Há 245 países no mundo, 192 deles filiados à ONU.

De todos, somente 24 adotam, como o Brasil, o voto obrigatório.

Desses 24, 13 estão na América Latina.

O voto obrigatório transforma em dever o que deveria ser um direito, um direito sagrado, mas um direito, do cidadão.

Com o voto obrigatório, milhões de de brasileiros votam contra a vontade, sem interesse nas eleições, na política, sem se informar adequadamente sobre os candidatos, especialmente ao Congresso, às assembleias legislativas e às câmaras municipais.

O voto obrigatório é um dos causadores dos Tiriricas da vida.

Você não acha que uma boa reforma política poderia começar com essa providência simples, mas drástica, porque arraigada nos nossos costumes e, com certeza, conveniente aos políticos que se beneficiam de “puxadores” de votos, mesmo quando eles representam um mero desabafo, um protesto ou uma gozação?

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57 Comentários

Eurico em 02 de outubro de 2013

Ricardo, E o que falar da cereja do bolo do voto obrigatório que é: brasileiros que MORAM FORA do Brasil também são obrigados a votar !! Ou seja se obriga a votar quem muitas vezes nem tem a menor idéia do que acontece no Brasil e quem são os candidatos. Nada que é obrigatório pode ser considerado um direito. Tipico de ditaduras latinas. Abraços, Eurico

Fabio em 02 de outubro de 2013

Que democracia é esta que nos obriga a votar e se alistar no exercíto (p/homens)? Acho que a nossa constituição tem alguns erros que deveriam ser corrigidos e este tema é um deles. Outro caso à ser corrigido, seria tirar o artigo que permite a criação de novos partidos, não precisamos de zilhões de partidos e sim de políticos de qualidade. Por isto acho o sistema americano bem interessante com 02 partidos, isto permite uma analise melhor de cada candidato, coisa que é impossível no sistema brasileiro!

Apoc em 02 de outubro de 2013

É triste ler no texto da comissão que rejeitou o fim do voto obrigatório as palavras ditas pelo Aluísio Nunes do PSDB.

Alberto Leal em 29 de outubro de 2012

Pelo fim imediato do voto obrigatório, fim do título de eleitor e demais obrigações da apresentação deste documento, já para as eleições de 2014. Pelo fim da cadeia nacional de rádio da Voz do Brasil. Que esta rádio tenha suas próprias frequencias de transmissão. Chega, basta destes restícios da DITADURA!!!!! Isto é só para começar, pois tem muita coisa prá mexer, mas muita coisa mesmo!!!! Concordo TOTALMENTE com você, caro Alberto! Abraço

Thales Estevâo em 07 de outubro de 2012

O que a maioria esquece quando lida com a questão do voto obrigatório ou não é que a ideia de democracia sugere que deveríamos ter liberdade de escolher quem nos governa, mas, tal liberdade é totalmente destruída no momento que tornamos o direito de voto em uma obrigação. Não importa se a corrupção vai aumentar com o voto facultativo (não dá para ficar pior do que já está) o que importa é que o direito do cidadão votar seja garantido, e não transformado em um dever. Vamos acordar, os nossos líderes dizem que temos o direito de votar, quando na verdade somos obrigados a votar e são hipócritas o suficiente para nos fazer acreditar que estamos exercendo um direito e não um dever. Sou pelo fim do voto obrigatório (que nem deveria ser obrigatório), pois, em primeiro lugar é um direito (e não um dever) garantido pela constituição, e segundo lugar, quando é imposto o voto obrigatório o governo nos diz que não somos responsáveis o suficiente para votarmos conscientemente e por isso precisamos ser obrigados a votar, que é uma pura subestimação da mentalidade do brasileiro. Na verdade, com o atual regime de voto obrigatório a maioria que vota, não vota consciente, mas, vota em quem lhe fornece mais beneficências (se é que direito a educação, saúde e transporte são beneficências, já que somos nós que pagamos impostos para garantir estes direitos) o que constitui uma deturpação do que é o direito de votar.

jario pereira da costa em 29 de maio de 2012

gostaria que o voto obrigatorio fosse realidade pois so assim os politicos teriam mais responsabilidade em suas gestoes porque muitos compram votos. pergunto se somos nos que elegemos os politicos!porque nao fazer um plebiscito para saber se o povo adota o voto facultativo ou não. logico que somos nos que decidimos o futuro do pais entao deixem que o povo decida.

