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Na foto de maio passado, Carlinhos Cachoeira chega algemado para prestar depoimento à CPI que leva seu nome

Carlinhos Cachoeira chegou algemado, hoje, escoltado por agentes federais, para prestar um depoimento perante o Tribunal de Justiça do Distrito Federal, tal como ocorreu em maio. É de maio a cena mostrada na foto acima.

Tem havido no Brasil uma série de restrições, legais e de tribunais, ao uso de algemas.

Confesso que gosto daquele esquema de filmes americanos: o camarada é condenado, e já sai do tribunal algemado, rumo ao camburão.

No Brasil, porém — como se fôssemos uma democracia mais aperfeiçoada do que os EUA, a Grã-Bretanha, a Itália, a Suécia –, levamos os direitos dos réus, que, obviamente, precisam ser respeitados, ao cume das preocupações.

Nosso sistema legal e judicial se preocupa mais com os direitos dos réus do que com formas de esclarecer, rapidamente e com eficácia, se eles foram mesmo culpados — e, sobretudo, com maneiras de fazê-los cumprir com mais celeridade possível as penas a que a Justiça os condenou.

Mas, não. A indústria dos recursos, calcada em brechas na nossa legislação, o lobby de advogadões poderosos, a corrupção que se infiltra em órgãos públicos, o acúmulo de processos e outras barbaridades permite a que, só para ficar num caso, um réu confesso por haver morto a tiros, pelas costas, sua ex-namorada, como o jornalista Antonio Marcos Pimenta Neves, consiga permanecer em liberdade por dez anos antes de ir para trás das grades.

Por tudo isso, por representarem uma punibilidade que estamos longe de ter, e também, em termos práticos, tendo em vista a quantidade espantosa de criminosos que conseguem fugir quando transportados de prisões para edifícios-sede de fóruns, um viva às algemas!

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Artur Souza em 02 de agosto de 2012

O que é que você queria, meu caro Ricardo? As pessoas que fazem, aprovam ou julgam as leis neste país costumam ser as mesmas que as descumprem com a maior desfaçatez. Elas têm que pensar no futuro e pegar leve com os criminosos. O mensalão está aí para provar que os poderosos de ontem podem ser os réus de hoje. E, no Brasil, contam-se nos dedos as "otoridades" que não teriam que prestar à justiça se o país fosse sério.

