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Jimi Hendrix (Foto: Michael Ochs Archives/Getty Images)

Daniel Setti

Confirmando boatos que pipocam na internet desde 2004, André 3000, 36, rapper da dupla OutKast – responsável por um dos álbuns mais espetaculares da década passada, o duplo Speakerboxxx/The Love Below (2003) – vai mesmo interpretar Jimi Hendrix (1942-1970) no cinema. A biopic, batizada All is by My Side (“Tudo está do meu lado”) e que foca os anos de 1966 e 1967, início da carreira solo do mítico guitarrista, começa a ser rodada no final do mês na Irlanda e ainda não tem data para estrear.

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André 3000 (Foto: divulgação)

Exemplos de boas cinebiografias de grandes músicos estreladas por atores profissionais não faltam: Bird (1986), sobre Charlie Parker (1920-1955), com Forest Whitaker;  Cazuza – o Tempo não Para (2004), protagonizada por Daniel de Oliveira; e I’m not There (2007, no Brasil: Não Estou Lá), que traz a sensacional Cate Blanchett entre em um dos vários Bob Dylans retratados. Entre outras.

Mas são poucos os casos em que músicos reviveram colegas de profissão na telona. Relembrem alguns abaixo:

O mítico saxofonista Dexter Gordon (1923-1990) e sua surpreendente interpretação de um personagem baseado em outros dos ícones do jazz, o pianista Bud Powell (1924-1966) e o saxofonista Lester Young (1909-1959), em Round Midnight (1986).

Jamie Foxx (mais conhecido como ator, mas que também mantém carreira de músico), a perfeita reencarnação de Ray Charles (1930-2004) em Ray (2004).

Beyoncé, que na pele de Etta James (1938-2012= em Cadillac Records, de 2008, não convenceu plenamente. (É boa moça demais, e canta com firulas demais, para a junkie barra pesada Etta).

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1 comentário

Marco em 15 de maio de 2012

Dom Setti: Daniel, acho importante esse tema q tu levanta,eles q fornecem a bela alegria em sua arte para todos, será q sabem desfrutar a vida q chegam a aspirações sublimes pela arte com grandiloquência,uma arte impunemente de sucesso, e uma vida pessoal perigosa, tumultuada. Isso pode ser extravagância ou inocência... Abs. Caro Marco, acho que também podemos acrescentar, paradoxalmente -- para quem morreu tão cedo --, sede de viver, não? Abração do Daniel

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