A. S. Goldak em 10 de abril de 2012

Penso que mais importante que o voto facultativo, seria implementação do voto relativo; ou seja, todos podem votar brasileiros (ou com mais de 10 anos no país, a partir dos 16 anos, contudo, p/ex., o voto de cada cidadão, conforme sua profissão e/ou experiência, teriam pesos. Quais sejam, p/ex.: Peso 1 - para todos a priori; Peso 2 - para maiores de 21 anos; Peso 3 - para maiores de 33 anos; Peso 4 - para maiores de 62 anos; ou Peso 5 - para eleições de candidatos (com notório conhecimento pertinente) a, novidade, Ministro (ou o equivalente a nível estadual e municipal), os esses eleitores deveriam ter mais de 33 anos e possuir pelo menos o ensino médio completo; ou Peso 6 - idem ao postulado para o peso 5, sendo, agora o eleitor bacharel; ou Peso 7 - idem ao postulado para o peso 5, sendo, agora o eleitor possuidor de mestrado; ou Peso 8 - idem ao postulado para o peso 5, sendo, agora o eleitor possuidor de doutorado; ou Peso 9 - idem ao postulado para o peso 5, sendo, agora o eleitor possuidor de pós-doutorado. Tudo carece de melhorias; e as únicas coisas certas nessa vida são a morte e as mudanças... Abraço Fraternal. Goldak.

Marcelo Monteiro em 06 de novembro de 2011

SOU TOTALMENTE A FAVOR DO FIM DESTA ANOMALIA DA DEMOCRACIA. A base das distorções na política brasileira é resultado de uma maioria desinteressada pelo Brasil que é obrigada a voltar. Que votem quem se importa!!! Mas certamente isso não interessa os (maus) políticos atuais, pois como vão cortar o suprimento de votos que os colocaram lá?

edidio oliveira dos santos em 14 de setembro de 2011

pelo fim do voto obrigatorio o cancer brasileiro

Vítor em 21 de março de 2011

Tiririca foi uma forma de expressar revolta com o estado da política brasileira. Na minha opinião se o voto não fosse obrigatório continuaríamos com o Tiririca e Romário lá. Essa é minha opinião, o que eu posso ter certeza é que nem eu nem o Sr. Blogueiro temos bola de cristal para afirmar tal fato!

Ricardo em 20 de março de 2011

Nas eleeiçoes passadas o indice de abstinencia foi elevado por causa do feriado. Esta abstinencia foi maior na classe media, mais informada e com dinheiro para viajar. A dita classe operaria é que votou em peso no PT e nos tiriricas. Infelizmente, no Brasil, o voto tem de ser obrigatório.

Theo em 19 de março de 2011

Sugestão aprovada!

Dielf em 18 de março de 2011

Seria interessante a longo prazo, pois no inicio so iria reinar os corruptos, pois as pessoas compradas mais facil, ou seja, so ia votar quem foi pago e quem quer alguma coisa do pais, mas como se trata de Brasil a grande parte será pq foi paga, ate que depois de algumas eleições vai ferrar tudo e ai é que vão começar a tomar consciência do poder do voto. Ainda assim prefiro Voto Livre, se nao aprende com palavras que aprenda apanhando.

Ulisses em 18 de março de 2011

Sem dúvidas, uma vez que melhoraria a qualidade dos eleitores e dos candidatos.

Anita em 18 de março de 2011

Político brasileiro é imediatista. PT e PSDB se uniram para aprovar projeto de lei facultando o voto ao maior de l6 e menor de 18 anos, com o exclusivo objetivo de chegarem ao poder, anulando a forma exemplar de mostrar aos jovens que para ganharem direitos precisam antes cumprir suas obrigações. Instalada a inversão dos costumes, temos jovens no pleno gozo de um direito e adultos entre 18 e 70 anos obrigados a votar. Voto obrigatório é mais um mecanismo de controle sobre os cidadãos, ranço ditatorial, tanto que o número do título de eleitor deve constar da declaração do imposto de renda.