SILVIO VERAS THOMAS em 02 de agosto de 2012

Sr. Ricardo, já que o assunto é o sistema americano, poderia me informar se o texto a seguir é verdadeiro? À consideração dos Amigos. Enfatizo a "bondade" dos americanos e a "inteligência" dos petistas governantes. Abrs do Marco Felicio. NO MÍNIMO, CURIOSO PARA NÃO DIZER ESTRANHO “Os países industrializados não poderão viver da maneira como existiram até hoje se não tiverem à sua disposição os recursos naturais não renováveis do planeta. Terão que montar um sistema de pressões e constrangimentos garantidores da consecução de seus intentos.” Henry Kissinger - Secretário de Estado A questão dos recursos hídricos, infelizmente, não tem sido tratada com seriedade no Brasil ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos. Lá, tais recursos (já escassos em várias áreas) e os aproveitamentos respectivos são assuntos inerentes à Segurança Nacional e, por tal razão, entregues, em grande parte, à responsabilidade do Corpo de Engenheiros do Exército. Sabe-se que, nos últimos anos, houve redução planetária de pelo menos 60% das reservas de água doce. Os dados sobre a América Latina falam em redução de 73%. As reservas de água potável na Terra são de 2,5%. 2% delas se localizam nas geleiras polares e apenas 0,5% podem ser exploradas. Os números conhecidos e divulgados, mostram que o Brasil detém 50% das reservas de água doce da América Latina e conta com 12% a 15% de toda a água doce do planeta. Temos de sobra o que já é escasso em grande parte do mundo. Algo sumamente valioso, pois, fonte de vida : água. Há que ressaltar que dados preliminares, divulgados por pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA), apontaram o aquífero “Alter do Chão”, recentemente descoberto, como o maior depósito de água potável do planeta. Com volume estimado em 86.000 quilômetros cúbicos de água doce, a reserva subterrânea está localizada sob os Estados do Amazonas, Pará e Amapá. “Essa quantidade de água seria suficiente para abastecer a população mundial durante 500 anos”, informa geólogo da UFPA. “Alter do Chão”, com 437.500 quilômetros quadrados de extensão e espessura de 545 metros, tem volume de água superior a do aquífero “Guarani”, este um pouco mais extenso, porém com menor espessura.” Em termos comparativos, “Alter do Chão” tem quase o dobro do volume de água do aquífero “Guarani” (com 45.000 quilômetros cúbicos). Até então, o Guarani era a maior reserva subterrânea do mundo, distribuída por Brasil (cerca de 50%), Argentina, Paraguai e Uruguai. Surpreendentemente, a maior reserva de água doce brasileira está localizada no Norte e no Nordeste, esta última a Região que mais sofre os efeitos da seca. NO MÍNIMO, CURIOSO PARA NÃO DIZER ESTRANHO, recentemente, foi realizado, com a presença do General comandante do “US Southern Command” e comitiva militar, encontro para discutir contrato de cooperação técnica, assinado entre a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaiba), empresa pública vinculada ao Ministério da Integração Nacional, e o Corpo de Engenheiros do Exército Norte-americano (USACE). A Codevasf informa que atua em 13% do território nacional, perfazendo mais de 1,1milhão de quilômetros quadrados, abrangendo 894 municípios e uma população de 23,3 milhões de pessoas. “O Corpo de Engenheiros do Exército Norte-americano irá providenciar assistência técnica ao longo do São Francisco, em tempo integral, com especialistas em áreas de hidráulica, geotécnica, dragagem e engenharia de construção (incluindo outras especialidades a serem requeridas pela Codevasf), com experiência em estabilização de margens de rio, controle de erosão, dragagem, escavação em rocha e navegação”. Há que ressaltar que o investimento será da ordem de 73 milhões até o final deste ano para cumprir a meta de, numa primeira etapa, tornar 657 quilômetros de rio navegáveis. O contrato de assistência técnica com o USACE, foi assinado em dezembro de 2011, com vigência de três anos, envolvendo investimento de US$ 3,84 milhões. Isso significa o absurdo que representa a presença de tropa estrangeira, atuando em extensa área do território brasileiro, o que necessita, pela Constituição Federal, do aprovo da União. NO MÍNIMO, CURIOSO PARA NÃO DIZER ESTRANHO, tal contrato com o USACE, pois, além de afetar a Segurança Nacional, contraria o interesse da Nação, pois, temos universidades como a UFRJ e UFPA, centros de pesquisas como a COPPE, além dos batalhões de Engenharia do Exército, Instituto Militar de Engenharia (IME), Instituto de Pesquisas da Marinha(IPqM) , todos com grande expertise no assunto, objeto de contrato com o órgão militar estrangeiro. Estamos destinando recursos da ordem de milhões de dólares ao Exército Norte-americano para assessoramento e pesquisas em território brasileiro, sem necessidade, quando os investimentos em ciência e tecnologia no País são sumamente parcos, vivendo universidades, centros de pesquisas e pesquisadores a míngua de tais recursos. NO MÍNIMO, CURIOSO PARA NÃO DIZER ESTRANHO o Governo Federal aceitar tal contrato, lesivo aos interesses e soberania nacionais, e os administradores da Codevasp anunciarem a intenção de incrementar as ações do USACE, fazendo-o atuar em outros setores de responsabilidade da referida Companhia. Gen Marco Antonio Felício da Silva Cientista Político, Ex-Assessor de Inteligência do Gab Ministro do Exército e ex-oficial de Ligação ao Comando de Armas combinadas do US Army Caro Silvio, não tenho elementos para analisar com propriedade este texto. Espero que não seja produto de uma certa paranoia antiamericana que ainda existe entre alguns setores das nossas Forças Armadas, convencidos de que os EUA querem "tomar" isso e aquilo do Brasil. Abraços

Mairalur em 02 de agosto de 2012

Cruzes, aqui nem são, via de regra, condenados.Principalmente os grandões. Não poderiam mesmo sair algemados...

freetibet em 02 de agosto de 2012

Ouvi de uma autoridade americana, a justificativa do uso de algemas e achei o máximo - é uma proteção ao próprio sujeito - afinal o Estado é responsável por ele, principalmente se tentar uma fuga, pode se ferir ou machucar alguém. Muito justo! E parece que lá este "direito" é estendido a todo e qualquer suspeito.

ANONIMO em 01 de agosto de 2012

afinal: a mansão é do cabral do cavendish ou do laranja? veja no blog do garotinho

Titus Petronius em 01 de agosto de 2012

Proibir que se mostre o rosto de menores infratores é outra jabuticaba. "Menores infratores" é a forma politicamente correta de se referir a bandidos com menos de 18 anos.

Samuel em 01 de agosto de 2012

Graças ao superior juízo do ministro Gilmar Mendes no caso Daniel Dantas. Talvez fosse o caso de serem fabricadas algemas de ouro almofadadas de veludo azul nas partes internas para acomodar os punhos de renda comme il faut

bereta em 01 de agosto de 2012

E quem apagaria as luzes, caro Setti? A julgar pelo que se nos é dado ver, nossos legisladores não estariam muito distantes das algemas. Não seriam todos, é claro. Mas o espírito de corpo, que gosto de parodiar como espírito de porco, paira sobre congresso e senado, câmaras estaduais e municipais. Honrosas exceções não levedam a massa. Injetaram na cabeça do eleitor a expressão "direitos", mas não introjetaram em suas próprias almas "DEVERES". Juram que cumprirão os ditames da Carta Magna, e imediatamente cometem perjúrio. A lei? Oras, a lei!

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