Enquanto aqui no Brasil criam-se “conselhos” para controlar a mídia em alguns estados (veja post que publiquei hoje), a liberdade de imprensa está tão incorporada ao dia-a-dia dos americanos que são absolutamente rotineiros pequenos casos como este, publicado hoje pelo site político da moda, o Huffington Post:

“O maior jornal [do estado norte-americano] de New Hampshire está defendendo sua decisão de recusar-se a publicar notas sobre casamentos de gays.

New Hampshire é um dos cinco [entre 50] estados americanos que legalizaram o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Dois homens que vão se casar na cidade de Portsmouth no próximo sábado queriam publicar uma nota no jornal Union Leader, da cidade de Manchester, mas o jornal se recusou.

O jornal afirma que tem o direito constitucional de escolher o que vai publicar e que se opõe à nova lei. O publisher do jornal, Joe McQuaid, diz que o jornal não é anti-gay mas acredita que casamento é algo que se dá entre um homem e uma mulher.

O candidato democrata ao Senado nas eleições da próxima terça-feira, 2 de novembro, Paul Hodes, conclamou o jornal a mudar sua política e respeitar a lei estadual. Ele está concorrendo contra a republicana Kelly Ayotte e desafiou-a a ‘denunciar’ o jornal.

Um porta-voz de Ayotte disse que ocupantes de cargos públicos não têm nada a dizer a uma imprensa livre sobre o que ela deve publicar ou não.”

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16 Comentários

Ademir em 06 de dezembro de 2010

Ela devia calar a boca,Dilma trabalha,não é como ela,recebe pensão do governo.Maitê é deficiente,passa fome?Porque,ela,explora nosso dinheiro?Recebi pensão do pai morto.É honesto,fazer isto?Corrupção da grossa.Corta o salário dela,Dilma,para ela tomar vergonha na cara.

João em 27 de outubro de 2010

Prezado blogueiro , Ao meu ver, é um fato que Lula nada fez para cercar a liberdade de expressão no país . O que é questionado são as declarações dadas pelo presidente . E O que torna claro é que não há nada de errado dito por ele . ORAS, se a imprensa tem direito de falar tudo que dá na telha (e isso é correto ) inclusive calúnias porque o presidente ,que continua sendo um CIDADÃO , não possa dizer o que pensa também? Oras, é muito legal ficar dias e dias difamando a presidência e os políticos em geral, mas quando estes abrem a boca , é momento para caos.

Lúcia - Gyn em 26 de outubro de 2010

Tenho inveja, no bom sentido, dos norte americanos.Lá não passa pela cabeça de qualquer candidato, ou político já eleito, nem nos seus sonhos mais íntimos, desrespeitar a Constituição do país, eles seriam expurgados da vida pública, enquanto aqui, o presidente rasga a Constituição brasileira e o sidicato dos jornalistas apóia medidas que cerceiam a liberdade de imprensa, isso é mais do que um contra-senso, é entrega mesmo, de mão beijada. Claro que existe uma parte do jornalismo, como você Setti e mais alguns colegas seus, que denunciam o perigo. Espero que as instituições deste país, que andam tão fracas, consigam evitar essa tentativa de calar as denúncias da imprensa. Cara Lúcia, obrigado pela parte que me toca. E também admiro os norte-americanos. Vamos falar baixinho porque senão a patrulha vai nos encher de pancada. Não se pode admirar nada dos EUA sem levar pancada, não é mesmo? Abração

Luara em 26 de outubro de 2010

Alô, Ricardo! Desculpe-me se pareci impertinente quando disse que você me pareceu pessimista. Compreendo que você é apenas realista e pé no chão, enquanto eu sou mais do tipo sonhadora e por isso sonho com uma virada. Na verdade, não sou torcedora do Serra, mas voto nele porque um dos meus sonhos é ver o PT desapeado do poder e por isso estou de fato muito ansiosa, reconheço. Saiba, contudo,que aprecio muito seu estilo e sempre o leio, até mesmo para ter um referencial consistente, pois sei que você é muito respeitado pela imprensa séria. Agradeço sua condescendência em explicar os motivos que o levaram a formular suas opiniões. Certamente já lhe disseram que sua didática é excelente. Um abraço e boa sorte!

Antonio Cabral em 26 de outubro de 2010

Um dos suportes da violência no Brasil é a não existencia de censura prévia para colunistas parciais e marrons como o Sr. um formador de opinião que deveria ser menos subversivo em relação ao nosso presidente, com comentários eivados de calunias e difamações. Que legal, hein, Cabral? Quer dizer que você é favorável a uma "censura prévia" a jornalistas independentes? Acha que criticar seu presidente é crime de lesa-pátria? Por que você não se muda para Cuba, Venezuela ou, quem sabe, Coréia do Norte? Boa viagem.

