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Trabalhadores carregam caixão entre covas abertas em Teresópolis (RJ)

Amigos do blog, a leitora do blog Lúcia Sweet, jornalista, editora, tradutora e produtora de moda no Rio, escreveu um depoimento tão pessoal e comovente sobre a tragédia da região serrana fluminense que fala por si e vou publicá-lo como post.

Vejam:

“Eu moro agora em Teresópolis e estou postando o que aconteceu com a minha secretária.

Essa tragédia brutal é agravada pela violação dos direitos humanos das pessoas afetadas.

Só para você ter uma idéia: a minha secretária, Lilian Marinho, foi ajudar a prima, que perdeu a mãe. Tiveram de reconhecer o corpo 3 vezes, desde quarta-feira, dia 12. Cada vez faziam uma exigência burocrática diferente. Aí, quando a família providenciava o que pediam, o corpo já tinha sumido, transferido para outro local, sem identificação.

Sexta-feira, dia 14, chegaram às 9h da manhã à delegacia. Depois de reencontrarem o corpo no meio de tantos outros, pela TERCEIRA VEZ, continuaram tentando enterrar a senhora, que morreu soterrada, junto com o filho que ninguém achou ainda. (A Defesa Civil não apareceu por lá até hoje, é claro, e as Forças Armadas não enviaram ajuda à altura da catástrofe.)

Na hora do almoço (haja apetite) todos os funcionários da morgue improvisada na delegacia de polícia saíram JUNTOS para comer alguma coisa, deixando os pessoas no meio de cadáveres em decomposição, sem nenhum respeito ou compaixão pelo sofrimento de quem perdeu um ente muito querido e quer enterrá-lo. Finalmente conseguiram fazer o enterro por volta das 17h.Infelizmente, o caixão já não pôde mais ser fechado, por causa do adiantado estado de decomposição do corpo, e ela teve de ser enterrada com o caixão semi-aberto, amarrado por cordas.

Ela me contou também que uma senhora, completamente em estado de choque, já tinha reconhecido o corpo do filho 4 – QUATRO – vezes, sem conseguir enterrá-lo. E cada vez o corpo em pior estado. Não sei porque a imprensa não noticia a realidade de uma tragédia anunciada na oitava economia do mundo, como se gabam os nossos governantes.

A grande “estratégia” de ajuda é a liberação de verdas — para os governantes contratarem obras sem licitação (que não são feitas)e para enriquecimento ilícito. Vide os desabrigados até hoje das tragédias de Santa Catarina, em 2008, em Angra dos Reis e em Niterói, no morro do Bumba [em 2009]. Tristes tropiques.

PS — Quem encontrou o corpo da tia foi o ex-marido que, com outras pessoas, praticamente cavou com as mãos no meio da lama para tentar salvá-la caso ela ainda estivesse viva ou para encontrar o corpo. Improvisaram macas com escadas e tábuas e conseguiram salvar uma senhora que pesava cerca de 100 quilos. Heroísmo, compaixão e solidariedade de pessoas comuns. Só em um único lugar, o cálculo é que mais de MIL PESSOAS estejam soterradas. A ajuda enviada foi muito pouca em relação à dimensão dessa tragédia. A verdade precisa ser divulgada. Nos primeiros dias a ordem era recolher os corpos e não procurar os sobreviventes. Há milhares de mortos.”

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sonia em 19 de novembro de 2012

Tambem sou moradora de um dos bairros afetado em Teresópolis e preciso muito de um contato com esta senhora Lilian Marinho. Poderia, repassar meu email a ela? Eu agradeço desde já. Cara Sonia, não consegui de forma alguma localizar o email de Lúcia Sweet para entrar em contato com ela e lhe passar seu email. Mas descobri que ela está no Facebook. Então é fácil localizá-la e entrar em contato, não? Boa sorte. Abraços e desculpe a demora na resposta.

Janaina em 26 de março de 2012

Como o descaso é algo cruel na nossa sociedade...Algo de terrível acontece e não se toma providências cabíveis para uma tragédia como essa. Muito triste para as vítimas diretas e indiretas, as autoridades nos envergonham com uma postura como esta! Lamentável.

