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Refugiados africanos em barcos precários: os 20 mil que já morreram afogados jazem “na maior fossa comum do planeta”

Amigos, leiam esse comovedor texto com que o jornalista Rossend Domènech, correspondente em Roma do jornal espanhol El Periódico, de Barcelona, iniciou uma de suas mais recentes reportagens sobre o drama dos refugiados dos conflitos e levantes no norte da África que tentam, pelo Mediterrâneo, chegar a diferentes pontos da Europa. Como faziam os desesperados boat people que fugiam, em barcos precários ou improvisados, da guerra do Vietnã nos anos 70, ou então os balseros de Cuba que arriscam a vida da mesma forma para escapar da ditadura rumo à Flórida, nos EUA:

Com quase 20 mil mortos, é a maior vala comum do planeta. As revoltas populares do norte da África e a guerra na Líbia colocaram o Mar Mediterrâneo de novo no centro do mundo, como foi nos séculos passados, mas transformando-o também no túmulo de africanos desesperados.

Segundo a Fortress Europe, agência especializada em emigração, desde 1998 até 2010 morreram afogadas no Mediterrâneo 16 mil pessoas que buscavam uma vida melhor do outro lado do mar.

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Refugiados do norte da África na ilha de Lampedusa, na Itália

Desde janeiro passado chegaram às costas italianas 35 mil pessoas procedentes da Tunísia e da Líbia. Mas, ao mesmo tempo, entre 800 e 900 pessoas morreram afogadas na tentativa, segundo a ONU, que está tentando confirmar outras 600 perdas de vidas humanas. “Quem sabe quantas mais deve haver!”, comenta com amargura para este jornal Laura Boldrini, porta-voz italiana da ACNUR, o Alto Comissariado da ONU para Refugiados.

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10 Comentários

Catossi em 20 de maio de 2011

Esse é um drama real. Drama também, é o jogo político mundial que assiste (usam) a ação dos políticos daquele continente que usurpam do poder para sufocar os mais fracos e mantê-los 'escravos'. Creio que muitos ocidentais precisam ouvir falar do Amor de Deus e arrependerem-se de suas decisões.

Geneurônios em 20 de maio de 2011

Controle de Natalidade. Para o Brasil também. Mas isto não interessa aos governos e nem às religiões. Para estes, quanto mais pobres, desesperados e analfabetos houverem, mais fácil fica ganhar dinheiro.

Paulo Bento Bandarra em 19 de maio de 2011

Alberto Porém Júnior nós dá uma boa notícia. Em vez de um milhão de perdas de vidas humanas, ocorreu só um décimo do que a esquerda espalha por aí! Ele só esqueceu que a maior parte da perdas se devem a mortos por jihadistas que explodem os religiosos da seita contrária e não pelas tropas.

Newman em 19 de maio de 2011

Sou contra esses fluxos imigratórios totalmente descontrolados. Não falo isso por xenofobia, apenas como constatação do óbvio. A Europa não tem mais como abrigar tanta gente assim, centenas de milhares que chegam por ano, sem abrir mão da qualidade de vida de seus cidadãos e dos serviços públicos prestados. Esses imigrantes fatalmente irão para os grandes centros urbanos onde irão viver uma vida marginalizada (ok, talvez melhor do que nos seus países de origem) e habitando áreas pobres que tornarão ainda pior a vida dos antigos imigrantes que lá habitam. Se fosse um organismo vivo, diria que as artérias da Europa estão prestes a explodir com essa questão da imigração.

locolorado em 19 de maio de 2011

A Ironia dos bombardeios . . . já que a Europa via Otan queria " libertá-los , pelo menos os receba , como libértos . Depois , divida-os com as nações que compoem a Otan.

Vera Scheidemann em 19 de maio de 2011

Essa situação é tão triste, mas tão triste, que nem sei o que dizer. Posso, apenas, me comover. Vera

patricia m. em 19 de maio de 2011

Todo mundo dizendo que os imigrantes vem por causa da instabilidade no norte da Africa, agora voce me responda entao por favor: por que a maioria deles eh negra? Os conflitos sao na Libia e os libios nao sao negros, por que os negros da Africa Subsaariana estao aproveitando para se mandar para a Europa? Eu te respondo: porque Kadhafi era quem fazia a peneira e nao deixava os africanos se mandarem para a Europa. Mais uma vez, a Europa deu tiro no prorio pe'...

Paulo Bento Bandarra em 19 de maio de 2011

Acho que a vala do Caribe ainda tem mais cubanos mortos do que o mediterrâneo. Mesmo assim, o comunismo não foi até hoje banido por lesa humanidade!

Alberto Porém Júnior em 19 de maio de 2011

E o maior cemitério de guerra é o Iraque. Desde a invasão em 2003 o número é 100 mil civis mortos. Uma salva de palmas para os EUA! Grande defensor da democracia! Liberdade para todos, até de seus corpos... Bagdá, 30 dez 2010(Prensa Latina) Os civis mortos no Iraque desde a invasão estadunidense a esse país em março de 2003 variam entre 99.285 e 108.398, revelou hoje um relatório da organização Iraque Body Count (Contagem de Corpos em inglês). A cifra de perdas civis entre 1 de janeiro e 23 de dezembro deste ano foi de 3.976, segundo o próprio relatório. "Dos dados de 2010 surge um persistente conflito de baixo nível que continuará matando civis com o mesmo ritmo nos próximos anos", advertiu a fonte. O documento sobre o balanço de mortos em acontecimentos violentos foi elaborado com dados de 8.250 relatórios referentes a 1.601 incidentes. Ainda que registou-se um descenso de 15 por cento em relação a 2009, o número de mortes civis segue sendo muito alto, sublinhou o relatório. "Para aqueles que perderam seus seres queridos em 2010, não tem nenhum sentido destacar que teve uma melhora com respeito ao 2009", enfatizaram os autores do texto.

Ismael em 19 de maio de 2011

Essa imigração vai levar a formação de um novo contingente populacional segregado na Europa. Diferente da ocupação moura nos séculos VIX a XII, agora a distância cultural desfavorece a integração. Como podem se integrar à sociedade Européia, num curto prazo, indivíduos que mal falam uma língua latina e que ganham a vida na agricultura, sem formação educacional adequada, sem conheciemntos de informática, nem formação profissional atualizada? a resposta é que eles acabam se dedicando à venda de badulaques, pois não há capital européia onde não se encontrem imigrantes africanos vendendo todo tipo de produtos chineses, quando não drogas. Veja que não estou satanizando, nem qualificando ninguém pela procedência ou pela côr. O processo de marginalização é uma decorrência natural da distância tecnológica e cultural. Acho que sse processo inclusive é inevitável, a considerar o novo cenário político do norte da África e do Oriente Médio. Vai sobrar refugiados de ditaduras islâmicas para ocupar os nichos marginais da economia capitalista européia. E não duvidem que esses chamados nichos marginais existam, pois são mesmo da natureza da competição do capital criar o trabalho marginal. Num longo prazo, veremos uma Europa mais instável socialmente, com cidades inchadas, num processo similar ao que Castels definiu para as capitais latino americanas, de super-urbanização, que é a concentraçãod e pessoas muito maior que a capacidade do sistema de absorvê-las.

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