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Manifestantes protestam em frente à embaixada de Israel, no Cairo, por transição clara e transparente. Foto: Mohamed Hossam/AFP

Com a queda do ditador Hosni Mubarak, em fevereiro passado, e as recentes retaliações do governo israelense aos ataques terroristas a seu território partindo de palestinos radicais da Faixa de Gaza, as relações entre o Egito e Israel vêm se deteriorando a cada dia.

Raro é o dia em que uma multidão não se reúna diante da embaixada de Israel no Cairo para queimar bandeiras e protestar.

Apesar da precariedade e do estancamento do processo de paz entre Israel e os palestinos, a paz entre Israel e Egito, obtida nos acordos de Camp David, de 1978, e consolidadas em 1979 por tratado assinado entre os dois até então arquiinimigos, é um dos pouquíssimos resultados obtidos até hoje na aproximação entre os israelenses e seus vizinhos árabes hostis — e, de longe, o mais importante.

Uma ruptura entre as duas partes seria uma tragédia para quem acredita em solução pacífica para conflitos.

No entanto, a coisa está tão por um fio que o embaixador de Israel no Cairo, Yitzhak Levanon, mora em… Tel Aviv, por “razões de segurança”.

O dia-a-dia da embaixada é tocada por um encarregado de negócios.

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8 Comentários

Corinthians em 31 de agosto de 2011

Essa é a tal primavera árabe... Se é assim com o Egito, imagine o que vai acontecer na Líbia ?

SergioD em 30 de agosto de 2011

Não haverá estado palestino enquanto Hamas, Hezbollah e Fatah, em conjunto, negarem o reconhecimento do estado de Israel. Houve injustiças quando da criação de Israel? Houve, assim como houve muita incompetência e radicalismo por parte das lideranças árabes e palestinas de então. Muitos palestinos afirmam pagarem o pato pelo holocausto. Conhecidos meus judeus afirmam que aquela terra pertencia a eles, e que de lá foram arrancados pelos romanas, em 130 DC, por determinação do Imperador Adriano. Sempre brinco que se é assim, todos devemos voltar para a terra de origem de nossos antepassados pois os verdadeiros donos do Brasil são os seus índios. Não se trata disso. Hoje não se pode chorar sobre o leite derramado. Israel é uma realidade irremovível da paisagem do Oriente Médio. É o único estado moderno, capitalista e democrático da região. As conquistas de sua sociedade em termos de agricultura, educação e tecnologia são esplêndidas e servem de exemplo para o mundo. Existe auxílio externo? Sim, existe, mas quantos países também não são ajudados e continuam patinando em termos de desenvolvimento. No entanto, o aperto que Israel impõe ao povo palestino não ajuda em nada a mudar o apoio que esse mesmo povo dá ao Hamas na Faixa de Gaza, e o que os refugiados do Líbano dão para o Hezbollah, além da Síria e do Irã. Assim como em nada contribui para a paz a criação de mais colônias judaicas na Cisjordânia. O pior é que não enxergo disposição de nenhuma liderança atual para se atingir a paz esboçada por Yitzak Rabin e por Yasser Arafat. Parece que tanto em Israel quanto nos territórios palestinos existe uma satisfação na manutenção do status-quo beligerante. Os líderes dos dois lados sabem que a solução negociada da paz pode abalar os alicerces que sustentam sua posição atual, sendo muito custosa em termos políticos para ambos. Por isso a imobilidade atual. Essa situação me assusta pois me lembra o acúmulo de tensão entra placas tectônicas. Um dia um pequeno deslocamento pode provocar um terremoto de consequências mundiais. Grande abraço

Luiz em 30 de agosto de 2011

NÃO HÁ SOLUÇÃO PARA OS CONFLITOS NO ORIENTE MÉDIO. ISRAEL PRECISA PARAR COM ESSE NEGÓCIO DE PAZ NEGOCIADA, O QUE ADIANTA ISRAEL CUMPRIR E OS OUTROS NÃO? DEVEM REFORÇAR AS FRONTEIRAS E SE ARMAR; OUTRA BOBAGEM É UMA PÁTRIA PARA OS PALESTINOS! COM TANTAS FACÇÕES QUE JÁ EXISTEM(FATAH, HAMAS ETC...)PRECISAM DE DOIS OU MAIS PAÍSES, OU ALGUÉM ACHA QUE ESTAS DUAS FACÇÕES PODEM CONVIVER EM HARMONIA???. O MAIOR PROBLEMA NO ORIENTE MÉDIO, PELO MENOS À DISTÂNCIA, É QUE OS POVOS ÁRABES NÃO SÃO CHEGADOS AO TRABALHO, O NEGÓCIO DELES É BRIGAR, PRA NÃO DIZER "EXPLODIR". HAJA PACIÊNCIA!!!

Eduardo Santiago em 30 de agosto de 2011

Eles já devem ter esquecido da surra antologica que tomaram de Israel, e de quanto estes lhes foram generosos devolvendo território conquistados.

Paulo Bento Bandarra em 30 de agosto de 2011

Exército israelense arma e treina colonos para possíveis confrontos

Reynaldo-BH em 29 de agosto de 2011

Sei que o assunto é sério e preocupante! Mas não posso deixar de sugerir esta solução ao Brasil! Lula em Havana ou Caracas! Governando de lá. E a presidente como encarregada dos negócios. Esquece! Não dará certo. O PMDB ao ouvir falar em "negócios" já indicou 14 para o posto!

Paulo Bento Bandarra em 29 de agosto de 2011

Acho que na Líbia não será diferente. Acho que a batata de Israel está assando mais uma vez, e de nada ajudará um estado palestino independente sem compromisso real de paz deste. . Não sei da onde e de quando é a foto que ilustra a matéria, mas parece que trabalhar que é bom mesmo a "revolução" não é muito adepta.

Gennari em 29 de agosto de 2011

Tambem esperar o que desse acordo? Assinado por quem já foi Assassnado! Não teve o reconhecimento do devido cartorio! O povo egipicio! E quem mantinha esse acordo foi enjaulado! Outra frente de guerra?

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