CHRISTIANE em 27 de janeiro de 2011

Olha,tenho uma amiga que mora em Campo do Coelho, um dos bairros mais prejudicados em Nova Friburgo, na rua dela só sobrou a casa dela, os vizinhos que sobreviveram começaram entrar na casa dela desesperadamente na noite da tragédia, morrendo muitos em sua varanda, assim que o dia amanheceu, ela e os sobreviventes começaram a cavar e recolher os corpos que estavam por cima da terra, juntaram 17 em um amontoado, uma semana depois estavam apodrecendo no mesmo local,um amigo que veio do Rio ele é bombeiro, relatou que muitos dos que vieram de fora para trabalhar, estavam depois de uma semana mais limpos que os moradores, que por sua vez estavam dias sem banho por falta de água.Não bastasse isso, vimos passando no centro da cidade no caminhão do exército em plena luz do dia, garotas de programa junto aos homens que vieram para nos ajudar, e os corpos apodrecendo em meio aos escombros, enfim, muita gente safada veio junto com uma equipe maravilhosa que está ajudando até hoje.

Mirian em 18 de janeiro de 2011

Caro Setti, muito obrigada pela gentil resposta. É claro que você é um jornalista que faz parte das "honrosas exceções". Graças. São poucos, mas ainda existem, para nossa sorte. Quanto às suítes, - vivendo e aprendendo - adoraria ver daqui há algum tempo, quando a poeira baixar, matérias feitas por esse Brasil afora, nos mostrando a realidade e o cotidiano das pessoas afetadas. Só podemos contar com a imprensa, pois esse estado enorme na sua arrecadação, porém fraco na sua incompetência não cumpre seu papel. Abraços da Observadora. ps.: sonhar não custa nada: por que não uma edição especial da Veja... Obrigado por seu comentário gentil, cara Mirian. Quanto a uma edição especial de VEJA sobre como ficaram grandes questões que a imprensa deixou de tratar, quando trabalhava na revista, muitos anos atrás, sugeri o título de uma seção que então ia ser criada e que passou a chamar-se "Em Dia". Cada semana, a revista voltava a um assunto importante que havia sido, digamos, esquecido, para dizer a quantas andava. Vou conversar com o diretor de Redação e ver o que ele acha de ressuscitar a seção. Já seria um começo, não? Abraços

Tharley Mota em 18 de janeiro de 2011

Como diz o leitor Marcel, resumindo tudo muito bem: "o povo tem os dirigentes que merece"...e eu creio que os cariocas e fluminenses são os que mais merecem os políticos que tem, pois hipocrisia, a parte são os brasileiros que mais envergonham o país sempre se julgando espertos, mas não passando de apedeutas bronzeados...

mirian alencar em 18 de janeiro de 2011

nossa estou aqui indignada com tudo isso nao se ve ajuda dos governante de nada e essa presidenta que entrou nao vai ser diferenti vai pegar os milhoes de real e colocar no bolsinho e banana para todos.nossa cade os profissionais cade aqueles que subiram na vida por causa de nos cade na ondi anda o coracao dessas pessoas estou aqui sofrendo muito por todos sofrendo a dor de cada familia

Artur em 18 de janeiro de 2011

Meu Deus! E o pior de tudo é sabermos que mais cedo ou mais tarde essa tragédia vai acontecer de novo, em algum outro lugar "deste país". QUE PAÍS É ESTE?

Marcel em 17 de janeiro de 2011

Lucia, Eu moro no interior e não há dúvidas onde deveriam estar Lula, Dilma e Cabral. Mas ando tão revoltado que chamei todos moradores de bestas e que merecem tudo isso. Na verdade nimguém merece, mas a realidade é cruel: o povo tem o dirigente que merece. Como é possível ser eleito pessoas como esta? Estamos drogados? Não enxergamos mais a realidade? perdemos o senso? Perdemos nosso instinto de preservação que é importantíssimo? Nos atiramos nas mãoes de alcoolatras, terrorista, debochadores sem ao menos gritar e dizer algo? Depois dessa tregédia em que a imprensa louva os dirigentes como pessoas imaculadas e santas vamos ficar assim de boca aberta? a imprensa, hoje, é apenas bobo da corte para os governantes de plantão. Excecões sao raras. Precisamos, jornalistas, politizar a população. sim politizar: esclarecer que essa população tem direitos de ser respeitada por que sustenta com impostos o país e exigir que todas as instituições : hospitais, defesa civil etc estejam funcionando bem e muito bem. Chega de cidadania, de ongs subalternas e de outras bobagens simãnticas tão bem exploradas pelo Grande Irmão.