JOSÉ CARLOS WERNECK em 17 de março de 2011

Perfeito.VOTO É UM DIREITO,JAMAIS UM DEVER.Nas grandes democracias o voto é facultativo.

SergioD em 17 de março de 2011

Ricardo, pelo que sei, voto é direito, não obrigação. Caso não fosse obrigatório não teríamos eleitos hoje no congresso tantos candidatos que classificaria no mínimo de pitorescos. Hoje ouvi na CBN um comentário da Lúcia Hipólito com o qual tenho que concordar. Você não acha válido que a Reforma Política engendrada por trás das paredes do Congresso não deva ser submetida a um referendo popular? Afinal, os parlamentares não deveriam perguntar nossa opinião sobre o assunto? Não me lembro de este ter sido um dos temas mais discutidos pelos candidatos ao Congresso no ano passado. Um abraço Caro SergioD, ninguém discutiu a reforma política porque a coincidência das eleições legislativas com as do Executivo fazem com que estas engulam aquelas. A descoincidência melhoraria a representação nos parlamentos por si só. De todo modo, a coisa não foi discutida também pelos presidenciáveis, a não ser em nível superficialíssimo, genérico. Acho difícil um referendo, porque as questões são várias. Como se faria o referendo? Com todas as mudanças submetidas a aprovação em bloco? Uma a uma? E para explicar tudo isso para mais de 100 milhões de eleitores? É difícil. Um abração

sheila lima em 17 de março de 2011

Concordo ,aprovo e assino embaixo!

firmino em 17 de março de 2011

Queria dizer, pelo fim do voto obrigatorio

firmino em 17 de março de 2011

Ricardo, se a reforma política começar pelo voto obrigatório e não progredisse além disso, já seria o que de melhor ocorreu nas últimas décadas em nosso país.

maria em 17 de março de 2011

Não voto, só justifico, há sete anos. E continuarei não votando enquanto for obrigatório. Que posso eu contra cestas básicas, bolsas família, promessas de um carguinho público? Nada.

ARAUJO em 17 de março de 2011

Já imaginou, o voto facultativo com o nosso povinho? Só ia dar os fanáticos do PT, votando e elegendo seus ÍDOLOS, e mentores. Se o povo em geral tivesse uma conciência politica e social nao precisariamos de voto OBRIGATÓRIO. Até lá, vamos como cordeirinhos

Carol em 17 de março de 2011

Sou contra o voto obrigatório, apesar de achar que todo mundo deveria votar. Não há como ficar alheio à política, numa democracia não participar também é participar. No entanto, não creio que o "voto Tirica" - e suas variações - se deva somente à obriagatoriedade de comparecer às urnas. Afinal, o eleitor tem a opção de votar nulo ou em branco. Tudo isso é muito discutível, não é mesmo, Carol? O principal, a meu ver, é aquela velha história de que, se os bons não se interessarem pela política -- como muitas vezes acontece entre nós --, seremos governados pelos... outros. Abraços

locolorado em 17 de março de 2011

Sr Ricardo , O votar em alguém , não é obrigatório . . . Existem as possibilidades do voto em branco e o voto nulo. sds.

Rodrigo em 17 de março de 2011

Apoiado!!!!!

Paulo Bento Bandarra em 17 de março de 2011

"Comissão do Senado aprova fim da reeleição e mandato de 5 anos"! . Como são criativos nossos "representantes"!!! Sempre trocando seis por meia dúzia para ficar tudo igual para eles apenas!

Vera Scheidemann em 17 de março de 2011

Apoiadíssimo ! O voto obrigaório é uma excrecência, um atraso ! Vera

@victoramorimcs em 17 de março de 2011

Só pra completar... Está aí um bom tema pra Enquete! Melhor do que discutir o uso de "abadás" hehehehe Ótima ideia. Vamos fazer! Abração e obrigado, caro Victor.

@victoramorimcs em 17 de março de 2011

Pegando leve com o Setti... Meus parabéns ao nobre noticiarista! Concordo em número gênero e grau. Política deve ser tratada por quem se interessa por política. Abraços.

Dawran Numida em 17 de março de 2011

Apoiado. Voto facultativo.

ulisses em 17 de março de 2011

Concordo totalmente, para mim na democracia verdadeira o voto é facultativo.

