos tristes como esse no Rio. Nem vivi na época da ditadura,não como adulto,já que nasci em meio a ela,agora,fazer homenagens a um médici é sinal de saudosismo do que nem conheceram. Que conhecem de ouvir falar,ler… Tanto quanto eu. Não vivi na era Vargas e,no entanto tenho simpatia por ela pelos frutos que deixou ao país,mas,nem por isso vou querer homenagear trocentos anos depois o Pres. de tanto tempos atrás. Isso pra mim é como evocar os mortos,será que els chegaram a esse ponto?

  • Tito

    Ok Setti,
    Respeito e sei que não posso mudar o seu pensamento, mas gostaria que você mudasse o título, pois como eu disse, os cadetes nada têm a ver com isso e não estão provocando ninguém, muito menos descaradamente. Aliás, o nome da turma é escolhido quando eles ainda estão na Escola Preparatória de Cadetes do Exército em Campinas, ou seja, antes de eles chegarem à AMAN. É uma grande injustiça culpá-los, e tenho certeza de que você é justo.
    Não, não te quero mal e a oferta fica de pé para quando você quiser.
    Não comento matéria de quem não respeito.Prezo muito o meu tempo e a minha inteligência.
    Grande abraço

    Obrigado, caro Tito. Fiz mais do que mudar o título. Utilizei as informações que você passou no comentário anterior e introduzi várias alterações no texto.

    Um abração

  • danir

    Presado Setti. Obrigado pela consideração de seu comentário. Que fique claro que eu tambem abomino todo tipo de ditadura, e que não coloco Medici como excessão. O que quiz dizer e talvez não tenha sido bem enfatizado, é que entre uma e outra, eu ainda tendo a considerar a ditadura dos militares, menos maléfica do que a atuação do pt e das esquerdas de uma forma geral. E tambem acredito que ao ser tão enfaticamente contrário à decisão da turma de formandos, dizendo que deveria haver algum tipo de ação disciplinar ou coercitiva por parte do Jobim ou do Comando, não se está propriamente no terreno da liberdade e da democracia, dando espaço para esta turma encastelada no poder. No mínimo estaríamos numa zona nebulosa, e o que é a meu ver pior: estariamos levantando a bola do pt. De tudo que vivenciei, li e tirei de conclusões sobre este período da Historia do Brasil, ficou o conceito que os militares apesar dos excessos e de algumas lideranças que talvez não merecessem fazer parte dos quadros das forças armadas (Brucutus, sádicos, ultra reacionários, desonestos e incontinentes deslumbrados com o poder), tinham, a idéia de em um momento não definido entregar o poder ao povo, sem que estivesse ameaçado pelo fantasma do totalitarismo comunista. Falharam em muitas coisas, mas é esta a minha percepção. Já o pt….. Note-se que a ditadura militar terminou em parte devido à pressão pacífica das pessoas que não a aceitavam nem aceitavam o outro lado, o comunismo. E portanto prefiro uma homenagem idiota ao Medici, do que qualquer abertura de espaço para esta malta que hoje está no poder. Sou um cidadão que exerce uma resistência passiva aos desmandos que vemos por ai. Não sou ideólogo ou seguidor de ideologias, não quero cargo público nem político, mas quero continuar sendo um homem livre que pode dizer o que pensa dentro dos limites da legalidade. Pra mim Lula, Dilma, Zé Dirceu, Delúbio, Amorim, e todos os outros que hoje estão na cúpula do pt e nos ministérios, são lixo em termos humanos e devem rapidamente encontrar a lata de lixo da história. Eles tem muito menos princípios do que qualquer miltar do tempo da ditadura, QUE TAMBEM NÃO APOIEI NEM APOIO.

    Obrigado por seu comentário, caro Danir. A partir de informações prestadas por um amigo do blog que é militar e frequentou a AMAN, fiz algumas alterações no texto. Peço que você o releia.

    Ambos abominamos ditaduras, então temos um bom terreno comum, não é mesmo?

    Um grande abraço.

  • Tito

    Amigo Setti,
    Obrigado pela correção e pelo reparo de uma injustiça.
    Só tem mais uma coisa. Quando o nome da turma foi escolhido em 2006 (não em 2010), quando a turma ainda estava na Escola Preparatória, o Comandante da AMAN não era o Gen Leal Pujol e sim o Gen Marco Antônio de Farias. O Gen Leal Pujol não participou desse processo.
    Obrigado

    Então vou mexer de novo no texto e explicar melhor.

    Abraços

  • Tito

    Setti,
    Acho que estou sendo chato, mas para comprovar que nada tem a escolha do nome com a eleição, procure entrar neste link, que é do informativo interno da AMAN, onde, clicando em “Alambari-Espadim” você poderá constatar que a turma já tinha nome em 2007, na entrega de espadins.Nem se falava em Dilma ainda.
    http://www.aman.ensino.eb.br/index.php?option=com_docman&task=cat_view&gid=33&Itemid=60&mosmsg=Acesso+restrito.+Dom%EDnio+n%E3o+autorizado.+%28www.google.com.br%29
    Se não conseguir o acesso, te mando o arquivo.
    Desculpe-me por atrapalhar a sua matéria, mas tenho que defender a minha classe.
    Não precisa publicar este comentário.É só para você pensar.
    Até a nossa próxima briga. Abraço.

    Caro Tito, não gosto de fingir para os leitores. Publico, sim, o comentário, e agradeço sua gentileza de me passar informações confiáveis. Mudei o título e o conteúdo do post graças a você. Fui induzido em erro por informações de uma fonte que, até então, não havia falhado. Depois das informações que você me passou, não tinha como manter o post como estava.

    “Brigas” como essa só enriquecem o blog — e a mim, razão pela qual reitero meus agradecimentos.

    Abração

  • Theodoro

    A escolha por que te desagrade deve ser respeitada, sem emitir juízo de valor sobre quem você não conhece. Estamos num país livre ou não?

  • Tito

    Parabéns amigo,acho que posso chamá-lo assim.
    Já tinha uma profunda admiração e respeito pelo seu trabalho e agora posso dizer que também tenho por você.
    Quisera poder dizer o mesmo de todos os jornalistas.
    Como já te falei, estou a sua disposição para qualquer dúvida a respeito das FFAA.
    Acho que a sua fonte é petralha disfarçada rsrs.
    Até.

    Obrigado, caro Tito. Obrigado sobretudo por me chamar de amigo. É o que você revelou ser, hoje como em outras vezes. Então, é recíproco.

    Vou, sim, consultá-lo sobre dúvidas a respeito das FFAA.

    Um grande abraço

  • SergioD

    Ricardo, embora tenha errado no timing, a indignação permanece. Pena que a desinformação que você e outros órgãos de nossa imprensa sofreram causaram uma injustiça para com os cadetes. Até mesmo eu caí nessa e me penitencio pelo erro que não veio somente de sua informação, mas também da leitura de outros artigos na Folha.
    O Presidente Médici pode até ter sido boa pessoa, popular mesmo devido ao seu interesse por futebol, o que tenho minhas dúvidas. No entanto seu governo representou tudo que há de mais violento contra as liberdades públicas e individuais. Liberdade de imprensa então, nem se fala. Homenagens desse tipo não deveriam ser incentivadas.
    Agradeço ao leitor Tito pelo esclarecimento e pesquisa. Estou recomendando esse post a diversos amigos que tinham a mesma idéia que tinha sobre o assunto.
    Por isso sempre afirmei que além de admirar o BLOG pelo autor, gostava muito da presença de pessoas que sabem discutir os assuntos de forma polida e equilibrada, mesmo com a presença de alguns poucos exaltados.
    Parabéns aos dois

    Obrigado, caro SergioD. O Tito realmente, como ocorreu outras vezes, me ajudou muito e sou grato a ele. Quanto ao Médici, é isso que você escreveu.

    Abraços

  • Frederico Hochreiter/BH

    Ricardo:
    Tenho lido, mais como curiosidade, toda essa celeuma sobre homenagear o Medici. Não acho nenhuma graça nele como não acho graça em governos militares. Mas entendo tudo isso como absolutamente irrelevante (ainda mais agora, quando se descobre que a homenagem vem de 2006). Cada um que homenageie seus próprios ídolos, na medida em que não se obrigue que a homenagem seja partilhada por todo mundo,partidários e não partidários. É próprio da democracia e com algumas rarissimas exceções (alemães homenageando Hitler p.ex.)acho que isso é assunto interno de cada corporação ou grupo. O ponto que me interessou foi outro: sua insistência no tema dos curriculos de escolas militares. Algo de que não entendo lhufas mas parece-me que a comparação com a Espanha é um tanto forçada. A Espanha livrou-se da ditadura franquista e começou uma vida inteiramente nova dentro de principios absolutamente democráticos e incentivados por um rei que nunca se pretendeu dono da verdade ou astro principal do espetáculo. Mas imagine uma revisão de curriculos, militares ou não, baseada nos principios do PT. Orientada pelos marco aurélio, os franklin, os dirceu, os jobim. Francamente, prefiro esses jovens homegeando o general do que se sujeitando a curriculos criados por essa gente.

  • Tito

    Obrigado a todos.

  • wilson

    Porque não Lamarca? já que um foi ditador podemos
    homenagear um traidor da pátria.

    Não seja por isso, caro Wilson. Um leitor escreveu hoje contando que a prefeita petista de Fortaleza, Luzianne Lins, deu o nome de Che Guevara para um edifício público. Está cheio de homenagens a Fidel Castro, Che Guevara, Mao Tsé-tung e outros “heróis” de gestores petistas pelo país afora. O pessoal que pegou em armas durante a ditadura também já é homenageado em muitos lugares.

    Eu preferiria, sempre, que as homenagens fossem a grandes democratas, como JK, Franco Montoro, dr. Ulysses, Mário Covas… Ou gigantes como Churchill, De Gaulle etc.

    Abraços

  • Semperdestro

    É verdade que a ditadura militar foi ruim, mas a ditadura comunista que eles evitaram teria sido infinitamente pior. Por isso, no país todo há uma infinidade de logradouros e edifícios públicos cujos nomes homenageiam os presidentes militares. Castelo Branco, certamente, é o campeão. A meu ver, merecidamente.