vania em 17 de janeiro de 2011

Esta burocracia, ilustra o drama de todas as pessoas desamparadas pelo nosso "ESTADO"...."estado"...."Estado".... O que é pior nesta vida sendo que a vida está sempre à um fio da hipocrisia burocrática... Muito tristeza, "entre tantas"...

Rodrigo em 17 de janeiro de 2011

Chama a atenção a total descoordenação e o despreparo no socorro às vítimas. Além de mantimentos doados às vítimas estarem apodrecendo a céu aberto em Teresópolis, debaixo de chuva, aqui no Rio a gente vê vizinho jogando corda para socorrer vizinho. Não há um helicóptero, um barco para resgate, nada. A cidade de Brisbane, na Austrália, está deibaxo d'água e lá ninguém morreu.

Fernanda em 17 de janeiro de 2011

É realmente de arrepiar este relato...imaginem o horror de ter de reconhecer o corpo de um ente querido uma, duas, três vezes? E, pior, não conseguir providenciar um enterro de acordo, devido a uma burocracia ridícula e sem sentido? Pior ainda é imaginar que, no fundo, desde o desastre do ano passado, sabíamos que outro ocorreria este ano, talvez não nestas proporções, mas que haveria mais mortes e deslizamentos, disso ninguém duvidava...e ainda Sérgio Cabral vem dizer que não é hora de autocrítica? Na minha opinião, não poderia haver hora melhor...e pensar que o dito cujo sequer estava aqui quando tudo ocorreu, teve de vir correndo de suas férias em Paris...nada contra férias, muito menos contra Paris, mas além de não ter feito nada para tentar evitar ou minimizar os efeitos dessa tragédia anunciada, ainda resolveu viajar bem em janeiro, mês das chuvas??? Tudo isso é lamentável e sofro junto com cada um desses depoimentos...pobres cidadãos, honestos, que pagam seus impostos corretamente, muito mais do que deveriam ou precisariam e, ainda assim, o que recebem de contraprestação estatal? Descaso, desleixo e burocracia...é o fim!

Carlos Larry Carvalho em 17 de janeiro de 2011

Só falta agora um "relato dramático" de um leitor(a) de Augusto Nunes, Reinaldo Azevedo já postou seu relato.

Ismael em 17 de janeiro de 2011

Ricardo, leia o que você escreveu abaixo sore a "compostura" da Dilma e o que vei aqui. Cara, ou você tá precipitado ou eu você escreveu o post abaixo com um cinismo que não entendi. A princípio, também procuro ver com bons olhos a sáida de Lula, e a entrada da Dilma, por assim dizer. Mas é preciso ver que é um governod e continuidade. Uma contatação: temos uma copa do mundo e uma olimpíada a caminho, e um ministro do turismo que é um velho decrépito e sem vergonha e temos um ministro da saúde que não sabe a diferença entre uma epidemia (como a dengue) e uma endemia (como a incompetência que perpetua a dengue)? Que será de nós com tanta compostura? Caro Ismael, o que comentei são apenas indícios positivos e boas declarações de intenções que enxerguei nesses primeiros dias. Claro que ainda é cedo para se fazer um julgamento. E amanhã virei com 11 coisas de que NÃO estou gostando no novo governo. De todo modo, estarei de olhos abertos, como sempre fiz com os presidentes anteriores desde que comecei a escrever artigos opinativos, no governo João Figueiredo (1979-1985). Abraços