Mike em 17 de março de 2011

Não, isso é o menor dos problemas. Sindicatos, movimentos religiosos, PT, determinadas categorias profissionais vão ganhar um peso muito grande, desproporcional ao que realmente representam na sociedade. Não acho que o voto obritório crie distorções relevantes. A falta de voto distrital e de voto em lista é que são os problemas, na minha opinião

carlos em 17 de março de 2011

Caro Ricardo Concordo com a Cleide Bagliollo. Vide a Venezuela, onde o voto nao êh obrigatorio, e deu no que deu. nossas zelites nao dispensariam o feriado e aí nem metade dos 44 milhões compareciam as urnas!

Leonardo em 17 de março de 2011

Não concordo, apesar de o voto obrigatório ser maioria nos países, e ser uma das bandeiras das liberdades individuais, a democracia é uma coisa "recente" em todo o mundo, de modo que ainda estamos aprendendo a aperfeiçoá-la. O voto facultativo apesar de ser amplamente adotado, tem sido reiteradas vezes criticado. No Reino Unido e na França por exemplo, têm-se a percepção de que a negação do voto tende a afastar os cidadãos dos seus direitos fundamentais e leva a uma crescente perda dos programas sociais que dão tanto orgulho a esses países perante o mundo. Nos Estados Unidos por exemplo, apesar de lá não existir esse movimento pró voto-obrigatório, entra eleição e sai eleição, há o concenso de que o sistema eleitoral americano se tornou algo anacrônico, e a necessidade de uma reforma é algo quase concensual, mesmo que nunca saia do papel como aqui. Essa obrigatoriedade, talvez no futuro não seja vista como algo perverso, mas como algo fundamental ao Estado, assim como o pagamento de impostos, eleições marcam a vida de todos os cidadãos, mesmo que ele não saiba ou entenda isso.

Ixe em 17 de março de 2011

A AL é dona dos famigerados currais de voto. Independente de partido, os coronéis não abrirão mão do gado comendo na mão. Lembrando que o capo de todos os capos, o coroné dos coronés, é hoje o lulo-petralhismo.

Willian em 17 de março de 2011

Esse é o sonho dos demo-tucanos. Acabar com o voto obrigatória. Quem sabe assim eles conseguem voltar ao poder, né?

Jam Guimarães em 17 de março de 2011

Eu fico dividida sobre o assunto. Por um lado, acho que talvez o voto facultativo evitaria, como você diz, os "tiriricas" da vida, mas por outro lado, penso que qualquer que seja a situação, o brasileiro continuaria votando em "tiriricas", capisce? É mais uma questão de entendimento real do que significa Política, cidadania, Governo, ética e etc..Enquanto não conseguirmos ( veja bem, eu não digo que TODOS os brasileiros chegariam lá!), ao menos uma fatia maior da população instruída e letrada, sou sim favorável ao voto obrigatório- No fim, como dizem por ai, por tentativas e erros nós poderemos aprender sempre algo mais. Ps: Já fiquei muitos anos sem votar - por motivos de viagem, por não estar motivada, por estar fora da zona eleitoral (e nem ia pra fila justificar o voto!). Depois, sem pressa e sem prazo, ia ao cartório, pagava a multa, que custa na faixa dos 3 ou 4 reais e tudo era resolvido. Então, sinceramente, se a pessoa não quiser votar, que não vote! ( ok! Pode ser um saco ir ao cartório e tudo mais, peró..) Ps2: Ano passado votei com gosto! Minha última eleição tinha sido em 2002!!! E, hoje em dia, não quero perder por nada esse exercício de cidadania! Que, diga-se de passagem, sempre gostei ( tirei o titulo aos 16 anos). Viu? O tempo ajuda à amadurecer com a prática! Um abraço Fiquei sem votar para presidente durante toda a ditadura, e sem votar em ninguém até meus quase 30 anos porque morava em Brasília e lá não se votava também para governador, senador, deputado federal e deputado distrital (equivalente aos deputados estaduais). Então, prezo cada voto que dou como um tesouro, levo uma caneta de estimação para a seção eleitoral para assinar etc. E tem gente que não dá a mínima. Respeito sua opinião, mas acho que o fim do voto obrigatório resultará em voto mais consciente. Claro que haverá manipulações, legítimas, de corporações que votarão em bloco etc, mas isso já ocorre.