    Gosto não se discute, não é mesmo, Semperdestro?

  • Semperdestro

    É verdade, gosto não se discute mesmo. Há até quem goste, por exemplo, da ditadura comunista de Cuba.

    Há mesmo. E do tarado ditador do Irã, Ahmadinejad, do maluco que governa a Coreia do Norte, do fascista de esquerda Hugo Chávez, dos militares assassinos que governam Mianmar, da dinastia ladra e sanguinária que controla a Arábia Saudita…

    Eu quero distância de todos os ditadores e de todas as ditaduras, meu caro.

  • Roberto Xavier

    Caro Setti, dizer que os Estdão está sendo censurado pelo Judiciário e não pelo governo, ou é muita igenuidade ou muita sacanagem heim? Quem manda no Judiciário desde 2002? Por quê Palocci foi liberado? Pô Setti, assim é fo…

  • Claudia

    Surpresa!! A presidente Dilma desembarca hoje 21/1 no RS, para inaugurar a Fase C da usina térmica a carvão Candiota III. Até poderá anunciar a IV. E todo o complexo chama-se: tchan, tchan, tchan: USINA PRESIDENTE MÉDICI!!!

    O ex-presidente Lula vivia elogiando o regime militar, no qual ele esteve na cadeia. Os autoritarismos ou tendências autoritárias tendem a aproximar-se, não é mesmo, Claudia?

  • Roberto 7467

    Nada tenho a favor dos ditadores militares brasileiros, mas enxergar a escolha específica de Médici como “provocação descarada” me parece um pouco de exagero. Será que os generais Costa e Silva e João Figueiredo (ex-chefe do SNI) também já não foram homenageados?

  • Eduardo

    Prezado Colunista, meu teclado nao tem o “til” e peço paciência na leitura de minha opiniao. Penso que nao há lei ou regulamento que proiba nomear uma turma de cadetes ou de formandos normalistas com qualquer nome de personalidades nacionais. Caxias pacificou o Brasil e combateu os paraguaios e nessas açoes morreu muita gente e nem por isso se contesta ser o patrono do Exército. Além disso, se forem publicados detalhes das vidas de “JK, Franco Montoro, Ulysses, Mário Covas” ou de qualquer político, tampouco irá cheirar a rosas e nem por isso deixam de ser “patronos” de turmas Brasil afora sem nenhum juízo de valor à respeito. Na Espanha há diversos locais públicos com nomes de personalidades ligadas ao franquismo (que matou muita gente) e há uma LEI para a remoçao de tais nomes, porém, alguns “ayuntamientos” se negam a cumprir tal determinaçao sem que seja incluída a remoçao de nomes de personalidades ligadas à banda republicana (que também matou muita gente!!). Assim, penso que juizos de valor sobre “patronos” ou nome de navios, escolas, etc. deveriam se circunscrever às suas importâncias históricas e nao incluir as “turmas”, ou intituiçoes, que sao livres para os elegerem, sob pena de se cair no lugar comum do “gosto nao se discute” ou do “patrulhismo” ideológico.

  • Mauro Moreira

    Caro Setti,
    Ia escrever alguma coisa, mas depois de ler o senhor Tito, desisti. Alí está a mais perfeita réplica ao seu post – de cujo conteúdo mais discordei do que concordei -, honesta, cristalinamente honesta e essencialmente esclaredora. Já admirava os nosso militares, e agora ainda mais. Pena que militares como o senhor Tito tenha que ir para a reserva. Hoje nossos militares estão, na verdade, se humilhando ao aceitarem o comando de um homem como Nelson Jobim. Se você, caro Setti, achou uma ofensa, uma provocação a escolha do nome do General Emílio Garrastazu Médice como patrono da turma de cadetes da AMAN, o que dizer do convite ao José Genoíno para assessor do Ministério da Defesa? Quanto ao curriculo, deixá-lo nas mãos de civis movidos por idéias de esquerda fundamentalistas, doentias até, seria racional? Veja o que já acontece com o ensino em nossas escolas, onde nossos jovens já estão sendo doutrinados acintosamente. Gostaria de esclarecimentos à sua afirmação: “movimentos de luta armada no período da ditadura, que deveria ter sido contida na raiz. Só que não foi assim.” Como isso deveria ter sido feito?
    É bom tê-lo de volta. Nas próximas férias, acho que dez dias basta. Acho que você e o Augusto prcisam conversar com o Reinaldo, para quem dez dias bastam e não nos abandona tanto.
    Aquele abraço!

    Obrigado por suas boas vindas, caro Mauro. Fico feliz ao ver que leitores sentiram falta do blog. E férias, você sabe, nunca são demais… Quanto ao restante, já está suficientemente debatido com meu post — reescrito depois das ponderações do amigo Tito — e com o debate que a ele se seguiu.

    Um abração!

  • Esron Vieira

    Daquí a algum tempo, talvez coloquem o nome de Newton Cruz como patrono de alguma turma.

  • Rafael

    Surpreendente como há gente que crê que os golpistas(vamos dar o nome correto a turba) evitaram uma ditadura comunista no Brasil.

  • Caio Frascino Cassaro

    Prezado Ricardo:
    Desculpe-me, mas a comparação é inevitável. Quem tem mais de 50 anos, como eu, sabe que não houve nada mais parecido com o governo Médici do que o governo(?) Luiz Inácio. O mesmo ufanismo boboca, a mesma propaganda mostrando o tempo todo o Brasil-Potência, a mesma jequice, o mesmo apelo ao futebol como medida da popularidade do chefe de plantão (quem não se lembra do Gal. Médici com o radinho de pilha colado no ouvido assistindo jogo da seleção?), e, porque não?, o mesmo desprezo pelas instituições. A diferença é que os militares conseguiram, lamentavelmente, impor ao país seu projeto de poder pela fôrça das armas. Luiz Inácio e sua congregação de fanáticos tentam fazer o mesmo minando a democracia “por dentro”. É um PNDH III aqui, uma desmoralizada no TSE ali, uma tratorada no TCU acolá, um Mensalão do lado de lá, e assim a vida segue. O instrumental que o governo dispõe hoje para vigiar a vida do cidadão é inacreditável. Supercomputador na Receita Federal, equipamento de rastreio de ligações telefônicas (ver denúncia no blog do Reinaldo – inclusive gostaria de ver a respeito um comentário seu, Ricardo), enfim há todo um aparato tecnológico que, colocado à serviço de uma ditadura, transformaria em realidade todo o universo ficcional descrito no monumental “1984”. Com a diferença que, definitivamente, a esperança não estaria nas proles…

    Caro Caio, gosto de seus comentários ponderados e bem fundamentados e acho, de fato, que há similtudes entre o que fez o ex-presidente com a lorota do “Brasil Grande” de Médici.

    Mas, por Deus, não temos nada nem remotamente semelhante ao terror sob o qual se vivia na era Médici, e hoje temos uma democracia — imperfeita, sim, cheia de problemas, sim, com muito a caminhar, sim, mas onde a gente pode sem problema algum fazer o que era impossível durante a ditadura Médici: escrever linhas como essas que você e eu escrevemos.

    Abração

  • Roberto

    Caro Ricardo, respeito a sua opinião, mas não vejo nada de ofensivo na escolha do nome do Gen. Médici, que conheci pessoalmente fazem muitos anos, assim como o seu filho, Roberto(meu homônimo)ótimas pessoas.
    Caro Tito, parabéns pelos seus comentários e tenha-me como um amigo.

  • costamcs

    Ricardo, não considero comparável o governo militar do Brasil com a Espanha Franquista. É um tremendo exagero colocá-los no mesmo patamar, além da diferença de tempo, de brutalidade e de repressão, a ditadura espanhola só teve fim com a morte de Franco. Aqui os militares entregaram o poder e restauraram a democracia. Abraços, Marcia Soares

  • danir

    Prezado Setti. A razão principal para frequentar seu blog, é você é suave nos seus comentários. E talvez seja um contraponto para o meu estilo que é mais para o impulsivo e contundente. Com o que estamos vendo de despudores na vida política brasileira, precisamos de pessoas de bem e de opinião calcada no bom senso, para nos contrapormos ao pt e sua máquina de triturar gente e fabricar ferramentas escusas na busca pelo poder definitivo. Em alguns momentos não concordo integralmente com suas colocações, mas vejo no seu estilo conteudo e opinião firme, alem de ser mais um ponto de resistência. Ricardo Setti, Aluizio Nunes, Reinaldo Azevedo, Coturno Noturno, Vanguarda Popular, Olavo de Carvalho e muitos outros são necessários para existir informação confiável e análise lógica dos fatos jornalísticos e históricos de nosso tempo. Faço questão de visitá-los diariamente, para poder calibrar minhas opiniões e eventualmente polemizar um pouco, provocando a reflexão mútua. Estamos do mesmo lado da trincheira, e temos a obrigação de mostrar ao pt que eles podem ir até um limite , e que a partir dai encontrarão pessoas com disposição e vontade para manter os valores mínimos necessários para a manutenção da Democracia e do Estado de Direito.
    Obrigado pelo espaço que nos disponibiliza.

    Quem agradece sou eu por suas palavras generosas, caro Danir.

    Abração

  • carlos nascimento

    Ricardo,

    Eis um assunto que ainda me causa certa dúvida, quando da ocorrência do Golpe Militar, minha idade não permitia avaliar claramente o fato, logo em seguida, tive oportunidade de conhecer e depois acompanhar os passos do ex.senador Jarbas Passarinho, mesmo de origem militar, era um brilhante homem público, sua defesa pela causa era bastante lúcida e apresentava fortes motivos, álias, o nosso amigo AN está para publicar uma entrevista do ex Senador Passarinho, vejo que em diversas ocasiões vc fica realmente irritado com o processo da revolução militar, vc deve ter suas razões, em todo processo sempre irá acontecer os excessos e o custo beneficio prejudicado, agora, pense bem, se vc tivesse a oportunidade de conhecer o Passarinho e jovem ainda apreciar suas teses, me diga, qual seria a sua visão da história?
    Hoje, lógico que defendo a DEMOCRACIA, porém, a era dos petralhas é de chorar, triste horizonte o nosso, não concorda ?
    Carlos Nascimento.

