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Felipão, técnico da Seleção, em dois momentos: um fleugmático Luiz Felipe Scolari no amistoso contra a Rússia, no dia 25 passado, e o Felipão incendiário, que motiva e empurra o time, comemorando a ida do Brasil para a final contra a Alemanha na Copa de 2002 (Fotos: Juca Varella / Folhapress :: Reuters)

A Seleção Brasileira que se prepara para a Copa das Confederações, como passo importante no caminho da Copa de 2014, no Brasil, pode ter vários problemas.

Falta, é claro, definir um time-base. Falta saber se, nela, cabe Kaká, ou Ronaldinho Gaúcho — ou cabem os dois, pelo menos num banco luxuoso.

Falta saber qual será, afinal, o esquema tático utilizado, e falta que conheçamos suas eventuais variações.

Para mim, no entanto, como modesto observador, mas como titular do posto indiscutível de torcedor, o que está mesmo faltando, antes de tudo, é Felipão ser Felipão.

O fleugmático Luiz Felipe Scolari que aparece sentado no banco, tendo ao lado seu fiel escudeiro Murtosa, em amistosos como a derrota contra a Inglaterra e os empates contra a Itália e a Rússia, a meu ver, tem muito pouco a ver com o Felipão que foi chamado para resolver o problema da Seleção.

O Felipão incendiário, motivador, cheio de paixão e fúria, que não para um minuto sossegado na área técnica, que morde com energia, mas assopra com habilidade, o Felipão que grita, que comemora, que despeja palavrões e cujo grande dom é a capacidade de montar um time lutador e solidário — chamem-no ou não de “família Scolari” –, o Felipão que, montado o time, o empurra a cada minuto de cada partida, esse Felipão anda ausente.

Felipão lorde inglês não vai ganhar Copa alguma. Já o outro Felipão, se voltar, tem boas chances.

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20 Comentários

Marco em 11 de abril de 2013

D. Setti, Pois é meu amigo, O Felipão, sei q tu vai ficar brabo de novo, mas eu posso, me gabular. Tem q ler mais o blog,erra muito pouco as previsões esportivas, Não vou agora elencar os acertos de todas as previsões do ano passado. Mas vou citar as de agora a pouco. desse ano. Quando afirmamos q o Coringão e o Galo, seriam os melhores times da Libertadores. Q o tricolor paulista, Palmeiras e Flu e Grêmio. Não se prepararam para a competição e agora, não sei se já não é tarde para se corrigirem com a competição em andamento. E a meu querido amigo Carlos Nascimento. Um time q tem o Pato no banco. Não precisa se " dizer" mais nada. Abs. Você realmente acerta muito, caro Marco. Vou acabar pedindo pra você me ajudar! Um abração

Leonardo Saade em 11 de abril de 2013

É verdade Setti, o Felipao de 2002 dava gosto de ver. Por mais que o criticassem pela gritaria na beira do campo, que era inútil, dava pra ver que ele estava totalmente ligado no jogo, sofrendo com os jogadores. Hoje sua atuação como técnico esta apática , sem energia. Nao temos um Ronaldo e nem Rivaldo nessa fraca seleção, mas o Felipao de 2002 já seria um bom começo.

Verlaine em 10 de abril de 2013

Ricardo, tenho que discordar (muito) de você. O Solari parou no tempo. O futebol mudou muito taticamente desde a metade da década passada. Você por óbvio, já viu os grandes da Europa marcando com as já famosas 2 linhas de 4. Procure-as na escrete do Felipão! A verdade é que nunca antes na história deste país tivemos defensores tão bons, e um sistema defensivo tão ruim. Estamos levando sufoco de todo mundo. Duvido muito que as coisas vão mudar até 2014...

Arilson Sartorato em 05 de abril de 2013

O Felipão e seu "fiel escudeiro" Murtosa, juntinhos, afundaram o Palmeiras para a Série B. agora vão enfiar a Seleção no buraco tamém, acho que eles deveriam pegar oS bonés e irem tomar chimarrão juntinhos como sempre, lá nos Pampas.

Paulo Soares em 04 de abril de 2013

Honestamente, como está hoje a Seleção Brasileira de Futebol está optando pelo desleixo. A decisão de manter o goleiro Júlio Cesar é totalmente bizarra! O time dele (Queens Park Rangers) está na penúltima colocação do Campeonato Inglês e será rebaixado sem sombra de dúvida. Ele quer ir pro Milan para melhorar o currículo dele mas um dirigente já disse que ele não irá para o clube italiano. Eu torço pra Seleção Brasileira mas assim fica difícil demais, quase impossível. Seleção não é laboratório.

carlos nascimento em 04 de abril de 2013

Ricardo, Devo confessar que em matéria de futebol nossas visões são quase sempre antagônicas, não é só pelo fato de vc torcer com paixão pelo Corinthians, sendo eu Santista, não seja por isso, é a incoerência em algumas posições, vejamos: Sabemos hoje em dia que o jogo político é rasteiro,estamos nós aqui lutando quase que diuturnamente na busca de algumas soluções, portanto, defender o papel do Felipe Scolari no comando da Seleção é ratificar a escolha feita pelos atuais dirigentes - marin e sua trupe - ele foi a escolha feita para ser usada como para-raio de tudo que está por debaixo do tapete, ele topou o negócio, logo, tentar achar virtudes em quem se presta ao jogo do atual poder, soa no minimo incoerente, já apontei por aqui que o problema da seleção é de falta de identidade, não adianta achar virtudes em casa de barro, a primeira trovoada vem abaixo. O melhor caminho é não fazer apologia, pois precisamos com urgência de DEPURAÇÃO. O tempo vai me dar razão. Ainda bem que é só no futebol, pois em outros áreas quase sempre vc é brilhante. abração Carlos Nascimento.