Estêvão Zizzi em 17 de março de 2011

O voto obrigatório é adotado no Brasil desde 1932, com o Código Eleitoral de Getúlio Vargas e permanece até hoje. O princípio da lei é bonito: todo cidadão poder ter a oportunidade de escolher seus representantes. Sim, seria muito bonito mesmo se não fosse por um detalhe: a pessoa tem que votar mesmo que não queira. Resultado: vota em qualquer um ou em quem já detém certo poder em uma região ou em quem compra voto. Em suma: Voto obrigatório: a maior contradição da democracia brasileira. www.linhadiretadoconsumidor.com

Picheu em 17 de março de 2011

Caro R7, acabar com o voto obrigatório só será possível se a parcela da sociedade que entende e se interessa por política e discorda do status quo conseguir se organizar e pressionar o Congresso Nacional. Por conta própria nossos ilustres representantes NUNCA o farão e as razões estão todas no seu post. Por que a parcela da sociedade que entende e se interessa por política e discorda do status quo? - Porque a parcela que não entende, por isso mesmo não se interessa, daí se torna presa falsa da demagogia e dos falsos profetas. Há também a parcela que entende e se interessa, mas concorda e se beneficia com o status quo, esta obviamente nada fará por mudanças. Esta parcela que entende, se interessa e discorda da bandalheira é menor mas potencialmente muito poderosa. O diabo é organizá-la.

patricia em 17 de março de 2011

SIM!!!!!! Votar é um DIREITO e não uma obrigação, sujeito a multas e penalidades. Ou deveria ser. Detesto ser OBRIGADA a votar! Aliás há muitos anos não voto justamente por causa disso. É a maneira que encontrei de ficar em paz com as minhas convicções. Podem criticar a vontade, mas acho uma afronta ser obrigada a votar.

Mendes em 17 de março de 2011

Filosoficamente sou a favor do voto facultativo, mas no cenário político-eleitoral do Brasil, acho perigoso. A parte boa do país, aquela que trabalha, paga impostos e não quer depender do estado preferiria não "sujar as mãos" com o voto e deixaria o campo livre para os eleitores de cabresto, os cabos eleitorais, os dependentes das diversas bolsas, etc. O voto facultativo seria a última parte e não a primeira uma reforma política digna desse esse nome, a qual teria que contemplar o voto distrital ou, no mínimo, voto distrital misto, regras rígidas para limitar o número de partidos e fidelidade partidária. Alguém acredita que os políticos farão uma reforma com essa agenda?

SCF em 17 de março de 2011

PERFEITO, Setti! Sempre achei isso! Todo o lixo eleitoral atual vem de épocas de ditaduras (e mantido pelos cegos da Constituinte de 1987). O voto obrigatório é da época do Vargas, com o objetivo de "forçar o cidadão à conscientização e participação política". Quase 80 anos depois, é evidente que isso fracassou, então não há mais motivo para manter essa estupidez. No começo será difícil, com baixa participação, mas com o tempo a real conscientização política nascerá. Com relação à Cleide Bragliollo (17/03 13:23), creio que com o fim da votação forçada, as bases do PT serão na verdade desmobilizadas, e os militantes restantes serão poucos. (E sem dinheiro, caso consigamos também o fim do obsceno imposto sindical obrigatório, outra herança do Vargas!)

Carla em 17 de março de 2011

Ricardo, eis o tema mais importante do Brasil, fim do voto obrigatório, a maior falta de democracia em um país que se diz democrático..Vamos levantar essa bandeira!!! assim quero ver as famílias oligarcas do nordeste se elegerem...e outros tantos por ai sem vocação para a política. Parabéns , acertou no tema mais uma vez. Obrigado, Carla. Abraços

Luiz Carlos Pontes em 17 de março de 2011

Sem dúvida esta seria a primeira providência num país que reverbera a democracia. Se perante a lei o menor é inimputável mas o seu voto é válido.Ademais, para piorar, o voto do analfabeto também é válido! Particularmente,não concordo que o deputado Tiririca foi eleito devido ao voto obrigatório e sob forma de protesto da sociedade. Embora o brasileiro não tenha cultura suficiente para discernir entre um tiririca e outro deputado qualquer. No entanto, sob o meu prisma melhor um tiririca que nada vai fazer que outro seu par vá meter a mão no dinheiro público. Pois, todos sabemos que é prática rotineira, segundo mostra a mídia diuturnamente. O Brasil é um país cujos deputados e senadores tem maior renda e benesses. Segundo a constituição, ela própria, não permite a extinção de deputados e senadores mas seria a melhor opção. Direito de votar não é obrigado mas de comparecer às urnas e assim faço, não acredito em político, infelizmente.