    Caro Carlos,

    A “era da mediocridade”, como muito bem define o Augusto Nunes, é de fato de lascar. Mas não tenho a menor saudade da ditadura militar, pelo contrário. Eu conheci o Passarinho e suas teses desde sempre. É um homem inteligente, mas esteve do lado errado e apoiou a barbárie.

    Recomendo, a respeito, que você leia a “Carta ao Leitor” de VEJA desta semana, à página 11, bem como a entrevista do comandante do Exército, à página 13, nas Páginas Amarelas.

  • Batista

    Ricardo, quando o partido dominante conseguir impor sua ideologia (devagarzinho está conseguindo), daqui alguns anos vamos ter os srs. Lula / Zé Dirceu / Franklin e outros como homenageados, quem viver verá.
    Comparar um general (qualqur um) com esta turma (ou turba) que dirige a nação é covardia.

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    Esron:
    O general Newton Cruz na TV denunciou publicamente o Governo Ditatorial por crimes de tortura,morte e desaparecimento.Naão satisfeito tb denunciou oa taentados terrorista a OAB,ABI,Tribuna da Imprensa,bancas de jornais a um grupo de militares advindos da repressão e o goveno militar ditatorial foi conivente escondendo e protejendo seus autores.
    Caso fosse escolhido paraninfo a mim não causaria indignação e nem escreveria opinião.Quanto ao Medici a sociedae brasileira ainda ouve os gritos de dor e horror.
    Só para lembrar quais os tipos de oficiais da marinha de guerra sairão da EScola Naval,apos o saudavel trote dado aos novatos?

  • Caio Frascino Cassaro

    Prezado Ricardo:
    Não tenho a menor saudade do governo militar, e deixei isso muito claro em meu comentário. O que me causa espécie é o minar sub-reptício de nossas instituições. À moda chavista, essa gente que está no poder fará tudo que estiver a seu alcance para transformar isto aqui numa “Cuba (un poquito más) Libre”. Os sinais estão todos aí: desde as constantes tentativas de exercer contrôle sobre a Liberdade de Imprensa até a nossa política externa que apoia abertamente todo tipo de ditadura, do Sudão ao Irã, passando por Cuba. Tudo isto faz parte de uma forma de pensar que não é em nada diferente do fascismo do período militar. Não se esqueça que o próprio Luiz Inácio andou tecendo loas aos ditadores da “revolução”, dizendo que identificava inúmeras virtudes nos governos dos generais-presidentes. Não se iluda, amigo. Essa gente não tem o menor apreço pela democracia, a qual para eles serve apenas de atalho para atingir o poder. Este, uma vez alcançado, permite ao “partido” prescindir dessa mesma democracia se for conveniente à sua perpetuação no poder, que é, afinal de contas o único projeto político que anima a congregação petista.
    Essa turma é perigosa. Não se esqueça que Hitler assumiu a Alemanha como Chanceler em um regime amplamente democrático. E deu no que deu.
    Abraços.

    Caro Caio, concordo com você no pouco apreço que muitos figurões petistas, e muitos militantes também, têm pela “democracia burguesa” — que, na verdade, é a única democracia que existe. E, como diria Churchill, o pior regime que existe, excetuado todos os demais.

  • Rafael Frank

    Caro Sr. Setti,

    Deixo inicialmente bem claro que sou contra qualquer forma de autoritarismo, mesmo sendo de direita ou de esquerda, mas vejamos os fatos. O general Emílio Garrastazu Médici (assim como Tancredo Neves e os outros quatro generais-presidentes) foi eleito pelo Congresso Nacional, composto pelos “representantes eleitos e legítimos do povo”, caso talvez único na História dentro de regimes que limitaram certas liberdades individuais. Vale ressaltar que as eleições naquela época já eram livres, transparentes e confiáveis, e a Arena, partido pró-Regime, derrotara de forma esmagadora o MDB durante os primeiros pleitos realizados após 1964, impulsionada pelo crescimento excepcional da economia brasileira. Porém, com o fim do “Milagre”, o governo militar passou a perder credibilidade perante o povo, o que foi demonstrado nas eleições parlamentares de 1974, quando a oposição praticamente duplicou a bancada na Câmara e elegeu quase o triplo do número de senadores arenistas. Outro fato é demonstrado numa pesquisa IBOPE realizada em 1971, que dera 82% de aprovação ao presidente Garrastazu Médici. A maioria dos presidentes do Regime, com exceção do General Figueiredo, teve grande respaldo popular, o que justifica a duração de 20 anos de Regime Militar e que a Veja pode reinterar através de seu Acervo Digital. Agora, querer comparar o Regime Militar brasileiro com ditaduras como a do Chile, Argentina e até mesmo a da Espanha é algo totalmente sem nexo e desproporcional, observando que aqui havia a alternâcia de poder através de eleições democráticas (Eleição Indireta é um processo democrático e utilizado até hoje em países como os EUA e a Índia) e transparentes. Entendo o seu ponto de vista ao criticar o presidente Médici por ter feito vista grossa em relação as atrocidades que eram feitas com os direitos humanos durante o seu governo. Porém, defendo o atual ministro-chefe do GSI, José Elito Siqueira, pois também acredito que devemos ver o “31 de março de 1964 como dado histórico de nação, seja com prós e contras, mas como dado histórico” e querer apagar o período de 1964 a 1985 seria um grande erro.
    Abraços!

    Caro amigo Rafael, fica difícil debater com você (permita-me chamá-lo assim) quando você considera os generais impostos ao Congresso e depois ao Colégio Eleitoral como “eleições livres”. Até parece que vocÊ não viveu nessa época, com o Ato Institucional número 5 em vigor, quando não existia habeas-corpus, havia censura à imprensa, as pessoas eram presas pela Lei de Segurança Nacional por suas ideias etc, não havia eleição sequer para prefeitos de capitais, tal era o temor que os generais do regime tinham à opinião pública.

    Vivi esse período, como cidadão e como jornalista, e foi negro — especialmente os anos Médici. Comparações com outras ditaduras são sempre complicadas. Mas, francamente, considerar “alternância no poder” a troca periódica de generais é piada! Alternância no poder é quando, literalmente, se alternam no mando do país e/ou no Congresso diferentes partidos, por meio de eleições livres.

    Não se pode comparar a “eleição indireta” ridícula existente no Brasil com a da Índia. Sim, o presidente lá é eleito indiretamente, mas tem poderes meramente cerimoniais, como os presidentes de regimes parlamentaristas — os da Itália, Alemanha, de Israel etc. Quem manda, nos regimes parlamentaristas, é o primeiro-ministro, chefe do partido vencedor das eleições.

    Bem, de todo modo, respeito sua opinião e a publico aqui, com meu comentário.

    Um abração e volte sempre.

  • Paulo

    Caro Setti,

    Acho que quando duas coisas diferentes são chamadas pelo mesmo nome, gera-se uma grande confusão.
    Médici pode ser chamado de ditador?
    Vejamos: o que define um ditador?
    Ditadores perpetuam-se no poder. Fidel, Chavez, Getúlio Vargas, Pinochet, Franco, Stálin, etc. Médici não se perpetuou no poder. Entregou-o ao término do mandato.
    Ditadores enriquecem no poder, por usar o Estado a seu serviço. Médici não enriqueceu. Aliás, nenhum general-presidente pode ser acusado de enriquecimento, muito diferentemente de alguns presidentes recentes do Brasil, como Sarney e mesmo, Lula.
    Ditaduras se auto-dissolvem? Pelo contrário. Lutam com todas as forças para manter-se. No governo dos militares, Geisel assumiu o governo dizendo que prepararia o terreno para a transição para a normalidade e acabou com o AI-5. Figueiredo passou o governo para os civis, e governou sem o AI-5. Este fato é citado, até com certo espanto, por Eric Hobsbawm em A Era dos Extremos.
    Assim, caro Setti, chamar qualquer dos militares de ditador é injusto. Nenhum deles foi um Fidel, um Stálin, um Chavez, um Pinochet, um Franco.
    Vivíamos a guerra fria. Os militares atuaram conforme a época. Contrapuseram-se ao comunismo internacional que transformaria este país numa republiqueta comunista, como, aliás, os frequentes arroubos autoritários da turma que está no poder deixam entrever constantemente.
    Por último, visite a AMAN. Tenho certeza absoluta de que você ficará muito orgulhoso da escola de formação de oficiais combatentes do Exército do seu país.

    Caro Paulo, pretendo mesmo visitar a AMAN. Tenho grande respeito pelas Forças Armadas, tive e tenho amigos (e até parentes) militares. Agora, dispenso, com todo o respeito, lições sobre ditadura. O fato de um general se revezar com outro (tecnologia que os argentinos acabaram adotando) não muda a realidade de que vivemos uma ditadura, e das mais tenebrosas, entre 1964 e 1985. Vivi-a e acompanhei tudo como cidadão, estudante, nos primeiros anos, e jornalista, desde o começo. Não perdôo aquela gente por ter me privado de minhas liberdades sagradas durante boa parte de minha juventude, e de meus pais, irmãos, primos e amigos. Isso não tem preço e nada compensa, embora hoje, graças a Deus, eu seja uma pessoa feliz que desfruta da vida e das liberdades que a nossa imperfeita democracia assegura.

    Abração e volte sempre. Divergências não podem afastar as pessoas, cada um tem o direito de pensar como quer sem que isso implique em rupturas, não é mesmo?