bruxa velha em 17 de janeiro de 2011

Essa e a realidade do Brasil cantado em versos e prosas pelo maior vigarista que ja apareceu no Pais.Seu legado e esse que se ve nos jornais: corpos em decomposicao, familias desabrigadas, molestias e desgracas de todo tipo. Mais uma grande oportunidade de corrupcao para os abutres de plantao, que tem nas tragedias a chance de roubar mais e mais. Enquanto o grande" homem do povo" se hospeda em alto estilo, as custas desse povo que rola morto pela lama, pelo descaso, incompetencia e desprezo.Ele precisa registrar isso no cartorio da mesma forma que registrou os grandes "desfeitos" do pais das maravilhas. E onde estao os meritos da nova presidanta? o que ela esta fazendo de positivo para ajudar essa gente toda? so porque fez o sacrificio de calcar galochas e tirar umas fotos para auxiliar a midia a construir sua imagem, como fizeram com o vigarista?

Inácio em 17 de janeiro de 2011

Caro Ricardo, estava com saudades dos seus posts; que bom que você retornou! Neste país nenhum governo investe em medidas preventivas para calamidades dessa natureza simplesmente porque isto não rende votos. Sabemos também que dos milhões disponibilizados para essas tragédias muito será desviado para o bolso dos espertalhões de plantão. Depoimentos como o desta senhora são importantíssimos para, quem sabe, alguns de nossos governantes passem a ter um pouco mais de vergonha na cara. Obrigado por sua saudação calorosa, caro Inácio. Quanto ao mais de seu comentário, é difícil discordar, não é mesmo? Abraços

Observadora em 17 de janeiro de 2011

Caro Setti, infelizmente o Brasil real só nos chega através de iniciativas - poucas, como essa. O comportamento da imprensa, salvo honrosas exceções, é vergonhoso. Permite que tudo caia no esquecimento e que as pessoas sejam largadas à própria sorte. Como estão os desabrigados em Alagoas, Pernambuco, Angra dos Reis, Sta. Catarina, S. Paulo? O que aconteceu com eles? Será que veremos mais do mesmo? Chega o Carnaval, veremos as fotos das escolas de samba estampando as principais manchetes, à exaustão. Só alegria. Camarotes vips, políticos, jogadores de futebol, globais, ex-bbbs, celebridades. Eca!!! Enquanto isso, no Brasil real, as famílias continuarão chorando seus mortos e tentando reconstruir suas vidas. Temos que cobrar isso. Qualquer publicação que se preze, deveria sair por esse país investigando o que acontece depois da tragédia com as pessoas, cidades, famílias. Aposto que na Região Nordeste ainda tem muita gente vivendo em abrigos provisórios. Nós temos o direito de saber, a imprensa tem a OBRIGAÇÃO de nos informar. Se não fizermos alguma coisa não conseguiremos sair desse círculo vicioso nefasto. Cara Observadora, Sou eu próprio um crítico dos erros da imprensa, e um deles, difícil de resolver, é como fazer com o que chamamos "suítes" dos assuntos -- casos que ocuparam as manchetes e que foram substituídos por outras coberturas quando o calor da hora baixou. Só creio que não devamos generalizar. Vários veículos da imprensa têm conseguido, com altos e baixos, fazer essas cobranças e expor esses problemas. Mas entendo e compartilho de sua indignação. Abraços

Paulo Roberto Urbano da Cruz em 17 de janeiro de 2011

Se fosse uma guerra teríamos perdido sem disparar um só tiro. Onde estavam os responsáveis, nesta hora as coisas tem que ser executadas os papeis serão preenchidos depois. Isto mostra FALTA DE COMANDO, INCOMPETÊNCIA, o povo é mais organizado do que quem deveria estar organizado e preparada para este tipo de tragedia, afinal chuvas ocorrem todos os anos nas mesmas regiões, com as mesmas consequências.

