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Banana em Nova York é mais barata 

Amigos, esta notícia é de ontem, mas não resisti em compartilhá-la com vocês aqui no blog. Vejam aonde nos leva a excessiva valorização do real junto com o chamado “custo Brasil” — juros altos, estradas ruins, armazenamento deficiente, falta de transporte ferroviário, uma cavalar carga tributária…

O levantamento, interessantíssimo, foi publicado pelo Estadão.

Não são apenas os produtos industrializados ou sofisticados que estão mais caros no Brasil do que em países desenvolvidos. Algumas frutas tropicais já são encontradas em supermercados de São Paulo por um preço mais alto do que em lojas na cidade de Nova York, segundo levantamento feito pelo professor de economia Alcides Leite.

A banana yellow (similar à banana prata no Brasil) é encontrada no supermercado The Food Emporium de Nova York por 2,78 reais o quilo. Em São Paulo, o supermercado Sonda vende banana prata por 3,23 reais; o Pão de Açúcar, por 5 reais o quilo, segundo o site das empresas.

A pesquisa faz parte da série “Quanto custa?”, que o Radar Econômico publica toda quarta-feira, comparando preços de um mesmo produto no Brasil e no exterior.

Veja quanto custam, sempre em reais, frutas diversas em dois supermercados de São Paulo e dois de Nova York.

Banana prata (kg)

São Paulo (Pão de Açúcar): 5,00

São Paulo (Sonda):  3,23

Nova York (D’Agostino): 3,48

Nova York (Food Emporium): 2,78

Manga (tipo Haden /kg):

São Paulo (Pão de Açúcar): 5,59

São Paulo (Sonda): 5,18

Nova York (D’Agostino): 5,40

Nova York (Food Emporium): 6,00

Mamão (papaya /kg)

São Paulo (Pão de Açúcar): 4,35

São Paulo (Sonda): 3,90

Nova York (D’Agostino): 3,52

Nova York (Food Emporium): 4,10

Coco ralado (100g)

São Paulo (Pão de Açúcar): 2,88

São Paulo (Sonda): 3,14

Nova York (D’Agostino): 1,44

Nova York (Food Emporium): 1,83

Água de coco (330 ml):

São Paulo (Pão de Açúcar): 2,20

São Paulo (Sonda): 2,97

Nova York (D’Agostino): 2,93

Nova York (Food Emporium): 3,40

Abacate (unidade)

São Paulo (Pão de Açúcar): 2,49

São Paulo (Sonda): 2,49

Nova York (D’Agostino): 3,98

Nova York (Food Emporium): 4,46

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Luiz De Itajaí em 05 de setembro de 2011

Pelo que vi na reportagem, no caso da banana compararam coisas diferentes. Banana caturra em NY e banana Prata em SP. A Prata normalmente custa o dobro do preço no varejo. Mesmo assim, o nosso câmbio vai acabar com a fruticultura brasileira. Faz poucos dias, eu li uma notícia que os ministros das relações exteriores e da agricultura querem liberar a importação de bananas, para agradar seus amiguinhos pseudo "rojos" equatorianos. As multinacionais bananeiras vão ficar mais ricas, explorando os agricultores equatorianos, e os nossos fruticultores familiares vão quebrar. Isso, sem contar os riscos fitossanitários para o país. Pura irresponsabilidade e despreparo governamental.

Capitán Rodrigo em 04 de setembro de 2011

Custo Brasil é o conluio e a picaretagem de empresários inescrupulosos (que praticam preços exorbitantes, com margens únicas no planeta) associados à canalhice do Governo (que devora, sem qualquer sentido social, 40% do que os brasileiros produzem). Enquanto o brasileiro se ferra, os coronéis nordestinos e vários associados do centro-sul aumentam seu poder e sua conta bancária. A degradação do Brasil é tão grande e intensa que já não alcançamos sequer o status de república bananeira. Definitivamente, Sarney conseguiu exportar a revolução dos anos 50, 60, 70, 80, 90 e 2000 que promoveu no Maranhão para o resto do Brasil. Bênção, painho!

Roberto em 02 de setembro de 2011

A República das Bananas agora é a República das Bananas MAIS CARAS DO MUNDO!!!

Joan em 02 de setembro de 2011

Não é real valorizado e sim dolar desvalorizado, e do jeito que a coisa vai, não falta muito para ninguem querer mais dolar. Só mesmo o Brasil para comprar dolar para fazer reservas. Eu prefiro reserva de esterco de vaca a de papel pintado de verde, sem valor de nada.