    Abraços

  • Lopes

    Democracia ou Democastas? –
    Na ausência de justiça, o que é o poder constituído senão pilhagem organizada. Santo Agostinho-Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas apresentada pelo professor Homero Costa, realizada em 2005, mostra que, de 1522 brasileiros entrevistados, 74% consideravam os partidos ruins ou péssimos. Apenas 3% os viam como ótimos.Já os números do Estudo Eleitoral Brasileiro (Eseb) indicam que 62% dos brasileiros não estão satisfeitos com a democracia no Brasil, e 46% só votam porque é obrigatório. Isso tudo somado a uma tradição de hipertrofia do poder executivo (em que muitas vezes ele é quem legisla) e a volatilidade do sistema eleitoral do país (considerando que desde a redemocratização nunca tivemos uma eleição com as mesmas regras da anterior) tem como conseqüência a descrença crescente nas instituições e nos políticos do Brasil. O perigo é sutil e acocora-se por trás das moitas pantanosas da selva em noite sem lua. A carapuça de aço está sempre pronta para ser reposta. A máscara de ferro não descansa na prateleira. As masmorras mantêm as portas sempre abertas. Os inimigos espreitam na escuridão, neste caso, nas frestas dos números. Por tudo isso, 54% dos latinoamericanos apoiariam um governo autoritário caso ele resolvesse os problemas econômicos nos países das pessoas entrevistadas, segundo pesquisa do Instituto Latinobarómetro de 2004, divulgada no livro.É a crença de que a democracia só beneficia a alguns poucos. Seria uma forma ideológica burguesa de classe tomada como geral, e desvendada pelo senso-comum. Terreno fértil onde brotam messias, líderes carismáticos e homens de farda.

    Pelas razões expostas, e com uma ou outra diferença de tom, caro Lopes, tenho as mesmas preocupações que você.

    Torçamos (e estejamos vigilantes, cada um em seu terreno) para que não seja assim.

    Abraços

  • Álvaro

    Prezado Setti,
    Muitos hoje ora criticam os militares, porém eles evitaram os ideais comunistas que afloravam no Brasil durante aquele período.
    Os militares apesar dos excessos, estes digam-se de passagem dos dois lados, evitaram que o nosso Brasil de hoje, se tornasse uma Cuba.
    Não consigo entender como a mídia apóia a esquerda comunista que agiu no Brasil para instaurar este tipo de regime e os tratam como heróis e em contrapartida criticam fidel e seu regime, mas afinal de contas, se o regime de fidel é tão ruim, porque então os militares são os vilões se eles nos livraram desse tipo de governo? Haja vista que muitos dos que estão no poder, fizeram estágio de guerrilha na terra de Fidel.
    Pelo menos os militares tem amor à nação, não se houve até hoje notícia de militares que ficaram ricos… Pena que não se pode dizer o mesmo dos que estão e estiveram nos “representando” no Planalto.

  • Luiz

    Prezado Setti. A MAIS CATASTRÓFICA COLABORAÇÃO DOS ATUAIS DIRIGENTES DA NAÇÃO(LEIA-SE PT) QUANDO ASSUMIRAM O PODER FOI “DESTRUIR” A OPOSIÇÃO. ANTES DE LULA SITUAÇÃO E OPOSIÇÃO ESTAVAM BEM DEFINIDAS. UM GOVERNAVA E OUTRO “COMBATIA”. ALGUMAS PILANTRAGENS ERAM DENUNCIADAS E ASSIM SEGUIA A VIDA. ALGUNS PARTIDOS QUE SEMPRE ESTIVERAM “EM CIMA DO MURO” TAIS COMO: PTB, PDT, PV, PMDB, FORAM COOPTADOS E AGORA ESTÃO COMO “CARNE E UNHA” COM O GOVERNO. OS DOIS ÚNICOS PARTIDOS DEFINIDAMENTE DE OPOSIÇÃO, PSDB E DEM ESTÃO TOTALMENTE “RACHADOS”.ALGUNS GOVERNADORES DO PSDB, EM ESPECIAL O DE MG, ESTÃO DE MÃOS DADAS COM O GOVERNO DILMA E BATENDO EM JOSÉ SERRA. PERGUNTO: O QUE ESPERAR DE UM PAÍS SEM OPOSIÇÃO DEFINIDA, ONDE TODOS OU A GRANDE MAIORIA ESTÁ DO MESMO LADO???. RESPONDO: A ROUBALHEIRA INSTITUCIONALIZADA, A INVERSÃO DE VALORES. QUANTO AO TEMPO DO REGIME MILITAR O QUE SEI E O QUE LEMBRO É QUE QUEM SE PREOCUPAVA EM TRABALHAR NÃO TINHA NENHUM PROBLEMA COM O MESMO.

  • Antonio Skoldharougs

    Olá meu nobre jornalista Ricardo Setti;

    Lembro que foi esse presidente(Garrastazul Médice) quem ordenou o ataque aéreo às favelas do Rio de Janeiro, operação conhecida como “O caso Gasômetro”, porém abortada pelos 16 pilotos que só souberam da manobra encima da hora, pilotos se recusaram alçar voo com seus F-5 munidos com 800kgs de bombas Napalm em cada avião, (Napalm eram as mais incêndiária da época)ataque seria as 02:00hs da manhã, pilotos ficaram estarrecidos e se recusaram a obedecer ao alto comando da Aeronaútica, foram mortos juntos com todos os demais familiares na mesma madrugada da operação, seus restos descançam no fundo do Atlântico até hoje.

    Shalom a todos;

    Shalom pra você também, caro Antonio. E que bom que esses tempos negros passaram.

    Abração

  • Paulo

    Caro Setti,
    Esta história dos F-5 é absurda (comentário postado).
    No governo Médici a FAB NÃO TINHA F-5. O primeiro lote chegou ao Brasil em 06 de março de 1975, no governo Geisel (confira em http://www.defesanet.com.br/rv/f5m/fab.htm)
    Dezesseis pilotos da FAB foram mortos? Que loucura é esta? Quais eram seus nomes? As famílias ficaram caladas?
    Isto é uma grande mentira!
    Peço que você não dê guarida a este tipo de bobagem, afinal muitos incautos podem ler este tipo de comentário e achar que é verdade.
    Grato.

  • Lis

    Folgo em saber! Ao menos temos UMA Instituição não tão submissa ao Executivo, como as outras duas! E, se pensar bem, se o grande mandatário chefe da Nação surta, declara uma guerra insana ou algo do gênero, o que as Forças Armadas teriam que fazer?
    pela primeira vez,discor do de você.
    E a comparação com Franco considero descabida. Franco foi Ditador. Médico, de chumbo ou não, cumpriu o mandato exatamente no prazo previsto.
    Não existe a menor comparação, como se costuma fazer, entre o regime Militar no Brasil e as Ditaduras de Franco, Pinochet e….Getulio!!

    Cara Lis, “cumprir o mandato”, durante a ditadura, significava trocar um general por outro — sempre sem qualquer consulta a nós, cidadãos.

    Não comparei exatamente a Franco, que ficou no poder de 1939 até morrer, em 1975. Se você fizer a gentileza de reler o post, verá o que, exatamente, eu quis dizer.

    Mas aí está seu comentário, divergindo de minha opinião.

    Um abração e volte sempre.

  • Marcos/Recife

    Ricardo,

    O mais interessante é que muitos falam que durante o regime militar havia perseguição a imprensa, dando a entender que isso faz parte do passado, sem mencionar que hoje a imprensa está totalmente bloqueada, só passa o que comunas querem que passe, e ainda com muita maquiagem que deturpa a verdade dos fatos.
    Ainda, estes desconstrucionistas não falam que no tempo do regime militar, diferentemente de hoje, existia os terrorismo de esquerda (Guerrilha Socialistas, que foram apenas, erroneamente, cassados como bandidos, sem darem ênfase a ação cultural, que poderia, hoje, ser compilado em livros sobre o regime militar, com a visão dos militares. Claro, tem o Livro “A Verdade Sufocada”, do Cel. Carlos Alberto Brilhante Ustra, mas é pouco). Esses comunistas (na pessoa de Jango) que assumiram o poder e que pretendiam dá um golpe na República “democrática” Brasileira, transformando-a em uma República Comunista e que, ainda bem, foi impedida através da ação legítima da honrosa Forças Armadas do Brasil, através do Contra-golpe de 64.
    Também não falam que após este período a esquerda terrorista armada, loucamente insistiu em promover a ação Socialista Terrorista, que se realizou através de assaltos, seqüestros, torturas e assassinatos de civis e militares, mas que apenas resultou no caos em todo Brasil.
    Esse fato, entre outros, promovereu o estado de exceção no Brasil por um tempo mais longo e ainda legitimou algumas intervenções, até mesmo em alguns jornais, que eram antros de “associados” comunista da causa terrorista, ou seja, eram terroristas também (bandidos).
    Outra mentira que contam é que estes comunistas, como os associados, tentavam promover a democracia. Coisa nenhuma, queria um autoritarismo socialista internacionalista, que, com certeza absoluta, iria destruir o Brasil como um todo, e hoje, não seriamos nem a sombra da titica de galinha que somos.
    Por fim, com a chegado do Lula no poder, muito do que os terrorista socialistas tentaram no passado, e a brava forças armadas não deixou, conseguiram hoje. A imprensa brasileira que não está ligada totalmente à revolução marxista-gransciana, está em parte, pois ainda promovem a desconstrução da verdade histórica, tornando bandidos em heróis e heróis em bandidos.
    Estamos vivendo uma verdadeira ditadura do relativismo, aonde a verdade é jogada fora e substituída pela mentira da vez!
    Essa destes que para legitimar o que dizem (viví nesse tempo), não quer dizer nada. Dependendo dos dogmas que tenha, boa coisa não irá sair. Se compilar uma base de dados falsos, falseará a conclusão, e promoverá a mentira, é fato!
    Era isso, obrigado!

  • Luiz Pradines

    Emílio Garrastazu Médici foi comandante da AMAN em 1964.

  • João José Clemente

    Vc jornalista, sua revista, seus textos, suas insinuações, seus sofismas e, principalmente seus seguidores aqui são podres, mentirosos, tendenciosos, malucos e doentes. Precisam de tratamento urgente. Racistas e odeiam pobres.

    Seu comentário revela seu caráter e seu QI, João José. Acho que os leitores — muitos milhares deles — vão apreciar muito serem chamados de “podres, mentirosos, tencenciosos, malucos e doentes”, e de “racistas” que “odeiam pobres”.

    De onde você tirou tudo isso, seu energúmeno desclassificado, para fazer essas acusações? Já sei, você é um desses fascistas supostamente “de esquerda” que preferem desqualificar o interlocutor a discutir suas ideias, pela excelente razão de que não as tem e não sabe raciocinar. Seu cérebro só contém chavões, lugares-comuns e ódio.