Luiz Correa em 17 de janeiro de 2011

Esse depoimento contrasta totalmente com os elogios que o blogueiro fez à presidenta Dilma em post anterior. Como é de praxe nos governos lulopetistas (por enquanto não existe ainda o dilmopetismo), fala-se muito, propagandeia-se mais ainda e faz-se na verdade muito pouco. Já circulam na internet e na mídia muitos comentários e informes sobre a ineficiência e a incompetência das ações do setor público, incluindo nesta caso as forças armadas (federais, sob comando da Dilma, portanto), e os recursos prometidos mas que não chegam às regiões atingidas. Muitos helicópteros parados no gramado da Granja Comari, etc. etc. Se a postura da Dilma parece ser melhor do que a do Lula (pelo menos ela fala muito menos, o que é um enorme alívio), isso não significa que a sua ação ou desempenho seja mais eficiente. Pelo que vemos agora, continua tudo igual. Uma coisa é não aceitar atrasos dos ministros nas reuniões, outra, muito diferente, é administrar com eficiência.

gaúcha indignada em 17 de janeiro de 2011

Este é o Brasil de todos! (hehehehehe). Ninguém merece o Cabral e a Dilma juntos... coitados dos cariocas....

Cristina Conde em 17 de janeiro de 2011

Rosa Maria Pacini e Carlos Nascimento, concordo com vcs em gênero, número e grau. O pior de tudo é que estes milhares q morreram, em sua maioria, deram voto e acreditaram nas mentiras desse governo VERGONHOSO.

Lucia Sweet em 17 de janeiro de 2011

Ricardo, sou eu mesma (também jornalita, editora e tradutora). Postei minha autorização para você publicar meu nome, mas não estou mais achando o link. Você encontrou? Cara Lúcia, sua autorização está, sim, devidamente publicada. Pode ir lá e ver. E vou assinar o seu post, ou seja, atribuí-lo a você, pelo que agradeço. Bem como pelos contatos. Um abração

Rosa Maria Pacini em 17 de janeiro de 2011

Setti, a carta dessa senhora deveria ser publicada em todos os veículos de comunicação, inclusive nos internacionais. Chega de mascarar a realidade e fazer deste Brasil o pais de "faz-de-conta" criado pelo Lula.

carlos nascimento em 17 de janeiro de 2011

Eis a prova do verdadeiro País, atrasado e subdesenvolvido, eis a resultante do "nunca na história desse Pais" do macunaima de guaranhuns, estamos falidos e decadentes, culpa também da MÍDIA irresponsável, que sustentou um farsante, alardeando engodos durante longos 8(oito) anos, encobrindo com o véu das trevas - Era da mediocridade - distribuindo esmolas ao invés de desenvolver planos ESTRATÉGICOS, verificamos que a oitava economia do planeta (sic) não tem capacidade de socorrer nosso povo adequadamente, enquanto isso, se acham preparados para promover Copa do Mundo e Olimpiadas, vão se f...., criem vergonha na cara, chega de palhaçadas, tentem ao menos administrar o processo EDUCACIONAL que está falimentar e nem o simples processo de matrículas e avaliações são capazes de fazer. Fico me perguntado, gastaram milhões na promoção dos Jogos Panamericanos, roubaram bastante, esqueceram das diversas outras prioridades, é PRIORITÁRIO realizarmos jogos e escondermos a pobreza e o lixo debaixo dos tapetes, não seria hora de nossa Sociedade se mobilizar e verificar o que realmente deve ser feito no País. Volto a bater na MÍDIA, ela também é responsável por essa situação, sustenta a cor rosa choque enaltecendo "vagabundos", esquecem da obrigação do bom jornalismo que é dar apoio real à Sociedade, denunciando com clareza todas as mazelas, CHEGA, não aguetamos tanta injustiça, um País tão rico e tão injusto, nossa prioridade agora é termos VERGONHA NA CARA, não deixem o Carnaval encobrir essa tragédia, novos janeiros virão.

sandoval Sader em 17 de janeiro de 2011

mais uma no "páraiso " do Governador Cabral.....

Memyself em 17 de janeiro de 2011

A cada pouco recebemos mais notícias tristes sobre a catástrofe (anunciada) no Rio de Janeiro. Frias e impiedosas são as pessoas. Ao mesmo tempo que uns esquecem até de si mesmos procurando ajudar outros, há aqueles que, como os funcionários da morgue, esquecem que lidam com seres humanos. Talvez nem lembrem que eles mesmos sejam. Uma tristeza enorme.

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