Alaércio Flor em 02 de setembro de 2011

Sim, nós temos bananas e a maior corrupção do mundo.Para cada real pago, corre a informação que um real é sonegado e não é pelos pequenos empresários,não.Logo temos banana mais cara que Nova York, e temos os maiores cachos de corrupção, e um Governo de Faxina e fachada,,,,O Ministerios dos Esportes é a bola da vez...Bananas é bom para controlar a pressão e açucar no sangue, há essa vantagem.

selminha em 01 de setembro de 2011

Setti, estive em NY em maio e pude comprovar, em um supermercado chique, (que fica no sub-solo de uma galeria junto ao Columbus Circle), para meu espanto, que o preço de um pote de castanha-do-pará, de 200 gramas, custa o mesmo que aqui no Rio, em supermercados populares. O mesmo vale para a castanha-de- cajú. É o nosso salário nem se compara ao dos americanos! Somos explorados de todos os jeitos. O incrível, Selminha, é que ambas as castanhas vêm... daqui! Abraços

cacalo em 01 de setembro de 2011

setti, com a agravante de que muito pouco do valor pago vai para o produtor...

Ronaldo em 01 de setembro de 2011

Isso é o resultado de tanto imposto, muita corrupção e pouca infraestrutura.

patricia m. em 01 de setembro de 2011

Ah, eh claro, esqueci de um detalhe: os precos nao sao caros apenas devido ao CAMBIO, mas devido a IMPOSTOS tambem. O governo brasileiro eh NOTORIO nessa tarefa, temos carga tributaria igual paises de primeiro mundo enquanto somos uns pobretoes de terceiro. Tudo isso para financiar Ze Dirceu e a corja que tomou conta do Planalto. A carga tributária cavalar está lá, no texto, cara Patrícia. Vc tem toda razão quanto a isso.

patricia m. em 01 de setembro de 2011

Setti, credito rural no Brasil EH BARATO. A nossa agricultura eh subsidiada como toda agricultura em qualquer pais. Dito isso, os precos dessas commodities sao mundiais. Porque o cambio esta caro, o produto esta caro. Facil assim. . Agora, vendo os "precinhos" do querido Pao de Acucar (sempre o mais caro!!!), cada dia fico mais feliz em saber que eles nao conseguirao NUNCA arrematar o Carrefour. Deus nos livre do monopolio do Pao de Acucar. Detesto a rede com todas as minhas forcas. Você tem razão quanto ao crédito rural, que tirei do post. Mas o preço não é só por causa do câmbio, não, não é mesmo? A nossa ilustre e cavalar carga tributária e tudo o que constitui o custo Brasil bate forte. Se não fosse o custo Brasil, a banana "barata" de Nova York estaria sendo importada daqui, e não da América Central ou mesmo da África. Sim, come-se banana da África nos EUA a bons preços. E, pelo que vemos, a nossa banana já é cara até para nós.

Reynaldo-BH em 01 de setembro de 2011

Setti, se me permite, volto ao assunto. talvez abusando do espaço que sei, não é meu, mas nosso. de todos. Assim se achar que estou sendo abusivo com tantos comentários, sinta-se à vontade para não publicar. Li a ata do COPOM. E diversos comentários, especialmente do Fernando Cazian (da FSP) que tenho como um especialista isento. Além dos analistas financeiros. Fica a sensação, com a ata, de que efetivamente houve uma interferência do Planalto nesta que seria a última barreira contra as investidas políticas e/ou populistas deste (des)governo. Dilma reuniu-se com Mantega e com Tombini, do BC. Mesmo com os desmentidos (eo contrário, reforçam esta sensação) de Ideli e Gilbertinho, parece ter havido uma pressão neste sentido. A ata do COPOM, fala em declínio da atividade econômica no BR. O discurso que fazia a cabeça dos tais "desenvolvimentistas" do governo Lula, que eram sempre (e somente) gastadores. mesmo o Fernando Canzian entendendo e apoiando a decisão, me permito (que sou eu?) discordar. Esta taxa de juros em queda, mesmo sem viés, será decisiva para um consumo ainda maior como se vivêssemos em uma ilha. Sem que houvesse uma crise mundial. Um incentivo à irresponsabilidade financeira. Por outro lado, em nada auxilia a correção da moeda hipervalorizada. Continua sendo atrativo para especuladores, ter o Real como "ação" de compra e venda. Dane-se a indústria nacional. O resultado pode ser mais inflação. E me parece óbvio, que a crise cambial persiste. Lembre-me de Mário Henrique Simonsen que dizia: "A inflação aleija. A crise cambial mata!" Tomara que a nós não sejamos o aleijado que morre depois de um tempo... Já vi este filme! A gente morre no final! O espaço efetivamente é dos leitores, amigo Reynaldo. E curioso você tocar no assunto porque acabo de postar um texto sobre a interferência política na decisão do BC. Concordo em linhas gerais com tudo o que você escreveu neste comentário. Abração

Jefff em 01 de setembro de 2011

Que absurdo esses preços!