    Desapareça daqui, que você estará me fazendo um grande favor. Vá procurar sua turma.

  • Aparecido José Vieira Júnor

    Como voce deturpa as coisas e tenta jogar como ônus político contra o Lula, heim!!! Jornalismo horrível este que você faz. Ainda bem que assino a Isto é.

    Faça bom proveito.

  • Antonio skoldharougs

    Marcos meu jovem!

    Jovem, jovem porque entendi que você é um jovem e que não conheceu o passado quando o compara as redações queimadas pelo regime militar, as mortes de proprietários de jornais e revistas alguns deles atirados ao mar naquelas madrugadas inebriadas por chumbo, os anos 60, 70 e 80 se respirava fumaça de chumbo no ar. Tempos de Mordaças permanentes em diversos jornalistas e revistas, e que, por não conseguir praticar o que mais gostava de fazer, ou seja, praticar o seu trabalho livremente,(acho que o trabalho de jornalista é o que mais dá satisfação e prazer ao profissional que o pratica) esses jornalistas tinham que, mesmo a contra gosto, divulgar receitas de bolos ou quitutes mineiros, e as vezes feijoadas do Rio, quiçá pasteis e pizza de São Paulo em troca de jornais não circularem sem matérias no dia seguinte, em branco como fez o jornal O Dia – RJ, devido as fortes censuras que eles recebiam do regime, ou como ‘escolha’, apenas divulgar matérias de bajulação ao regime e agrados, como era de costume para pouquíssimos jornais e revistas amigos dos ditadores.
    Muitos jornais foram incendiados nas madrugadas com perda total dos prédios em que estavam instalados, queimados nas madrugadas só por divulgar matérias desagradáveis aos golpistas durante o dia.
    Comparar a censura e controle de imprensa daquela época com as supostas censuras de mídia ou imprensa de hoje, seria de muita falta de conhecimento daquele período, Além do mais, acusar o PT e Lula de querer censura da imprensa, quando na verdade, o que há no congresso é uma petição ou projeto de lei do Deputado Eduardo Gomes, um deputado do próprio PSDB para controlar a origem e o quadro societário da atuais empresas jornalísticas e de todas as outras mídias de nosso país, o projeto do Deputado Eduardo Gomes do PSDB é apenas para o controle de propriedade e quadro social da empresa de imprensa e não o controle do conteúdo, não o controle de que é divulgado ou escrito.

    Bom! É isso que existe de controle para os meios de comunicações no Brasil.

    Shalom;

  • BRASILEIRO DE LUTO

    Prezado… o que o senhor das hoemngfaens feitas ao bacharel em direito GETÚLIO DORMELLES VARGAS??????

    – ESSE SIM, o único ditador que tivemos, ou alguma dúvida??????????

    “A imprensa é a vista da nação. Por ela é que a nação acompanha o que lhe passa ao perto e ao longe, enxerga o que lhe malfazem, devassa o que lhe ocultam e tramam, colhe o que lhe sonegam, ou roubam, percebe onde lhe alvejam, ou nodoam, mede o que lhe cerceiam, ou destroem, vela pelo que lhe interessa, e se acautela do que ameaça.” Rui Barbosa


    “A miopia intelectual é a mais constante geradora do egoísmo.” Rui Barbosa


    “O escritor curto em idéias e fatos será, naturalmente, um autor de idéias curtas, assim como de um sujeito de escasso miolo na cachola, de uma cabeça de coco velado, não se poderá esperar senão breves análises e chochas tolices.” Rui Barbosa


    NÃO FUI, NÃO SOU A FAVOR DO REGIME MILTAIR, mas chamar o Médici de ditador é brincadeira… O que eschas do Fidel, do Chaves…. por acaso VSª fez parte daquela juventude idota que queria imopalntar a ditadura dels, e tem magoa dos militares por n~çaom eprnmitir…. PERGUTNE AO GABEIRA, tlavez o único descente daquela época e que assumiu a intenção dels…. NEM seria encessário, qualquer cidadão que raciocine chegaria a essa conclusãso… COMO LUTAR CONTRAA DITADURA, LUTRAR PELA LIBNERDADE e ser amigo do governo cubanao, adorar o seu regime?

    – Pela fotr, não me maprece que o senhor conhehço doa ssunto pro meio de professor universita´rio, pro jroanis e livros antigos, ou pela turma da bolsa ditadura….

    Não sei se publicará esse comentário, mas.

  • Zander Nogueira Martins

    Olá, Ricardo.

    Sou estreante. Sou contra ditaduras.

    Já o li em outros momentos e aplaudi. Mas, nesta oportunidade, você escreveu bobagem. Aparentemente, você está com o cérebro lavado pelas argumentações chulas contra os governos miitares. Estes se conduziram daquela maneira em reação ao que “o outro lado” queria impor ao nosso país. É mentira que os que pegaram e armas “defendiam” a democracia, pois, sem aquea conduta dos militares, talvez você estivesse, hoje, impedido de escrever o que lhe pasa pela cabeça.

    O general Médici foi comandante da AMAM e um grande oficial, um profissional exemplar para os seus pares e, nesse quesito, merece, sim, ser alvo de homenagem. Não se deve ver a tal “provocação”.

    Você é injusto e incoerente. Se tem o dedo no gatilho contra ditaduras, entre em campanha, agra mesmo, contra o nome de Vargas, homenageado e citado do Oiapoque ao Chuí. Proteste também contra a indicação da inútil D. Marisa, imposta como homenageada pela primeira turma de oficiais-aviadoras do corpo feminino da FAB. O caso da D. Marisa foi ridículo, pois seu nome foi imposto à turma, que tinha outro indicado.

    Puxa, que consideração, a sua, para comigo. Achar que sofrei lavagem cerebral para condenar as barbaridades da ditadura militar… Não lhe passa pela cabeça que eu tenha vivido essa época, inteirinha, cada dia de sufoco e de opressão, e chegado às minhas conclusões baseado na minha própria experiência?

    Em nenhum momento, Zander, eu disse ou escrevi que os que pegaram em armas queriam a democracia. Eles queriam ditaduras, de outra natureza. Mas isso é outra coisa.

    Voltando às palavras agressivas que você escreveu, quer dizer, então, que eu devo minha liberdade aos militares da ditadura? Ah, bom. Interessante. Como sou jornalista desde 1965, quem será, então, que me cerceou a liberdade de escrever e a confiscou daquele ano em diante, por longos, intermináveis anos?

    Não devo a liberdade aos militares golpistas que roubaram parte de minha juventude, não, Zander. Devo minha liberdade à mobilização da sociedade brasileira, às eleições de 1974 que derrotaram a ditadura dentro de suas regras, às eleições de 1982 que, ainda dentro das regras da ditadura, elegeram diretamente governadores democráticos, ao movimento das Diretas Já e a tantas outras manifestações pacíficas e democráticas.

    O “grande oficial” que, visivelmente, você tanto venera foi o responsável pelo período mais negro da ditadura, que você, pelo visto, não viveu, ou, se viveu, gostou. Então estamos em times bem diferentes, muitíssimo diferentes.

    Fique com suas admirações, que eu fique com as minhas, entre as quais, por falar nisso, não está Getúlio Vargas. Quanto ao caso de Dona Marisa, se eu for protestar contra todas as burradas que se fazem no país não escreverei sobre outra coisa.

    Passar bem.

  • Carlos Bonasser

    Caríssimos, independente do angulo de visão que muitos tenhm acerca dos Governos ditos Militares, devemos agradecer à sociedade daquela época, visto quer graças as suas ações é que podemos estar hoje vivenciando o aflorar da democracia, embora fragil, em nosso País.
    O que a sociedade daquela época fez foi instar as FFAA a evitar o golpe comunista que estava por vir, não restava mais alternativas para que se evitasse a chegada da tal liberdade que a Dilma e seus cumpanheiros insistem em mentir que procuravam com a escolha da luta armada.
    Os Militares daquela época e os que se seguiram, são os verdadeirosa herois e patriotas do nosso Brasil, os vermelhos extremistas remanescentes estão aí dando os melhores exemplos de como furtar os cofres da União, como solapar a Constituição, de como aparelhar as instituições, antes sérias, brasileiras, do executivo ao judiciario, passando pelo subserviente legislativo e por aí vai.
    Se naquela época os Militares não houvessem se manifestado, hoje seriamos uma cuba velhaca, vestidos de camponeses com uma enxada nos ombros trabaslhando nos campos para encheremos a burra dos pseudos lideres e computando os milhares de inocentes mortos nos PAREDONS da vida.
    Depois de instalado o tal do governo popular, o Brasil virou a porcaria que somos hoje, peincipalmente no campo da politica externa, não temos motivos para festejar as ações do Itamarati.
    Os nossos Militares sempre serão nossos herois, os de ontem, de hoje e os de amanhã, pois são ainda os licerces que sustentam a nossa soberania.
    Brasil acima de tudo, viva as FFAA.
    Abraços a todos.

  • Klaus

    Perto do descaso da súde e educação de hoje e custo de milho~es de vidas brasileiras causado por isto.(Grande vergonha do governo lula) Isto é apenas uma (Pequena vergonha).

  • Francisco Sérgio Feitosa Lima

    Caro Caio, tenho que certeza que muito dos comentários feitos aqui sobre a matéria em questão foram feitos por ex-militares que participaram efetivamente da ditadura militar ou por fervorosos simpatizantes/colaboradores ou ainda por jovens totalmente alienados em relação à política brasileira e que tem um conhecimento extremamente superificial sobre o assunto. Afirmar que a DITADURA foi responsável pelo momento que vivemos hoje é de extrema falta de consciência ou má fé. Mesmo assim respeito a diversidade de opiniões. No caso da resposta ao Sr. Zander, ela foi extremamente correta e pontual. Parabéns!

  • Jairo Guedelha

    Caro Francisco,

    Com todo o carinho, eu também amo a liberdade, e não sou militar.
    Mas é fato que, não fossem os militares, O Brasil hoje seria uma Cuba, uma ex-URSS ou até coisa pior.

    Mais um a favor da ditadura militar… Caro Jairo, você viveu aqueles tempos infelizes?