Glauco Magalhaes em 17 de março de 2011

Caro Setti, Maravilhoso começo para uma reforma política digna do nome. Mas, infelizmente, sem chance. Com efeito, os "reformadores" sabem com sobras que eles estão lá graças a essa estupidez do voto obrigatório. Portanto, conformado mas curioso, gostaria de saber o nome dos 24 países que ainda adotam esta obrigação anacrônica. Já agradeço, abraços. Glauco Magalhães Obrigado, caro Glauco. Tenho a informação, mas não a relação. Vou ver se consigo com minhas fontes. Um deles, ex-ministro do TSE, deve saber. Um abraço

Mauro Pereira em 17 de março de 2011

Caro Ricardo Setti, boa tarde. A cultura do poder está tão enraigada no estado brasileiro que, embora democrático (pelo menos a eleição é direta e livre), insiste em obrigar o cidadão a ter direitos, como é o caso do voto obrigatório. Essa é apenas uma das excrescências jurídicas que necessitam ser varridas urgentemente do nosso modelo eleitoral. Por acaso o caro amigo teria condições, técnicas é óbvio, pois conhecimento tem e muito, com certeza, de publicar algum artigo sobre o Parlamentarismo? Seria muito bom sonhar novamente com essa possibilidade. Obrigado por sua constante presença, sempre enriquecedora, caro Mauro. O parlamentarismo é um grande regime, acabaria com o sistema "sinhôzinho" que temos no Brasil, onde os governantes são reis e os parlamentos desconhecidos e ignorados pela população. Mas não creio que jamais vingue. De todo modo, pretendo, sim, comentar o assunto no blog oportunamente, como já fiz em outros veículos, no passado. Abração

Ricardo - Rib Preto em 17 de março de 2011

Acho que o comportamento da classe política mudaria se o voto não fosse obrigatório. Sou totalmente contra o voto obrigatório, mas só isto não basta. Além de não ser obrigatório, teríamos que ter o voto distrital, para que o político ficasse mais comprometido com a região que o elegeu e também acabar com o senado.

rodrigo em 17 de março de 2011

apoiado. não seria o caso de instituir um abaixo-assinado ou algo similar para pressionar o congresso a adotar este preceito? É algo por aí, porque a iniciativa popular prevista na Constituição -- como a que resultou na Lei da Ficha Limpa, ideia genial -- só vale para apresentar projetos de lei ao Congresso, e não de emenda à Constituição. O voto obrigatório está previsto na Constituição. Abraços

Paulo Bento Bandarra em 17 de março de 2011

Eu tenho dúvidas de que o voto em Tiririca seria evitado! Não vejo Lula muito melhor do que o palhaço ingênuo. É mais maquiavélico apenas. Também não sei se um bolsa família não é muito mais prejudicial e forçaria as pessoas reféns dele votar, enquanto outros não teriam a mesma motivação. O que tenho certeza é que destes políticos que estão aí é que não sairá nada que preste para o eleitor. Estes políticos se lixam para a opinião do povo e representam apenas a si mesmos. Veja o resultado do referendo do desarmamento! Eles odeiam ouvir o povo. Só com uma constituinte com representação apenas de eleitores sem políticos de carreira poderia sair algo mais razoável.

Davi em 17 de março de 2011

Acho que tem coisa não deveria ser obrigatória. Como o alistamento no exercito o voto que é o assunto em questão. Nos EUA, nem um e nem outro é obrigatório e nem por isto a população deixa de votar ou de se alistar nas forças armadas americanas. A unica coisa que me parece ser boa e não copiamos deste país é este nacionalismo que eles tem o ano todo e não apenas em Copa do Mundo.