Kleyner Arley em 01 de setembro de 2011

Setti, Discordo da afirmação de que o crédito rural é caro no Brasil. Trabalho no Banco do Nordeste e a taxa de juros para o segmento rural varia de 0,75% a.a. até 6,75% a.a.

Mirian em 01 de setembro de 2011

Pois é, caro Setti, teremos que mudar aquela célebre frase: "a preço de banana"... qual seria nossa referência atualmente, para definir algo barato? Talvez: a preço de enxoval de bebê... em Miami. Tristeza! Sua sacada é de rir, mas a situação é mais pra chorar, não é? Obrigado por seu comentário, Mirian. Abraço

carlos nascimento em 01 de setembro de 2011

Estamos quase chegando lá........ A passagem do "apedeuta" e seus asseclas pela gestão do Pais, irá nos levar à bancarrota, quando a capacidade de sustentar (juros altos) o fluxo de capitais externos exaurir, a queda será brutal, ai o povo brasileiro vai descobrir quem foi o grande criador da era do "nuncaantesnahistóriadessepaís", os sinais estão claros, ninguém brinca com câmbio impunemente, o coice vai ser duro, nessa área quando não mata, fica aleijado.

Caps em 01 de setembro de 2011

Fui ver as cotações no site da CEAGESP: Banana prata: 1,41 (Kg) É um dos lugares mais baratos, mas é por atacado e não tem serviço de delivery... tem que ver quanto custa a banana no equivalente de NY (não faço idéia!) http://www.ceagesp.gov.br/cotacoes

Reynaldo-BH em 01 de setembro de 2011

O preocupante neste cenário que a banana ilustra bem, foi a decisão de ontem do COPOM. Não sou economista. Somente curioso, embira reconheça que minha curiosidade me leva a perder (ou ganhar ) noites de sono tentando achar uma lógica nestas coisas. Sempre defendi o BC independente. Passei a confiar nesta nova postura do BC, como guardião da moeda e estabilidade. Começo a ter dúvidas. Vou esperar o dito relatório do COPOM, onde as causas são explicitadas, para tentar entender. Por hoje, não entendi. No extremo, pode parecer que o Planalto exigiu/influenciou/determinou uma queda de juros em um cenário mundial que indicava o contrário. No outro, um movimento de recuperação de uma economia (a do Brasil) que patina e começa a perder forças. Não sei. Enfim, cachorro mordido por cobra tem medo de salsicha! E haja soro antiofídico!

Daniel Cohen em 01 de setembro de 2011

Esse é o resultado de uma política cambial e de oneração as folhas de pagamento, embasada na irresponsabilidade.

Think tank em 01 de setembro de 2011

A aberração fica mais evidente se considerarmos que somos país das bananeiras. Evidencia de que o maior latifúndio improdutivo, MST, sustentado com nosso imposto esteja gerando estas aberrações, pois faz parte do custo Brasil também. Cuba que um dia foi o maior exportador de açúcar na era do Fulgencio Batista, passou a importar com o ditador Fidel Castro. Quem sabe um dia estaremos importando bananas e coquinhos...

LUIZ VALENTIM em 01 de setembro de 2011

GOSTARIA QUE VOCE ANALISE A QUEDA DE JUROS DO COMPOM. ONTEM FIQUEI PASMO,POIS,UMA GRANDE REDE DE TELEVISÃO DIVULGAVA COMENTÁRISO CONTRA A OPORTUNIDADE DA QUEDA E ENTREVISTAVA REPRESENTANTES DE BANCOS CONTRÁRIO A QUEDA, MAS, A MINHA PASMEIRA É QUE QUANDO O COPOM AUMENTAVA OS JUROS ESSA MESMA REDE DE TELEVISÃO CRITICAVA O AUMENTO E ENTREVISTAVA OS REPRESENTANTES DA IND´STRIA, DO COMÉRCIO E DAS CENTRAIS SINDICAIS QUE RECLAMAVAM, COM RAZÃO , DO AUMENTO . OS MESMOS ANALISTAS FAMOSOS DESSA REDE TEM "OPINIÃO DE OCASIÃO", ACHO EU, POSSO ESTAR ENGANADO?. Em princípio acredito na boa-fé dos analistas de TV. Não sou especialista no assunto, mas os especialistas de diferentes tendências não esperavam queda nos juros -- esperavam, isto sim, a manutenção da taxa anterior, como prudência do Banco Central diante da incerteza dos horizontes econômicos.

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