  • fernando

    Caro Ricardo Setti, com toda a honestidade, se ao invés de Médici a turma se chamasse Getúlio Vargas, veríamos aqui um artigo seu com semelhante indignação?

    Getúlio foi ditador durante parte de sua trajetória, e as circunstâncias de sua chegada ao poder são infinitamente diferentes das em que chegou Médici.

    Se você quer saber, não tenho o menor apreço pela figura de Getúlio. As realizações dele tão incensadas não compensam o gigantesco atraso político que ele impôs ao país com sua ditadura. É verdade que depois voltou ao poder pelo voto popular, e terminou a vida de uma maneira que se deve respeitar. Mas não tenho apreço pela figura histórica de Getúlio.

    E também não gosto de ver entidades de respeito, como a FGV, terem o nome de Getúlio. Mas a marca que ele deixou na história do país é muitíssimo diferente, e muitíssimo mais positiva, do que a deixada pelo sinistro Médici.

    Pelo jeito você até que gostou da ditadura militar, não, Fernando? Ou estarei enganado. Espero que sim. Hoje, que a ditadura está longe no tempo, é fácil achar que foi boa, sobretudo para quem não viveu aquela época.

    Abraço

  • eduardo

    .
    Olha .. eu combati a ditadura do jeito que pude.

    Como resultado, vejo hoje em dia a ditadura dos vermelhinhos me roubando descaradamente e me jogando de um lado da política que nunca foi o meu !!!

    Pois quem reclama dos PTralhas é imediatamente rotulado como “direitista”.
    Então, como toda a guerra exige que tomemos partido de algum dos lados, eu posso dizer que, entre o PT e a ditadura, eu prefiro essa última, pois pelo menos na sua época os lados estavam definidos de forma muito mais honesta !!
    ,

  • fernando

    Caro Ricardo Setti, obrigado pela resposta. Não, não tenho saudades nem da ditadura militar nem da ditadura de Vargas. Só não entendo quem abomina uma mas tem saudades da outra.

    Além da indignação seletiva, é espantosa também sua sugestão de expurgar (ou fazer “mudanças radicais”) o corpo docente da AMAN. Qual seria o critério para decidir quem fica ou quem sai?

    Não falo em expurgar, mas em incluir professores de fora do meio militar, que tragam outros ares para a AMAN.

    Não tenho indignação seletiva. Quem não sabe diferenciar Médici de Getúlio não tem noção mínima de história do país, você me desculpe. E olhe que eu não tenho nenhum apreço por Getúlio, não.

  • Zander Nogueira Martins

    Ricardo Setti, leitores.

    I

    Sou oficial da reserva da Aeronáutica, tenente-coronel aviador, piloto de caça. Minhas manifestações aqui não são exortadas pelo corporativismo, mas por fatos. Há aura de isenção. Sou contra ditaduras, torturas e injustiças. Não venero o general Médici. Sou democrata, gosto de votar. Repudio o que ocorreu com o Wladimir Herzog e com o José Manoel Filho. São efeitos colaterais dos dramas da guerra. Entretanto, não tenho a mínima piedade dos assassinos do outro lado, como o traidor Lamarca, Marighela e os que se protegiam em “aparelhos” de guerrilha urbana e rural, pois não combatiam ditadura alguma nem defendiam qualquer democracia. Queriam o poder pelas armas e implantar uma, aí, sim, ditadura comunista de inspiração cubana e soviética.

    Cotejando fatos, vejo a maioria das análises sobre os governos militares com foco distorcido. Há uma exacerbação dos eventos negativos. O rótulo de ditadura para aquele período de exceção não condiz, na minha opinião, com ditaduras elencadas na História. Considere-se Hitler, Stalin, Baby e Papa Doc, Mussolini etc. Por aqui houve um “refresco”. Os militares não saíram de seus quartéis embriagados por ganância de poder. Reagiram a uma ação, com respaldo na sociedade (“Marcha com Deus pela Liberdade”), no empresariado e em muitas lideranças políticas (Delfim Neto e Magalhães Pinto, por exemplo).

    Que tal responsabilizar João Goulart, que subverteu a hierarquia das Forças Armadas, reunindo-se com sargentos e marinheiros da Msrinha, na Central do Brasil, em comício? Que tal responsabilizar o deputado Francisco Julião, que organizou o treinamento de 219 gerrilheiros entre os anos 60 e 70, em Cuba e na Rússia, a quem pediu 1000 metralhadoras? Pra quê tanta arma? Contra qual ditadura lutavam? No dia 4/12/62, o Estadão publicou notícia sobre o desbaratamento de núcleo de gerrilheiros em Dianópolis, Goiás. Vejam as datas: os militares iniciaram o período de exceção em 64! Essa gente, quando se refere a si, se chama “irmãos de armas”, como o Zé Dirceu à Dilma. Não se intitula “irmãos de pirulito ou de letras”. Destarte, os militares não combatiam freiras, mas assassinos, terroristas, sequestadores. Violência gera violência; ou não? Dever-se-ia combater essa gente com quê?

    O general Médici foi eleito indiretamente pelos representates do povo, no Congresso, em 25/10/69, com 293 votos e 75 abstenções. Ou seja, a cúpula militar deu ao Congresso a chance de rechaçar o seu nome. Se no Brasil houvesse político “com culhão”, certamente haveria outro desfecho nessa ocasião. Por que todos não se abstiveram? Como só pensam em si… A eleição do Médici foi festejada pela imprensa do país.

    O período do governo do Médici foi o mais “negro” porque foi a época em que a guerrilha mais atuou. Muita ação, muita reação. Também foi negro porque foi o Médici quem trucidou a guerrilha urbana e a rural, propiciando ao Geisel o cenário para a abertura democrática. Foi no seu governo que se deu o “milagre econômico”; MOBRAL, tv em cores Itaipu, Projeto Rondon, Prorural, PIS, além de inúmeras conquistas econômicas e sociais foram realidade nessa época. O general Médici, quando ia ao Maracanã era aplaudido, ao contrário de Lula, vaiado. O governo Médici não cassou políticos.

    Caro Zander, discordo inteiramente de sua visão rósea do regime militar, mas respeito sua opinião e a publico.

    Devo ser mais velho que você, então o que eu vi ao longo da minha vida e da minha carreira não foi contado por ninguém, foi testemunhado.

    Um abração e obrigado por prestigiar o blog.

    E tomara que o governo resolva logo essa eterna situação de reequipamento da gloriosa Força Aérea Brasileira.

  • Zander Nogueira Martins

    Ricardo Setti e leitores.

    II

    O jornal O Estado de São Paulo está sob censura há mais de 500 dias. Não estamos em regime de exceção. A imprensa não se manifesta. A sociedade não se importa. Só se nota isso lendo o Estadão.

    Entre 64 e 84, o país esteve em guerra. O combate à guerrilha urbana e rural praticada naquela época envolveu a guerra psicológica, onde a censura foi mecanismo ativo. Que censura? Em que nível?

    Gostava do Juca Chaves. Em suas apresentações, em pleno regime de exceção, ele contava, publicamente, claro, uma piada em que haveria uma medida de inteligência, o tar. Assim, teríamos o kilotar, mais alto grau, e o militar, a medida mais baixa.

    Em pleno pico da exceção, com AI-5 e tudo, Chico Buarque criou, gravou e cantou pelos quatro cantos do país sua “Apesar de você”, música de protesto.

    Geraldo Vandré, na mesma época, criou, gravou, cantou e venceu festival da canção com a sua “Pra não dizer que não falei de flores”, também música de protesto cuja letra resume que os militares são “gente que vive sem razão”.

    Ninguém desses permaneceu preso. Eu tinha toda a discografia do Chico, de cuja arte sou fã. Também tinha o compacto com a música do Vandré. A censura não funcionava para eles? Ou estavam convencidos e motivados a criar o que criaram e, determinados, faziam e aconteciam? Qual a diferença entre eles e os outros? Coragem, talvez? Determinação, quiçá?

    É notório que o embate entre os militares e os guerrilheiros comunistas trouxe muitos danos ao país. Mas é a guerra. A guerra gerida a partir de 1961 por gente que se viu determinada em implantar uma ditadura no nosso país.

    O responsável foram os que, primeiro, pegaram em armas.

    Por fim, os leitores de Ricardo Setti aguardam um “post” denunciando a provocação, o escândalo, a arrogância e o autoritarismo exibidos no país por ocasião da imposição da inútil D. Marisa a uma turma de formandas, como homenageada.

    Caro Zander, para mim Dona Marisa já é passado.

    E discordo inteiramente de você sobre a ditadura, pelo visto. O responsável pela ditadura foram os militares que deram o golpe em 1964. E me roubaram a liberdade e muitos de meus direitos de cidadão durante o auge de minha juventude.

  • Zander Nogueira Martins

    Ricardo Setti e leitores.

    Ditado popular diz que “perdem-se os anéis mas se preservam os dedos”. Os direitos civis do Ricardo Setti e sua liberdade de expressaão são os anéis daquele ditado. Perdeu-se o que o Ricardo nominou, mas preservaram-se os dedos cobiçados pelos gurrilheiros treinados em Cuba e na então União Soviética, o poder político, devolvido ao povo pelos militares, a democracia, que hoje viceja no nosso país.

    Se o Ricardo estivesse em um bar lotado de gente e entrasse um maluco com uma metralhadora na mão, começando a matar todo o mundo e um policial em serviço reagisse, matando o maluco e, infelizmente, dois clientes, o que diria? Se o policial armado determinasse que todos ficassem agachados sem dar um pio, para melhor controle da situação, o que diria?

    Diria: “Bendita a hora em que surgiu esse santo policial. Infelizmente matou dois inocentes no tiroteio. Mas foi melhor que o derramamento de sangue que poderia haver. O chato é que ficamos um tempão agachados, censurados, sem poder dar um pio.”

    O período do governo do general Médici é dito como negro. Justiça seja feita com a afirmação de que também foi o período negro da atividade guerrilheira urbana e rural. Negritude violenta se combate com negritude violenta. Tudo é negro dos dois lados. Felizmente, o vitorioso foi o general Médici. Imaginem se tivesse sido o “outro lado”.

