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Tupac faz gesto obsceno ao lado de BIG: “ex-amigos” foram assassinados em suposta guerra de gangues

Por Daniel Setti

Há exatos 15 anos, Tupac Amaru Shakur, rapper conhecido simplesmente como Tupac ou 2pac, morreu em decorrência dos quatro tiros que recebera seis dias antes, disparados desde um carro, ao sair de uma luta de Mike Tyson em Las Vegas. Tupac era, juntamente com Dr. Dre, Snoop Dogg, Puff Daddy (depois rebatizado P. Diddy) e Notorious BIG, o principal nome do estilo de rap mais popular à época, o chamado gangsta rap, cujas letras não raro faziam apologia ao crime.

No momento do atentado, estava em um automóvel na companhia do empresário e dono de gravadora Suge Knight que, ao lado de Tupac, representava a turma do “West Coast Rap”, baseada em Los Angeles e que tinha como arquirrivais a gangue da “East Coast Rap”, de Nova York. Notorious BIG, um dos ícones desta segunda facção e ex-amigo de Shakur, foi investigado sobre suspeitas de ser o mandante, embora teorias posteriores também relacionassem Puff Dady, outro nome forte do grupo novaiorquino, além do próprio Suge Knight. Até hoje o caso não foi solucionado.

Para piorar, quase seis meses depois, em 9 de março de 1997, foi a vez de Notorious BIG ser morto em circunstâncias muito semelhantes às do assassinato do rival (emboscada motorizada, quatro disparos à queima-roupa). Não é nem preciso dizer que as suspeitas recaíram sobre a turma da West Coast. O caso também ficou sem ser resolvido.

Os dois episódios, que marcaram as histórias do hip-hop e da música, renderam pelo menos um documentário (Biggie & Tupac, de Nick Broomfield, lançado em 2002 – vejam o trailer abaixo), um longa-metragem (Notorious, de George Tillman Jr., editado em 2009) e até um dueto póstumo em que os dois rappers, graças à tecnologia dos estúdios, “colaboram”.

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5 Comentários

CMPAC em 30 de maio de 2014

Eu tenho certeza q Tupac sera para sempre o melhor Rapper de todos tempos. Ass: Um fã eterno. 2Pac vai com Deus.

eliana ribeiro em 03 de dezembro de 2013

poxa porque matar 2pac?esse cara era d+!E claro que mesmo matando ele nao conseguiram calar a sua voz!

José Geraldo Coelho em 16 de setembro de 2011

2. ?

Reynaldo-BH em 12 de setembro de 2011

Daniel, vamos de jazz fusion? Apesar de como conservador (ao menos no jazz!), acho esta coisa de fusion outo gênero que não jazz. Mas, enfim... Não dá para ser radical. Isso nunca. Mesmo no meio de milhares de músicas de elevador que assumem esta classificação, salvam-se coisas. Como Last Train Home - de Pat Metheny. Não sei se vc gosta (músicos são mais exigentes!) mas talvez a "levada" de trem (olha aí Minas de novo! hehehe) me faço gostar. Abraços. http://www.youtube.com/watch?v=1g6nPYyIS_I

Marco em 12 de setembro de 2011

Amigo Setti: Pois é Daniel, ainda prefiro o liríco a zombaria barbara. Abs.

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