Jose Eduardo Curti em 26 de outubro de 2010

Caro Ricardo, Vivo a muito tempo no Reino Unido, onde a BBC, uma instituicao britanica, mantida com uma taxa anual (TV Licence)de £140 (aproximadamente R$380) paga por todos os domicilios do pais, geralmente e quem mais bate no governo, qualquer governo, trabalhista ou conservador. E bom quem seja assim. Aqui, os jornais batem pesado nos politicos, e estes raramente tentam defender-se tentando desqualificar o veiculo. Se foram injustamente atacados,o que e raro, vao a justica comum atras de reparacao, que podem ser bastante salgadas, incluindo boas somas em dinheiro e espaco semelhante ao dado as injurias.

José Geraldo Coelho em 26 de outubro de 2010

Tivemos dois periodos de serceamento da profissão do jornalismo no brasil. O primeiro eu vivi na família. Mais própriamente meu pai viveu. Ele era filho de "roceiros" no Triangulo Mineiro. Naceu diferente dos irmãos mais velhos que passaram a vida no cabo da enxada. Meu pai foi pro Rio/DF, formou-se engenheiro cívil por falta de opção mas era apaixonado por política e jornalismo. Trabalhou por lá uns tempos e voltou para Araguari no TM, e escrevia na Gazeta do Triângulo. Muito lido, de opinião progressista, acabou falando mal dos coronéis: encheram ele de tiros. Ileso, fugiu para Uberaba com mulher e o filho mais velho, juntou-se a Mário Palmério, e fundaram a Faculdade de Engenharia de Uberaba. Cançou e voltou a Araguari, quatro anos depois e escrevia no A Privíncia. Falou, entre outras coisas, dos coronéis. Apanhou igual cachorro sem dono. Fomos pro Rio ainda DF, família maior, e ele trabalhou em revista e jornais, entre eles o Diário de Notícias. Depois de alguns anos voltamos as pressas para Minas. Ele deve ter contrariado alguém. Você nem precisa publidar essa história, antes faça dela um exemplo para os jornalistas atuais, que mesmo antes de sofrer ameaças, se vendem para salvar seus empregos, e não suas dignidades. Como disse Paulo Beringhs. Obrigado por compartilhar conosco um resumo da história incrível de seu pai, caro José Geraldo. Voce deve ter orgulho da coragem dele. Um abraço e volte sempre.

Felipe em 26 de outubro de 2010

A liberdade de expressão no Brasil não está ameaçada! que saco, o mais indignante, é que os jornalistas que tanto acusam isso, no fundo , sabem que esse papo não existe. Onde esse país vai parar...

Luara em 25 de outubro de 2010

Alô, Ricardo! Copiei essa informação do blog Gente Decente. Estou enviando porque você parecia bem pessimista alguns dias atrás. Poderia comentar? Seg, 25 de Outubro de 2010 10:53 Pesquisas do PSDB deixam tucanos otimistas Ao contrário das pesquisas do Datafolha, Ibope e outros institutos, que cravam algo como dez pontos percentuais de diferença entre José Serra e Dilma Rousseff, os trekkings diários encomendados pelo PSDB têm mostrado uma situação diferente: empate. Realizadas sob a coordenação de Antonio Prado Júnior, o Paeco, essas pesquisas têm oscilado entre um e quatro pontos pró-Serra, alternando com um e três pontos pró-Dilma. Ou seja: oscilando entre 48% e 52% nos votos válidos para um lado e para o outro. Em Minas, essas mesmas pesquisas também registram um empate: 50% a 50% nos votos válidos. Aliás, para o comando tucano vencer em Minas é vital para um envetual triunfo no domingo. Nunca é demais ressaltar que, embora encomendados pelos tucanos, foram esses mesmos trekkings que nos dez dias que antecederam o primeiro turno mostravam que haveria segundo turno. Por Lauro Jardim Cara Luara, ao dizer que eu parecia "pessimista" você automaticamente me situa como alguém que estaria torcendo pelo candidato José Serra. Na verdade, eu não parecia pessimista nem otimista. Tentei dar um quadro da situação, como ela se apresentava. Extraí dos dados do Datafolha, a meu ver o instituto de pesquisa mais confiável, a conclusão de que uma virada para o candidato José Serra parecia muito difícil, já que o percentual de eleitores indecisos (6%) e dos que, embora decididos por um candidato, ainda poderiam mudar o voto (10%), constituía uma faixa do eleitorado pequena demais para o tucano tirar a vantagem que Dilma apresentava. Os trekkings a que se refere meu amigo e colega Lauro Jardim costumam ser indicadores importantes, sim. O que vai decidir se Serra vencerá ou não a eleição a meu ver é a situação em três grandes estados, os três mais populosos: 1) São Paulo: Alckmin teve, para governador, 2 milhões de votos mais que Serra alcançou para presidente em seu estado natal e de que foi governador; Alckmin precisa "transferir" esses 2 milhões de votos a Serra e o candidato tucano necessita alcançar mais uns outros 1,5 ou 2 milhões entre indecisos, eleitores de Marina e o pessoal que não votou; 2) Minas Gerais: Aécio Neves necessita mudar o quadro, de derrota de Serra para uma vitória por uma boa margem, o que é muito difícil, mas não impossível; 3) Rio de Janeiro: Serra necessita diminuir a gigantesca vantagem obtida por Dilma, se possível chegar próximo a um empate. Ele deve ganhar em Santa Catarina, Paraná, Goiás, nos dois Mato Grossos, talvez no Acre, no Pará e em mais um dos estados menores do Norte. Se conseguir os três objetivos que assinalei, e se for viável uma redução da enorme diferença que o separa de Dilma no Nordeste, poderá chegar lá. Como você vê, não é nada fácil a virada. Vamos aguardar. Falta pouco para o domingo. Abraços e volte sempre. Ricardo Setti