    As queixas sobre o lamentável regime de exceção que se instalou no país e que embaçou momentos coloridos da população devem ser apresentadas ao deputado Julião, a Luís Carlos Prestes, ao Brizola, ao Minc, à Dilma, ao Genoíno, ao Lamarca, ao Marighela, ao Fidel, ao Zé Dirceu, ao Gabeira, ao Vanuchi e a um etcétera sem fim. A essa gente ambiciosa, irresponsável, que se meteu a brincar com fogo. Que deu início a um tiroteio num bar cheio de gente alheia aos seus interesses menores.

    Meu amigo Zander, é perfeitamente possível combater o terrorismo dentro de uma democracia. Creio nisto com toda a firmeza de que alguém é capaz. Não é necessário nem decente suprimir uma multidão de direitos fundamentais a pretexto de supostamente garantir alguns deles.

    Abraço e volte sempre.

  • katia ohlendorf

    Ricardo Setti,

    Parabéns, atrasados, pela magnífica matéria e pela sua coragem e espírito público e cidad~~ao de colocar os pingos nos is. Não se pode admitir, e é isso que está acontecendo e há anos a fio, que se faça proselitismo nos quartéis e escolas das Forças Armadas,de um bando descarado de vendidos que tomaram de assalto o poder, derrubando um presidente legítimamente eleito, com a ajuda e o incentivo de uma potência estrangeira, no caso, os Estados Unidos. Não se pode falar de “exército” em 1964, porque centenas de oficiais e soldados legalistas e democratas, obedientes à Constituição e ao Comandante Supremo das Forças Armadas, o Presidente da República, foram cassados e perseguidos antes e durante a ditadura militar. Não houve consenso naquela época, e seria bom que não houvesse hoje. O soldado é, antes de tudo, um cidadão. Todo o poder emana do povo e em seu nome é exercido.

  • katia ohlendorf

    Sua matéria me faz adquirir algum respeito pela Veja, e pela Editora Abril, respeito que já havia perdido, devido a algumas atitudes adotadas por este veículo nos últimos anos. É bom saber que vc possui e preserva autonomia bastante para escrever de forma decisiva sobre um assunto tão importante.

    Obrigado, prezada Katia, pela parte que me toca, mas VEJA jamais pode ser acusada de ter-se omitido durante a ditadura — pelo contrário. Com censura em cima e tudo, a revista sempre apontou as mazelas do regime militar.

    Um abração

  • katia ohlendorf

    Seria interessante que os cadetes da AMAN procurassem ouvir o outro lado, ou seja, os militares que se colocaram ao lado da democracia e que por isso foram covardemente perseguidos pela ditadura. Não faltam no exército nomes ilustres para serem honrados com essa escolha. Entre eles, muitos heróis que morreram na Europa, em solo italiano, defendendo justamente o que foi conspurcado pelos golpistas de 1964: a liberdade e a democracia.

  • katia ohlendorf

    Seria interessante que os cadetes mais conscientes da AMAN ( que tenham resistido de alguma forma à lavagem cerebral), procurassem entrar em contato com a Associação Democrática e Nacionalista de Militares – ADNAM, para saber qual foi a verdadeira história (do ponto de vista militar) do Golpe de Estado de 1964.

  • roberto emilio

    ESTAVA PROCURANDO OUTRA COISA NO GOOGLE QUANDO SURGIU ESSA REPORTAGEM E NÃO PUDE DEIXAR DE LER.
    SENHOR RICARDO, O SENHOR COM TANTA EXPERIÊNCIA E CONHECIMENTO JORNALÍSTICO, COMO PODE SER TÃO RADICAL TOMANDO UMA POSTURA XIITA FRENTE AO GRUPO DE CADETES QUE NÃO ESTAVAM NA ÉPOCA EM QUE O SENHOR SE DIZ REPRIMIDO.
    DESCONTAR SUA IRA, RAIVA, ÓDIO EM UM GRUPO DE JOVENS QUE JURAM MORRER PELO PAÍS QUE O SENHOR VIVE E QUE ESTÃO PRONTOS PARA PEGAR EM ARMAS E COMETEREM SUICÍDIO POR ALGO QUE ELES ACREDITAM. O SENHOR POR ACASO SABE QUE QUEM MANTÉM A TRANQUILIDADE E A PAZ PÚBLICA DESSE PAÍS SÃO OS MILITARES? SE NÃO FOSSE UMA TROPA ARMADA O ESTADO NÃO TERIA O MONOPÓLIO DA FORÇA (DE ACORDO COM HOBBES), E O SENHOR INTELECTUALIZADO NÃO AGRADECE POR HAVER PAZ SOCIAL E NÃO ESTAR VIVENDO EM UM IRAQUE?
    O PASSADO FOI PARA OS QUE ESCREVERAM O PASSADO. O FUTURO É PARA AQUELES QUE VIVEM O PRESENTE. TER RAIVA DO MÉDICI PELO QUE ELE FEZ É UMA COISA, AGORA DESCONTAR A RAIVA EM UMA GERAÇÃO QUE NÃO TEVE CULPA PELO QUE ESSE PRESIDENTE FEZ ISSO É EXTREMO RADICALISMO.
    NÃO QUERO OFENDER O SENHOR EM MOMENTO ALGUM MAS PEÇO AO SENHOR QUE VIVA O PRESENTE E NÃO PENSE NO PASSADO, MAS PENSE QUE ESSES CADETES PODEM MELHORAR ESSE PAÍS, POIS HOJE A JUVENTUDE ESTÁ PERDIDA EM MEIO A DROGAS E DIVERSÕES SUPÉRFLUAS, MAS AINDA HÁ JOVENS QUE BUSCAM RESPONSABILIDADE. O QUE ANDA FALTANDO NESSE BRASIL. MUITO OBRIGADO

    Calma, senhor Roberto. Não tenho nenhum ódio pessoal ao Médici. Não se trata disso. Se o senhor não entendeu o post, não é agora que, explicando vai entender, não é mesmo?

    Quanto ao fato de eu “me dizer” reprimido, como milhões de outros brasileiros privados ilegalmente de direitos básicos, fundamentais, pergunto apenas: em que planeta o senhor estava durante o governo Médici, caro senhor? Plutão?

    Saudações.

  • roberto emilio

    PROVOCAÇÃO DE CADETES AO HOMENAGEAR O PRESIDENTE MÉDICI.
    É ESSE O POST.
    CARO SENHOR SUA INTERPRETAÇÃO É QUE ESTÁ PRECIPITADA AFINAL, CREIO QUE O SENHOR NEM IMAGINA COMO SE ESCOLHE O NOME DE UMA TURMA DE CADETES.
    E ESPERO QUE O SENHOR TENHA OUTRO ARGUMENTO AO FALAR: EM QUE PLANETA EU ESTAVA NO GOVERNO MÉDICI. MILHÕES DE BRASILEIROS NESSE MOMENTO ESTÃO SOFRENDO COM A DESIGUALDADE, A POBREZA E ALIENAÇÃO QUE SOFREM DESSE GOVERNO QUE NO PASSADO DESCUMPRIA A LEI QUE O ESTADO BRASILEIRO DE DIREITO ERA ORNAMENTADO E DIZIA QUE QUANDO ESTIVE NO PODER IRIA FAZER MELHOR.
    VEMOS QUE HOJE A CORRUPÇÃO COM OS ACORDOS ENTRE CACIQUES PARTIDÁRIOS DENIGRE A DEMOCRACIA BRASILEIRA.
    CREIO QUE O SENHOR CONHECE O DIREITO POR SER UM EXÍMIO COLABORADOR DA VEJA. MAS VALE LEMBRAR QUE UM ESTADO DE DIREITO É REGIDO PELA LEI ACIMA DA VONTADE HUMANA E QUE A LEI NAQUELE MOMENTO VISAVA O BEM COMUM DA MAIORIA (PRINCÍPIO DA SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO SOBRE O PARTICULAR – CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELO). CASO O SENHOR TENHA SE SENTIDO REPRIMIDO NAQUELA ÉPOCA NÃO GENERALIZE POIS, O SENHOR NÃO PODE RESPONDER POR MILHÕES DE BRASILEIROS. SE O SENHOR TIVER ALGUMA PESQUISA PARA MOSTRAR E SUSTENTAR SEU ARGUMENTO DE QUE O POVO ERA DESCONTENTE COM O GOVERNO MÉDICI EU SEREI HUMILDE SUFICIENTE DE VOLTAR ATRÁS EM MINHA OPINIÃO.
    SE DEVE DEFENDER SUA OPINIÃO MAS NUNCA FALAR PELOS OUTROS.
    MUITO OBRIGADO

    Não tenho procuração para falar por ninguém, mas existe o fato líquido, simples, cristalino de que os militares tomaram o poder por um golpe de Estado e o general Médici não foi eleito pelo povo, mas escolhido pelos generais da ativa e imposto a um Congresso castrado, eleito sob um regime de censura e de força. Só cegos, loucos ou fanáticos ignoram esses fatos, o senhor vai me desculpar. Espero que só esteja entre os últimos.

