Patek Philippe, Breitling, Rolex, Montblanc, Tag Heuer…

Escolha a marca de qualquer um desses grandes e caríssimos relógios, e outros mais. A que você quiser, devidamente falsificada, é oferecida a cada dia, pelo preço máximo de 400 e poucos reais, por meio de e-mails de empresas brasileiras que têm sites estabelecidos, devidamente registrados, com “.com.br” e tudo, e trabalham, como comerciantes decentes, com todos os cartões de crédito.

E no entanto, como sabemos, estão pirateando produtos originais e cometendo um crime.

Mas tudo é feito às claras, os emails são enviados a milhares de possíveis compradores, e nada acontece. Sei de amigos que denunciaram o fato pelo email do site da Polícia Federal, encarregada de reprimir esse tipo de crime, e – sem surpresa para mim – nem resposta receberam.

Há recursos para localizar os servidores que abrigam esses sites, bem como para identificar de onde partem os emails e ir atrás dos bandidos. Mas quem é que se interessa? Há crimes muito mais graves por aí, e também não acontece nada, não é mesmo?

Em cidades como São Paulo, Rio, Brasília e Belo Horizonte, até crianças sabem onde se vendem produtos de grife falsificados – menos, é claro, a polícia.

Depois o governo estrila quando nações desenvolvidas colocam o Brasil como país que não combate suficientemente a pirataria.

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10 Comentários

Thiao Ramos em 16 de outubro de 2013

O produto tem uma qualidade tão boa que nomeá-lo pirata é quase uma ofensa. As réplicas possuem qualidade superior aos Technos, Dumont e adjacências fabricados na Zona F. de Manaus. Fora o que todos nós sabemos: país do imposto, da carga tributária, da corrupção impune... isso é mera consequência. Compro o que posso fora do país e sei que inevitavelmente isso valoriza a moeda americana e deprecia o Real.

clovis francisco coelho em 08 de março de 2013

comprar um relógio pirata, não tem nada de mais, ora, se não posso comprar um patek philippe, compro um falsificado, que custo em torno de 400,00, o dia que tiver 20.000,00 compro o original, neste pais da corrupção, isto é um crime de menor expressão. vão atras do grandes eles sim que sonegam a todo dia, e não há crime para eles.

Edson em 05 de agosto de 2011

Caro Edson, seu comentário continha link para uma promoção comercial, que não publico. Lamento ter tido que suprimi-lo. Abraço

José Geraldo Coelho em 02 de maio de 2011

Inrrolex.

Prof Helena em 30 de abril de 2011

Ricardo, o próprio governo incentiva a pirataria, cobrando impostos e mais impostos em cima dos produtos. Comprei em Los Angeles um ps3 para o meu netinho. Paguei 250 dólares mais quase 10% de taxa. A mesma plataforma custava nas lojas brasileiras quase 2 mil reais. O Guitar Hero me saiu em rebate por 30 dólares mais 10% de taxa. Aqui? Quase 500 reais. Não dá né? Essa discrepância reflete no consumo.

Márcio em 30 de abril de 2011

Quanta ingenuidade, meu caro... Um amigo meu trabalhou para uma grande empresa de artigos de luxo. Segundo ele, quando a polícia faz batidas para pegar produtos falsificados é porque a empresa pagou para os policiais fazerem a sua obrigação funcional. Denúncia sem caixinha não vale. Ingenuidade? Puxa, eu não imaginava que isso que você conta pudesse acontecer no Brasil. Nem em sonhos...

Vera Scheidemann em 29 de abril de 2011

Mais um título desabonador - o país da pirataria. Vera

sidney em 29 de abril de 2011

Setti Podes esquecer ok !!!! O - FOCO - esta em outras coisas mais ( digamos assim ) : RENTAVEIS neee !!! As nossas ? FRONTEIRAS/CONTROLES , estao desguarnecidos a tempos e ; soooo se fala , fala , mudancas ?? nenhuma. Tem jeito nao meu !!! Abracos

Dr Evil em 29 de abril de 2011

Ricardo, Por aqui tambem vendem esses relogios. Chamam de replica. Esse site ate da uma explicacao sobre os produtos que vende: http://www.superior-replica.com/ "Réplicas"? É assim mesmo que o pessoal costuma chamar. Como diria o José Simão, "tucanaram a pirataria". Abração

pericles em 29 de abril de 2011

Perguntas: Quem está vendendo? Quem é o beneficiário do lucro? "Em cidades como São Paulo, Rio, Brasília e Belo Horizonte, até crianças sabem onde se vendem produtos de grife falsificados – menos, é claro, a polícia" É, os locais são públicos e notórios; o preço das mercadorias é o mesmo de Ciudad del Este. "Depois o governo estrila quando nações desenvolvidas colocam o Brasil como país que não combate suficientemente a pirataria." E quando pessoas jurídicas e físicas sonegam impostos.

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