Lílian em 25 de outubro de 2010

A "liberdade de Imprensa" tem amparo legal no inciso IX da CONSTITUIÇÃO FEDERAL: . É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença. . No inciso IV, complementa: . É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato. . Portanto, não cabe ao Poder Judiciário decidir, previamente, quais notícias podem ser veiculadas, porque isso caracteriza censura não mais admitida pela Constituição Federal de 1988.

ana carol em 25 de outubro de 2010

Maitê Proença chama Dilma de ‘invenção oportunista’ Diminuir Aumentar "A corrupção que deitou e rolou durante o governo vigente é um passeio no parque perto do que virá com essa gente no poder", escreveu Publicidade Maitê Proença voltou a usar seu blog para defender um candidato político. Desta vez, ela apoia a candidatura de Serra, do PSDB. A atriz, que está no ar em Passione, da Globo, disse que irá votar no candidato tucano ‘por amor à democracia e por valorizar a verdade’. “Não existe essa de direita e esquerda, e se houvesse, Serra estaria à esquerda de Dilma. Os programas dos dois candidatos são semelhantes - e ninguém vai fazer loucuras nem mexer no que funciona - a grande diferença está na experiência pra tocar o barco”, escreveu. Em seu texto, Maitê critica Michel Temer, vice da chapa de Dilma Roussef, e lembra a recente luta da candidata contra um câncer. “Há outra coisa, tenho muito medo da corja do PMDB de Michel Temer tomando conta do congresso. A corrupção que deitou e rolou durante o governo vigente é um passeio no parque perto do que virá com essa gente no poder. Não podemos esquecer também que a candidata tem saúde frágil, saiu recentemente de graves problemas, e seu semblante - com toda recauchutagem e maquiagem - me parece inchado, doentio. Tremo só de pensar em Temer como nosso presidente”, continuou. Antes de encerrar, Maitê afirmou que ‘Dilma não é Dilma’, e sim “uma invenção oportunista: Dilma é a Weslian (Roriz) do Lula.” Tudo sobre famosos você encontra em O Fuxico, o site que é referência no mundo VIP! FUXICO http://ofuxico.terra.com.br/arquivo/noticias/2010/10/25/maite-proenca-chama-dilma-de-invencao-oportunista-76119.html

Marcio em 25 de outubro de 2010

Ricardo, Só duas correções: Kelly Ayotte é uma mulher e não é atualmente senadora, mas sim Procuradora-Geral (Attorney General) do estado de New Hampshire. O cargo é hoje ocupado pelo republicano Judd Gregg, que não concorre à reeleição. E a frase dita pelo porta-voz da candidata é perfeita. Legal saber desse exemplo num momento em que aqui no Brasil surgem iniciativas deploráveis como essa dos tais Conselhos. Grande Marcio, isso é que é leitor atento e gentil! Pelo que li no original do Huffington Post, tinha certeza deque ela era senadora. Vou checar e corrigir. E veja como os blogueiros falham: CLARO que Kelly é nome de mulher... Muito obrigado, meu caro. Abração

Titus Petronius em 25 de outubro de 2010

Pois é. Por aqui, a demissão de uma colunista de jornal vem sendo tratada como escândalo.

Hugo Leandro Venturini em 25 de outubro de 2010

Um amigo, que morou e trabalhou uns 10 anos mais ou menos, em Wiscousin, costumava dizer que por lá se ouvia, constantemente, alguém dizer que não admitia ter cerceado seu sagrado direito de falar mal do presidente da república. É mesmo. Falam mal dos Estados Unidos, mas em matéria de liberdades públicas são uma maravilha. Abraços e obrigado por sua visita.

Marco em 25 de outubro de 2010

Falta um 'a' no título, para dar melhor clareza e ficar igual ao q está no corpo da matéria. Obrigado pela atenção, caro Marco. Já corrigi. É um orgulho para mim ter leitores atentos e gentis como você. Um abraço.

Chico em 25 de outubro de 2010

Fantástico. Temos muito que apreender.

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