Luiz C. em 04 de abril de 2013

Acredito que a explicação seja simples... Competência ele tem sobrando; acredito que lhe falta motivação, causada principalmente pela sua Conta Bancária Estratosférica...

Gilberto em 04 de abril de 2013

Não gosto dele em nenhum dos casos. O futebol brasileiro está a anos-luz do que se pratica na Europa. Quando vemos o Barcelona jogar, fica evidente o que é o futebol moderno.

JT em 04 de abril de 2013

O Felipão não é o mesmo, com certeza, por três razões: 1) Afundou com o time do Palmeiras - um campeão de Copa do Brasil não pode cair para a série B no mesmo ano. 2) Aceitou voltar para a seleção mesmo conhecendo de perto do caráter de seus comandantes - notórios lordes que embolsam medalhas de terceiros. 3) Convocou o QUARTO goleiro do Corinthians para um amistoso, levantando as mesmas suspeitas que rondaram outros técnicos da seleção, que convocavam jogadores para valorizar o passe dos mesmos. Tem que ser muito ingênuo para achar que essa convocação foi técnica e não manipulada pelo mesmo patrocinador de camisa do clube e da seleção. O Felipão de antigamente, que barrou até o Romário, não se renderia para este esquema.

Titus Petronius em 04 de abril de 2013

Esqueça, Setti. Nenhuma versão do Felipão funciona. A fleumática afundou o Chelsea e a incendiária levou o Palmeiras à segunda divisão. O perfil fleumático não funciona porque falso, e o incendiário, por anacrônico. Acho melhor esperar para ver. Um abração!

jose em 03 de abril de 2013

Quem sabe em sua passagem pela Europa, Felipão tenha recebido um banho de civilidade, que por sinal deveria ser obrigatório para qualquer personalidade do varonil deitado em berço esplêndido, ligada ao esporte, às(ou àquilo que chamam de)artes e à politica. Com respingos possíveis, embora improváveis e necessários ao comportamento dos cúmplices dos que nada sabem do baticundum e do bundalelê atávico. Com ou sem copa o Felipão de hoje é bem melhor do que o brucutu de dentes afiados, prestes a morder o adversário como se inimigos mortais fossem.

Franco em 03 de abril de 2013

É isso mesmo Ricardo. Tive uma experiência parecida ma minha modestíssima carreira de jogador amador de basquete. Nosso técnico, de um ano para o outro, virou um lord e o time nunca mais foi o mesmo. Nada contra um técnico ser um lord, desde que seja essa sua real essência. Deixando claro, que, assim como você, falo em relação à forma de atuação profissional e não à pessoa.

Papai Sabetudo em 03 de abril de 2013

O que move o homem (todo homem!) é a testosterona. Nessa idade (a dele!) a produção cai em queda livre. Alguns nem a produzem mais. Sorte a dele se ainda produzir alguma!

Papai Sabetudo em 03 de abril de 2013

Boas chances de quê? Cala-te, boca!

diogo em 03 de abril de 2013

Oh Ricardo até vç puxando saco desse escroque? Você me respeite! Fiz um comentário. Não puxo o saco de ninguém. Você não deve julgar os outros pelo que vê no espelho ao mirar-se nele.

Silas S. Carvalho em 03 de abril de 2013

Felipão está fazendo com a seleção brasileira o mesmo que fez recentemente com a outrora gloriosa, mas não menos venerada, Sociedade Esportiva Palmeiras.

Ciro Lauschner em 03 de abril de 2013

Esse Felipão não ganha nada e podem ir atrás de um técnico de verdade.O Felipão vitorioso era aquele que fez o Gremio ganhar títulos mesmo tendo um time medíocre, brigando e vociferando ao redor do campo.Esse lorde ingles que ele quer ser não gnha nada

moacir em 03 de abril de 2013

Setti, A última vez que eu vi o "outro Felipão" foi no Euro 2004,quando ele levou o time de Portugal para a finale junto,arrastou os portugueses, que pintaram o rosto e levantaram as bandeiras. Na Copa 2006 esse Felipão que morde os dedos,xinga, berra,comemora e motiva,já tinha ido embora.E para Portugal a Copa foi mais modesta.E de lá pra cá o Paizão nunca mais foi visto.Nem em gramados ingleses nem naqueles paulistas. Tomara que ele volte a tempo. Abraço

Duke Fraga em 03 de abril de 2013

Muito boa a matéria!!! Parabéns pelo trabalho. O Felipão até agora só conseguiu desacreditar ainda mais todos os brasileiros, na copa de 2014. Não inovou e também não fez alterações com algum sentido ou critério, para montar um time com a sua CARA ou qualquer CARA, porque hoje a seleção não tem identidade nenhuma!!! Tomara que ainda seja cedo para achar isso... E que não tenha que começar a discutir um nome de um substituto,como CUCA, MURICI ou TITI. Valeu. Desculpe a demora na resposta, caro Duke, mas muito obrigado por seu comentário gentil. Um abração e... volte sempre ao blog.

Raphael Dias em 03 de abril de 2013

Isso se chama amadurecimento. E os resultados da seleção são culpa do pouquíssimo tempo pra treino coletivo e "dedo podre" da CBF querendo mandar no time mais que o treinador.

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