  • roberto emilio

    ENTÃO VAMOS ADOTAR A POSIÇÃO DO SENHOR DE QUE OS MILITARES TOMARAM O PODER POR UM GOLPE DE ESTADO. CABE AO SEMHOR LEMBRAR QUE STÁLIN E LENIN TAMBÉM TOMARAM O PODER ATRAVÉS DE UM GOLPE, OU AINDA, FIDEL CASTRO SUBIU AO PODER ATRAVÉS DE UM GOLPE (PONTO). ASSIM NEM STÁLIN NEM FIDEL FORAM ELEITOS MAS FORAM COLOCADOS DE ACORDO COM A VONTADE DO POVO (VÍRGULA) POIS, TINHAM ARMAS NAS MÃOS, DESSA FORMA COAGINDO O RESTO DO POVO QUE NÃO OS APOIAVAM. OS MILITARES TAMBÉM TINHAM O APOIO DO POVO COERCITIVAMENTE PELAS ARMAS? TALVEZ MAS NÃO FORAM SÓ ELES QUE TOMARAM O PODER PELAS ARMAS MEU CARO AMIGO. O CONGRESSO QUE VOSSA SENHORIA ELENCOU ESTAVA CASTRADO ANTE A DERROCADA MILITAR, MAS CABE RELEMBRAR AO ILUSTRE INTELECTUAL QUE O GOVERNO VERMELHO DOS BOLCHEVIQUES NÃO PEDIRAM A OPINIÃO DO POVO PARA MUDAR O PRESIDENTE DA URSS, OU AINDA O CONGRESSO DE CUBA FEZ VOTAÇÃO PARA ESCOLHER ALGUÉM NO LUGAR DE FIDEL? A ELE AINDA ESTÁ LÁ NA ILHA.
    SÓ CEGOS, LOUCOS OU FANÁTICOS IGNORAM QUE QUEM ESTÁ CONTRA A LEI NÃO É UM INFRATOR. SE O ESTADO FOR ANISTIAR O MARCOLA POR COMETER CRIMES ACREDITANDO QUE ELE ESTÁ LUTANDO POR UM IDEAL.
    OU QUE OS ATAQUES DO PCC FORAM UMA FORMA DE PROTESTO CONTRA O SISTEMA CAPITALISTA QUE ENRAIZA A CADA DIA A DESIGUALDADE.
    O SENHOR VAI ME DESCULPAR ESTÁ RECLAMANDO DE BARRIGA CHEIA, EXPERIMENTE VIVER NO HAITI POR ALGUNS MESES E DEPOIS ESCREVA SUA EXPERIÊNCIA DE COMO É VIVER EM UM PAÍS QUE NÃO CONSEGUE TER SOBERANIA. UM PAÍS QUE NÃO TEM O MONOPÓLIO DA FORÇA EM SUAS MÃOS, UM GOVERNO QUE NÃO CONSEGUE GOVERNAR POIS NÃO CONSEGUE FAZER VALER A LEI. PARA A LEI FUNCIONAR O GOVERNO COM MÉDICI TEVE QUE SER MAIS ENÉRGICO, MAS AMIGO NÃO ESQUEÇA DA ENERGIA DE STÁLIN NA SIBÉRIA, ONDE NÃO HAVIA LIBERDADE DE EXPRESSÃO NEM LIBERDADE DE NASCER JUDEU OU SER CIGANO. E VALE LEMBRAR QUE OS AMIGOS QUE FORAM PERSEGUIDOS NA DITADURA RECEBIAM TREINAMENTOS DE TROPAS BOLCHEVIQUES SUBORDINADAS AO GRANDE ARQUITETO SOVIÉTICO, STÁLIN. CARO SENHOR RICARDO A LOUCURA ESTÁ DENTRO DO HOMEM A PARTIR DO MOMENTO EM QUE SE MONTA NO CAVALO DA RAZÃO E SE DEIXA CEGAR PELA MENTIRA IDEARIA DA IMPOSIÇÃO DE SEUS IDEAIS.

    Quer dizer que o senhor se baseia em ditadores sanguinários, incluindo Stalin, para reforçar seus argumentos?

    Pois muito obrigado, dispenso-os.

  • roberto emilio

    CARO DOUTOR RICARDO ESSES DITADORES SÃO OS QUE GOVERNARIAM O BRASIL CASO NÃO HOUVESSE O GOLPE MILITAR. COMO O SENHOR SABE. EU OS UTILIZO PARA MOSTRAR QUE O SENHOR RECRIMINA O GENERAL MÉDICI MAS PODERIA TER SIDO MUITO PIOR SE ELE NÃO TIVESSE GOVERNADO.
    E COMO O SENHOR SE DESVIOU DOS MEUS OUTROS ARGUMENTOS, NÃO TEM DADOS ESTATÍSTICOS, NEM QUANTITATIVOS DA SATISFAÇÃO DO POVO NO GOVERNO MÉDICO, ISSO JÁ MOSTRA O PODER ARGUMENTATIVO DO SENHOR.
    NO MUNDO DA PESQUISA CIENTÍFICA E ACADÊMICA NÃO SE PODE FALAR O QUE NÃO SE PODE PROVAR.
    ENTÃO DOUTOR RICARDO ESTUDE OS FATOS ANTES DE ESCREVER ALGO TÃO SERIO QUE RIDICULARIZOU CERCA DE 500 OFICIAIS DO EXRÉCITO BRASILEIRO, HOMENS VOLUNTARIOS QUE DIFERENTE DO SENHOR, AO INVÉS DE SÓ CRITICAR ESTÃO TENTANDO FAZER ALGO PELA SUA, REPITO SUA, NAÇÃO.

    MUITO OBRIGADO

    Estou cansado de discutir com um defensor da ditadura como você, Roberto.
    Não preciso provar o que a História registrou e milhões de brasileiros presenciaram e sofreram.

    Eu faço algo pela minha nação há muito tempo, Roberto: pago impostos altíssimos, que sustentam o Estado, inclusive os militares.

    “Fazer algo pela sua nação” significa apenas ser membro das Forças Armadas? Ser um profissional e um cidadão correto, criar filhos decentes, trabalhar há 45 anos, pagar impostos escorchantes e exercer meu ofício de jornalista não é também “fazer algo pela minha nação”?

  • dermon

    lembro perfeitamente do periodo antes do golpe, era uma bagunça da zorra, muito jovem , mais via familias reclamando da bagunça no governo, ñ se entendia nada, e vi varias familias pedindo q o exercito tomasse providenias, e foi o q aconteceu e partir dai o pais comecou a crescer, mais existiam os inconformados e esses temtaram tomar o governo com ações armadas, deviam obrar desse povo todas as mortes que aconteceram, pois que morreu foram estudantes e trabalhadores que tiveram suas cabeças manipuladas, hoje todos os cabeças estam no governo.

  • Seu comentário é grosseiro e insultuoso, viola as regras do blog e não será publicado.

  • Filho

    Vivi minha juventude durante os anos mais fortes do regime militar. Em l968, quando o regime mais se tornou rigoroso, eu tinha 16 anos. Na década de 70, me casei e tive meus filhos. Mas posso testemunhar com serenidade que vivi plena liberdade de vida. Fui e vim, comprei, vendi, pensei, manifestei opinião, fiz escolhas, tudo como qualquer pessoa normal. Em nada fui tolhido da minha liberdade de cidadão. E creio que, assim como eu, milhões de brasileiros viveram. Agora, não posso tornar um fenômeno nacional, generalizado, o que uns poucos viveram, basicamente duas classes de indivíduos: 1. Os agents de Havana e Moscou, treinado lá, sim, para tornar esse país um imenso satélite da Cortina de Ferro; 2. Um bando de moços que nada sabiam da vida, inocentes úteis aos comunistas. Este último grupo, hoje, saiu-se com uma pérola mais ou menos assim: “Aos 20 anos, somos éramos incendiários; mas aos 50, somos bombeiros”. Quantos desses que, hoje, confessam que foram longe demais!
    Parece que o que mais dói, neste tempo, é se ver os militares como o segmento mais respetado e admirado da nossa sociedade. Não se acha brasilidade, espírito cívico, pátrio em nenhum outro setor da sociedade brasileira! Exemplo? Apontem um general, ou mesmo um coronel rico, dono de emissoras de rádio e televisão, fazendas, etc. Mas a turma da esquerda petista, triste realidade, estão nadando em dinheiro e, quando se questiona sua dinheirama, saem coma pérola: “Dou consultoria”! Ah! Brasil!

  • maritssa camargo

    gostaria d informações sobre ”mauro jose rosas garrastazu”, neto d garrastazu medici. sou amiga, antiga… será q poderia me ajudar… agradeço a tenção…

    Prezada Maritssa, não tenho como ajudar.
    Comece procurando pelo Google que você chega lá.
    Abração

  • maritssa camargo

    obrigada…tá dificil…rs

  • Elisson

    Viva o General Médici! Ninguém vai manchar o nosso passado! Cadete Decésaris

  • Valéria Mesquita

    Estou cada vez mais restrita à leitura de jornais internacionais, porque simplesmente não tolero mais o posicionamento da imprensa brasileira relativo à diversos temas, como por exemplo, estão sempre defendendo a marginália! O senhor vai me desculpar Sr. Ricardo, mas os cadetes ainda têm a liberdade de escolher a quem eles querem homenagear, independente da sua vontade de que este homenageado fosse o assassino cafajeste do Mariguella!

  • ricardo velez rodriguez

    Bobagem preto no branco do Ricardo Setti. A realidade é muito mais complexa. Na Espanha, a entrada do capitalismo e a arrancada rumo ao progresso dos anos 80 e 90 deitou raízes nas providências reformistas adotadas por Franco antes de morrer, inclusive formando aprimoradamente o candidato à Coroa espanhola, o futuro rei Juan Carlos. No Brasil, os militares abriram as portas à abertura, digam o que quiserem os radicais petralhas. No fundo há uma questão a ser estudada: como se passa de regimes patrimonialistas a democracias? Eis a questão. O modelo em pauta para entender o processo é o que Wanderlei-Guilherme dos Santos denominou de “autoritarismo instrumental”. Exemplo: o general Figueiredo que, no início da abertura, falou curto e grosso: “Juro fazer deste país uma democracia e prendo e arrebento quem se opuser”….Só entendendo esse processo complexo é que poderemos reconstruir o fio da história sem fotos preto no branco e com respeito pelas figuras que tornaram possível o momento presente. Na França, Napoleão é cultuado como estadista. E daí? Significa isso um perigo para as instituições francesas? Significa que, conhecendo o passado e os que nele se destacaram, poderemos melhor defender a liberdade, processo que se faz, não jogando no lixo da história preto-no-branco, personalidades como o general Garrastazu Medici, presidente no ciclo militar. Uma turma das Agulhas Negras levar o nome do antigo diretor da Academia não é coisa reuim, é simples respeito pela história dessa grande instituição!

  • Almanakut Brasil

    O ,maior presidente que o Brasil já teve!

    Infelizmente, ele não fez como as DITADURAS comunistas que fuzilaram seus opositores sem julgamento e deu no que deu!

    Herança maldita para o futuro, incluindo a imprensa!