Esron Vieira em 17 de março de 2011

Concordo com o voto voluntário e direto. Os votos seriam mais concientes e quando alguem se queixasse dos políticos sem ter votado, indicaríamos o voto como forma de atuação do cidadão na politica. Curiosamente, gostaria de saber quais são os argumentos apresentados por quem quer o voto obrigatório.

cleide bragliollo em 17 de março de 2011

Caro Ricardo Sempre que ouço ou leio sobre a defesa do voto facultativo, me sinto uma voz isolada porque, confesso, sou totalmente contra. Pelo menos neste momento político que o Brasil atravessa. Sabe qual seria o resultado do fim do voto obrigatório? Os candidatos do PT se perpetuariam no poder executivo e no legislativo, seja na esfera municipal, estadual ou federal. O único partido realmente “profissional” é o PT que, favorecido pelo amadorismo da oposição, atua de maneira orquestrada e objetiva. Esse é o partido que conseguirá levar seus eleitores às urnas, inclusive porque não tem compromisso com a verdade ou com a coerência. Além disso, conseguiu agregar em torno de si toda uma gama de correntes que hoje se alimentam dos cofres públicos. Sindicalistas, MSTs, ONGs de fachada, imprensa engajada, intelectuais parasitas saberão motivar o eleitor do PT, movidos pelo brilho do pote de ouro no final do arco-íris. O resto do povão ficará em casa se chover ou irá para a praia se fizer sol. Ou pior: desiludido sacudirá os ombros em sinal de indiferença. Num cenário ainda mais sombrio, comparecerá às urnas se movido pelo surgimento – ou ressurgimento - de um “mito”. O voto facultativo só funcionaria se nosso povo tivesse outro nível de educação e fosse politicamente bem informado. Para mim, voto facultativo é sinônimo de muitas décadas de PT no poder. E isso é assustador!

Silvio em 17 de março de 2011

O voto deve ser visto como um direito e não como um dever. Exerce tal direito aquele que se sentir mais comprometido com o futuro do país.Mas não seria somente esta a mudança, pois temos também problemas com a representatividade dos eleitores. Pela regras atuais, um voto no Acre tem valor superior a de um eleitor de São Paulo. Outra desigualdade é a representatividade numérica de senadores que não guarda relação com o tamanho da população dos estados;são 3 senadores por estado, independentemente de um ter 42 milhões de habitantes e outro 2 milhões.Teríamos também que limitar o número de partidos, exigindo-se um quorum mínimo eleitoral (ex, 5%) de representatividade para que se aprove um novo partido. Ou seja, em matéria política nos encontramos na idade média, fato este que por si só, reduz sensivelmente nossa capacidade de desenvolvimento.

Clayton Marcico de Oliveira em 17 de março de 2011

Caro Setti,NA MOSCA! A primeira mudança pra valer de verdade na reforma eleitoral é a validade a partir das proximas eleições do voto facultativo. Esta medida faria o cidadão interagir de verdade com seu escolhido. Conte comigo, enquanto o voto for obrigatorio o meu sera nulo. Clayton

Santos em 17 de março de 2011

Por que citas o Tiririca? Nesta altura do mandato não se ouviu falar que ele tenha cometido alguma irregularidade. Terias exemplos melhores a citar, alguns veteranos. Não vejo nenhuma relação entre o voto ser ou não obrigatório e a possibilidade de que não sejam eleitos políticos de fato comprometidos com a ética e o decoro. Existem outras variáveis que poderiam explicar melhor o fato de termos estes "ilustres" representantes. Posso começar citando a falta de uma justiça eficaz, que de fato puna os infratores.

Jota em 17 de março de 2011

Assino embaixo. Voto obrigatório é um conta-senso. Deveria votar apenas quem realmente QUER VOTAR, ou seja, quem dá valor e sabe da importância do ato.

Frederico Hochreiter/BH em 17 de março de 2011

Tem toda razão, Setti. Mas seria esperar demais que os sobas dos grotões apoiassem isso. Aliás, convenhamos, ninguém acredita mesmo em reforma politica como algo visando interesses do país. Você faz sua obrigação falando a respeito como se fosse algo sério mas, no intimo, também deve saber que esta, como tantas outras, não vai mudar absolutamente nada de fundamental. Acha que a boquinha dos suplentes vai ao menos ser discutida? Voto distrital? A regra de cada cidadão um voto? Nunca...

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